quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã

Os responsáveis pela publicidade de Ghost in the Shell talvez sem saber o que destacar, resolveram enaltecer qualidades um pouco genéricas de qualquer filme:
- em tela grande.
- áudio de ótima qualidade.

Ghost in the Shell é a mais recente tentativa dos estúdios de cinema americanos para adaptar histórias japonesas para as telonas.

O filme tem referências que lembram outras grandes produções como Robocop e Matrix, só que fica devendo na filosofia barata de Matrix, grande parte do carisma da trilogia das irmãs Wachowski.

Curiosamente uma das versões de Ghost in the Shell, que há muitos anos já saiu em formato de mangá e anime, é considerado influência para Matrix.


Apesar disso, o filme bom, com ótimos efeitos visuais e estética apurada.
O problema é que parece não saber como achar um público.

Se de um lado os fãs do anime e do mangá queriam uma versão mais fiel ao original, com direito a uma atriz asiática no lugar de Scarlet Johansson, o público geral não encontrou uma história com apelo suficiente para mobilizar milhões às salas de cinema. 



O resultado é um filme provavelmente caro, bem feito, mas sem retorno financeiro. 
Não à toa já começam a sair análises de que a produção não se bancou financeiramente, inviabilizando uma possível continuação.  

As sequências de ação ficam como o melhor das duas horas de filme, que se você não conferiu nos cinemas poderá provavelmente em alguns anos ver nas telas da Record.  

 





quinta-feira, 23 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira


Meu primeiro pensamento após assistir Kong: A Ilha da Caveira foi “Hollywood está perdendo muito sem a minha presença na criação de roteiros”. Juro que pensei isso com a mais sincera humildade. Caramba. O filme é uma mistura de cultura pop, homenagem a filmes clássicos e ainda é um trampolim para um futuro encontro de King Kong com Godzilla. Na minha cabeça rolam várias ideias parecidas como esta....      

O ano é 1973. Os Estados Unidos estão em ebulição devido à Guerra do Vietnã e decidem desistir da guerra. Uma expedição para uma inóspita ilha com possíveis recursos naturais está sendo formada. Esta é a oportunidade perfeita para a Monarch, organização secreta do governo, encontrar respostas para certas perguntas misteriosas que rondam a Ilha da Caveira....


Encabeçada por Bill Randa (John Goodman), a equipe é formada por militares americanos que estavam no Vietnã e são liderados pelo Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), além da fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) e o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston).   

  
Trupe apresentada. A hora agora é de conhecer a ilha de perto e encarar o monstro de perto. A real é que não é no singular. A ilha é infestada de bichos estranhos dos mais diversos tamanhos e apetites. As máquinas de guerra voadoras, conhecidas também como Helicópteros, não dão nem para o cheiro na hora que Kong resolver tirar satisfação por invadirem a sua praia... ops... ilha.


Eu comecei a sinopse falando de 1973. Porém o filme começa anos antes. Lá no meio da Segunda Guerra Mundial num empate clássico entre dois pilotos. A cena, além de nos preparar para o restante do filme, parece que foi o que convenceu os executivos a filmarem este filme com o diretor estreante John Vogt-Roberts. E anotem as minhas palavras. No futuro esse mano ainda vai ser algo como um Zack Snyder. Encare isso como quiser.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Manchester à Beira-Mar


Hiatos são hiatos. As dificuldades em escrever materiais criativos são reais. No mês de janeiro o calor é insuportável. Estas frases latejam na minha cabeça esperando uma oportunidade para saírem. Deveria ser um blog sobre filmes novos, antigos, bons e ruins, mas acaba tendo outras funções. A necessidade de expressar certas vontades é algo inexplicável. As vezes sufocante as vezes irrelevante (para mim ou para outras pessoas)....

A vida diariamente nos apresenta desafios. Dizem que com eles aprendemos a ser adultos e responsáveis. Mas será que somos fortes o bastante para sobreviver aos mais duros golpes?

Manchester à Beira-Mar explora esta questão através de uma narrativa muito bem desenvolvida. A cada cena saímos da superficialidade inicial dos personagens para tentar compreender quem eles são. E quando tentamos imaginar um pouco sobre as sensações que os personagens estão sentindo, o impacto te deixa pensativo durante um belo tempo...

A história gira em torno de Lee Chandler (Casey Affleck). Um faz tudo emburrado que precisa retornar a sua cidade natal após receber a notícia da morte de seu irmão. Este trágico fato traz uma curiosidade. Em seu testamento, o irmão de Lee deixa a guarda de seu filho adolescente para ele e todas as responsabilidades que isto acarretará. Viver não é uma coisa fácil para Lee. Simplesmente as vezes não dá. Não existe jeito de contornar certas coisas. No decorrer da história vamos descobrindo como estas frases se encaixam perfeitamente para o personagem.


Mesmo se o filme não tivesse vencido alguns prêmios (entre eles o Oscar), eu estaria aqui recomendando positivamente para vocês assistirem Manchester à Beira-Mar. Pode parecer que eu estou meio sentimental ou que o estúdio me pagou para falar bem dele. Mas nada disso procede. Simplesmente o filme é bom e vale a pena ser assistido.



terça-feira, 14 de março de 2017

Moonlight

Um novo amor tem início enquanto cai o luar. Até aí nada demais no vasto currículo da lua, que além de influenciar o nível do mar, já iluminou os pensamentos dela e falou para ela que sem ela ele não vive.
A diferença é que o romance da vez é entre dois homens.

Sem pedir a opinião da caixa de comentários do G1, Moonlight chegou aos cinemas apresentando a jornada do californiano Chiron/ Black. 

O segundo longa do diretor Barry Jenkins foi reconhecido (com uma dose de polêmica) como melhor filme do ano pela academia do Oscar.

A história é contada a partir de três importantes capítulos na vida do protagonista - incluindo o reencontro com um amigo na vida adulta.

Enquanto Chiron toma conhecimento de si e da própria sexualidade, há espaço para narrar os primeiros contatos com as dores e delícias da vida.

Com ênfase para as dores.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Indiana Jones

A história do mais famoso arqueólogo da cultura pop surgiu como um projeto pessoal de George Lucas.

O sonho do diretor californiano passava por fazer um filme que mesclasse o clima de
007 com seriados de sua infância - séries como Flash Gordon e Buck Rodgers que haviam caído em descrença com os executivos de Hollywood.

Parece incrível imaginar que George Lucas tenha tido dificuldade para convencer os investidores a financiar o filme, mas também é verdade que a proposta original era diferente do resultado que podemos conferir hoje.

A começar pelo trio de itens icônicos do personagens, o chapéu, chicote e a mochila, que ganhariam a companhia de uma quarta memorabilia, o farto bigode do ator Tom Selleck - que além de tudo se chamaria Indiana... Smith (isso não daria certo, heim).

Por sorte, Selleck já estava excessivamente atarefado com as gravações da série Magnum, recusou e a oferta caiu nas mãos de Harrison Ford.

Ford, que aquela altura já havia trabalhado com George Lucas em Star Wars, ajudou a transformar Indiana Jones em um dos mais cultuados filmes de aventura e ação.

E quem não se lembra da famosa cena em que Indi aposta corrida contra uma gigantesca pedra no filme de estreia, Os Caçadores da Arca Perdida?

O mais difícil é entrar em um consenso sobre qual o melhor filme da franquia. (só não vale dizer que é o mais recente).


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Capitão Fantástico

Um filme de questionamentos. Desde o primeiro minuto Capitão Fantástico tenta provocar em seus espectadores perguntas essenciais sobre a vida. Caminhos a serem seguidos, exemplos a serem analisados e uma certeza que aumenta a cada dia... Tudo que é extremo, não é bom.

Ben Cash (Viggo Mortensen) vive com seus 6 filhos no meio do mato onde ensina o que ele julga ser essencial para a vida deles. Filósofos, humanistas, naturalistas, físicos são leituras constantes na vida da família. Tudo isso ligado a um extremo contato com a natureza e muita música.


Em meio a esta vida poética, uma notícia acaba pegando todos de surpresa. Leslie, mulher de Ben e mãe da trupe, comete suicídio enquanto estava internada para tratar um distúrbio bipolar.

Devido ao seu estilo de vida e o culpando pela morte de sua filha, o sogro de Ben o proíbe de comparecer ao funeral. Mas, após ler o testamento de Leslie, o Capitão Fantástico resolve embarcar numa missão com seus filhos para honrar os últimos desejos de sua mulher.   



A jornada da família mostra que para evoluirmos precisamos viver. Não adianta você saber toda a parte “teórica” e achar que isso o deixará preparado para a vida. As experiências são mais do que necessárias para aproveitar e celebrar este pouco tempo de vida que temos. Um filme que provoca este tipo de questionamento, é sempre uma boa escolha para assistir.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Californication

Sempre quis começar um texto dizendo que a vida é como um filme. Tem os protagonistas, os coadjuvantes, de vez em quando a gente exagera nos excessos e fica torcendo para o roteirista ser bom para no fim dar tudo certo.
O que de certa forma eu acho que acabei de fazer.

Em dezembro, chegou ao serviço de streaming Netflix uma enxurrada de série que diferente da maioria das pessoas eu provavelmente não verei. Junto com elas, chegou também Californication uma série que diferente de mim, a maioria das pessoas provavelmente não verá.

O protagonista é Hank Moody, um escritor tentando recuperar o controle de sua vida, mas sem exatamente saber como (mais ou menos como todos nós) enquanto busca reconquistar o coração da mulher de sua vida (como quase todos nós?)

A série chegou a sete temporadas se equilibrando em uma fina linha entre comédia e drama, sempre com capítulos de mais ou menos meia-hora, que reservaram situações como um sequestro por engano, a prisão do protagonista, vários momentos de romance e muitos diálogos inspirados.

Isso tudo sem deixar de mostrar que Hank provavelmente é um canalha durante a maior parte do tempo, mas está encarando o desafio de ser uma versão melhor de si. E quem não gosta de uma boa história de recuperação?

Californication não é a série mais popular de seus dias, nem a melhor. Mas é a minha favorita.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Fantasma


A história da fera aí todos conhecem. Os apelidos “O espírito que anda” e “O Homem que não pode morrer” também são bem conhecidos. Agora, o difícil é conhecer alguém que fale bem da adaptação cinematográfica de 1996, estrelada por Billy Zane. Reparou que eu não indaguei o conhecimento do filme, né? Minha procura é por alguém que tenha gostado da bagaça.

Tudo começa em meados do século 16 quando um jovem sobrevive a um ataque de piratas e vai parar na ilha de Bengala. Lá ele é treinado a enfrentar o mal e se torna o famoso Fantasma com seu anel de caveira. Obviamente, de imortal o personagem não tem nada. O segredo é simplesmente andar com máscara e passar a tradição de pai para filho.


Assim como nos gibis, a história do filme é focada no 21º Fantasma, Kit Walker (Zane). O herói descobre que mercenários ligados a uma antiga seita (que tem relação com o Fantasma) estão procurando misteriosas caveiras. Paralelamente, um antigo amor da faculdade, a aventureira/jornalista/mocinha do filme, Diana Palmer, é sequestrada em Bengala enquanto investigava um estranho milionário, Xander Drax (Treat Williams). Uma chance para adivinhar quem salva a donzela....

Depois do salvamento, Kit resolve ir para Nova York para investigar o que está acontecendo. A trama se revela muito mais apocalíptica e ligada ao passado do atual Fantasma. Claro que como um bom filme de sessão da tarde, nenhum gargalo é suficiente para desbancar nosso herói.

Acho que as últimas linhas do parágrafo acima resumem bem do que se esperar desta adaptação. Um filme de sessão da tarde que deve ter sido usado muitas vezes para embalar o sono de estudantes que acordavam cedo ou que estavam matando aula.    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cães de Guerra


Histórias curiosas e filmes que não tenho expectativas é quase sempre uma combinação que acaba me agradando muito. Por este motivo, muitos destes filmes acabam entrando aqui no MDZ. Seguindo a lógica, Cães de Guerra é um destes casos. Obviamente. Senão eu não teria feito este prefácio...

Vale a pena começar o resumo falando logo de cara que esta é uma história baseada em fatos reais. Eu pesquisei. É fato. Um dos manos até aparece no filme. Ops. Acho que agora estou me adiantando. Voltando...

David Packouz (Miles Teller) é um massagista empreendedor que vive na pindaíba. No velório de um colega ele reencontra seu melhor amigo da adolescência, Efraim Diveroli (Jonah Hill). Entre um baseado e outro, Diveroli conta que ganha dinheiro vendendo armas para o governo americano através de pequenos contratos que servem para abastecer o exército durante a Guerra do Iraque.

Querendo ganhar mais dinheiro, Efraim convida David para ser seu sócio. Mesmo com medo da reação de sua mulher, David aceita se juntar ao amigo. Aceita naquelas. David mente na cara dura da esposa (que inclusive está grávida).


Um dos primeiros trabalhos da dupla é entregar pessoalmente um armamento no meio da Guerra. Mesmo passando por vários perrengues, os dois conseguem entregar a mercadoria em pleno “triângulo da morte” e isto faz com que seu reconhecimento cresça.



Com a notoriedade e a chegada de novos negócios, a ambição também aumenta. Os dois tentam mudar seu jeito de trabalho e partem para conseguir contratos grandes (normalmente destinados às bilionárias empresas de armamento). Não precisa ser nenhum Sherlock para prever que isso não podia dar certo.


Sendo um pouco repetitivo, o filme surpreende. Mesmo sendo dirigido pelo Todd Philips (Se Beber Não Case), ele consegue ter a medida certa de piadas com seriedade. Talvez ajude muito também a história ser absurdamente real.  

   

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jack Reacher: Sem retorno


Demorou. Parecia que não ia acontecer, mas finalmente aconteceu. Oficialmente posso afirmar que Tom Cruise deu seu primeiro passo para se tornar um ator canastrão. Cara de espanto! Antes que alguém fique de mimimi, eu já adianto que esta é uma opinião que eu não vou mudar.

Após o primeiro filme (link) eu fiquei impressionado positivamente e fiz uma promessa que assistiria uma possível continuação no cinema comendo uma pipoca e tomando um refrigerante sem gás bem confortavelmente. Nossa. Como a vida nos prega peças. Além de esta sequência ser ruim, eu tive azar também com a sala de cinema (mais detalhes, no último parágrafo).


Jack Reacher (Cruise) continua resolvendo crimes que necessitam de suas habilidades obtidas durante seus anos de exército. Num belo dia ele resolve se encontrar pessoalmente com a major Susan Turner (Cobie Smulders) que colabora com ele remotamente em suas investigações. Porém, Jack é surpreendido com a descoberta que ela foi presa pelas alegações de ser uma espiã.


Paralelamente a estas acusações, Reacher descobre que pode ser pai de uma misteriosa adolescente. Sendo o personagem fodão que é, ele resolve investigar as duas coisas ao mesmo tempo. Claro que estas conclusões iniciais levam a algo muito maior e diferente do que todos imaginavam.


Minha dedicatória deste texto vai para o casal que assistiu o filme ao meu lado no cinema do Shopping Frei Caneca, sessão das 21h30, na sexta-feira dia 25 de novembro. Parabéns. Vocês são as pessoas mais barulhentas e sem noção que eu já presenciei durante um filme. A próxima vez que vocês comerem dois sacos de pipoca, não precisam chacoalharem eles a cada 20 segundos e, não precisa, também amassar o saco de mil formas diferentes assim que a pipoca acaba. Paz.     

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Doutor Estranho

Doutor Estranho é a mais nova franquia levada às telonas pela Marvel.
Mais do que isso: é a franquia mais estranha deste universo de filmes Marvel (foi mais forte que eu, desculpem).
É que não há quase nenhuma integração com os demais filmes (a exceção são as joias do infinito), ao contrários da maioria dos longas da Marvel, além de escassas referências à mitologia que cerca o herói. 

Talvez seja assim porque Doutor Estranho foi o primeiro filme a sair após a dissolução do comitê do estúdio, que reunia o alto escalão dos quadrinhos, talvez porque o personagem nunca esteve na mesma prateleira Homem-Aranha, Wolverine e Capitão América entre os mais populares da editora.

O visual do filme é espetacular, se sobrepondo inclusive ao roteiro, que segue à risca a chamada jornada do herói. Vem daí a sensação de que são os elementos visuais que fazem o filme.
Feitos no rigor dos detalhes, resultam em uma viagem eletrizante recheada de artes marciais e efeitos psicodélicos.

Assim, ajudam e muito a retratar a jornada de Stephen Strange, um cirurgião arrogante, em busca de um novo caminho após ter as mãos arruinadas em um acidente automobilístico.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Guerreiro Americano


O legal de escrever para o seu próprio blog é que você pode escolher o tema que quiser e postar quando você quiser (além de certas invenções ortográficas para criar uma fala engraçadinha). Ultimamente a minha vontade é de usar este espaço para reviver filmes que eu considero clássicos. Sim, eu considero muitos filmes ruins como clássicos e sim, Guerreiro Americano entra nesta seleta lista.

Quando eu era criança eu tinha duas brincadeiras preferidas com meus amigos imaginários (não, eles não tinham nomes). A primeira era brincar com meus Comandos em Ação (que existem até hoje) e a segunda era criar histórias imaginárias de brigas, lutas e guerras com minhas armas de brinquedo. Eu era um ótimo soldado imaginário até assistir Guerreiro Americano. Depois do filme eu evoluí e virei o melhor soldado/ninja do mundo. Para todas as missões impossíveis só existia uma opção para resolver o problema. Eu! Também, o que um soldado/ninja não poderia resolver? Ahaha

O filme tem um enredo de criar assas na imaginação de qualquer criança. Joe Armstrong (Michael Dudikoff) é um soldado americano com amnésia que luta bem pra caramba. Enviado para a Filipinas, ele logo se mete em confusão tentando salvar a filha do comandante de ninjas do mal. Suas ações não passam despercebidas pelo soldado Curtis Jackson (Steve James) que o convida para um duelo. Mesmo perdendo a luta, os dois acabam virando grandes amigos.


 Os dois companheiros acabam descobrindo uma conspiração envolvendo os ninjas do mal, exército e autoridades. Enquanto tentam resolver este gargalo, Joe é acusado de traição e a filha do coronel é sequestrada. Para sair desta enrascada, o ninja americano precisa relembrar de seu passado para assim ter as forças e habilidades necessárias para acabar com os bandidos.  



Além deste filme, Guerreiro Americano teve quatro continuações. Quem sabe em algum momento eu poste sobre os outros. Afinal, eu sou jovem ainda, tenho muitos anos de vida para fazer isso (mesmo não sendo um soldado/ninja na vida real).


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Double Dragon


Empolgado, por recentemente relembrar alguns clássicos da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa, eu resolvi continuar nesta toada com mais um filme marcante da minha infância. Ou seria adolescência? Não sei, deixa eu pesquisar aqui no Wikipedia.... hum... eu estava certo. Infância mesmo.

O universo Double Dragon, para quem não sabe, foi criado originalmente para o mundo dos games (NES, Master System, Mega Drive e etc). O sucesso fez a bagaça expandir para outras frentes como quadrinhos e desenho animado, além de outros jogos como o crossover com os Battletoads. Para celular também é possível encontrar algo dos irmãos Lee.

O filme, que também foi mais uma aposta para ganhar dinheiro com os personagens, não é lá essas coisas, mas possui aquele charme. Não confundir com a série Charmed que a Alyssa Milano também fazia...ok, essa foi péssima. Vou começar outro parágrafo para este se tornar inútil.

A trama do filme é um pouco diferente dos games. Os irmãos lutadores, Billy Lee (Scott Wolff) e Jimmy Lee (Mark Dacascos), vivem num futuro onde a polícia comanda o dia e os bandidos à noite. Os dois vivem com a sua mãe adotiva, Satori, que além de cuidar deles, também toma conta da metade de um medalhão mágico.


Para dar uma sustância na história, a outra metade está com o vilão do filme, interpretado pelo eterno T-1000, Robert Patrick. Cada medalhão possui uma habilidade específica, mas juntos eles concedem grandes poderes ao portador. Para evitar que ele caia em mãos erradas, os irmãos Lee contarão também com a ajuda de Marian (Alyssa), filha do chefe da polícia e líder de uma gangue de vigilantes.


Esta versão cinematográfica pode não ser um primor de trabalho bem feito, mas tenho certeza que todos que jogaram este bendito jogo assistiram e gostaram. Depois de muitas noites jogando em dupla (e morrendo bastante), você cria uma relação de afeição com os personagens e a história. O filme é uma continuação deste carinho. Difícil explicar em palavras. Fico até comovido. Ou não.