segunda-feira, 2 de julho de 2018

Você Nunca Esteve Aqui



Lembra da machadinha do Mel Gibson no filme O Patriota? Pois então, agora somos apresentados ao martelo de Joaquin Phoenix. Sem dó e piedade a ferramenta é usada como uma arma mortal pronta para acabar com os malvados do filme. Adiantei-me um pouco, né? Vamos de novo.

Você Nunca Esteve Aqui conta a história de Joe (Phoenix), uma espécie de detetive particular especializado em crianças desaparecidas. Traumatizado pelo seu passado pesado, que vamos descobrindo através de flashbacks e ataques de loucuras, o investigador demonstra não ser nada normal desde a primeira cena (o ritmo do filme ajuda muito também a chegarmos nesta brilhante conclusão). Suas enraizadas tendências suicidas são demonstrações claras que algo grave aconteceu no passado.


Esse comportamento nada convencional vai piorando em cada fato que acontece na vida de Joe. Principalmente quando ele se envolve no novo caso para encontrar a filha de um Senador. Obvio que política misturada com toda essa loucura e violência não são uma boa mistura e as consequências serão devastadoras para todos os lados da história.


É muito inevitável assistir Você Nunca Esteve Aqui e não se lembrar de Driver, de Nicolas Winding Refn. Tem música parecida, personagens quietos e uma aura de filme que quer fazer o espectador pensar um pouco em meio a tanta violência. As vezes assistir filmes perturbados assim são bons para nunca esquecermos que a vida não é um mar de rosas e que existe muita coisa ruim sim neste planeta que chamamos de Terra.


Que final deprê deste texto...

domingo, 10 de junho de 2018

Han Solo: Uma História Star Wars





Achei que precisava sair do meu sabático para falar um pouco sobre Han Solo: Uma História Star Wars. De forma genérica, o longa-metragem possui pontos positivos e negativos. Este comentário é bem de quem está enferrujado para escrever resenhas sobre filmes ou quer ficar em cima do muro em respeito à franquia. Sua opinião pode ser emitida ao final do texto.

Gostaria de começar falando que o tal do Alden Ehrenreich não é um ator ruim não. O grande problema é que ele não tem nada a ver com o Harrison Ford. Absolutamente nada a ver. E isso com certeza foi a maior bola furada do filme. Se fosse uma história do universo Star Wars com personagens desconhecidos (ou aqueles ícones literários que só nerds conhecem) eu garanto que o filme teria tido uma recepção mais calorosa nos cinemas.

A história do nosso herói começa no planeta Corellia onde ele e sua amiguinha/interessa amoroso, Qi’Ra, pertencem a uma gangue de ladrões. Querendo fugir dessa vida miserável, a dupla se rebela achando que tem o plano perfeito para irem para um lugar melhor. Óbvio que no começo do filme nada ia dar tão certo. Qi’Ra acaba ficando presa em Corellia e Han precisa adotar seu famoso sobrenome (Solo) e entrar para o exército do império.


Depois de três anos nessa vida, Han está mais para bucha de canhão do que para um piloto, porém ele enxerga uma oportunidade quando conhece Tobias Beckett (Woddy Harrelson) e toda a sua patota de mercenários. Conhecer e fazer parte são coisas diferentes e como consequência de tentar fugir mais uma vez, Han acaba sendo trancafiado numa jaula. Mais uma fuga que dá errado, e mais um gancho para algo que conhecemos. Algo não. Um dos personagens mais queridos do universo SW. Sim, estou falando de Chewbacca.      



Esta amizade instantânea ajuda ambos a entrarem para a gangue de Beckett e logo no desenrolar da primeira missão Han descobre que Qi’Ra está viva e trabalhando para um grande criminoso chamado Dryden Vos. Esse jovem meio que obriga eles a entrarem numa outra missão e é aí que somos apresentados a outras palavras tão comum de SW: Corrida de Kassel, Lando Calrissian e Millennium Falcon.   



Entre algumas idas e vindas o filme reserva ainda uma participação especial que funciona como gancho para alguma continuação de Han Solo ou algum spin off relacionado à trilogia original. Por mais que esse filme tenha sido um pouco decepcionante (sim, um pouco) eu espero que essa maratona de filmes de Star Wars continuem durante uns bons anos ainda.


quinta-feira, 8 de março de 2018

Pantera Negra

Pantera Negra é o filme mais importante da Marvel?
Calma, bicho. Não seja cafona com pergunta difícil logo de cara. Espera pelo menos a apresentação do filme.

Após o assassinato do rei de Wakanda, o princípe Tchalla retorna ao país africano para ser coroado novo Pantera Negra.
Mas quais as consequência de se revelar ao mundo? E qual uso o mundo fará das conquistas tecnológicas e científicas de Wakanda?

Encravado no coração da África, Wakanda é o país mais avançado do planeta (mesmo que o planeta não saiba disso).
Mais: é um personagem tão fundamental para o andamento do roteiro quanto seu regente Pantera Negra.
É que a medida que a política, economia e a sociedade de Wakanda são desenvolvidas, juntos crescem os personagens principais do filme. 

Wakanda baseia seu progresso na união entre 5 tribos africanas e na capacidade de explorar vibranium, mineral fundamental para o modelo de vida dos wakandianos. Quando o forasteiro Killmonger traz à tona segredos do passado a unidade das 5 tribos é quebrada.

Esse aspecto explica em parte porquê Killmonger causa impacto imediato. Ele não só revela as falhas do protagonistas (característica clássica de vilões), como apresenta um ponto de vista coerente o suficiente para fazer questionar se ele não deveria liderar Wakanda.

O filme é uma opção de entretenimento das melhores. Mas é mais do que isso, pois levanta um punhado de discussões relevantes sobre os nossos tempos (dívida histórica, união entre povos, direito X privilégio). Pantera Negra é o filme mais importante da Marvel?
Se não é o melhor, é o mais importante.  

Pantera Negra está em cartaz nos cinemas nacionais.














quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Sombra


- Qual filme eu escrevo para o MDZ?
- Star Wars, jovem
- Tá bom. Deixa comigo

É desta forma que eu começo este texto sobre O Sombra. Esta adaptação de 1994 não foi a primeira deste clássico super-herói, que começou a sua carreira de combate ao crime na década de 30, e acho que dificilmente será a última. Acredito nisso porque estão fazendo tantos filmes de heróis e reboots de coisas antigas que juntando esses dois quesitos a chance de mais uma versão potencializa bastante.


Apesar do personagem principal, Lamont Cranston, ser interpretado por Alec Baldwin eu sempre pensei que era o irmão, William Baldwin, que assumiu quando o herói colocava a capa. Pode ver nas fotos, o bicho é igualzinho. Ainda bem que o Google me ajudou nessa parada. Acho que já dei uma enrolada básica e posso continuar com a sinopse deste filme bem mediano.

Alec
William
Lamont Cranston é um americano que foi para o lado negro da força e comanda umas facções na Ásia (ah, estamos falando de um momento pós Primeira Guerra Mundial). Mesmo sendo um cara cruel e malvado, ele recebe uma chance para se redimir e se tornar um vigilante para combater o mal. O queridão aceita a chance e, depois de muito treinamento, Cranston volta para Nova York com poderes ocultos da mente e assumindo a alcunha de Sombra.


Quando a vida parecia complicada, mas perfeitinha, o vigilante noturno é confrontado por Shiwan Khan, ancestral de Genghis Kahn. O vilão oferece inicialmente uma oportunidade de ambos juntarem suas forças para dominarem o mundo. Cranston recusa a parceria e assim a confusão fica armada. Para aumentar a equação dos problemas, uma misteriosa personagem, Margo Lane (Penelope Ann Miller), surge na história mostrando resistência aos poderes de Lamont e com uma ligação familiar que pode levar ao caos atômico.



Eu simplesmente escolhi escrever sobre este filme porque eu sou um rebelde sem causa. Mentira. Na verdade, eu estou numa cruzada para falar um pouco sobre filmes que marcaram minha infância e adolescência. Estes filmes moldam o caráter ou servem só para passar o tempo? Essa é uma questão que eu não posso responder sozinho. Ps: Vou me esforçar para o próximo filme ser o novo Star Wars. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Que Fazemos nas Sombras

A nova versão de uma mitologia conhecida. O diretor neozelandês Taika Waititi transforma um personagem já famoso com diversos elementos de comédia, só que não estamos falando de Thor Ragnarok.

Antes de colocar seu nome na franquia da Marvel, o neozelandês respondeu por O que Fazemos nas Sombras (What We Do In The Shadow), filme lançado em 2014 que reúne quatro vampiros em uma mesma mansão enfrentando os dilemas da vida moderna.

É que, afinal, como arranjar dinheiro para o aluguel se no horário comercial o sol pode te reduzir a pó? Ou será que é fácil conviver com a ex-namorada quando ela também tem vida eterna?

Entre pescoços jorrando, crucifixos e estacas, o longa traz um hilário relato do grupo liderado por Viago (vivido pelo próprio Waititi) em sua cruzada para encontrar uma balada vampiro friendly e lembrar de quem é a vez de lavar a louca suja.

No fim fica uma mensagem: Se é para viver a vida eterna, melhor que seja com seus amigos.






terça-feira, 24 de outubro de 2017

Rocketeer


Eu admito que falhei descaradamente. Atualizar um blog, com frequência, é praticamente impossível quando você possui uma rotina de trabalhador, viajante, jogador de videogame e necessidade de perder alguns quilos na academia. Por isso, desta forma vou postar mais filmes antigos do que novos porque assim não ficará tão na cara os atrasos. Esta desculpa foi elaborada e aprovado após um mês de férias (sem nenhuma postagem).

Rocketeer começou sua carreira de herói no universo dos quadrinhos em 1982. Criado pelo quadrinista Dan Stevens, suas histórias não demoraram para atraírem os olhos da indústria cinematográfica. A Disney foi a companhia que realizou a façanha de leva-lo aos cinemas em 1991 pelas mãos do diretor Joe Johnston (o mesmo de Capitão América: O Primeiro Vingador). Particularmente, este foi mais um dos filmes que fazem parte da seleta lista que passaram tanto na Sessão da Tarde e Temperatura Máxima que ajudaram a moldar o meu caráter. Digo isso sem medo de errar.


O filme se passa na Los Angeles de 1938. Cliff Secord (Billy Campbell) é um piloto de shows aéreos que não está nos melhores momentos da vida. Essa fase muda um pouco quando ele encontra sem querer um foguete portátil. Apesar de tentar esconder o aparato junto com seu mecânico, Peevey (Alan Arkin), ele acaba precisando usar o aparelho publicamente para salvar um amigo durante um shom.


Virando a sensação do momento, o herói atraí os olhos do verdadeiro dono da mochila e dos bandidos interessados na invenção. No meio de todo este agito, a namorada de Cliff e aspirante a atriz, Jenny (Jennifer Connelly), acaba entrando também na história quando descobre que o ator Neville Sinclair (Timothy Dalton) está envolto de uma trama internacional que pode mudar o destino do planeta (fui dramático demais?).


Se der certo o plano de ganhar na mega-sena, eu me comprometo a uma postagem por semana. Acho que assim eu teria o tão precioso tempo. Tempo que pode ser considerado uma fagulha da eternidade que quando não é bem usado, se torna o pior dos pecados. Apelei. Parou. Até a próxima!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Planeta dos Macacos: A Guerra

Quem ainda não decidiu se vale sair de casa neste frio para ver Planeta dos Macacos - A Guerra corre o risco de perder um dos melhores filmes da série - e porque não do ano. No último round da trilogia, macacos e humanos decidem quem tem o controle do planeta. E não se engane: os mocinhos aqui não são os humanos.

Desde que a ficção científica é conhecida o gênero é um prato cheio para criticar os rumos do mundo. Andy Serkis interpreta um César mais eloquente, com capacidade de fala e raciocínio, diante do dilema: sacrificar os limites morais em prol da sobrevivência.

Praticamente todas as críticas levantaram a bola que a Academia devia considerar o Oscar de atuação pelo trabalho de captura de performance de Serkis. Não é aqui que você vai ler algo diferente. Closes de rosto. Movimentos corporais. Trejeitos. Se nos antecessores ainda havia pequenos sinais da mecânica da tecnologia, A Guerra tem um personagem assustadoramente real.

E, por incrível que pareça, ver macacos cavalgando cavalos não é o feito mais surpreendente do filme. Com um Coronel (Woody Harrelson) desempenhando um vilão humano sem traços de humanismo (moldado perfeitamente para estes tempos em que cada vez mais gente parece estar de sacanagem) não duvide: você vai torcer pelos macacos.





A evolução de César nos cartazes dos três filmes



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas


Um casal de agentes viajantes no tempo e espaço. Um general maluco que comanda um exército de robôs. Uma nave onde convivem harmoniosamente diversos povos intergaláticos com seus uniformes coloridos. Um planeta de seres azuis que vivem em paz e equilíbrio com a natureza. Batalhas entre naves no deserto. Soou familiar? Então você não vai se surpreender com Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, novo filme de Luc Besson (O Quinto Elemento) que estreia hoje nos cinemas brasileiros.

Tá bem, vamos ser justos. Mesmo depois de ter lido em vários lugares que o filme se tornou o mais caro da história da França, com um orçamento de mais de 197 milhões de euros, eu fui surpreendida , sim, com a beleza da produção e a qualidade dos efeitos especiais, que superou em muito outros filmes do gênero.

Mas o mesmo não pode ser dito, infelizmente, da dupla de protagonistas Dane DeHaan (que faz o mocinho Valerian) e Cara Delevingne (Laureline) - faltou química e carisma ali, apesar da tentativa genuína dos dois. Ainda bem que tem gente mais experiente como Clive Owen e Ethan Hawke para dar um gás. E a Rihanna, que foi um dos trechos mais bacanas do filme, outra grata surpresa.



Nem por isso eu achei o filme ruim. Pelo contrário, Besson conseguiu deixar o roteiro bem dinâmico e não me fez roncar perdeu como Lucy. E apesar do final previsível, como boa nerd fã de histórias fantásticas no espaço, eu amei viver por algumas horas as aventuras de Valerian. Queria saber mais dele, porém entendo que não tinha muito onde enfiar ali o histórico dos personagens sem babar na cadeira de novo

Vale o ingresso, então? Vale! E se você curte 3D, dá pra ser ainda mais divertido.



P.S. Depois de ver o longa, fui logo tratar de entender porque eu tudo aquilo me fazia lembrar de Star Trek, Avatar e, em especial, Star Wars. Acontece que a trama é baseada nas HQs Valerian e Laureline, antes Valerian, o Agente Espaço-Temporal, lançadas em 1967, 10 anos antes da saga de George Lucas. Sim, isso mesmo, Lucas bebeu direto da fonte e depois ficou essa confusão. Olha que eu até leio bastante sobre Star Wars, mas essa foi novidade!

Deixo aqui uma tirinha engraçada sobre o plágio as "semelhanças", publicada na revista Pilote. À esquerda temos Princesa Leia e Han Solo, tomando uma com Valerian e Laureline no bar dos aliens. :)






quinta-feira, 3 de agosto de 2017

The Belko Experiment


O comportamento do ser humano é obliterado todos os dias pelas amarras da vida em sociedade. Essa frase surgiu na minha cabeça numa sexta-feira indo para o trabalho de metrô/trem. De segunda a sexta eu ligo o automático, junto com as minhas músicas, nas logísticas diárias. O escopo deste procedimento está incluso não xingar, bater e matar as pessoas que entram no vagão antes dos outros saírem, empurrões por causa de celular, folgados em assentos especiais e claro, música alta. Esta historinha é só para pontuar/enrolar que em nosso amago temos vontades violentas que em situações extremas podem esquecer o filtro do bom senso....

Longe de pomposos enclaves, a unidade das Indústrias Belko em Bogotá (Colômbia) vive diariamente uma vida corporativa normal. Chefes que acham que são legais, subalternos com preguiça de seus superiores, romances escondidos, paixões não correspondidas e colegas tontos. Coisas mais do que normais. Talvez a única coisa que fuja dos padrões normais sejam microchips instalados na cabeça para eventuais sequestros.....


Finalizei o parágrafo acima com reticências porque obviamente isso não é algo normal. Assim como você chegar ao trabalho e ver estranhos soldados de cara fechada. Foi assim que Mike Milch (John Gallagher Jr.) foi recebido num dia normal de trampo. Para completar a estranheza, todas as saídas do local são fechadas e uma voz pede para os funcionários matarem alguns colegas, caso contrário, acontecerão muitas mortes.


O bom senso se mantem na primeira ameaça, pelo menos até a primeira cabeça explodir (culpa do tal microchip). Com o sangue surgindo e o desespero aumentando, o lado cruel do instinto de sobrevivência surge de forma avassaladora e letal. Ele nasce em muitos funcionários, mas em alguns indivíduos ele já estava lá, esperando um momento para se soltar das amarras.



Esse experimento cinematográfico é escrito e produzido por James Gunn (Guardiões da Galáxia). Me lembrou muito quando Joss Whedon (Vingadores) fez a mesma coisa com o Segredo da Cabana. Talvez seja a liberação dos estúdios para eles fazerem o que quiserem após ambos renderem muita grana para eles. Ou, talvez não.