sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Guerra nas Estrelas (Episódios I, II e III)

Vou abrir o texto com um exercício de imaginação. Pense numa trilogia perfeita. Imaculada, consagrada, invicta, irrepreensível. Enfim, sem sequer um filme mais ou menos.

Indiana Jones? Poderoso Chefão? Mad Max? Matrix?
Talvez.

Por algum motivo, produzir três filmes de franquia sem sequer um tropeço é uma espécie de tabu no cinema. Um feito quase impossível, mais difícil até que amanhã sair algo bom com a participação do Nicolas Cage.

Pois.
Os três últimos filmes de Guerra nas Estrelas (Episódios I, II e III) conseguem a façanha de entregar uma trinca de longas no mesmo nível. Isso mesmo no mesmo nível. Todos bem abaixo do esperado.

Na teoria, eles deveriam servir como prequels, contando as histórias que moldaram o universo de Guerra nas Estrelas. Não que esse objetivo não seja atendido.

O lance é que todos os três filmes são produtos moldados com a cara, o jeitão e o sabor do espírito de uma época. São filmes com a preocupação mais voltada para atingir um público-alvo e menos em contar uma boa história.

Resultado: horas e horas gastas para chegar a um desfecho que você, eu e todo mundo minimamente conectado com a humanidade já conhece. Sem novidade, não tem graça.
É tipo um spoiler antes mesmo da inventarem o termo spoiler.

Guerra nas Estrelas tem múltiplos planetas, povos e histórias totalmente diferentes entre si. Porquê precisa ser justamente o jovem Anakin o responsável pela construção do C3PO? Como isso agrega ao plano geral da história?

Eu gostaria de ter sido apresentado a outros planetas. Queria ver umas culturas muito loucas aliens. E por que não histórias melhores desenvolvidas sobre a transição República/ Império?

Também não custaria mais lutas como essa:

Em teoria, os episódios I, II e III deveriam ter exercido entre nós - nós nessa idade em que não somos tão jovens e nem tão velhos - o mesmo fascínio que a trilogia original teve sobre nossos pais.

Não foi assim, ficou um gargalo geracional.  Essa foi a má notícia.

A boa é que produzidos sob a batuta da Disney os próximos filmes prometem ocupar esse espaço nos nossos gélidos corações peludos. Com vários anos de atraso, é verdade.

Mas já com uma horda de crianças e adolescentes nos nossos calcanhares, engrossando a fila de pipoca e proporcionando uma conexão entre duas gerações que de vez em quando parecem quase incomunicáveis.

Um fato muito importante para fechar o texto: Anakin tem menos que a metade do apelo do Darth Vader.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Guerra nas Estrelas (Episódios IV, V e VI)


A missão era fácil. Dividir com o meu amigo os seis filmes do Guerra nas Estrelas e postar neste espaço privilegiado numa ordem que batesse com a estreia do novo filme. Só que neste mundo louco e vivendo essa vida de trabalhador assalariado, nada é tão simples. Traduzindo. Seria impossível cumprir este prazo. A solução que a força trouxe? Escrever dois textos falando sobre cada trilogia. 


Para falar da primeira trilogia (episódios IV, V e VI) eu gostaria de começar relembrando quando eu assisti a primeira vez estes filmes. Eu posso não ser mais um jovem, mas quando eu vi o primeiro (episódio IV) ele já tinha sido filmado há um tempinho, ou melhor, os três já tinham sido lançados antes de eu nascer. Neste contexto é fácil perceber que eles foram muito importantes na minha formação para sobreviver nesse mundo louco. Como eles já passavam na “sessão da tarde” ou estavam gravados em VHS pelo meu pai, eu obviamente tive um grande contato naquele importante período da vida que ajuda a definir nossa personalidade. O ser herói, fazer o correto, ajudar quem precisa e nunca ser do lado sombrio estava tudo ali. Foi com certeza um belo complemento para a minha educação. Agora chega de bancar o Paulo Freire e vamos ao resumo desta épica saga. 

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante (tinha que começar com esta frase) uma guerra entre o Império Galáctico e a Aliança Rebelde sacode o universo. Em um grande ato de coragem (que será explicado em um novo filme), os rebeldes, que contam com a ajuda da Princesa Leia (Carrie Fisher) roubam os planos da temível Estrela da Morte. Para evitar que eles retornem as mãos dos inimigos, a jovem Leia esconde os dados do projeto secreto dentro do robozinho R2-D2 e, juntamente com o outro robô, C-3PO, os envia para Tatooine para encontrar Obi-Wan Kenobi. 

Por um capricho da força ou algo do tipo, os dois atrapalhados robôs acabam sendo encontrados por Luke Skywalker (Mark Hamill), um jovem projeto de herói que vive sob a proteção de seus tios. Luke logo junta às pecinhas e desvenda que Obi-Wan é o ermitão conhecido como Ben Kenobi (Alec Guinness). Após descobrir que os “malvados” mataram seus tios, Luke e Kenobi contratam Han Solo (Harrison Ford), um contrabandista que tem como parceiro o estranho Chewbacca, para leva-los até a cúpula da Aliança.


Obviamente todos esses personagens não são somente simples garotos de recados (o próprio Luke acaba descobrindo sua vocação para cavaleiro Jedi). Todos são importantes peças na destruição da Estrela da Morte e na luta contra o Império Galáctico que tem como principal vilão o temível Darth Vader....


Já no Episódio V – O Império Contra-Ataca, o próprio título do filme já resume bem a história. É nesta continuação que grandes gargalos e mistérios são construídos. Luke parte para concluir seu treinamento Jedi com o grande mestre Yoda enquanto o resto luta contra as forças do mal. No grande clímax do filme (o final), Luke tem a maior revelação da série... depois de perder sua mão num combate contra Darth Vader, o jovem herói descobre que o ser de armadura escura e voz estranha é seu pai (como todo mundo sabe disto, não corro o risco de ser spoiler). Como desgraça pouca é bobagem, Han Solo acaba sendo congelado e entregue ao caçador de recompensas, Boba Fett. Realmente, é de tirar o fôlego. 


O capítulo VI – O Retorno do Jedi é a história de Luke tentando salvar a pátria enquanto seus inimigos tentam leva-lo ao lado negro da força. Darth Vader conta com a ajuda do terrível Imperador, um senhor negro dos Sith que levou Vader para o caminho errado e quer fazer o mesmo com seu filho. Paralelamente a estes dramas familiares, Han e Leia tentam impedir que uma nova Estrela da Morte cause mortes e destruição na galáxia. 


Escolhi me estender mais no Episódio IV pois ali temos a apresentação dos principais personagens e porque, particularmente, para mim é o melhor filme dos seis. Talvez esta impressão possa mudar com o novo episódio. Não sei. Eu simplesmente não consigo mensurar o meu nível de expectativa para o novo filme. Desde o primeiro teaser (que eu quase chorei) eu tenho certeza que o filme será foda. Até mesmo a ruivinha do amor achará isso. Guerra nas Estrelas será um daqueles filmes que meus netos e bisnetos assistirão e manterão a mesma paixão que eu. 


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mad Max: Fury Road

Um herói atormentado pelas vidas que não salvou. Como pano de fundo: um futuro apocalíptico. Algumas perseguições, ótimas cenas de ação e personagens femininas em destaque. Até aí, nada que o diretor George Miller não tenha explorado nas versões anteriores de Mad Max.

Trunfos: a versão mais recente da franquia se destaca pela qualidade da fotografia e pelas ótimas sequências de perseguições. A minha favorita termina numa baita tempestade de areia.

Os filmes da franquia Mad Max sempre funcionaram como uma espécie de espelho da sociedade, levada as últimas consequências. Neste cenário distópico água , leite, sangue e combustíveis estão divididos entre múltiplas facções.

O novo Max (vivido por Tom Hardy) inicia o longa sob cativeiro, desempenhando o papel de banco de sangue de um grupo de kamikazes - que conceito.

É apenas após trocas de sopapos e outras desavenças que Max decide ajudar Furioza (Charlize Theron), a protagonista moral do filme, a resgatar cinco garotas de um harém.

Juntos, Max e Furioza decidem enfrentar o líder de uma das facções que controla com mão de ferro água e os demais recursos necessários para a sobrevivência.

Constatação: um problema de futuros apocalípticos é que certamente eu estaria entre as primeiras baixas.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro


Escrevo esse texto já sabendo que o próximo filme do Homem-Aranha será com outro ator (Tom Holland) e que novamente a história será reiniciada. Vocês não imaginam o quanto eu fico desanimado para escrever o resto dos parágrafos. Vou me arrastando, mas acredito que irei conseguir. Obvio que essa decepção toda é causada pela Sony que precisa fazer um filme do aracnídeo a cada x anos (não sei quantos ao certo) senão eles perdem a licença.  
A continuação começa contando um pouco mais do passado dos pais de Peter Parker e sua ligação com Norman Osborn. No presente, o jovem adulto Peter (Andrew Garfield) resolve terminar seu relacionamento com Gwen Stacy (Emma Stone) com medo que ela sofra consequências de sua vida heroica de super-herói. Vida que também acaba enfrentando uma nova ameaça, o vilão Electro (Jamie Foxx).


Para bagunçar um pouco mais a vida pessoal com a de herói, surge o filho de Norman e amigo de Peter, Harry, que descobre que tem a mesma doença rara do pai e que a sua única salvação pode ser o sangue do Homem-Aranha. Ou seja, problemas não faltam para serem resolvidos pelo amigo da vizinhança.

Lembro que no começo do texto sobre o primeiro filme eu relacionei essa nova versão do Homem-Aranha com a nossa querida novela (ou série) global, Malhação. Tinha alguma esperança que o personagem e a história evoluíssem e ficassem um pouco mais maduros. Até aconteceu uma pequena evolução. Não tem como negar. Mas com esse novo reboot chegando, “O Espetacular Homem-Aranha” será eternamente lembrado como a Malhação sem o Pasqualete.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

É o Fim


Imagina se você tem uma galera de amigos e todos fazem muito sucesso em Hollywood. Não que sejam os melhores atores, mas seus filmes dão ótimos lucros aos estúdios. Qual seria o seu próximo passo? Se a sua resposta foi juntar seus “manos” para fazer um filme de gozação, onde um tiraria sarro do outro, você acertou. Agora se você disse tudo isso e acrescentou um fato apocalíptico, você é o Nostradamus ou já viu esse filme.... (anotação mental, checar se os leitores mais novos entendem citações de Nostradamus).
É o Fim é justamente isso. O fim. A melancólica chegada ao apocalipse da raça humana.  Onde finalmente todos serão julgados para ver o seu destino final... o céu ou o inferno. Assustador? Para Seth Rogen, James Franco, Jonah Hill, Jay Baruchel, Craig Robinson e Danny Mcbride é só mais um acontecimento para tirar ótimas risadas da audiência, rever alguns amigos e, claro, usar drogas livremente.

O filme começa com o ator canadense Jay Baruchel viajando para Los Angeles para se encontrar com seu grande amigo, Seth Rogen. Apesar da ideia ser um encontro somente entre os dois, Rogen convence o amigo a ir numa festa na casa de James Franco. Na baladinha, regada a muitas drogas e bebidas, as participações especiais são o grande destaque. Elas vão de Rihanna até Michael Cera (Super Bad).

Entre uma piada e outra, fatos estranhos começam a acontecer. Terremotos remexem a terra e misteriosos raios azuis começam a sair do céu levando algumas almas boas com eles. Com todo o caos instaurado, só resta uma alternativa aos colegas, se trancar na casa de Franco enquanto esperam socorro.
Com a demora da ajuda, a situação começa a ficar mais preocupante e também mais engraçada. As piadas continuam (dentre elas rola uma sequência de “Segurando as Pontas”), mas as desconfianças entre eles aumentam ao mesmo tempo em que a fé na religião (aquela que só aparece em momentos tensos) aparece. Com a certeza que estão presenciando o fim da humanidade, os jovens não conseguem entender por que não foram escolhidos ainda para subir ao céu.

 
Encarar esse filme com algo tosco é extremamente necessário para você gostar dele. Se você parar para pensar (PPP), isso é fácil. A vida real é cheia de momentos assim. Quando estamos com nossos melhores amigos falamos muitas besteiras, piadas sem graças, considerações que somente alguns entendem e mesmo assim, não existem momentos mais divertidos que esses. A diferença brutal é que os amigos aí no filme são atores muito bem pagos que estão recebendo para fazer o que fazemos de graça em vários momentos (sem a parte do apocalipse).

Fato curioso: Esse foi o ultimo filme alugado na Blockbuster antes da loja fechar eternamente)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quarteto Fantástico


 
Alguém me responda, por favor. Qual é a dificuldade em adaptar a história em quadrinhos do Quarteto Fantástico seguindo a origem contada nos gibis? Será que meus netos ou bisnetos conseguirão ver uma adaptação boa nos cinemas sobre a equipe mais nerd da Marvel? Sinceramente, não tenho as respostas para essas questões e duvido que alguém tenha. Enfim, seguindo em frente com o texto.
Esse remake começa mostrando os jovens amigos Reed Richards (Milles Teller) e Ben Grimm (Jamie Bell) aprontando altas confusões no colégio e na vizinhança enquanto tentam criar um tele transportador para outra dimensão. As ideias malucas de Richards não passam despercebidas do Dr. Storm que esta buscando alguém justamente com o perfil do jovem gênio. Reed Richards então se junta aos dois filhos do Doutor, Sue (Kate Mara) e Johnny (Michael B. Jordan), e ao arrogante Victor Von Doom (Toby Kebbell) para construírem em conjunto a tal máquina.          


A boa notícia é que eles conseguem fazer o tele transportador funcionar, a notícia ruim é que eles resolvem testar o aparelho e acabam sofrendo grandes consequências físicas, além da morte de Victor. Reed adquire a capacidade de esticar como borracha, Sue vira a mulher invisível com capacidades de criar campos de força, Johnny se transforma no Tocha-Humana e Ben acaba se tornando um homem de pedra (no gibi, O Coisa).  

Bom, acho que qualquer neófito adivinha que Victor não morreu. Por sinal, ele se transforma no Doutor Destino e seu único propósito é simplesmente destruir o nosso lindo e louco planeta azul. Uma chance para adivinhar que equipe lutará contra o lunático para defender a Terra....
O filme é ruim. Eu queria terminar com um ponto final e partir para o próximo texto, mas não consigo. Preciso criar alguma teoria para justificar essa catástrofe. Pensei no seguinte. Eu li que o diretor Josh Trank teve alguns problemas no set com atores e com o estúdio que mexeu bastante no filme. Acho que os responsáveis por essas mudanças não tinham muito dinheiro para arrumar os erros e não entendiam nada do universo de quadrinhos. Na tentativa de salvar o projeto, eles fuderam mais ainda. Será que foi isso? Foi o melhor que eu consegui pensar.  

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Abutre

O Abutre (no original, Nightcrawler) tem fotografia precisa e roteiro afiado. Conta ainda com uma das principais atuações da carreira de Jake Gyllenhaal, que se transforma ao viver Lou Bloom.

"Eu quero imagens. Põe na tela"

Lou Bloom é um cameraman autodidata que vive de registrar crimes chocantes para os telejornais locais.

"Cadê o Comandante Hamilton?"

É o tipo de vizinho que você certamente evitaria no elevador. Um sujeito desprezível do primeiro ao último minuto do filme, sem sequer uma tentativa de humanização.

"O crime imita a arte"

O saldo das ações que Bloom toma para alcançar sucesso profissional não deixam o protagonista de O Abutre distante de qualquer vilão de respeito, a começar por adulterar duas cenas de crimes.

"É um covarde, canalha e monstro"

Apesar de tudo, o ótimo filme não foi suficiente para garantir ao filme de estreia de Dan Gilroy como diretor um papel de destaque na mais recente premiação do Oscar.

"Me ajuda aí, pô"






Ps. As frases soltas são de apresentadores verdadeiros do jornalismo espreme que sai sangue em que Bloom atua.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O Grande Herói


Filmes de guerra sempre me fascinaram. Eu não sei direito o motivo. Talvez seja alguma herança de vida passada ou simplesmente aquele desejo masculino de brigar.  Além da Linha Vermelha, Platoon e Resgate do Soldado Ryan estão facilmente no topo dos meus favoritos. Claro que Apocalipse Now e Falcão Negro em Perigo e alguns outros merecem destaques também. Pensando melhor, se eu ficar aqui só falando de filmes bons de guerra, já lotaria uns dois parágrafos. E, já que estamos falando sobre isso, pode colocar O Grande Herói nessa lista! 
Diz a lenda que esse filme é baseado numa história verídica (sempre fico com um pé atrás quando falam isso). Ele conta a história de quatro soldados: Michael Murph (Taylor Kitsch); Marcus Luttrell (Mark Wahlberg); Matthew Axelson (Ben Foster) e Danny Dietz (Emile Hirsch) que são enviados para o Afeganistão para capturar um meliante muito perigoso.

No decorrer da missão, os quatro soldados acabam topando com alguns fazendeiros locais e, após um debate de bons valores (que eu duvido que tenha acontecido da forma retratada), eles resolvem não matar eles e abortar a missão. O grande problema é que o grupo é descoberto por uma tropa do Talibã e, para complicar mais ainda, eles ficam sem comunicação para pedir reforços.

 
A situação fica mais do que complicada para os quatro soldados. São tantos inimigos, que nem mesmo o super-treinamento dos famosos “Seals” que eles receberam consegue trazer uma tranquilidade para o grupo. E olha que ainda acontecem alguns outros gargalos que eu não quero contar para não estragar as surpresas.

Como a maioria dos filmes de guerra americanos, esse também tem um lado bem patriota. Mas o principal é o companheirismo entre os soldados. Uma ligação forte, criada desde os árduos treinamentos, e demonstrada nos momentos mais difíceis. E é sobre esses momentos mais difíceis que eu quero finalizar o texto. Simplesmente, nem fudendo que metade das cenas de ação do filme aconteceu do mesmo jeito na vida real (depois de assistir ao filme, essa frase vai fazer total sentido).  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Namoro ou Liberdade

 
Liberdade. Simples e curto. Filme horrível que não mostra nada que o título sugere e totalmente fora da realidade. Recuso-me a gastar mais de um parágrafo para falar sobre essa bomba. Ainda gastei dinheiro para ver no cinema....ok, estava acompanhado e sem opção. Mesmo assim o filme continua ruim. Pior que os novos Sr. Fantástico (Miles Teller) e Tocha Humana (Michael B. Jordan) estão também nessa tragédia. Logo se vê que esse filme não serviu para nada. Sim, estou escrevendo isso após assistir a péssima nova versão do Quarteto. 
 
 
Aguarde minha crítica Quarteto Fantástico....        

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Homem- Formiga


Vou começar esse pequeno texto (entendeu a piada logo de cara?) fazendo um mea-culpa. Minha baixa empolgação e expectativa com o filme Homem-Formiga foram totalmente equivocadas. A Marvel conseguiu mais uma vez. Não que eu estivesse torcendo contra, mas dessa vez tinha tudo para ser ruim. Felizmente, os deuses nerds mexeram umas toalhas molhadas e transformaram esse personagem B da editora em mais um sucesso.
Admito que estou escrevendo sem ler nenhuma notícia sobre a arrecadação de bilheteria após o primeiro final de semana em cartaz. Minha confiança está alta. O jeitão do filme lembra um pouco Guardiões da Galáxia. Mesmo com histórias distintas, ambos usam muitas piadas e músicas para preencherem a história e, além disso, servem para expandir o universo Marvel. Como diria um velho amigo: “Boa pedida”.

A história não é muito grande. Com medo de sua descoberta científica parar em mãos erradas, o Doutor Hank Pym (Michael Douglas) esconde da S.H.I.E.L.D sua fórmula de encolhimento e vira um recluso. Anos mais tarde, um ex-pupilo seu, Darren Cross, começa a desenvolver algo similar, mas com propósitos muito mais malignos.

Para evitar o pior, o Doutor Pym resolve “recrutar” Scott Lang (Paul Rudd) para deter Cross. Lang é um ladrão meio Robin Hood que após desviar uma grana, para dar a quem necessitava, acaba sendo preso. Com uma filha para ajudar e uma grande sorte para se meter em encrencas, ele acaba sem muitas opções e assume o manto do Homem-Formiga.

Nessa empreitada do bem o elenco de apoio é essencial para eu admitir o sucesso do filme. Evangeline Lilly (a eterna Kate de Lost) é a filha de Pym que não enxerga como um ladrão pode ajudar seu pai e Michael Peña é um ex-companheiro de cela de Scott Lang que aumenta o tom cômico do filme, mas também ajuda em alguns momentos críticos. Para somar ainda mais, temos ainda uma grande participação do Falcão Negro (Anthony Mackie) e duas cenas pós-créditos.
Ficou bem claro que bons ingredientes não faltam. Ainda bem que o diretor Peyton Reed conseguiu amarrar tudo muito bem e mesmo não sendo um filme com muita ação, ele consegue ser bom o suficiente para eu engolir o meu orgulho e começar um texto me desculpando logo de cara.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Exterminador do Futuro – Gênesis


Vou quebrar a ordem de posts antigos do blog para incluir finalmente um filme novo! Nada mais justo do que escrever sobre um que mexe justamente com essas questões de espaço e tempo melhor do que qualquer outro...ou, simplesmente, bagunça demais as nossas linhas cronológicas de raciocínio lógico. Complicado? Se a resposta for sim eu respondo “igual a este quinto filme do Exterminador”.
Exterminador do Futuro – Gênesis demostrou a incapacidade da série em seguir adiante utilizando as histórias dos outros filmes. Para isso, foi criado um passado alternativo da história clássica “Kyle Reese volta ao passado para salvar a mãe de John Connor”. Foi isso mesmo. Virou quase um remake. Só não é porque eles inventam algumas pegadinhas ao longo do filme. Mas, uma coisa eu preciso deixar claro antes de continuar é que essa mudança da história original não significa que o filme é ruim.

O filme começa em 2029 quando a resistência está aplicando seu golpe final contra as “Máquinas”. Percebendo que irá perder a guerra, Skynet envia um exterminador de volta ao tempo para matar o mal pela raiz (exterminar Sarah Connor, mãe de John Connor que neste filme é interpretado por Jason Clarke). Kyle Reese (Jai Courtney) é o escolhido para ajudar a mamãe Connor e no briefing ele recebe a informação que ela era muito frágil, que não sabia se cuidar e blablabla.


Quando Reese volta a 1984 ele percebe que algo está muito errado. O primeiro exterminador foi liquidado por uma Sarah Connor (Emília Clarke) toda valentona e amiga de outro exterminador (agora o nosso querido Arnold Scwarzenegger), que foi enviado para salvar ela quando criança. Conclusão? Temos um remake.


Em determinados momentos, o roteiro tenta explicar o porquê de algumas mudanças, mas utilizam teorias muito científicas que nem mesmo os próprios personagens entendem. Até mesmo a velhice de Arnold tem uma explicaçãozinha. O inacreditável é que mesmo depois disso, eu continuo achando o filme bom e recomendo para quem gosta do gênero. E, para concluir, tenho certeza que ele terá continuação. Minha dedução genial vem simplesmente porque algumas perguntas não são respondidas e por causa da cena pós-crédito. Sim, aguardem antes de ir embora correndo. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

300 – A ascensão do Império


As vezes eu me pergunto por que alguns filmes que são baseados em fatos históricos não poderiam pelo menos tentar ser o mais fiel possível a realidade e deixar as mentiras para alguma história fictícia paralela do enredo. Juro que até hoje não encontrei a resposta. Poxa, se é muito difícil fazer/perceber isso, basta aos roteiristas lerem um pouco do trabalho do escritor Bernard Cornwell. Ele simplesmente usa fatos históricos como pano de fundo e incluí livremente alguns personagens e histórias paralelas. Fórmula simples e correta.

Bom, com esse primeiro parágrafo já deu para vocês perceberem (nunca duvido da inteligência dos cinco leitores desse blog) onde estão minhas principais críticas para essa continuação de 300. Sim, esse filme é uma sequencia da aclamada Graphic Novel de Frank Miller que virou filme com Gerard Butler encarnando o Rei Leônidas. Mas, diferente da primeira parte que o quadrinho veio antes, essa versão cinematográfica chegou primeiro que a nova publicação de Frank Miller. Exato, você leu certo. Teremos também uma continuação da Graphic Novel!

Essa sequencia acontece inicialmente paralela à história do primeiro filme. Em vez de Leônidas, acompanhamos a luta do General ateniense Themistocles (Sullivan Stapleton) contra a invasão Persa. O grande vilão continua sendo o mesmo, Xerxes (Rodrigo Santoro). A diferença (positiva) é que agora temos também a vilã Eva Green...ops Comandante Artemísia... de tão sensacional eu confundi o nome verdadeiro com a da personagem.

Pensando aqui, não tenho muito mais o que falar sobre esse filme. Na minha lista estavam; falar da falta de veracidade, elogiar a Eva Green, escrever um pouco da trama, elogiar a Eva Green.... é, acho que foi tudo que era realmente essencial!  

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Vingadores - A Era de Ultron

Depois de Capitão América e Homem de Ferro, Vingadores é a nova franquia da Marvel com uma sequência nos cinemas.

É maior.
É enérgico.
É tão engraçadinho quanto.

Só não sei se é melhor que o primeiro filme, lançado em 2012.

Entre os seis personagens já estabelecidos na estreia do grupo e o vilão que batiza a sequência, há pouco tempo para desenvolver os novatos Visão, Mercúrio e Feiticera Escarlate.

Outro ponto negativo: a sequência de roteiro pode parecer forçada em certos momentos.

Mas é a partir das cenas de ação que o filme desponta. Sozinhas elas valem todos os reais que você pagou no 3D meia-boca do Cinemark. (Acho que essa frase vai ser censurada)

A Era de Ultron é um filme de transição. A preparação para algo que vai acontecer lá na frente. Como uma quinta-feira, ou a sétima música de um baita CD.

Cenas dos próximos capítulos:
(Ou o que você vai ver nos próximos filmes de super-herói)

- Capitão América e Homem de Ferro vão romper a parceria, dividindo os Vingadores em dois lados.
Se você é como eu, a torcida é pro Stivin acertar a fuça robótica do Downey Jr.

- Novos personagens darão as caras: Homem-Formiga, Capitã Marvel, Pantera Negra, Doutor Estranho.
São dias legais para ser um dos personagens lado B da Marvel.

- Nos próximos anos a concorrência também deve mandar as telas meia dúzia ou menos de filmes bons, a começar por Batman VS Superman e Esquadrão Suicida.



quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Lugar Onde Tudo Termina


Diferente da crítica desse filme, que eu demorei meio século para colocar aqui, eu não relutei em assistir rapidamente “O Lugar Onde Tudo Termina”. Talvez eu estivesse motivado pelo ótimo filme “Drive”, que também é com um Ryan Gosling quietão, ou, simplesmente, porque no elenco tem a linda Eva Mendes. Desculpe a sinceridade, mas ela é realmente incrível.
O filme acompanha cronologicamente alguns personagens e os desdobramentos que suas vidas tomam. Ele começa nos apresentando Luke Glanton (Gosling), um motociclista de circo que ganha à vida desafiando o famoso globo da morte. Durante uma parada da trupe, sua ex, Romina (Eva Mendes), agora com outro homem, o procura para dizer que ele é o pai do filho dela.


Essa notícia acaba pegando Luke de surpresa e um lado paternal toma conta dele. Querendo recuperar o tempo perdido, o jovem se envolve num esquema de roubo a bancos para garantir uma grana para tentar se aproximar de seu filho e ex-namorada.
Eu não posso contar um pouco mais da história porque senão estragarei algumas surpresas. O que dá para adiantar é que o desenrolar da trama prossegue até a adolescência do filho de Luke e liga, de um jeito curioso, o passado e presente dos personagens centrais do filme.
 

Falando dos outros personagens, o filme também possui mais alguns atores muito bons como Bradley Cooper, Ray Liotta e minha nova musa, Rose Byrne. Meu ponto de atenção vai para a duração do filme. Honestamente, achei longo (140min). Fiquei com a impressão que o diretor quis fazer um filme dramático que mergulhasse o telespectador em cada problema que os personagens passam. Nessa tentativa, o filme cansa um pouco pela falta de ritmo. Mas, como eu disse, é só um ponto de atenção. Vale a pena assistir, mas não comparar com Drive que é infinitamente melhor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Robocop (2014)


Eu queria começar esse texto falando de alguns remakes de ficção científica que valeram o dinheiro investido, mas, sinceramente, não consegui. Não consegui porque usei minha cabeça como fonte, se eu usasse o google certamente eu encontraria algum. Mas o ponto é justamente esse. Se eu não lembro, é porque não teve nada impactante. O que me leva a questionar essa sede de remakes que Hollywood possui. Poxa, ninguém consegue pensar em novas ideias de franquias em vez de refilmar um clássico? Talvez essa pequena revolta já seja suficiente para vocês adivinharem se eu achei bom o filme.
Como todos devem saber de cor e salteado, essa foi a primeira aventura hollywoodiana de José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2). Lembro quando esse filme estava para estrear e saiu uma entrevista enorme com ele na revista Veja. Estavam ali todos os argumentos prontos caso o filme não fosse um sucesso ou mesmo, improvavelmente, se fosse um sucesso. Falta de liberdade criativa, obrigação de seguir as demandas do estúdio, todo aquele discurso alinhado igual aos jogadores de futebol “importante é ganhar os três pontos”. Fiquei com a impressão que faltou ele ir um pouco contra o sistema...

Essa repaginação se passe em 2028 onde guerras são lutadas com as armas mais tecnológicas possíveis. Com a existência de uma lei que impede o uso desses armamentos nos EUA, a empresa OmniCorp, comandada por Raymond Sellars (Michael Keaton), resolve criar um ciborgue policial para melhorar a imagem de sua empresa.

É nesse meio tempo que surge Alex Murphy (Joel Kinnaman), um policial honesto que acaba sendo gravemente ferido após uma explosão. Com a autorização de sua mulher, ele acaba se tornando o Robocop e passa a combater novamente o crime.  


Obviamente, não demora muito para comprovarem que os sentimentos humanos são muito mais fortes que as partes robóticas e que a tal empresa OmniCorp está envolvida em vários gargalos. Conseguirá o Robocop salvar sua família, cidade e País? Resposta só para quem assistir ao filme.


Gabaritado pelos seus sucessos no cinema, José Padilha não conseguiu manter o mesmo nível nesse filme. Onde já se viu um filme como Robocop dar sono? Sério, nas cenas que ele tem seus conflitos mentais, eu dei uma capotada monstra no cinema...Aposto que Paul Verhoeven, diretor do original, não deve ter ficado muito contente com esse remake... na velha disputa original x remake, esse é mais um ponto para os antigos (clássicos) filmes.