sábado, 11 de agosto de 2012

REC 3: Gênesis


Após o sucesso do primeiro filme, um terror espanhol bem feito e com um roteiro instigante, as continuações estavam claras que seriam filmadas enquanto tivesse história, o problema é que Rec está no caminho de virar um Jogos Mortais versão Zumbi. Esta aí um bom exemplo de como estragar uma franquia.

Desta vez até o estilo ‘Bruxa de Blair” deixou de ser usado. REC 3: Gênesis tenta responder alguns questionamentos dos filmes anteriores, só que esquece completamente do roteiro. Em determinados momentos, o filme mais parece uma sátira como Todo Mundo Quase Morto, da dupla Simon Pegg e Edgar Wright.

A historia de fundo da trama é até curiosa. Saí o prédio dos dois primeiros filmes, e seus personagens, e entra a festa de casamento entre Koldo e Clara. O filme começa mostrando a celebração na igreja, parentada reunida, sorrisos estampados e muita felicidade. Tudo nos conformes, até que em vez do tio bêbado, aparece um tio infectado para estragar o casamento e levar a praga demoníaca aos convidados do evento.

Demoníaca porque agora ficou claro que a infestação zumbi é algo mais além, com algum significado que deverá ser trabalho no próximo filme, REC 4: Apocalipse. Analisando um pouco melhor, este terceiro filme teria ficado perfeito no papel de viral da internet, fazendo uma ligação com os filmes e instigando o público. Enfim, pena que não me chamaram para dar uma ideias. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Na Estrada


Eu bem que poderia escrever algo sobre como o livro On The Road influenciou toda uma geração e tentar fazer uma crítica literária sobre Jack Kerouac e sua trupe de escritores boêmios espontâneos, porém, prefiro focar nas experiências de vida adquiridas ao ler o livro ou assistir ao filme.

Na Estrada para mim é um filme/livro de conhecimentos. Ao longo da vida conhecemos pessoas que mudam o nosso jeito de pensar e agir. Criamos um mundo perfeito onde elas nunca nos desapontam ou magoam, nublando a verdadeira realidade. Inevitavelmente as experiências vividas somam algo, mesmo quando são negativas, aliás, as vezes aprendemos mais com os erros do que com os acertos. Viver é arder de emoções boas e ruins, o importante é vive-las.

O filme de Walter Salles é bem fiel ao livro, inclusive os nomes dos personagens são dos manuscritos originais de Kerouac. Aventuras, descobertas, bebedeiras e outras coisitas mais que Jack Kerouac, Neal Cassady e companhia aprontaram foram muito bem repassados para a telona, tudo isso com uma trilha sonora impecável (difícil eu elogiar trilhas nos meus textos).

Tudo começa após a morte do pai de Sal Paradise/Kerouac, interpretado por Sam Riley. O jovem escritor busca inspiração para escrever seu primeiro livro e acha que o vagabundo mulherengo Dean Moriarty/Cassady (Garret Hedlund) pode ser a sua fonte de inspiração.

Enquanto segue Moriarty, quase como um coadjuvante, Sal Paradise percebe como viver na estrada te possibilita descobrir e refletir sobre a vida. Inevitavelmente ele descobre também o quanto Moriarty era um aproveitador e egoísta, mas vou parar por aqui antes que me xinguem por contar quase tudo.
Se eu posso servir de exemplo para algo, continue a ler as próximas palavras, senão pare por aqui. Viva a vida do melhor jeito possível, cada um tem o seu gosto e suas vontades, identifique o que te faz feliz e corra atrás, viva intensamente ao máximo todas as ótimas sensações, mesmo que seja viajar sozinho para a Guatemala!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Ditador


Sempre quando eu vejo um filme e comento entre meus amigos, ou com qualquer outra pessoa, a pergunta é sempre a mesma; o filme é bom? A minha resposta sincera vai realmente mudar alguma coisa? Vai mudar a opinião de alguém? Eu não acho, ou seja, parem de fazer perguntas manjadas...antes que comentem, estou sim ranzinza e bora para o próximo parágrafo.

O Ditador é uma cópia sem graça do Borat (modéstia à parte, perfeita definição). Sacha Baron Cohen criou este personagem para continuar sua saga de piadas fortes e de gosto muito duvidoso. Ele literalmente “atira” para todos os lados para justificar os absurdos do personagem, nem o 11 de setembro é poupado nas piadas. Pula mais uma linha e vamos para o resumo do filme.

O General Shabazz Aladeen (Cohen) é um déspota e ditador do mundo árabe que lidera a República de Wadiya. Depois de se negar a vender o petróleo do seu país e, ainda por cima, começar a criação de armas nucleares, ele sofre sérias ameaças da ONU que obriga o ditador a ir se explicar em Nova York.
Assim que ele chega na Big Apple, seu tio e mentor, Tamir (Ben Kingsley), aplica um golpe de estado contra Aladeen. Ele troca o ditador por um impostor para que ele possa vender o petróleo do país e comprar uma casa ao lado da mansão do George Clooney. Aladeen e suas péssimas piadas farão de tudo para voltar ao poder e impedir que a democracia chegue à República de Wadiya.
Voltando aos comentários iniciais. O filme é ruim. Você vai mesmo perder o seu tempo? Se quiser, assista ao trailer, lá tem as melhores piadas.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Valente



(Escrito por Tia Alice)

Vale a pena ir atrás do próprio destino

Tia Alice foi assistir Valente (Brave) ontem.  E Tia Alice, que não tem vergonha nenhuma de ficar em pleno domingo à noite numa sala lotada de crianças, ADOROU! A parceria Disney/Pixar, como sabemos, é das melhores. Valente, dirigido por Mark Andrews (Ratatoiulle) e Brenda Chapman (O príncipe do Egito) é uma animação para pais e filhos se divertirem juntos. Bem... às vezes as gargalhadas dos adultos correm mais soltas do que a da meninada. Eu mesma dei mais risadas do que a garotinha de óculos vizinha de poltrona. Ah, mas o pulo dela foi maior num momento tenso da trama. A coitadinha quase caiu da cadeira.

Além da perfeição técnica, que literalmente salta aos olhos em 3D, a animação tem uma história diferente, sem o velho clichê princesa-precisa-encontrar-seu-príncipe-para-ser feliz. A corajosa Mérida está mais interessada em achar seu próprio destino, vivendo uma vida empolgante, empunhando seu arco e flecha por aí. Sua mãe, a rainha  Elinor,  preferia que ela ficasse comportada dentro de vestidos apertados, longe das confusões, mantendo a tradição. Dessas opiniões contrárias é que brota toda a aventura do filme. Quem tem mãe e é filha ou vice-versa sabe muito bem que isso não tem nada de ficção.

Baseado numa lenda celta, o enredo passa-se nas deslumbrantes planíces escocesas, país dos homens de saias – o rei Fergus, pai de Mérida, é o mais engraçado deles. O filme, que quase foi chamado de O urso e o arco,  nos leva pra dentro da floresta, onde luzes azuis mágicas conduzem a heroína de cabeleira ruiva ao encontro de seu destino na casa de uma bruxa carpinteira impagável, personagem absolutamente hilária!

Claro que Tia Alice não vai estragar a surpresa e contar toda a história. Só vai dizer que tem ursos, tapeçarias, bolinhos e personagens muito engraçados. Aliás, o humor costura o filme todo, graças à mestria dos roteiristas, entre eles, Brenda Chapman.


Confesso que o desfecho emocionante me arrancou algumas lágrimas. Jack Burton sabe como eu sou emotiva... O filme é dedicado ao “amigo, parceiro e mestre Steve Jobs”, o que me rendeu mais algumas lágrimas. Ai essas homenagens póstumas... snif


Para uma senhora como eu, que não revela mais a idade pra qualquer um e cresceu assistindo Bela Adormecida, Branca de Neve e Cinderela, ver uma heroína tão independente, que reivindica o direito de ser dona de sua vida, tem um sabor pra lá de especial. É mais delicioso do que pipoca com manteiga e bala jujuba saber que as meninas de hoje não estão sendo mais educadas apenas para casar. E querem ter o direito de fazer o que der na veneta, coberta ou não por uma cabeleira ruiva. Assistam (aqui vai o trailler http://www.sabetudo.net/valente-o-filme-trailer-sinopse-e-poster.html) que vale a pena!

domingo, 22 de julho de 2012

A Filha do Mal


Quero deixar algo bem claro.  Existem grandes chances de sair algo péssimo quando os filmes de terror resolvem inovar.  É sério, ou o filme vira um estouro e abre frentes para algumas cópias descaradas, como, por exemplo, o prodígio A Bruxa de Blair, ou o filme vira uma bomba que você se arrepende de assistir, principalmente quando vê no cinema.

A Filha do Mal usa o recurso manjado das gravações encontradas. A inovação tentada foi no roteiro usando artifícios que lembram muito a realidade, criando um clima de suspense e horror através de investigações de casos de exorcismo. Ficou só na tentativa...

O filme começa mostrando um terrível crime. Três pessoas são mortas na tentativa de exorcismo de Maria Rossi. A doidona é internada num hospital psiquiátrico em Roma, deixando sua filha Isabella nos EUA. Vinte anos depois, Isabella parte com uma equipe de documentaristas atrás de sua mãe e dos mistérios que envolvem o exorcismo.
O filme peca demais na tentativa de ser um documentário. Os sustos são poucos, o que deixa meio sonolento o filme. Perguntas sem respostas sobram aos montes depois que sobem os letreiros. Enfim, ainda bem que não vi no cinema.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Branca de Neve e o Caçador


O cenário é esse, dez minutos antes de começar o filme, uma pipoca metade doce e metade salgada, um chá mate, um Del Valle de uva e acompanhado de duas belas garotas, o primeiro comentário é “Aff, esse filme é com a menina do Crepúsculo? Ela é péssima atriz, pelo menos tem o Thor” eu replico “ E ele é bom ator?” recebo só risadas na resposta... Engraçado como cada um tem uma opinião diferente sobre o mesmo assunto, o mais engraçado ainda é tentar discutir esse tipo de coisa com mulheres, elas sempre acham que estão certas!

Bom, vamos ao filme que no final eu falo a minha humilde opinião, que por sinal, está totalmente previsível após este começo. Esta nova versão começa mostrando o feliz reino de Tabor, comandado pelos pais da jovem Branca de Neve. Infelizmente, a Rainha acaba morrendo de causas naturais, deixando o Rei muito vulnerável. Toda essa tristeza cria espaço/oportunidade para a malvada bruxa Ravenna (Charlize Theron) casar com o Rei e mata-lo em sua busca pela coroa e poder. Mesmo tomando conta de Tabor, Ravenna mantem aprisionada a pequena princesa....

Com o passar dos anos, a Rainha Ravenna transforma o reino num lugar sombrio e, para piorar ainda mais o seu marketing pessoal, usa o sangue de novinhas para manter-se jovem e linda. Com a Branca de Neve já crescida - Interpretada pela “multifaces” Kristen Stewart- o espelho conta para Ravenna que ela será a causa de sua destruição e ao mesmo tempo a fonte de sua imortalidade. Antes que a Rainha possa fazer algo, Branca de Neve escapa e se refugia na floresta negra.

Para encontrá-la, a Rainha convoca Eric (Chris Hemsworth), um caçador beberrão que conhece muito bem a floresta. Thor...ops, Eric, acaba conhecendo melhor a Branca de Neve e resolve não entregá-la para Ravenna e, ainda por cima, promete combater as forças das trevas ao lado da apaixonante Branca de Neve e os oito anões malandrões da floresta.  


Opinião sobre o filme? Preciso dizer mesmo após começar o texto daquele jeito? Obviamente que foi desapontador, uma repaginada desnecessária na história tentando deixa-la mais real e ao mesmo tempo mantendo o tom de fantasia. Gracias que eu já esperava por isso. Só espero que sejam lendas o que eu li dizendo que este filme pode ter continuação...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha



Qual é a primeira frase que vem na cabeça quando você vê algo do Homem-Aranha? Obviamente que é a famosa frase do Tio Ben “Grandes Poderes trazem grandes responsabilidades”. Mas espera aí, esse recomeço da série do aracnídeo fotógrafo não tem esta essencial fala e ainda inventa uma nova história para os pais do Peter Parker e uma possível reinvenção da origem dos poderes do Homem-Aranha. Estranho? Não, tudo parte de um plano maior.

Como nos gibis, esse recomeço é a primeira parte de uma série (provavelmente uma trilogia). Ele reapresenta o personagem, com algumas novas visões da história, mas não avança muito. Algumas tramas ficam muito soltas, o que possibilita inúmeras ideias para as próximas continuações.

Logo no começo do filme, os pais do pequeno Peter Parker precisam deixá-lo com o Tio Ben (Martin Sheen) e Tia May (Sally Field) enquanto eles resolvem alguns problemas, infelizmente eles acabam morrendo misteriosamente. Peter (Andrew Garfield) cresce e vira um adolescente tímido e nerd. Meio sem querer, ele acha uma antiga mala do seu pai e descobre que ele trabalhava para a Oscorp num projeto de misturas genéticas.

Nos documentos ele ainda consegue descobrir o nome do antigo parceiro de seu pai, Doutor Curt Connors (Rhys Ifans). Tentando resolver alguns enigmas do passado, Peter vai até a Oscorp e conhece o Doutor Connors. Como curiosidade nunca é demais, Peter começa a vasculhar o laboratório e acaba sendo mordido por uma aranha radioativa. Aí é tudo igual, ele ganha super poderes, bate no cara que enchia o saco dele no colégio e vira um super-herói quando o seu tio é assassinado por um assaltante.

O próprio Doutor Connors é o grande vilão do filme. Ele injeta uma substância para tentar reaver o seu braço perdido mas acaba virando o terrível Homem-Lagarto. Peter de certa forma também é um vilão para a sua própria vida, sua imaturidade e irresponsabilidade o colocam em situações nada convencionais. Enquanto ele tem um caso amoroso com Gwen Stacy (Emma Stone), o pai da garota, George Stacy (Denis Leary), o considera uma ameaça a sociedade e o declara inimigo público.

Toda essa confusão de lagartos, policiais e namorada acontecem com o Peter Parker ainda no colégio, o que me leva a dizer sinceramente que o nome do filme deveria ser O Adolescente Homem-Aranha. Esse talvez seja o ponto crítico do filme, as cenas de ações são incríveis, muito melhores que os filmes anteriores, mas a atmosfera do filme é muito adolescente. Como disse um amigo meu asiático, só faltou o Pasqualete da Malhação. Enfim, confio nas adaptações da Marvel e acho que nos próximos filmes já veremos um herói um pouco mais maduro e adulto, quem sabe isso aconteça depois que ele ouvir a célebre frase “Grandes Poderes trazem grandes responsabilidades”.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sombras da Noite




Eu sempre achei que é melhor viver com problemas amorosos do que sem eles. Uma vida parada, sem discussão ou briguinha não tem muita graça, principalmente quando as reconciliações são incrivelmente boas, se é que você me entende. Sombras da Noite tem toda a sua trama baseada em decepções amorosas e consequências terríveis que elas podem trazer. Tirando os monstros, algo bem parecido com a realidade.

Este novo fruto, da eterna parceria entre Johnny Depp e Tim Burton, é na verdade inspirado na série de mesmo nome que passou na década de 60 lá nos EUA. O filme começa em 1752 mostrando os Collins, e seu filho Barnabás, saindo da Inglaterra para os Estados Unidos.

Depois de alguns anos, os negócios da família evoluem e a cidade é batizada com o nome de Collinsport. Seu herdeiro, Barnabás (Johnny Deep), se torna um playboy destruidor de corações, até o dia que ele fere os sentimentos de Angelique (Eva Green), uma bruxa vingativa que resolve matar os pais de Barnabás, a noiva dele, o transforma num vampiro e, ainda por cima, o aprisiona num caixão debaixo da terra, vingança completa.


Dois séculos depois, o peculiar vampiro consegue se livrar do seu cárcere e retorna para a casa de sua família. Lá ele percebe a decadência que a atual geração se encontra e jura ajudá-los a se reerguer. Entre umas mordidas e outras, Barnabás se apaixona novamente, mas para variar, a bruxa Angelique tentará estragar tudo e bolará novas vinganças.


Eu esperava um pouco mais do filme, principalmente vindo da dupla doidona Deep e Burton. Expectativa é sempre foda, independente de ser nos filmes ou no amor.

Jaws vs Jaws

quarta-feira, 4 de julho de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012