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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

A Hora do Vampiro

 


Um dos primeiros livros que eu li do Stephen King foi a Hora do Vampiro. A construção dos personagens e as histórias paralelas são tão bem escritas enquanto acontece a trama principal que eu literalmente devorei as mais de 500 páginas em poucos dias. Como amante de filmes de terror, é claro que em algum momento eu partiria para as versões cinematográficas desta grande obra.

O meu racional foi assistir primeiro o filme antigo (ou minissérie para TV) de 1979 porque sempre achei toscas as imagens e depois me decepcionar com o novo de 2024. Yep. Eu já sabia que seria ruim, mas, mesmo assim, achei que este conjunto livro + filmes poderia ser a minha única postagem deste ano. Aqui vale uma rápida explicação. Obviamente a escassez de postagens foi devido a falta de tempo. Infelizmente foi um ano cheio de afazeres, coisas sérias e momentos interessantes, mas que tive que abrir mão (ou deixar de lado) algumas coisas que sempre gostei de fazer. Nossos fãs/seguidores russos mereciam essa explicação, assim como merecem saber que até agora, 26 de dezembro de 2024, eu assisti 221 filmes neste ano! Imagina se tivesse um post por filme ahahha

Voltando ao tema do post em 3, 2, 1... O filme antigo é realmente datado, mas consegue contar boa parte da história do livro e criar ainda um suspense que deixa com vontade de terminar o filme numa tacada só. Eu tentei, mas não consegui. Mas só de ter vontade de assistir até o final, já foi um indicativo bom na minha escala de análise (aqui vale dizer que a atriz que faz a Suzan é um rostinho conhecido do Sr John McClane).


Bom, agora vamos ao filme de 2024. Assistindo o trailer e depois de 5 minutos até acreditei que poderia dar boa a nova versão, mas no minuto 6 eu já mudei de opinião. Toda a construção de que Stephen King realiza no livro durante várias páginas são destruídas pela rapidez ou edição do filme. Não marquei, mas acho que em 15 minutos de filme todos já sabem que a zica é coisa de vampiro. Os atores até que combinam com os personagens de uma forma surpreendente, mas não conseguem impedir 1% a sensação final de que o filme é ruim. O filme é tão cortado que não vale gastar mais de um parágrafo para escrever sobre ele.

Mesmo assim, espero que em 2025 venham mais adaptações do Stephen King, sejam boas, ruins ou do nível "A Hora do Vampiro".

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

O Homem Invisível

Primeiro dia de quarentena. Primeira resenha.... Não. Mentira deslavada. Infelizmente eu falhei na missão de usar o isolamento causado pela pandemia do covid para escrever textos para o blog. Vou culpar o maldito capitalismo que me fez trabalhar muito mais horas diárias do que o meu descuido com este espaço tão carinhoso que é o MDZ.

Para o retorno, planejei falar um pouco sobre o último filme que eu vi no cinema. O problema é que faz tanto tempo que eu não tenho certeza se foi mesmo o Homem Invisível. Na dúvida, vou com ele mesmo porque eu gostei de assistir. Agora. Por que eu gostei? Vou manter o tom de suspense e falar só no final. Não me xinguem. Tenho um protocolo a seguir de construção de texto: Falar algo engraçado no começo, seguir com um breve resumo da película e finalizar com algo que faça os amigos russos voltarem a entrar no blog.

Cecília Kass (Elisabeth Moss) é casada com um louco ciumento engenheiro chamado Adrian Griffin (Oliver Jackson-Cohen). O bichinho de matar com pedra é tão pirado que ela precisa drogar ele para fugir de casa e se esconder na casa de um amigo policial.  

Depois de alguns meses escondida e traumatizada, Cecilia recebe a informação que Adrian cometeu suicídio e deixou um belo dinheiro para ela. O que estava ruim ficou bom, mas logo volta a ficar ruim. A estranha morte do ex coincide com fatos estranhos na vida dela o que faz ela criar a teoria que Adrian está vivo e importunando como um fantasma invisível sem mais nada para fazer da vida. Ou será que ela está certa para justificar o nome do filme?

Toda essa questão psicológica é muito bem trabalhada no filme.  Ele tem uma pegada de terror psicológico que funciona muito bem, principalmente com a atuação da atriz que é convincente em mostrar os efeitos do relacionamento abusivo que a personagem sofria. Esta adaptação do clássico de H.G. Wells seguiu um caminho interessante em aproveitar o argumento do livro e dar uma roupagem atual com um dinamismo e reviravoltas. É um filme que com certeza os apreciadores do MDZ gostariam de assistir.

terça-feira, 2 de abril de 2019

A História sem Fim


1984 foi um ano brilhante. Não só pelo meu nascimento, mas pelo lançamento do filme em questão que está sendo um debate entre integrantes do grupo de mídia MDZ. Filmes tem o dever de entreter. Essa é a premissa básica. Para o filme ser além de bom, aí necessita de impressões particulares de cada espectador. Seja educando, emocionando, trazendo surpresas, seja lá o motivo de cada ser humano.

Comigo a lembrança da História sem Fim sempre foi boa. O filme representa tantas coisas que acontecem na infância, sejam sentimentos ou coisas que vemos ao nosso redor enquanto o mundo continua a rodar e rodar que eu nem tenho capacidade intelectual para escrever sobre isso. A fantasia e imaginação, tanto debatidas no filme, são aliadas poderosas durante todas as fases das nossas vidas. Os lugares aonde somos mais estimulados a usar essas “ferramentas” de um jeito bom são filmes e livros. E, na minha opinião, História sem Fim consegue atingir com maestria isso e, por isso, será o primeiro filme a ter duas resenhas neste humilde blog (para ler o primeiro, clique aqui).


O filme acompanha a história de Bastian, um piá novinho, que perdeu recentemente a sua mãe. Fugindo de uns garotos chatos, que o importunam no caminho para o colégio, ele acaba se escondendo numa livraria aonde encontra o livro “A História sem Fim”. O menino começa a ler o livro no sótão da escola e imediatamente somos transportados para a terra da Fantasia.


Naquela terra mágica, descobrimos que o nada está destruindo o mundo e que a princesa que cuida de todos está doente. Seus habitantes, mesmo com medo e receosos, escolhem um jovem guerreiro índio, Atreyu, para descobrir como curar a princesa.



Assim como Bastian, somos levados numa aventura por lugares que poderiam habitar facilmente qualquer fábula ou conto infantil que escutamos em LPs de historinhas ou lemos em livros e gibis. A narrativa fantasiosa tem um porque essencial para o menino Bastian, mas atinge os espectadores de forma tão importante quanto para ele. Afinal, todas as vidas necessitam de imaginação, sonhos e coisas boas para valerem a pena. 


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Guardiões da Galáxia Volume 2

Os heróis com menos caráter da Marvel estão de volta para mostrar ginga e salvar o universo do juízo final.

Música. Referências ao universo pop. Muitas piadas. Todos os elementos que fizeram do filme de estreia um sucesso têm espaço na sequência, que mal completou duas semanas em cartaz e caminha para arrecadar bilhão nas bilheterias.

São justamente estes elementos de humanidade que estão ameaçados pela presença do antagonista do filme, a entidade celestial tão obcecada com a própria figura, quanto pouco interessada pelo resto. Por coincidência, o vilão atende pelo nome de EGO.

A nova aventura adiciona caras novas ao elenco, ao mesmo tempo em que explora o universo cósmico da Marvel.

Sobra espaço para algumas esquisitices, piadas que a censura talvez não tenha entendido, pelo menos duas grandes sequências de ação e muitas cenas com Baby Groot, um carismático toquinho de madeira com dois olhões e um pouco de inocência.

Além de cinco cenas pós-crédito, o que deve ser algum tipo de recorde.











quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã

Quem responde pelo marketing de Ghost in the Shell provavelmente não sabia como divulgar o filme e teve a brilhante ideia de destacar algumas características não muito exclusivas.
- Ghost in The Shell em tela grande.
- Áudio de ótima qualidade.

Primeira grande produção de 2017, Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã é a nova tentativa de adaptação de histórias do pop asiático.
Tudo indica que engrossará a lista de fracassos.

As referências do filme não deixam a desejar. Remetem a outras grandes produções como Robocop e Matrix. Mas falta a filosofia barata, grande parte do carisma da trilogia das irmãs Wachowski.

O curioso é que uma das versões de Ghost in the Shell, a animação da década de 90, é considerada como influência para a criação de Matrix.

O resultado não chega a ser negativo. O filme conta com ótimos efeitos visuais e um senso estético apurado.
O problema é que ele parece não saber como achar um público.

Se de um lado os fãs do anime e do mangá queriam uma versão mais fiel ao original, com direito a  atriz asiática no lugar de Scarlet Johansson, o público em geral não encontrou uma história com apelo para mobilizar milhões às salas de cinema. 



Ou seja, é um filme provavelmente caro, que apesar de bem feito, não chama atenção e dificilmente terá o retorno financeiro esperado. 
Não à toa já começam a sair análises de que a produção não se bancou, inviabilizando uma possível continuação.  

As sequências de ação ficam como o melhor de Ghost in the Shell. Um filme que se você não conferiu nos cinemas provavelmente verá em alguns anos na programação do SBT. Mas sem tela grande e áudio de ótima qualidade. 

 





sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Indiana Jones

A história do mais famoso arqueólogo da cultura pop surgiu como um projeto pessoal de George Lucas.

O sonho do diretor californiano passava por fazer um filme que mesclasse o clima de
007 com seriados de sua infância - séries como Flash Gordon e Buck Rodgers que haviam caído em descrença com os executivos de Hollywood.

Parece incrível imaginar que George Lucas tenha tido dificuldade para convencer os investidores a financiar o filme, mas também é verdade que a proposta original era diferente do resultado que podemos conferir hoje.

A começar pelo trio de itens icônicos do personagens, o chapéu, chicote e a mochila, que ganhariam a companhia de uma quarta memorabilia, o farto bigode do ator Tom Selleck - que além de tudo se chamaria Indiana... Smith (isso não daria certo, heim).

Por sorte, Selleck já estava excessivamente atarefado com as gravações da série Magnum, recusou e a oferta caiu nas mãos de Harrison Ford.

Ford, que aquela altura já havia trabalhado com George Lucas em Star Wars, ajudou a transformar Indiana Jones em um dos mais cultuados filmes de aventura e ação.

E quem não se lembra da famosa cena em que Indi aposta corrida contra uma gigantesca pedra em Caçadores da Arca Perdida, o filme de estreia?

O mais difícil é entrar em um consenso sobre qual é o melhor da franquia. (só não vale dizer que é o último).


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Guerreiro Americano


O legal de escrever para o seu próprio blog é que você pode escolher o tema que quiser e postar quando você quiser (além de certas invenções ortográficas para criar uma fala engraçadinha). Ultimamente a minha vontade é de usar este espaço para reviver filmes que eu considero clássicos. Sim, eu considero muitos filmes ruins como clássicos e sim, Guerreiro Americano entra nesta seleta lista.

Quando eu era criança eu tinha duas brincadeiras preferidas com meus amigos imaginários (não, eles não tinham nomes). A primeira era brincar com meus Comandos em Ação (que existem até hoje) e a segunda era criar histórias imaginárias de brigas, lutas e guerras com minhas armas de brinquedo. Eu era um ótimo soldado imaginário até assistir Guerreiro Americano. Depois do filme eu evoluí e virei o melhor soldado/ninja do mundo. Para todas as missões impossíveis só existia uma opção para resolver o problema. Eu! Também, o que um soldado/ninja não poderia resolver? Ahaha

O filme tem um enredo de criar assas na imaginação de qualquer criança. Joe Armstrong (Michael Dudikoff) é um soldado americano com amnésia que luta bem pra caramba. Enviado para a Filipinas, ele logo se mete em confusão tentando salvar a filha do comandante de ninjas do mal. Suas ações não passam despercebidas pelo soldado Curtis Jackson (Steve James) que o convida para um duelo. Mesmo perdendo a luta, os dois acabam virando grandes amigos.


 Os dois companheiros acabam descobrindo uma conspiração envolvendo os ninjas do mal, exército e autoridades. Enquanto tentam resolver este gargalo, Joe é acusado de traição e a filha do coronel é sequestrada. Para sair desta enrascada, o ninja americano precisa relembrar de seu passado para assim ter as forças e habilidades necessárias para acabar com os bandidos.  



Além deste filme, Guerreiro Americano teve quatro continuações. Quem sabe em algum momento eu poste sobre os outros. Afinal, eu sou jovem ainda, tenho muitos anos de vida para fazer isso (mesmo não sendo um soldado/ninja na vida real).


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Godzilla


Minhas escolhas de resenhas, opiniões ou textos para este blog não tem uma lógica muito exata. Por esta falta de critério, eu sou muitas vezes surpreendido por algum fato novo ou notícia que eu descubro enquanto pesquiso como escreve corretamente o nome dos atores. A prova deste fato é Godzilla. Estava eu tranquilamente escrevendo sobre este ótimo longa-metragem quando leio que está programado para o futuro um filme do Godzilla Vs King Kong e que este não será o primeiro encontro cinematográfico deles....  esta é justamente o tipo de notícia que vale a pena reformular todo o primeiro parágrafo. O resto eu não vou mudar não porque não tem mais nenhuma notícia além deste título aí (pelo menos, eu não achei).

O filme segue bastante esta linha atual de colocar algo impossível de acontecer dentro do nosso universo real. Minhas duas preocupações sobre esta primeira frase são o dia que eu terminar de escrever este texto e a afirmação que existir um Godzilla é algo impossível. Sinceramente, espero estar correto quando finalmente conseguir terminar esta humilde resenha. Continuando...foco.


A história começa com uma misteriosa tragédia numa usina nuclear japonesa envolvendo a família Brody (uma homenagem ao filme Tubarão??). A matriarca da família morre após estranhos tremores no local, deixando seu marido, Joe (Bryan Cranston) e seu filho pequeno, Ford, a deus dará.

Após 15 anos o ocorrido, Ford - agora um soldado do exército americano e interpretado por Aaron Taylor-Johnson – é chamado pela polícia japonesa para retirar seu pai da prisão. O motivo? Ele ficou meio piradinho criando teorias de conspiração para tentar desvendar a morte de sua mulher.


Para tentar provar que Joe está errado, pai e filho embarcam clandestinamente numa busca de provas para solucionar o mistério. Sem muito esforço, os dois descobrem que o buraco é muito mais embaixo. Ou melhor, é muito maior. Os tremores estão ligados a enormes criaturas malvadas que se alimentam de energia e que neste processo, podem destruir nosso planetinha. Uma chance para adivinhar quem é o verdadeiro herói do filme... sim, ele... Godzilla!!



Pelo andar da carruagem, sempre quando falarmos de heróis no cinema, não basta incluir os da Marvel e da DC, temos que falar do monstrinho também. Apesar que King Kong também é do bem... acho que este filme, Godzilla Vs King Kong vai ter alguma chamada tipo assim “Amiguinhos, vamos acompanhar as aventuras da dupla de monstros mais adorados do cinema contra os terríveis seres nojentos e malvados”. Ok, exagerei. Adeus. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Guerra nas Estrelas (Episódios I, II e III)

Vou abrir o texto com um exercício de imaginação. Pense numa trilogia perfeita. Imaculada, consagrada, invicta, irrepreensível. Enfim, sem sequer um filme mais ou menos.

Indiana Jones? Poderoso Chefão? Mad Max? Matrix?
Talvez.

Por algum motivo, produzir três filmes de franquia sem sequer um tropeço é uma espécie de tabu no cinema. Um feito quase impossível, mais difícil até que amanhã sair algo bom com a participação do Nicolas Cage.

Pois.
Os três últimos filmes de Guerra nas Estrelas (Episódios I, II e III) conseguem a façanha de entregar uma trinca de longas no mesmo nível. Isso mesmo no mesmo nível. Todos bem abaixo do esperado.

Na teoria, eles deveriam servir como prequels, contando as histórias que moldaram o universo de Guerra nas Estrelas. Não que esse objetivo não seja atendido.

O lance é que todos os três filmes são produtos moldados com a cara, o jeitão e o sabor do espírito de uma época. São filmes com a preocupação mais voltada para atingir um público-alvo e menos em contar uma boa história.

Resultado: horas e horas gastas para chegar a um desfecho que você, eu e todo mundo minimamente conectado com a humanidade já conhece. Sem novidade, não tem graça.
É tipo um spoiler antes mesmo da inventarem o termo spoiler.

Guerra nas Estrelas tem múltiplos planetas, povos e histórias totalmente diferentes entre si. Porquê precisa ser justamente o jovem Anakin o responsável pela construção do C3PO? Como isso agrega ao plano geral da história?

Eu gostaria de ter sido apresentado a outros planetas. Queria ver umas culturas muito loucas aliens. E por que não histórias melhores desenvolvidas sobre a transição República/ Império?

Também não custaria mais lutas como essa:

Em teoria, os episódios I, II e III deveriam ter exercido entre nós - nós nessa idade em que não somos tão jovens e nem tão velhos - o mesmo fascínio que a trilogia original teve sobre nossos pais.

Não foi assim, ficou um gargalo geracional.  Essa foi a má notícia.

A boa é que produzidos sob a batuta da Disney os próximos filmes prometem ocupar esse espaço nos nossos gélidos corações peludos. Com vários anos de atraso, é verdade.

Mas já com uma horda de crianças e adolescentes nos nossos calcanhares, engrossando a fila de pipoca e proporcionando uma conexão entre duas gerações que de vez em quando parecem quase incomunicáveis.

Um fato muito importante para fechar o texto: Anakin tem menos que a metade do apelo do Darth Vader.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Guerra nas Estrelas (Episódios IV, V e VI)


A missão era fácil. Dividir com o meu amigo os seis filmes do Guerra nas Estrelas e postar neste espaço privilegiado numa ordem que batesse com a estreia do novo filme. Só que neste mundo louco e vivendo essa vida de trabalhador assalariado, nada é tão simples. Traduzindo. Seria impossível cumprir este prazo. A solução que a força trouxe? Escrever dois textos falando sobre cada trilogia. 


Para falar da primeira trilogia (episódios IV, V e VI) eu gostaria de começar relembrando quando eu assisti a primeira vez estes filmes. Eu posso não ser mais um jovem, mas quando eu vi o primeiro (episódio IV) ele já tinha sido filmado há um tempinho, ou melhor, os três já tinham sido lançados antes de eu nascer. Neste contexto é fácil perceber que eles foram muito importantes na minha formação para sobreviver nesse mundo louco. Como eles já passavam na “sessão da tarde” ou estavam gravados em VHS pelo meu pai, eu obviamente tive um grande contato naquele importante período da vida que ajuda a definir nossa personalidade. O ser herói, fazer o correto, ajudar quem precisa e nunca ser do lado sombrio estava tudo ali. Foi com certeza um belo complemento para a minha educação. Agora chega de bancar o Paulo Freire e vamos ao resumo desta épica saga. 

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante (tinha que começar com esta frase) uma guerra entre o Império Galáctico e a Aliança Rebelde sacode o universo. Em um grande ato de coragem (que será explicado em um novo filme), os rebeldes, que contam com a ajuda da Princesa Leia (Carrie Fisher) roubam os planos da temível Estrela da Morte. Para evitar que eles retornem as mãos dos inimigos, a jovem Leia esconde os dados do projeto secreto dentro do robozinho R2-D2 e, juntamente com o outro robô, C-3PO, os envia para Tatooine para encontrar Obi-Wan Kenobi. 

Por um capricho da força ou algo do tipo, os dois atrapalhados robôs acabam sendo encontrados por Luke Skywalker (Mark Hamill), um jovem projeto de herói que vive sob a proteção de seus tios. Luke logo junta às pecinhas e desvenda que Obi-Wan é o ermitão conhecido como Ben Kenobi (Alec Guinness). Após descobrir que os “malvados” mataram seus tios, Luke e Kenobi contratam Han Solo (Harrison Ford), um contrabandista que tem como parceiro o estranho Chewbacca, para leva-los até a cúpula da Aliança.


Obviamente todos esses personagens não são somente simples garotos de recados (o próprio Luke acaba descobrindo sua vocação para cavaleiro Jedi). Todos são importantes peças na destruição da Estrela da Morte e na luta contra o Império Galáctico que tem como principal vilão o temível Darth Vader....


Já no Episódio V – O Império Contra-Ataca, o próprio título do filme já resume bem a história. É nesta continuação que grandes gargalos e mistérios são construídos. Luke parte para concluir seu treinamento Jedi com o grande mestre Yoda enquanto o resto luta contra as forças do mal. No grande clímax do filme (o final), Luke tem a maior revelação da série... depois de perder sua mão num combate contra Darth Vader, o jovem herói descobre que o ser de armadura escura e voz estranha é seu pai (como todo mundo sabe disto, não corro o risco de ser spoiler). Como desgraça pouca é bobagem, Han Solo acaba sendo congelado e entregue ao caçador de recompensas, Boba Fett. Realmente, é de tirar o fôlego. 


O capítulo VI – O Retorno do Jedi é a história de Luke tentando salvar a pátria enquanto seus inimigos tentam leva-lo ao lado negro da força. Darth Vader conta com a ajuda do terrível Imperador, um senhor negro dos Sith que levou Vader para o caminho errado e quer fazer o mesmo com seu filho. Paralelamente a estes dramas familiares, Han e Leia tentam impedir que uma nova Estrela da Morte cause mortes e destruição na galáxia. 


Escolhi me estender mais no Episódio IV pois ali temos a apresentação dos principais personagens e porque, particularmente, para mim é o melhor filme dos seis. Talvez esta impressão possa mudar com o novo episódio. Não sei. Eu simplesmente não consigo mensurar o meu nível de expectativa para o novo filme. Desde o primeiro teaser (que eu quase chorei) eu tenho certeza que o filme será foda. Até mesmo a ruivinha do amor achará isso. Guerra nas Estrelas será um daqueles filmes que meus netos e bisnetos assistirão e manterão a mesma paixão que eu. 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro


Escrevo esse texto já sabendo que o próximo filme do Homem-Aranha será com outro ator (Tom Holland) e que novamente a história será reiniciada. Vocês não imaginam o quanto eu fico desanimado para escrever o resto dos parágrafos. Vou me arrastando, mas acredito que irei conseguir. Obvio que essa decepção toda é causada pela Sony que precisa fazer um filme do aracnídeo a cada x anos (não sei quantos ao certo) senão eles perdem a licença.  
A continuação começa contando um pouco mais do passado dos pais de Peter Parker e sua ligação com Norman Osborn. No presente, o jovem adulto Peter (Andrew Garfield) resolve terminar seu relacionamento com Gwen Stacy (Emma Stone) com medo que ela sofra consequências de sua vida heroica de super-herói. Vida que também acaba enfrentando uma nova ameaça, o vilão Electro (Jamie Foxx).


Para bagunçar um pouco mais a vida pessoal com a de herói, surge o filho de Norman e amigo de Peter, Harry, que descobre que tem a mesma doença rara do pai e que a sua única salvação pode ser o sangue do Homem-Aranha. Ou seja, problemas não faltam para serem resolvidos pelo amigo da vizinhança.

Lembro que no começo do texto sobre o primeiro filme eu relacionei essa nova versão do Homem-Aranha com a nossa querida novela (ou série) global, Malhação. Tinha alguma esperança que o personagem e a história evoluíssem e ficassem um pouco mais maduros. Até aconteceu uma pequena evolução. Não tem como negar. Mas com esse novo reboot chegando, “O Espetacular Homem-Aranha” será eternamente lembrado como a Malhação sem o Pasqualete.