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quinta-feira, 23 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira


Meu primeiro pensamento após assistir Kong: A Ilha da Caveira foi “Hollywood está perdendo muito sem a minha presença na criação de roteiros”. Juro que pensei isso com a mais sincera humildade. Caramba. O filme é uma mistura de cultura pop, homenagem a filmes clássicos e ainda é um trampolim para um futuro encontro de King Kong com Godzilla. Na minha cabeça rolam várias ideias parecidas como esta....      

O ano é 1973. Os Estados Unidos estão em ebulição devido à Guerra do Vietnã e decidem desistir da guerra. Uma expedição para uma inóspita ilha com possíveis recursos naturais está sendo formada. Esta é a oportunidade perfeita para a Monarch, organização secreta do governo, encontrar respostas para certas perguntas misteriosas que rondam a Ilha da Caveira....


Encabeçada por Bill Randa (John Goodman), a equipe é formada por militares americanos que estavam no Vietnã e são liderados pelo Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), além da fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) e o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston).   

  
Trupe apresentada. A hora agora é de conhecer a ilha de perto e encarar o monstro de perto. A real é que não é no singular. A ilha é infestada de bichos estranhos dos mais diversos tamanhos e apetites. As máquinas de guerra voadoras, conhecidas também como Helicópteros, não dão nem para o cheiro na hora que Kong resolver tirar satisfação por invadirem a sua praia... ops... ilha.


Eu comecei a sinopse falando de 1973. Porém o filme começa anos antes. Lá no meio da Segunda Guerra Mundial num empate clássico entre dois pilotos. A cena, além de nos preparar para o restante do filme, parece que foi o que convenceu os executivos a filmarem este filme com o diretor estreante John Vogt-Roberts. E anotem as minhas palavras. No futuro esse mano ainda vai ser algo como um Zack Snyder. Encare isso como quiser.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jack Reacher: Sem retorno


Demorou. Parecia que não ia acontecer, mas finalmente aconteceu. Oficialmente posso afirmar que Tom Cruise deu seu primeiro passo para se tornar um ator canastrão. Cara de espanto! Antes que alguém fique de mimimi, eu já adianto que esta é uma opinião que eu não vou mudar.

Após o primeiro filme (link) eu fiquei impressionado positivamente e fiz uma promessa que assistiria uma possível continuação no cinema comendo uma pipoca e tomando um refrigerante sem gás bem confortavelmente. Nossa. Como a vida nos prega peças. Além de esta sequência ser ruim, eu tive azar também com a sala de cinema (mais detalhes, no último parágrafo).


Jack Reacher (Cruise) continua resolvendo crimes que necessitam de suas habilidades obtidas durante seus anos de exército. Num belo dia ele resolve se encontrar pessoalmente com a major Susan Turner (Cobie Smulders) que colabora com ele remotamente em suas investigações. Porém, Jack é surpreendido com a descoberta que ela foi presa pelas alegações de ser uma espiã.


Paralelamente a estas acusações, Reacher descobre que pode ser pai de uma misteriosa adolescente. Sendo o personagem fodão que é, ele resolve investigar as duas coisas ao mesmo tempo. Claro que estas conclusões iniciais levam a algo muito maior e diferente do que todos imaginavam.


Minha dedicatória deste texto vai para o casal que assistiu o filme ao meu lado no cinema do Shopping Frei Caneca, sessão das 21h30, na sexta-feira dia 25 de novembro. Parabéns. Vocês são as pessoas mais barulhentas e sem noção que eu já presenciei durante um filme. A próxima vez que vocês comerem dois sacos de pipoca, não precisam chacoalharem eles a cada 20 segundos e, não precisa, também amassar o saco de mil formas diferentes assim que a pipoca acaba. Paz.     

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Lugar Onde Tudo Termina


Diferente da crítica desse filme, que eu demorei meio século para colocar aqui, eu não relutei em assistir rapidamente “O Lugar Onde Tudo Termina”. Talvez eu estivesse motivado pelo ótimo filme “Drive”, que também é com um Ryan Gosling quietão, ou, simplesmente, porque no elenco tem a linda Eva Mendes. Desculpe a sinceridade, mas ela é realmente incrível.
O filme acompanha cronologicamente alguns personagens e os desdobramentos que suas vidas tomam. Ele começa nos apresentando Luke Glanton (Gosling), um motociclista de circo que ganha à vida desafiando o famoso globo da morte. Durante uma parada da trupe, sua ex, Romina (Eva Mendes), agora com outro homem, o procura para dizer que ele é o pai do filho dela.


Essa notícia acaba pegando Luke de surpresa e um lado paternal toma conta dele. Querendo recuperar o tempo perdido, o jovem se envolve num esquema de roubo a bancos para garantir uma grana para tentar se aproximar de seu filho e ex-namorada.
Eu não posso contar um pouco mais da história porque senão estragarei algumas surpresas. O que dá para adiantar é que o desenrolar da trama prossegue até a adolescência do filho de Luke e liga, de um jeito curioso, o passado e presente dos personagens centrais do filme.
 

Falando dos outros personagens, o filme também possui mais alguns atores muito bons como Bradley Cooper, Ray Liotta e minha nova musa, Rose Byrne. Meu ponto de atenção vai para a duração do filme. Honestamente, achei longo (140min). Fiquei com a impressão que o diretor quis fazer um filme dramático que mergulhasse o telespectador em cada problema que os personagens passam. Nessa tentativa, o filme cansa um pouco pela falta de ritmo. Mas, como eu disse, é só um ponto de atenção. Vale a pena assistir, mas não comparar com Drive que é infinitamente melhor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação


Ser diferente da maioria das pessoas leva um indivíduo a criar barreiras e mecanismos de defesa que muitas vezes são impenetráveis. Esse jeito de pensar e agir também acabam sabotando ele próprio, e isso o impede de ser feliz em vez de somente o proteger de coisas ruins.   Agora imagina somar isso ao fato de ser de uma orientação sexual totalmente diferente da aceitável pela sociedade. O gênio matemático, Alan Turing, retratado em O Jogo da Imitação, é o exemplo perfeito para essas palavras. Mesmo tendo uma mente brilhante, que foi capaz de salvar milhões de vidas durante a Segunda Guerra Mundial, ele sofreu tanto por ser diferente, que isso lhe custou à própria vida.

O filme é dirigido pelo diretor norueguês Morten Tyldum e a sua narrativa é feita por indas e vindas. A história começa em 1951 quando a casa de Alan Turing (Benedict Cumbertach) é assaltada. O policial encarregado do caso desconfia do passado misterioso de Turing e começa a investigar a vida do matemático e, assim vamos conhecendo melhor a história dele.  

Suas histórias começam na época do colégio, quando já sofria abuso de outros alunos por ser diferente. Na escola ele desenvolve uma paixão por enigmas e criptografias, além de um amor escondido pelo seu melhor amigo, Christopher.

Passando alguns anos adiante, o professor Alan Turing é convidado a ajudar seu país a vencer a Segunda Guerra Mundial. Numa missão nada fácil, ele e outros matemáticos precisam decifrar a temível arma da comunicação dos Nazistas, chamada de Enigma. É ela a responsável por passar diariamente as coordenadas de ataques dos alemães. Com seu gênio e barreiras de relacionamento, Turning complica ainda mais o trabalho da equipe. Só que essas habilidades também serão os fatores para o sucesso da empreitada. Mesmo que isso signifique brincar de deus.

Alan Turing é considerado o inventor dos computadores. Ele precisou criar uma máquina para decifrar outra. Isso me lembra de algumas pessoas que precisam virar máquinas sem sentimentos para conseguirem viver. Traumas são fodas. É muito fácil você tentar imaginar a vida de uma pessoa que sofreu muito sem você ter passado metade das coisas que ela passou. Você enxerga que ela está virando alguém que prefere esconder e fugir de coisas boas porque tem medo de sofrer, mas não consegue fazer com que ela entenda que está errada. É complicado. Difícil até de escrever. Mas sempre, sempre terá alguém que ficará ao lado para tentar ajudar da forma mais pura e verdadeira. Não importa a distância.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Jogo do Exterminador

Pode me chamar de falso nerd ou de andarilho desta cultura que eu tanto admiro, mas admito que nunca li nenhum livro de Orson Scott Card, autor e criador das histórias de Ender Wiggin e, considerado, um dos melhores escritores do gênero. Na literatura, tudo começou com 


O Jogo do Exterminador, assim como agora no cinema. Dirigido por Gavin Hood, esta adaptação homônima apresenta uma boa história de ficção científica com grandes possibilidades de se estender por mais alguns filmes.

Como a maioria das histórias de ficção científica, esta também começa há muitos anos adiante no futuro. Em 2086 o planeta Terra é atacado pela raça alienígena Formic. Quando estávamos quase sendo derrotados, somos salvos após o sacrifício do Comandante Mazer Rackham.

Para evitar um novo ataque, as forças militares começam a recrutar crianças com grandes capacidades de estratégia para treiná-las nas melhores táticas de guerra e, assim, se tornarem a principal defesa contra os alienígenas.


Apesar da pouca idade, o cadete Andrew “Ender” Wiggin (Asa Butterfield) começa a se destacar aos olhos do Coronel Hyrum Graff (Harrison Ford). Para Graff, Wiggin tem todas as qualidades e potencial para se tornar o novo comandante da frota. É claro, que mesmo achando isso, o caminho do jovem mancebo não será nada fácil, pelo contrário, ele será testado muito mais duramente para provar que merece liderar toda a frota.



O Jogo do Exterminador pode até parecer infantil, mas seu conteúdo e questões morais não deixam ele se tornar exclusivo ao público mais jovem. Talvez por esta ligeira empolgação, eu tenha conseguido escrever este texto rapidamente após assistir o filme. Como observação final, acho curioso como as tecnologias de produção cinematográficas estão evoluindo num ritmo acelerado. Será, cada vez mais comum, termos adaptações literárias que antes pareciam impossíveis de serem realizadas com qualidade. Espero somente que o hábito da leitura continue e que não seja substituído por somente assistir a versão em filme.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Juan dos Mortos


Já parou para pensar como seria a sua reação se ocorresse uma epidemia zumbi? Cara, eu já tenho o roteiro completo. Ligaria para os meus amigos e familiares para eles se refugiarem no meu sítio, pegaria meu carro, invadiria a Bayard do shopping Iguatemi para roubar as armas guardadas e iria atrás de um antigo amor para ver se ela estava bem, se tivesse virado um zumbi, eu a mataria!ahahha  

Juan dos Mortos é uma produção cubana sobre esta terrível praga que acontecerá cedo ou tarde neste planeta. Usando e abusando das situações recorrentes do povo cubano, o filme mostra de um jeito cômico o embate entre zumbis e os habitantes da ilha de Fidel.

A história gira em torno de Juan (Alexis Díaz de Villegas), um vagabundo nato que vive por meio de esquemas e pequenos golpes, juntamente com seu fiel parceiro, Lazaro (Jorge Molina). Durante uma reunião de igreja, Juan e sua gangue são testemunhas de estranhos ataques, sem entender o que está acontecendo eles fogem.


No dia seguinte, Juan é chamado para ajudar uma vizinha que acredita que seu marido está morto. Só que chegando lá, ele revive. O vagabundo acredita que está na frente de um vampiro e tenta matá-lo com estacas, depois acha que ele está possuído e tenta fazer um exorcismo para só então compreender que o morto-vivo é um zumbi.

Percebendo a invasão dos desmortos na ilha, Juan vai em busca de sua filha Camila (Andrea Duro), sua única preocupação altruísta. Depois de salvá-la, ele resolve lucrar com a situação e cria o serviço “Juan dos Mortos: Matamos seus entes queridos”.


As mortes dos zumbis são variadas. Algumas são com remos, outras com facões e algumas com simples bolas de ferro e socos potentes. O que não altera são as risadas que saem a cada cena. Mesmo com o negócio prosperando, a falta de comida faz a gangue percebe que para a salvação só existe um caminho, fugir de barco para Miami.  


Este não é mais um filme de zumbis ou filme de comédia sobre zumbis. É um filme CUBANO, sobre zumbis, muito engraçado! Esta aí o seu argumento para assisti-lo e nenhum argumento para fazer o contrário.

domingo, 10 de março de 2013

O Lado Bom da Vida


Relacionamentos amorosos são complicados. Em determinados momentos não nos importamos com mais nada além do amor, em outros momentos ficamos tão machucados em consequência deste amor que ficamos destruídos. Eles também são capazes de revelarem o melhor e o pior de uma pessoa. Mesmo com brigas e términos, é impressionante como certas pessoas conseguem dominar nossos pensamentos e vontades, parece uma droga viciante que não saí do corpo. Eu sempre digo que é melhor ter problemas amorosos do que não ter, amar é uma coisa maravilhosa e vale a pena se arriscar por ele. Somos todos humanos complicados, mas com certeza existe a tampa certa para cada panela. Basta dar chance para novos ou antigos amores.


O Lado Bom da Vida tem em seu tema central mais ou menos o que eu disse acima. Ele mostra como o amor pode levar a loucura, mas em contrapartida ele também é a chave para a felicidade. O elenco do filme tem uma ótima atuação, todos os quatro atores principais foram indicados ao Oscar, mas só a Jennifer Lawrence levou uma estatueta para casa. Palmas também para o sumido Chris Tucker, seu personagem aparece pouco, mas as cenas são hilárias.


O filme começa com Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) voltando para casa depois de ficar um tempo numa clínica psiquiátrica. Diagnosticado com distúrbio bipolar, ele ficou lá após quase matar o amante de sua mulher. Agora de volta para a casa de seus pais, Dolores (Jacki Weaver) e Patrizio (Robert De Niro), ele começa a reconstruir sua vida, esperando retornar para os braços de sua esposa, Nikki.


Enquanto tenta bolar um jeito de reencontrar a sua mulher, seus amigos e família tentam ajudá-lo a ter uma vida normal. Durante um jantar, ele conhece Tiffany (J. Lawrenece), uma viúva que assim como Pat também tem seus problemas. Inicialmente os dois não se dão bem, mas é Tiffany comentar que pode entregar cartas para Nikki que Pat começa a tentar uma amizade. Os dois acabam fazendo um trato para ficar bom para ambos os lados. Tiffany entrega as cartas e Pat vira o companheiro dela de dança num concurso.



Passando tanto tempo juntos, os dois acabam se conhecendo melhor. Só que Pat não consegue tirar o foco de sua ex-mulher. Ele não se permite seguir adiante, como se Nikki fosse uma pedra intransponível em seu coração e mente. Quem sabe com a aproximação do concurso de dança, as suas respectivas loucuras não encontrem a felicidade que todo ser humano merece.    


Vendo este filme me identifique em certas partes (em escalas menores). Ele também me lembrou a música Thumbing My Way do Pearl Jam. As questões persistem e não posso ser livre sem superar o que sinto dentro de mim, mas estou no caminho certo para voltar aos eixos.  

"i can't be free with what's locked inside of me
if there was a key, you took it in your hand
there's no wrong or right, but i'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
no matter how cold the winter, there's a springtime ahead
i'm thumbing my way back to heaven"

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Looper

Escolhas sempre se desdobram em acontecimentos bons ou ruins, aguentar as consequências fazem parte do escopo. Este ciclo é óbvio quando olhamos para a realidade, mas na ficção científica e suas possibilidades utópicas de viagens no tempo este ciclo pode ser reescrito, alterando assim a história e o caráter de muitas linhas temporais (aprendi isso tudo assistindo De Volta para o Futuro). Depois dessa aula de física, vamos ao filme.

No ano de 2044 as viagens no tempo não são possíveis, mas em 2074 elas são. Em vez de matar e jogar os seus mortos em algum mar, a máfia de 2074 resolve manda-los ao passado, deixando para que os “loopers” (assassinos do passado) matem os alvos e sumam com os corpos, eliminando assim qualquer evidência do ocorrido.

Para os tais loopers a vida é fácil. Matam sem nem olhar a cara dos mortos, ganham grana, gastam com o que quiserem e ainda são protegidos pela máfia. Mas como estamos em um filme, algum gargalo deve existir. O problema aqui é que misteriosamente os loopers estão sendo assassinados no futuro por um tal de “RainMaker”e as pistas da identidade do indivíduo são quase nulas.
Para piorar um pouco mais a história, o looper Joe Simmons (Joseph Gordon-Levit) recebe a visita do Joe Simmons do futuro (Bruce Willis) querendo vingança pela morte de sua mulher, só que para isso ele precisa encontrar e assassinar a criança que será no futuro o RainMaker. Confusão? Algo normal para uma conspiração que mistura passado, presente e futuro.

Tão difícil quanto explicar uma viagem no tempo é escrever uma história sobre este tema sem falhas, Looper acaba sendo mais uma prova disso. Os erros de continuidade são necessários, sem eles não existiria o filme, ou seja, não se pode levar muito a sério um filme que lida com algo praticamente impossível. Afinal de contas os filmes servem para satisfazerem a nossa necessidade de entretenimento sem a necessidade de ser tudo possível. Já que falei em um dos princípios do cinema, vale a pena também conferir o esforço da produção do filme em deixar Gordon-Levit parecido com Willis, usaram até uns implantes faciais para mostrar a capacidade de ilusão da “magia” do cinema. Realmente a evolução dos filmes nunca terá fim.  

sábado, 8 de setembro de 2012

O Legado Bourne


O Legado Bourne é o quarto filme da série que chega com uma clara mensagem, não esqueçam de Jason Bourne apesar de termos um novo agente. A trama deste novo filme se passa paralelamente aos primeiros filmes, deixando toda as histórias interligadas e abrindo muitas possibilidades para novas sequências. Sim, adianto que este filme serve de ponte para novos filmes. Achei interessante esclarecer este ponto logo de cara, sem suspenses bobos que insultariam a inteligência dos meus poucos, porém fiéis, leitores.

Após os acontecimentos de “O Ultimato Bourne”, que pode ser traduzido como tragédia para o Governo Americano, o Coronel Eric Byer (Edward Norton) é encarregado de ativar um plano de contingência para acabar com todos os projetos ligados à Bourne para que nada vaze. Conhecemos assim novas fases do projeto inicial e como consequência, novos agentes também, como Aaron Cross (Jeremy Renner).


Estes novos agentes tomam pílulas para aumentar suas capacidades físicas e mentais e para ficarem na “coleira” do governo. Estes medicamentos são feitos por uma empresa farmacêutica onde trabalha a Doutora Marta Shearing (Rachel Weisz). Quando o governo decide acabar com toda a operação, muitos agentes são eliminados, inclusive os cientistas da empresa farmacêutica.


Cross e Shearing acabam sobrevivendo aos ataques e se unem por necessidade mútua. Um precisa de remédios e a outra ajuda para sobreviver. O filme tem ação quase que interrupta, todas as artimanhas conhecidas dos filmes anteriores também estão presentes neste filme, deixando o espectador imaginando se algo do que estamos vendo na tela é possível mesmo. Como contado no trailer, “Jason Bourne era somente a ponta do iceberg”, muitos outros projetos estão sendo desenvolvidos pelo governo e aparecerão em futuros filmes, eu garanto. 

domingo, 18 de março de 2012

John Carter – Entre dois Mundos

Imagina você ter uma vida e perder tudo que faz sentido, não ter aquelas poucas coisas que nos dão força no dia a dia e ter que continuar vivendo e sobrevivendo. Reencontrar o seu caminho e seu lugar no mundo pode ser uma tarefa muito dura e até impossível em muitos casos. Edgard Rice Burroughs (1875-1950) usou um pouco deste tema para criar John Carter. O autor do famoso personagem Tarzan, conseguiu criar um herói com as melhores características humanas tendo suas grandiosas aventuras em outro planeta.

John Carter (Taylor Kitsch) é um soldado condecorado que após a morte de sua mulher e filho perde totalmente o rumo de sua vida. Tentando encontrar um novo rumo, ele começa a procurar uma mina secreta de ouro. Durante uma luta entre exército e índios, ele acaba se refugiando numa caverna e lá descobre um medalhão que o transporta para Marte.


O planeta vermelho provoca mudanças em John. Por causa da densidade de seus ossos ele precisa pular para se movimentar, mas a principal mudança é o retorno do herói interior. Depois de conhecer a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) ele acaba se envolvendo numa verdadeira guerra civil. Mesmo fazendo de tudo para voltar para o nosso planeta azul, ele não abandona o seu senso de justiça e braveza para ajudar os seus amigos e interesse amoroso marciano.


As vezes é assim mesmo, perdemos tudo o que importa e precisamos de algo extremo para voltar aos eixos. O problema é quando você fica vivendo do passado e não consegue dar este passo adiante mesmo quando milhões de oportunidades batem na sua porta...enfim, esta é a vida da ficção à realidade.

domingo, 18 de setembro de 2011

Larry Crowne


Tom Hanks é um ótimo ator, acho isso pouco discutível. Mas como diretor, ele não se arriscou muito até agora, tendo feito apenas The Wonders: O Sonho Não Acabou, de 1996. Em Larry Crowe, que acaba de estrear nos cinemas, Hanks mostra que pode dar conta do recado, desempenhando também o papel de protagonista do filme. Não espere por discussões existencialistas ou piadas inteligentes. Larry é um filme leve, uma comédia romântica do tipo açucarada e até descolada da realidade em diversos momentos, mas não deixa de ser deliciosa!

Vamos à história. Larry Crowne é um funcionário exemplar do UMart. Após servir 20 anos na Marinha, como cozinheiro, ele não fez faculdade e se casou. Morava feliz com a mulher em um bairro de subúrbio, daqueles com grama na frente e vizinhos que fazem feiras no jardim. Vivia o sonho americano. Até que ela o deixa, ele se endivida para comprar a metade da casa que era dela e passa os dias mudando suas tralhas (e são muitas!!) de lugar.



Tudo muda quando Larry perde o emprego. Sem destino, ele vai parar na faculdade comunitária, na aula da Sra Tanot (Julia Roberts, linda como nunca). E na aula de Economia do Dr Matsutani (George Takei, hilário), a doce Talia (Gugu Mbatha, boa aposta de Hollywood). Essas duas mulheres vão mudar completamente a relação de Larry com a sua vida - desde o feng shui em casa até a pólo para fora da calça.

Não vou contar aqui os detalhes porque o filme vale a pena ser visto. Julia está incrível como sempre, e tem uma química excelente com Hanks. Acho que só eles dois já fazem qualquer roteiro no mínimo interessante. Mas ainda sobre o roteiro, vi um nome que me disse muito sobre o filme: Nia Vardalos, a grega de Casamento Grego. Ela tem esse dom de te fazer desejar estar apaixonado e ver o melhor de todo o ser humano.


domingo, 4 de setembro de 2011

Lanterna Verde




Para mim a DC sempre teve os dois principais super-heróis, Batman e Super-Homem , enquanto a Marvel tinha um conjunto muito superior. No cinema acontece algo bem parecido, uma das tentativas da DC em mudar esta conversa foi o Lanterna Verde. Com um enorme orçamento o herói esmeralda foi anunciado no mundo inteiro, teasers e marketings envolveram muitas mídias, o detalhe é que nada disto adianta se o filme não for bom...

Seguindo adiante

O filme mostra a origem de Hal Jordan como o Lanterna Verde do setor espacial que o planeta Terra é localizado. Tudo começa quando o temível Paralax escapa de sua prisão e parte para se vingar de Abin Sur,o lanterna que o aprisionou. Abin saí muito ferido do combate contra Paralax e caí quase sem vida no nosso querido planeta e pede para o seu anel encontrar um substituto para ele.



Hal é o escolhido para tal tarefa, entre uma piadinha e outra, ele vai para o planeta Oa aprender a usar o seu anel com a Tropa dos Lanternas e os Guardiões. Os alienígenas Tomar-Re e Kilowog explicam desde como voar até criar objetos com o anel, enquanto Sinestro (Mark Strong) sente desprezo pelo humano, praticamente um bullyng alienígena. Quando Hal volta para a Terra, ele descobre que Paralax está partindo para destruir este louco planeta azul e que ele não terá nenhuma ajuda para detê-lo. Ou seja, ficamos nas mãos de um irresponsável que diz que não tem medo de nada.


Apostando na mesma fórmula de Homem de Ferro, este filme tenta mesclar humor com seriedade, mas diferente de Robert Downey Jr. que segurava e abrilhantava o filme, Ryan Reynolds não consegue ter o mesmo sucesso, suas piadinhas e cara de bobo continuam iguais aos seus outros filmes, e o roteiro também não colaborou muito com o filme, quem sabe a prometida seqüencia mais sombria consiga colocar o Lanterna Verde no primeiro esquadrão dos super-heróis.




domingo, 7 de agosto de 2011

Luzes do além


Um bom diretor de cinema tem lá suas escorregadas sempre. Fato. Patrick Lussier - da série Pânico1-3, Olho do Mal, Halloween H20 e o esperado Halloween III - deixa a desejar em Luzes do Além, filme de 2007 que conta a história de Abe Dale (Nathan Fillion), um americano vivendo o 'american dream' ao lado de sua mulher e filho. Um belo dia eles vão tomar café da manhã e os dois começam a passar mal sem motivo aparente. Quando do nada um homem entra no lugar e atira neles, deixando Abe sozinho.

Depressivo, Abe tenta se matar e provoca uma overdose de remédios, mas é trazido de volta da parada cardíaca. Por alguns segundos ele 'morre', tendo uma Experiência de Quase-Morte (EQM), e é ressuscitado. De volta a vida, Abe ganha 'super poderes' - se transforma num verdadeiro transmissor de Fenômenos de Voz Eletrônica (FVE), aquele barulho que é captado em TVs e ondas de rádio e dizem por aí é causado por mortos. Ele também consegue ver uma aura nas pessoas que vão morrer, fazendo com que ele passe a viver para salvar as almas que ele encontra por aí.

Mas Abe não consegue praticar o bem sem que as consequências apareçam. Depois de três dias de salvamento, a pessoa que ele ajuda acaba se tornando um louco, causando muitas mortes e sem motivo aparente. Abe acha nos livros bíblicos do assassino de sua família (que passou pela mesma experiência, inclusive) a explicação para tal fenômeno - cada vida que ele salva, causa mais mortes para 'compensar' a perda, seguindo preceitos demoníacos.

Vejam bem, a ideia do roteiro não é de todo ruim. O filme é bem feito e rende muitos sustos. Mas o enredo católico que tenta explicar o mal em todas as coisas já clichê nos cinemas, nos livros, e não surpreende. Pelo contrário, revolta, é quase um insulto à nossa inteligência. Vocês se lembram da explicação babaca de Drácula 2000, dizendo que o vampiro é Judas? Sim, é o mesmo diretor...

Vale para um fim de tarde em casa, com pipoca e muito poucas opções na TV. Aqui dá pra ver as partes boas do filme:




domingo, 17 de abril de 2011

The King of Fighters

Certo, vamos ser sinceros, somente o primeiro filme do Mortal Kombat conseguiu ser uma boa adaptação de jogos de lutas para os cinemas. Todas as outras adaptações são fracas, para não dizer péssimas e inúteis. Pô, é muito difícil usar a história dos jogos e manter um pouco que seja a trama dos personagens? Ou no mínimo a aparência deles...

Toda a história do filme gira em torno do torneio The King of Fighters que leva magicamente os seus participantes para lutar entre si numa dimensão paralela. Um de seus antigos lutadores resolve invadir a tal dimensão e roubar todos os poderes de um antigo demônio aprisionado lá. Originalmente ele quer usar estes poderes para dominar o mundo, igual a qualquer vilão japonês.


Os três clãs criadores do torneio vão unir forças com a CIA para juntos botar um basta neste “terrível” mal. Eles poderiam também colocar um fim em adaptações fadadas ao fracasso. Olha, The King of Fighters consegue ser tão ruim que ele passou na TV em menos de um ano depois que ele foi lançado...por deus que eu não paguei para assistir esta bomba...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Jonah Hex

Alguém já ouviu falar do filme As Loucas Aventuras de James West? Infelizmente Jonah Hex ficou parecido demais com a catástrofe de Will Smith, em nenhum momento o filme atinge a singularidade dos quadrinhos e transporta o telespectador para o mundo selvagem do velho oeste. O elenco é de primeira, talvez uma tentativa de evitar o fracasso, pena que não deu certo...

Jonah Hex (Josh Brolin) é um soldado que durante a guerra civil americana tem uma crise de consciência e se rebela contra o seu superior, o comandante Quentin Turnbull (John Malkovich). Como conseqüência de seus atos ele vê Turbull aniquilar a sua família e deixar marcas terríveis de queimaduras em seu rosto. Com a ajuda de índios, Jonah sobrevive e se transforma num caçador de recompensas buscando vingança. O que Jonah não contava é que Turnbull morreria e deixaria o gosto amargo de vingança na garganta de Hex... é claro que tudo faz parte de um grande estratagema, Turnbull forjou a própria morte para elaborar tranquilamente um plano para destruir a capital americana. Adivinha quem vai impedir tudo?

Nem a queridona Megan Fox foi capaz de ajudar o filme, aliás, como ela é péssima atriz, realmente sua única qualidade é a beleza. Jonah Hex entra na categoria de adaptações que não seguiram as idéias dos quadrinhos e com isto viraram péssimos filmes, eu juro que esperava algo melhor.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jogos Mortais – O Final

Qual é o verdadeiro objetivo de Jogos Mortais? Inventar mortes e mais mortes terríveis para que o espectador fique perplexo? Não!!! O verdadeiro objetivo eu descobri após o quinto ou quarto filme da série, ou quem sabe até mesmo no terceiro...o grande objetivo é tentar fazer uma seqüência pior que a outra e sempre enganando, digo enganar porque novamente o filme termina com abertura para mais continuações e nada dos bonzinhos vencerem, todo filme é a mesma coisa; um jogo grande para algum zezão se arrepender dos erros, um monte de mortes ligadas a este zezão e um final onde o malvado sempre se sobressaí..

O zezão da vez é Dagen (Sean Patrick Flanery), um sobrevivente de antigas armadilhas de Jigsaw que usa sua experiência para ser um tipo de guru da auto-ajuda. O problema é que ele é uma farsa, é tudo historinha para ganhar dinheiro, é claro que com isto ele e sua trupe de enganadores se tornam as próximas vítimas do atual JigSaw, o policial Hoffman. Paralelamente a este jogo, Hoffman embarca na sua vingança contra a ex-esposa do verdadeiro Jigsaw, o que ele não sabe é que mexer com a mulher do jigsaw é mexer com todos os jigsaw....

Curiosidade é foda, mesmo com todas estas continuações péssimas eu continuo assistindo Jogos Mortais no cinema, não gostaria de usar o clichê “Esperança é a última que morre”, mas bem que é verdade, quem sabe o próximo filme será o último mesmo, quem sabe a lenda que eu ouvi que Tobin Bell assinou contrato para 10 filmes seja mentira, quem sabe....