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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Cadáver

 

Existe uma dúvida. O que acontece com o corpo das pessoas que o exorcismo não deu boa? Existe uma resposta. Um filme. Uma película que conseguiu dar alguns sustos verdadeiros em certos integrantes de uma família de Joinville e que fez acreditar que as vezes é bom apostar em filmes cujo trailer são ruins.

A história é focada na ex-policial, Megan Reed, que sofreu um trauma e saiu da corporação. Após um tempo de reabilitação ela resolve voltar a ganhar um dinheirinho e vai trabalhar no período noturno do necrotério de um hospital. Como senão fosse assustador o suficiente, ela é ainda a única funcionária no local.

Não demora duas noites para os problemas começarem. Não sei se foi azar de iniciante ou para criar uma possível incerteza da sanidade da garota. O que fica óbvio é que ali tem coisa depois que chega um corpo de uma menina loira com olhos azuis.

Esse cadáver misterioso é pontapé inicial para vários barulhos estranhos e fenômenos inexplicáveis. Isso até me levou a ficar indignado com a coragem da protagonista. Deus do céu. Eu teria saído correndo nas primeiras horas. Mentira. Nos primeiros minutos. Por mais que ela tenha uma questão pessoal de superação para resolver, não seria um necrotério escuro o lugar mais ideal para lidar.

Mesmo com estes apontamentos, eu indico o filme. Principalmente para assistir numa sala ou quarto escuro depois da meia-noite. Os sustos são garantidos!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Coringa



“Você tem o dever com o brasileiro de fazer a resenha do Coringa”. Com esta frase, um grande amigo tentou me convencer a escrever a minha primeira postagem de 2020. Funcionou? Sim. Existe uma pegadinha aí? Claro. Para alguns influenciadores que frequentavam o Barnaldo Lucrécia, a minha opinião sobre o filme fugiu um pouco do grande sentimento positivo que a película causou.

Aqui vale começar um breve resumo da história para causar um pequeno mistério na leitura. Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um homem problemático que vive na famosa Gotham City. Seus problemas psicológicos o afetam tanto que altera toda a sua noção da realidade e suas relações pessoais. Como uma das poucas coisas boas em sua vida, Arthur tenta trabalhar como palhaço enquanto bola ideias para o seu show de stand-up (não precisa ser grande coisa para ser melhor que do Danilo Gentili).

A vida nada fácil de Fleck piora a cada minuto do filme. Ele é despedido, mata alguns burgueses no trem e perde a ajuda financeira do governo para os seus remédios. Paralelamente aos causos do nosso personagem central, a história tenta contextualizar toda a insatisfação existente na cidade.

 Como pequenos raios de luzes salvadores, Arthur descobre que existe a possiblidade dele ser filho do bilionário Thomas Wayne (sim, pai do Baaaaatman) e, seu grande ídolo, o apresentador de TV Murray Franklin (Robert De Niro), o convida para ser entrevistado ao vivo. O que vem a seguir, é toda a consequência de tudo que aconteceu com Arthur, um personagem mais do que problemático.


Obviamente contei de uma forma bem resumida o que acontece na trama. Eu admito que realmente achei o Coringa um filme bom. O mistério da minha opinião é que não achei uma história tão fantástica. Claro que a atuação do Joaquin vai levar o Oscar. É justamente isso que fez tantas pessoas gostarem do filme e ignorarem as cópias de outros filmes que o diretor Todd Phillips fez e, principalmente, a esperteza em colocar em dúvida diversos acontecimentos. De uma forma geral, cada uma pode achar o que quiser sobre certas coisas que aconteceram no filme. Isto para mim é golpe.       


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

A Vida em Si

Sabe aquele filme que você começa assistir sem pretensão nenhuma? Assim foi que comecei assistir A vida em si, um drama americano de 2018 escrito e dirigido por Dan Fogelman.

Numa sexta-feira a noite zapeando pelo Amazon, estava na lista de melhores filmes, mas isso não quer dizer muita coisa desde que "Roma" conquistou indicação a melhor filme no Oscar 2019. Havia acabado de chegar em São Paulo, na ponte aérea que eu e meu par romântico (vou colocar dessa forma, pois não gosto de rótulos de relacionamento) vivemos fazendo, mas confesso que minhas idas à São Paulo são mais escassas que as vindas dele para Joinville.

Vale reforçar que nossos gostos cinematográficos não são muito parecidos e na maioria das vezes levamos várias horas para decidir um filme somente para dormir nos 10 primeiros minutos, mas não foi assim dessa vez.  Escolhemos o filme em 2 minutos e ficamos ligados na tela até o final.
Apesar de ser uma história romântica que nem sempre agrada principalmente os expectadores do sexo masculino essa história começa de uma forma inusitada com uma narrativa cômica que chega a ser um pouco cansativa e até dá vontade de parar de assistir, mas então um trágico acidente acontece e você é transportado para dentro da história.

A primeira história começa com um jovem casal em Nova York que espera a chegada da filha, mas tem o relacionamento interrompido de forma trágica e segue entrelaçando com a vida de outras três gerações mas todas ligadas por um único evento. Dentre as narrativas podemos viajar pelo tempo e os vários tipo de relações e amor.

A grande mensagem do filme é a continuação das gerações, o filme mostra que não começamos do zero como uma folha em branco, já trazemos histórias e experiências enraizadas em nosso DNA pela trajetória de nossos antepassados, e também reforça que a história não acaba em nós. Esse é o tipo de filme que acaba, mas que te deixa pensando como seria minha vida se eu não tivesse feito aquela primeira viagem para São Paulo?

domingo, 17 de novembro de 2019

Bacurau


Queridos leitores, desculpe por demorar tanto para escrever mas preciso desabafar e confessar algumas coisas. Estou sendo julgado. Escuto cochichos, sinto olhares incriminadores e grupos de whatsapp estão sendo criados sem a minha presença (que bom!). Tudo isso é reflexo da minha opinião sincera sobre Bacurau.

Como não gosto de enrolar, já aviso que não achei fantástico o filme. Se quiser abandonar a leitura, fique à vontade. Caso contrário, siga nas próximas linhas para saber a minha humilde opinião... Ainda aí? Obrigado. Vou falar um pouco sobre a história de uma forma bem neutra e depois faço uma análise mais estruturada de um parágrafo. Afinal, ninguém mais tem tempo para ler tanta coisa. Seguimos, meus amigos.

A pequena cidade do nordeste brasileiro, Bacurau, sofre com a falta de água e com a morte de uma de suas habitantes mais ilustres, Dona Carmelita. Para o seu velório, familiares e conhecidos prestam homenagens, derramam lágrimas e fazem outras coisitas a mais.


Cada cidadão do pacato lugar é um personagem singular. Caricato e bem brasileiros – você consegue reconhecer vários do mundo real -  cada um tem sua participação bem notada na telona. Porém, a vida deles começa a se alterar quando recebem a visita de pessoas da cidade grande.

Esse fato desencadeia uma série de acontecimentos bizarros e violentos. Violência, que acaba virando banalidade a cada segundo que o desenrolar da trama acontece e todos os seus porquês absurdos são revelados.  


Quando eu falei acima dos personagens, estava falando sério. Todos dão o seu charme ao filme e mostram que nenhum é simplesmente a árvore na peça do teatro. Agora, o que me fez não gostar muito do foi a sensação que eu tive após o final. Foi a mesma coisa que eu senti ao ver O Albergue (somente o primeiro) ou a Viagem Maldita (remake). Sim. Por detrás de toda essa caracterização e cuidados com os personagens se esconde um tremendo roteiro de filme b de terror. Desculpe, mas eu fui criado vendo todos esses filmes ruins na minha infância e adolescência. Reconheço de longe. Por sinal, esse blog foi criado para falar sobre esses filmes. Bem-vindo Bacurau.       

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Capitã Marvel

Bem-vindo aos loucos anos 90. Quando Jovem Igor Taborda era ainda mais jovem. Fliperama era o lugar mais perigoso que o adolescente de classe média frequentava. E nos carros havia uma espécie de Spotify conhecida como rádio. Entre belas canções do Nirvana e do Michael Jackson, o quinteto das Spice Girls cantava sobre o poder das mulheres que não se sentiam reprimidas para falar sobre o que bem entendessem.

Sentiu uma pontada de nostalgia? Então porque vinte anos depois, o primeiro filme da Marvel com uma protagonista mulher incomodou tanto?

Carol Denvers é a super-heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel. O problema é que ela ainda não sabe disso. Reduzida a um fragmento de si mesma e rebatizada como Vers (em uma metáfora nada sutil), ela tem a chance de se reconectar com toda sua identidade.

Capitã Marvel é um filme sobre descoberta e crescimento. Uma divertida jornada sobre superação e o que nos torna especiais. Verdade: também uma narrativa cheio de soluções fáceis e bobeiras, como deveriam ser todos os derivados de gibi.

Vale destacar a decisão de não ter um par romântico para a protagonista, algo raro nas superproduções. É como se existisse uma versão de Lua de Cristal, só que sem Sergio Mallandro no cavalo branco. Ou como diria o pensador Alexandre Magno, o Chorão, quem disse que elas precisam de nós?

O filme, claro, gerou uma onde de críticas. Mas a lição aqui: vai fundo e sinto muito para quem não gostou. Aposto que o Jovem Igor Taborda alugaria esse filme na Blockbuster durante os loucos anos 90.






terça-feira, 26 de março de 2019

Creed 2

No córner vermelho, com calção listrado, o atual campeão e defensor do título Adoooonis Creed. No córner azul o desafiante, o brutamontes russo Draaaago. Todos conhecem as regras, certo? Toquem as luvas.

Quando o assunto é a franquia Rocky a regras são sangue, suor e superação de limites. É quando os universos do cinema e da musculação se encontram. E por isso talvez o único tema de uma reunião no bar juntando gigantes como Kléber Bambam e Rubens Ewald Filho.

Prestes a iniciar a própria família, Adonis precisa superar um fantasma paterno para poder seguir em frente: Ivan Drago e o filho boxeador, Viktor. Três anos depois do primeiro filme, Creed2 volta a apostar na parceria entre Adonis e Rocky Balboa para vencer os desafios que o ringue e a vida impõem.

Com o personagem de Dolph Lundgren envolvido, claro, vem à lembrança Rocky 4, um dos mais cultuados da franquia. Mas o segundo round de Creed vai além e abraça de vez elementos antigos com direito a participação de um personagem quase esquecido já na contagem final do filme.

Na sequência meu ranking de melhores filmes da franquia:

Rocky 1
Rocky 4
Creed
Rocky 2
Creed 2
Rocky 3
Rocky 5
Rocky Balboa









segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Black Wake (Amanhecer Negro)

Caos, disrupção e cérebros prestes a serem devorados. São tempos sombrios para quem vive no litoral dos Estados Unidos. É que uma entidade ancestral prestes a surgir do Oceano ameaça transformar os norte-americanos em dedicados participantes de um exército de comedores de cérebros.
Até aí nada nenhuma novidade desde que George Romero criou o gênero dos zumbis, homenageado neste blog. 

Para os brasileiros, a principal novidade em Black Wake, produção disponível no catálogo do Amazon Prime, é a presença da filha mais ilustre de Jataí (GO), Nana Gouvea (no papel da cientista Luiza Moreira).

Depois de IT, Um Lugar Silencioso e Corra! o filme estrelado pela goiana é mais uma das produções recentes a apostar no terror para ganhar o coração e instigar sustos no público. Menos celebrado que seus congêneres, Black Wake tem um orçamento aparentemente baixo até para um gênero reconhecido como um dos mais baratos do cinema.

Resultado: a ameaça do filme, a tal entidade ancestral, mal é mostrada por inteiro. Nas quase duas horas de filme, também há economia de cérebros devorados. 

Com dificuldade orçamentária para efeitos especiais, sobra tempo de tela para a nossa Nana, dividindo atenções entre a luminosa presença e a dedicação na pronúncia perfeita das falas em inglês.
Por mim tudo bem.




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

The Belko Experiment


O comportamento do ser humano é obliterado todos os dias pelas amarras da vida em sociedade. Essa frase surgiu na minha cabeça numa sexta-feira indo para o trabalho de metrô/trem. De segunda a sexta eu ligo o automático, junto com as minhas músicas, nas logísticas diárias. O escopo deste procedimento está incluso não xingar, bater e matar as pessoas que entram no vagão antes dos outros saírem, empurrões por causa de celular, folgados em assentos especiais e claro, música alta. Esta historinha é só para pontuar/enrolar que em nosso amago temos vontades violentas que em situações extremas podem esquecer o filtro do bom senso....

Longe de pomposos enclaves, a unidade das Indústrias Belko em Bogotá (Colômbia) vive diariamente uma vida corporativa normal. Chefes que acham que são legais, subalternos com preguiça de seus superiores, romances escondidos, paixões não correspondidas e colegas tontos. Coisas mais do que normais. Talvez a única coisa que fuja dos padrões normais sejam microchips instalados na cabeça para eventuais sequestros.....


Finalizei o parágrafo acima com reticências porque obviamente isso não é algo normal. Assim como você chegar ao trabalho e ver estranhos soldados de cara fechada. Foi assim que Mike Milch (John Gallagher Jr.) foi recebido num dia normal de trampo. Para completar a estranheza, todas as saídas do local são fechadas e uma voz pede para os funcionários matarem alguns colegas, caso contrário, acontecerão muitas mortes.


O bom senso se mantem na primeira ameaça, pelo menos até a primeira cabeça explodir (culpa do tal microchip). Com o sangue surgindo e o desespero aumentando, o lado cruel do instinto de sobrevivência surge de forma avassaladora e letal. Ele nasce em muitos funcionários, mas em alguns indivíduos ele já estava lá, esperando um momento para se soltar das amarras.



Esse experimento cinematográfico é escrito e produzido por James Gunn (Guardiões da Galáxia). Me lembrou muito quando Joss Whedon (Vingadores) fez a mesma coisa com o Segredo da Cabana. Talvez seja a liberação dos estúdios para eles fazerem o que quiserem após ambos renderem muita grana para eles. Ou, talvez não.  


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

Baby?
B - A - B - Y. Baby.

Chega às telas esta sexta Baby Driver - Em Ritmo de Fuga. Mas o blog MdZ conferiu com antecedência a nova produção de Edgar Wright. (Soou bonito, mas a gente só assistiu a pré-estreia).

Baby Driver é um talentoso piloto de fuga que precisa cumprir um último trabalho antes de largar o crime e rodar pelas estradas da vida.
O problema é que a última corrida nunca chega.

Kevin Spacey, Jon Hamm e Jamie Foxx brilham durante as escapadas engenhosas e uma ou outra parada para repartir os louros do crime.

O destaque é o ritmo do filme, assinatura do diretor Edgar Wright nos seis longas que levam seu nome. Em Baby Driver, a trilha sonora e os elementos urbanos ditam o ritmo com transições criativas entre as cenas, garantindo uma sensação de agilidade e coesão à história.

De negativo um final um pouco arrastado, com uma ou duas reviravoltas que poderiam ter ficado na sala de edição. Ainda assim, vale o dinheiro e as horas gastas pela viagem.  

Quatro cafés para acompanhar, por favor.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ao Cair da Noite



O silêncio é uma forma que cineastas usam para prender a atenção dos telespectadores (geralmente em histórias de terror e suspense) e para contornar baixos orçamentos. Ao Cair da Noite tenta usar este artifício para as duas finalidades. Só que neste caso, os poucos sons do filme só serviram para impossibilitar que eu não comesse meu amendoim para não atrapalhar a concentração de ninguém no cinema. Sim, eu também li críticas boas sobre o filme e achei que seria uma boa pedida, mas a lição que fica é: não adianta criar um clima se o roteiro não colabora.


Em algum futuro não muito distante, aparentemente uma doença extremamente contagiosa e mortal atingiu esse planetinha azul. Somos apresentados a esta dura realidade quando a família formada por Paul (Joel Edgerton), sua mulher Sarah e o filho Travis são obrigados a matar, queimar e enterrar o vovô Bud.


Vivendo isolados no meio do mato, com regras bem restritas de segurança, a família tem sua rotina alterada quando um desconhecido tenta invadir sua casa durante a noite. Paul acaba descobrindo que o meliante, de nome Will, só estava tentando achar água para os seus parentes e os dois chegam a um acordo para viverem todos juntinhos sob o mesmo teto. Se morar com pessoas conhecidas já é algo difícil, imagina com desconhecidos num ambiente apocalíptico...  


 A minha sorte é que os momentos mais “tensos” do filme são previsíveis e assim consegui comer alguns amendoins. Se eu tivesse a lembrança de passar fome, minha nota teria sido pior ainda. De qualquer forma, foi uma boa escolha para uma quinta-feira pós trabalho.   


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Capitão Fantástico

Um filme de questionamentos. Desde o primeiro minuto Capitão Fantástico tenta provocar em seus espectadores perguntas essenciais sobre a vida. Caminhos a serem seguidos, exemplos a serem analisados e uma certeza que aumenta a cada dia... Tudo que é extremo, não é bom.

Ben Cash (Viggo Mortensen) vive com seus 6 filhos no meio do mato onde ensina o que ele julga ser essencial para a vida deles. Filósofos, humanistas, naturalistas, físicos são leituras constantes na vida da família. Tudo isso ligado a um extremo contato com a natureza e muita música.


Em meio a esta vida poética, uma notícia acaba pegando todos de surpresa. Leslie, mulher de Ben e mãe da trupe, comete suicídio enquanto estava internada para tratar um distúrbio bipolar.

Devido ao seu estilo de vida e o culpando pela morte de sua filha, o sogro de Ben o proíbe de comparecer ao funeral. Mas, após ler o testamento de Leslie, o Capitão Fantástico resolve embarcar numa missão com seus filhos para honrar os últimos desejos de sua mulher.   



A jornada da família mostra que para evoluirmos precisamos viver. Não adianta você saber toda a parte “teórica” e achar que isso o deixará preparado para a vida. As experiências são mais do que necessárias para aproveitar e celebrar este pouco tempo de vida que temos. Um filme que provoca este tipo de questionamento, é sempre uma boa escolha para assistir.

domingo, 28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Gravado na famosa cidade de Matinhos, mais conhecida como a princesinha do Paraná, o filme Águas Rasas é literalmente aquilo que promete. Um tubarão atacando quem estiver na sua frente. Ok, metade deste começo não é verdade, mas não vou dizer qual é.

O filme abre com Nancy (Blake Lively) pegando uma carona para uma praia deserta no México. Pelas mensagens e fotos do celular, descobrirmos que sua mãe também esteve neste local quando estava grávida dela.   


Assim que Nancy chega, não demora para ela se arrumar e entrar no mar para pegar algumas ondas. Além dela, dois locais aproveitam as ondas perfeitas para se divertirem. Depois de uma pausa para recarregar as energias, novamente descobrimos pelo celular que a garota está ali para homenagear a sua mãe que faleceu.

Após uma ligação para a sua irmã pequena e uma conversa um pouco mais tensa com o seu pai, Nancy resolve pegar as últimas ondas do dia. Com um estranho mar calmo, ela recebe a visita de alguns golfinhos até perceber uma baleia boiando com bizarras marcas de ataque em seu corpo. Obviamente, quem causou o mal para o cetáceo foi o tubarão que esperamos desde o começo do filme.

Só de chegar perto da baleia, Nancy também vira um alvo do tubarão. O bicho enorme ataca ela, mas Nancy consegue se abrigar numa pedra que só aparece com a maré baixa. Tudo isso acontece em meia hora de filme, ou seja, sofremos uma hora com a garota lutando contra a temível criatura do mar.


É inevitável assistir um filme de tubarão sem pensar no filme do Spielberg. Não sei mais distinguir o que é cliché ou não para filmes com este tema. O que eu posso garantir, é que este filme é bom. Ele consegue passar aquele desespero como se você estivesse lá. Uma sensação pouco comum que acontece com os filmes de hoje em dia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Batman V Superman - Ultimate Edition

Assistimos a versão estendida de Batman V Superman para que você não precise ver. 
São 30 minutos adicionais de filme. Nenhum para explicar melhor as várias falhas do longa.

Como porquê o Superman encontra Lois Lane em outro continente, mas não parece conseguir achar sua mãe, sequestrada. Ou qual o motivo para o personagem passar quase duas horas calado. A ideia de que o Batman marca os bandidos antes de prendê-los continua boba, até para um filme de super-herói.
Na verdade, são 30 minutos de cenas que a gente compreende o motivo por terem sido cortadas.

Batman V Superman é um filme confuso. Nada faz muito sentido no roteiro, mas a fotografia do filme segue perfeitamente alinhada em um tom que dá para chamar de cinza, também dá para chamar de sábado chovendo com Luciano Huck na televisão.

Superman quase não abre a boca e quando resolve agir ora demonstra um pouco de burrice ora apanha feio. Essa caracterização cria uns efeitos negativos em cascata: qual seria a melhor caracterização para o Lex Luthor, que deveria representar o lado vilanesco do universo do Superman, se o próprio herói não tem empatia com quase nada?

Talvez um personagem que não para de falar um segundo? Gosto da ideia de que esse Lex Luthor seja viciado cocaína e esteja durante todo o filme sofrendo de abstinência, balbuciando umas palavras sem sentido.

Outra ideia é que todos os personagens desse filme são canalhas, incluindo Superman e Batman. Quando o Luthor diz que uma luta entre os dois oporia dia e noite, você fica pensando 'beleza nessa comparação o dia seria quem mesmo?' Não melhora muito o filme, mas pelo menos é um esforço e cria uma ligação com o outro longa da DC, Esquadrão Suicida. que reúne um grupo de condenados para salvar o mundo.
Se nesse universo DC os heróis são uns cretinos que se passam por salvadores por qual motivo os assumidamente vilões não poderiam também bancar os heróis?
Mas esse é assunto para a próxima resenha.