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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cães de Guerra


Histórias curiosas e filmes que não tenho expectativas é quase sempre uma combinação que acaba me agradando muito. Por este motivo, muitos destes filmes acabam entrando aqui no MDZ. Seguindo a lógica, Cães de Guerra é um destes casos. Obviamente. Senão eu não teria feito este prefácio...

Vale a pena começar o resumo falando logo de cara que esta é uma história baseada em fatos reais. Eu pesquisei. É fato. Um dos manos até aparece no filme. Ops. Acho que agora estou me adiantando. Voltando...

David Packouz (Miles Teller) é um massagista empreendedor que vive na pindaíba. No velório de um colega ele reencontra seu melhor amigo da adolescência, Efraim Diveroli (Jonah Hill). Entre um baseado e outro, Diveroli conta que ganha dinheiro vendendo armas para o governo americano através de pequenos contratos que servem para abastecer o exército durante a Guerra do Iraque.

Querendo ganhar mais dinheiro, Efraim convida David para ser seu sócio. Mesmo com medo da reação de sua mulher, David aceita se juntar ao amigo. Aceita naquelas. David mente na cara dura da esposa (que inclusive está grávida).


Um dos primeiros trabalhos da dupla é entregar pessoalmente um armamento no meio da Guerra. Mesmo passando por vários perrengues, os dois conseguem entregar a mercadoria em pleno “triângulo da morte” e isto faz com que seu reconhecimento cresça.



Com a notoriedade e a chegada de novos negócios, a ambição também aumenta. Os dois tentam mudar seu jeito de trabalho e partem para conseguir contratos grandes (normalmente destinados às bilionárias empresas de armamento). Não precisa ser nenhum Sherlock para prever que isso não podia dar certo.


Sendo um pouco repetitivo, o filme surpreende. Mesmo sendo dirigido pelo Todd Philips (Se Beber Não Case), ele consegue ter a medida certa de piadas com seriedade. Talvez ajude muito também a história ser absurdamente real.  

   

terça-feira, 14 de junho de 2016

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Acreditar e se envolver com a história do filme que você está assistindo são os principais alicerces para uma opinião positiva do mesmo. Na prática, podemos incluir também uma dose de baixa expectativa nesta fórmula matemática. Em Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, todos os itens desta equação são favoráveis para um texto brando e com alguns elogios.

O filme começa mostrando a desolação de Draenor, o planeta natal dos Orcs. Para garantir a sobrevivência de sua espécie, Gul’dan, líder da horda de orcs comanda uma invasão ao planeta Azeroth usando um misterioso portal negro que é aberto após ele sugar a energia vital de seus escravos.

Porém, a magia negra de Gul’dan não passa despercebida quando ele começa os primeiros ataques em Azeroth. Khadgar, um jovem aprendiz de mágico, alerta Anduin Lothar (Travis Fimmel), cavaleiro do Reino de Ventobravo, sobre os perigos e pede para ele procurar ajuda com o guardião Medivh (Ben Foster).


Paralelamente a esta possível guerra entre os povos, Durotan (Toby Kebbell), líder de uma tribo de orcs percebe que pode estar apoiando o lado errado e tenta uma aliança com os humanos para salvar seu povo e, principalmente, sua família.  



Basicamente este é o enredo do filme dirigido por Duncan Jones (filho de David Bowie e diretor de Contra o Tempo). Obviamente a história reserva algumas reviravoltas e como tudo que envolve política, sempre aparece um pessoal agindo por baixo dos panos e fazendo esquemas. Muitas brigas e efeitos especiais também fazem parte do escopo. A volta dos espectadores, a um mundo fantástico como em Senhor dos Anéis e Avatar, é com certeza uma diversão garantida para assistir nos cinemas. Espero inclusive que tenha uma continuação.   



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Wolverine - Imortal

Os filmes da Marvel abrangem um plano para o cinema muito maior que os filmes da DC. Alguns podem ser de qualidades duvidosas, mas as histórias são quase sempre interligadas, o que torna possível pensar num universo só, quase como nos gibis.

Este segundo filme solo do Wolverine é mais uma prova disso. A história começa logo após os acontecimentos do terceiro filme dos X-Men e interliga com o próximo filme, X-Men – Dias de um Futuro Esquecido. Certeza que daqui a pouco os filmes da DC também terão este planejamento maior….um pouco tardio…mas terão.

Em Wolverine – Imortal, Logan (Hugh Jackman) sofre as consequências de seus atos vivendo isolado. Numa de suas poucas visitas a civilização, ele é contatado por Yukio que afirma trabalhar para um antigo amigo de Wolverine chamado Yashida. A garota conta que seu mestre está morrendo e que seu último desejo é retribuir um favor do passado a Logan. Depois deste argumento tão sentimental, o baixinho peludo topa viajar ao Japão.


Chegando ao país, Yashida oferece o fim da imortalidade a Logan, para que ele possa finalmente descansar em paz após tantos anos de mortes, dores e sofrimento. Obviamente ele recusa e antes que possa mudar de ideia, o patriarca Yashida acaba falecendo. Os problemas de Logan começam no funeral quando a herdeira do clã, Mariko, é atacada pela Yakuza e seus poderes começam a falhar. Mesmo não estando 100%, ele consegue salvar a mulher, mas percebe que entrou numa disputa pelo poder, onde o menor descuido o deixará fatiado pelas lâminas dos ninjas e samurais inimigos.


Wolverine pode ser um dos personagens mais violentos e marrentos da Marvel, mas suas histórias no cinema sempre mostram seu lado romântico. Seja por Jean Grey, Raposa Prateada ou Mariko, o baixinho peludo tá sempre atrás de um rabo de saia. Talvez seja por isso que eu gosto tanto dele! 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

X-Men - Primeira Classe


Dotados com grandes poderes, os mutantes do universo Marvel continuam com a sua evolução nos cinemas. Bryan Singer, agora como roteirista, entrega o bastão de diretor para Matthew Vaughn (Kick Ass). A dupla escolheu, e escolheu bem, contar a origem do famoso grupo mutante da Marvel. A ascensão e destruição da amizade entre Charles Xavier e Magneto são o mote principal desta aventura retro que no final das contas se revelou surpreendentemente melhor que os três primeiros filmes.


Como era de se esperar, o filme conta as origens de Charles Xavier (James McAvoy) e Eric Lehnsher, o Magneto (Michael Fassbender), que desde a infância no campo de concentração descobriu os seus poderes e os sentimentos de ser diferente e como conseqüência ser exterminado por isto.



Enquanto Magneto trilha o caminho da vingança contra nazistas fugitivos, Xavier aprimora os seus conhecimentos sobre mutações. O destino unirá os dois quando Xavier é contactado pela agente Moira Mactaggert para ajudar na captura de Sebastian Shaw (Kevin Bacon), membro do Clube do Inferno e assassino da mãe de Eric...


Os dois recebem ajuda do governo americano para capturar Shaw, entram em cena a primeira classe dos X-Men; Destrutor, Banshee, Fera, Darwin e Angel. Com Xavier e Magneto como professores, os jovens pupilos aumentam as suas habilidades para estarem prontos para o confronto final contra Shaw e ainda por cima evitar a terceira guerra mundial.


Os diferenciais de idéias entre Xavier e Eric são nítidos ao longo do filme, Charles sempre tenta conter o espírito e ações de Magneto, mas no final das contas, como já sabemos o que acontece no futuro, os dois mostrarão que a aceitação da espécie mutante pode ser disponibilizada de várias maneiras. Escolha o seu lado da moeda!



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Zodíaco

Para mim Zodíaco é a obra-prima de David Fincher. Sempre que eu estou zapeando na televisão e o filme está passando eu deixo lá e vejo até o fim. Eu acredito que ele me cativa por ser um filme completo, um filme que traz roteiro, montagem e atuações perfeitas. Jake Gyllenhall está muito bom como o cartunista Robert Graysmith e Mark Ruffalo está na medida como o policial David Toschi, mas é Robert Downey Jr. que novamente se destaca, desta vez ele interpreta um jornalista meio doido meio alcoolatra (como todo bom jornalista) que tenta resolver o misterioso caso.

O filme conta a história verídica do assassino que se auto-intitulava Zodíaco. Na década de 60 e 70 ele mandou cartas e códigos se responsabilizando por crimes cometidos e alertando sobre novos ataques. Na época dos crimes,. o repórter Paul Avery (Downey Jr.) se envolveu tanto na história que até ele foi ameaçado. A investigação policial, que era comandada por David Toschi, não conseguiu prender nenhum suspeito, e com o fim dos crimes e das cartas, o caso foi perdendo a importância.

No mesmo jornal que Paul Avery trabalhava, existia um jovem cartunista (Graysmith) que ficou fascinado com o assassino, aos poucos sua facinação virou obsessão e ele mesmo começou a investigar o caso e juntar todas as provas e evidências, sempre com pequenos auxílios secretos de David Toschi. Após seguir algumas pistas ele próprio conheceu alguns possíveis suspeitos, não demorou para que o cartunista começasse a receber estranhos telefonemas que provavelmente eram feitos pelo Zodíaco. O filme termina como na vida real, nenhuma pessoa foi presa e o principal suspeito morreu antes que pudesse ser reconhecido por um sobrevivente de seus ataques.

Como o filme é baseado no livro que Robert Graysmith escreveu após todas as suas investigações, ele vai além de contar somente a história do assassino, ele mostra como a polícia americana se atrapalhou para resolver o caso e como as vidas de todos os envolvidos se transformaram com os sinistros e macabros assassinatos. David Fincher conseguiu criar um grande filme com toda esta trama, um filme de suspense que assusta somente em uma cena, uma cena com tanta tensão que parece que somos nós espectadores que estamos sendo perseguidos pelo suposto assassino. Após Seven e Zodíaco, tenho certeza que qualquer roteiro sobre algum assassino-serial será enviado primeiramente para David Fincher, ele fica tão a vontade com o tema que o resultado será sempre incrível.

domingo, 25 de abril de 2010

Zona Verde

Não, esta é resposta que você tem que dar quando alguém perguntar se Zona Verde é do mesmo estilo de Bourne, apesar da reedição da dupla Damon e Greengras desta vez nós não temos um super soldado atirando e matando qualquer um, pelo contrário, Zona Verde foca muito mais nos jogos de poderes que o governo americano fez no Iraque, a guerra tática e suja aplicada por Bush e seus comparsas é resumida na principal pergunta do conflito.. aonde estão as armas químicas??

Roy Miller (Matt Damon) é um subtenente americano que comanda uma equipe de buscas por armas químicas após a invasão de 2003 no Iraque. Depois de uma série de fracassos o subtenente começa a questionar as ordens que chegam de seus superiores, em uma missão de rotina Miller e sua equipe desobedecem algumas ordens e invadem um encontro secreto de líderes do exército iraquiano. Após a captura de alguns membros e a descoberta de um livro de endereços o subtenente Miller entrará num jogo de xadrez entre a CIA e o governo americano onde tudo o que interessa são as armas químicas.

Todo o caos provocado pelo governo americano e pelo exército iraquiano é mostrado, ao mesmo tempo que o filme fala que não existiam armas químicas e que o governo americano fabricou argumentos através da imprensa para justificar a invasão ele mostra também que o povo iraquiano não é a favor dos seus antigos líderes, o maior desejo do povo iraquiano é que eles próprios possam decidir o seu futuro.

domingo, 14 de março de 2010

Zumbilândia

Zumbis são seres sanguinolentos, feios e sem nenhum senso de humor. Mesmo assim, eles são figurinhas carimbadas, todo ano mais e mais filmes são rodados tendo esses seres canibais como protagonistas. Mas qual é o segredo que fez Zumbilândia ser o filme de zumbis que mais arrecadou dinheiro? Uma fórmula nova. Diretor e roteiristas mantiveram as regras básicas; infecção passada através de uma mordida, vontade insaciável de comer humanos e o principal...o mundo dominado por zumbis... no resto tudo é diferente, os personagens são tão opostos um dos outros que a combinação é perfeita, o objetivo deles é continuar suas vidas aproveitando cada momento (mesmo que seja destruir uma loja de porcelanas) como se fosse tudo normal, tudo é claro com muito humor, seja um humor do ponto de vista de um nerd-virgem ou de um exterminador que só quer comer bolinhos de creme.


O nerd-virgem é Columbus, um retraído adolescente que acha que está vivo só por causa das suas regras pessoais (no começo do filme somos apresentados de forma prática a algumas destas regras), ele acaba encontrando mais um sobrevivente, o exterminador Tallahasse (Woody Harrelson), mesmo sendo opostos os dois seguem caminhos juntos através da desolada América que Columbus chama de Zumbilândia.


Numa tentativa de comer bolinhos de creme num supermercado, a dupla acaba sendo enganada por duas irmãs que roubam armas e carro dos rapazes. Sem demora os dois conseguem mais um carro, desta vez um Hammer cheio de armas dentro, mas também não demora para eles serem enganados novamente pelas irmãs, só que desta vez eles conseguem convencê-las a levarem eles juntos. O plano das duas é chegar até um parque de diversão na Califórnia, onde os boatos que correm é que lá os zumbis ainda não invadiram... nesta jornada até o parque de diversões eles passarão por situações mais do que memoráveis, como por exemplo um encontro com o ator Bill Murray como Bill Murray mesmo...

Isto é Zumbilândia, um filme que segue as principais regras de zumbis, mas que não precisa entrar no clima terror para contar a saga do planeta terra, ou melhor, a saga de Zumbilândia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

X-men origins: Wolverine

Toda a ira de Wolverine

Confesso minha ignorância: eu não sabia nada sobre as origens do Wolverine. Por isso, fui assistir "X-Men - Origens: Wolverine” na primeira tarde de sábado de maio, levemente irada após ter levado uma multa da CET por estacionar o carro sem o famigerado cartão de zona azul (faltava meia hora para o final da obrigatoriedade do uso; os amarelinhos e as amarelinhas “tão que tão”, devem ganhar porcentagem, pois nunca foi assim, portanto, cuidem-se!).

Cinema quase lotado, sentei onde deu. Bem, não era meu dia de sorte: minha vizinha de poltrona era uma jovem inexperiente em X-Men, em Wolverine e em boas maneiras no cinema. Passou o filme inteiro fazendo perguntinhas para o namorado. E disparando comentários bobocas. Ok, era dia de queimar carma. Portanto, vejam bem minha situação: o filme tinha que ser muito bom para me agradar.

Sorte a minha: me agradou muito. E, provavelmente, vai agradar a você também. O australiano Hugh Jackman encarna o papel como se tivesse nascido para ele. Com músculos de dar inveja a qualquer professor de musculação, aquele “cabelo e barba quase uma coisa só” e a ira, toda a ira de Wolverine.

Ser um mutante não é lá muito fácil. Os poderes podem se voltar contra você e contra quem estiver na sua frente. Quando se tem um irmão mutante (Dentes de Sabre), interpretado por Liev Schreiber, a coisa complica ainda mais. E rende cenas com efeitos especiais de garras que rompem a pele e atacam vilões e inocentes.


Escrito por David Benioff, o filme descreve a saga do personagem, desde a infância até o esqueleto revestido de adamantium. Cenas de ação iradas, diálogos eficientes e a direção competente de Gavin Hood garantem a diversão.

Recorde de bilheteria nos EUA – já rendeu mais de 87 milhões de dólares –, a fita deve fazer bonito por aqui também. Fãs do personagem e de HQ podem até levar suas namoradas sem medo. O romance de Wolverine com a bela Kayla Silverfox, interpretada por Lynn Collins, consegue despertar o interesse da ala feminina. Na verdade, Hugh Jackman desperta por si só a boa vontade das moças de todas as idades.

A produção, encabeçada pelo próprio Jackman, foi rodada na Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos. O protagonista veio ao Brasil divulgar o filme e, para delírio dos corinthianos, fez uma visitinha básica durante um treino.


Em algumas salas, como no Unibanco Frei Caneca, em São Paulo, um pequeno cartaz na bilheteria avisa aos apressadinhos de plantão a existência de duas cenas após os créditos. Não vai perder, hein?

*Mais um post da nossa simpática amiga Tia Alice