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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Thor: Amor e Trovão

Mais do que nunca estamos seletivos nas postagens. Eu poderia fingir dizendo que a régua está alta depois de tantos textos e filmes maravilhosos, mas esta desculpa não iria colar. Obviamente, estamos completamente negligentes com o blog. Ao pensar em possíveis filmes para escrever algumas palavras, eu sofri. Fiquei pensando, pensando e nenhum veio o estalo. Então resolvi escolher o filme que estou há 3 meses tentando definir se é ruim ou mais ou menos.

Thor: Amor e Trovão criou uma certa expectativa com a pessoinha aqui. Imaginei que depois de Ragnarok e, assistir ao trailer da nova aventura, o Taika Waititi ia criar um filme do deus do trovão melhor do que o outro. Foi um belo de um engano. Um erro que percebi somente depois de 10 ou 15 min do filme. Sim, o começo é muito bom, mas, infelizmente, o resto é meio estranho.

Tudo começa com o filme situando o espectador sobre quem é o vilão, Gorr o Carniceiro dos deuses, (Christian Bale) e como está o nosso herói. Numa espécie de contos de fábula, Korg recapitula os últimos acontecimentos na vida profissional e pessoal do Thor (O louco meu).

Enquanto embarca em sua nova aventura para caçar Gorr, o filho de Odin reencontra o amor de sua vida, Jane Foster (Natalie Portman) que está lutando contra um câncer. Em sua batalha contra a doença, Foster recebe ajuda do antigo e destroçado martelo de Thor, o Mjolnir. A arma a transforma na nova Thor e assim retarda os efeitos da doença.

E é nesta montanha russa de informações misturado com a nova Asgard e deuses do Olimpo que a história tenta deslanchar e fica somente na tentativa. Eu sei que filmes de super-heróis precisam se reinventar, mas foi exatamente nisto que Taika pecou. Amor e Trovão não se reinventa. Ele mistura todos os filmes da série Thor, mas a equação é falha porque a maioria dos filmes anteriores são ruins. Oremos que o próximo ou as próximas aparições de Thor recuperem as esperanças perdidas (certeza que vai ter mais um).

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Telefone Preto

 


Vai ter resenha. Foi esta certeza que eu tive quando saí 23h55 do cinema após assistir Telefone Preto. Acho que pelo tempo sem escrever ao MDZ, eu não consiga traduzir em palavras o motivo deste retorno, mas vou tentar. Espero que os nossos fãs russos não fiquem decepcionados com a qualidade dos próximos parágrafos.

Decepção foi algo que realmente não aconteceu neste filme. Admito que cheguei com a expectativa alta pelo trailer e pelos nomes dos envolvidos no projeto: Joe Hill, Scott Derrickson e Ethan Hawke. O primeiro, por ser filho do Sr. King e autor de várias obras que eu gosto, o segundo por ter me dado um belo de um medinho em O Exorcismo de Emily Rose e o terceiro, bem, por ser justamente o Ethan. Mesmo com esses grandes nomes, eu acho, ou melhor, tenho certeza, o grande destaque fica para a dupla de atores Mason Thames e Madeleine McGraw. Os dois, que são irmãos na tela, cativam e envolvem demais os espectadores com suas interpretações de personagens com personalidades tão diferentes. Realmente foi uma grata surpresa.

A história se passa numa cidade pequena nos EUA no final da década de 70. O local se encaixa perfeitamente na definição de normal com crianças jogando beisebol, sofrendo bullying e pequenos interesses amorosos no colégio. Toda essa normalidade é quebrada quando misteriosamente algumas crianças começam a ser sequestradas e nunca mais são vistas.

No meio deste mistério, acompanhamos os irmãos Finney (Thames) e Gwen (Madeleine). Mesmo lidando com um pai alcoólatra, eles mostram uma maturidade de dar inveja em muito tiktoker (talvez não tenha sido a melhor das minhas comparações). Depois de um grande amigo de Finney também desaparecer, a tragédia o alcança. Um mágico muito estranho o sequestra e o deixa trancafiado num porão que contém um telefone preto.

Misturando um terror muito real com uma pitada de sobrenatural ao mostrar que o telefone é um transmissor para que Finney se comunique com as vítimas antigas do sequestrador, o filme consegue deixar o espectador tenso. Achei que a direção acertou o tom ao não deixar a história muito fantasiosa e soube dar os sustos nos momentos exatos para que rolassem pulos nas cadeiras. O filme foi tão tenso que nem a minha namorada dormiu no cinema depois de trabalhar dois dias presencial na “firma”. Que venham mais filmes assim!  

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis



Primeiro post de 2021 demorou nove meses para ser publicado. Não foi exatamente um problema de elaboração do texto, foi algo pior chamado preguiça. É inacreditável como trabalhar de home-office e respeitar as regras ficando em casa me deixou com uma agenda extremamente lotada de coisas inúteis. Pensando melhor, não tão inúteis. Mas, assim como Shang-Chi, chegou o momento de retornar à ação e escrever algumas palavrinhas.

Este clichê que eu usei no parágrafo anterior tem uma certa relação com a história. O filme começa com muitas referências ao cinema de porrada chinês ao contar a lenda dos dez anéis e seu portador, Mandarim (Tony Leung). Cada vez mais ambicioso, o vilão tenta encontrar uma cidade perdida para aumentar o seu poder, mas acaba encontrando o amor com a guardiã do local. Do relacionamento dos dois nascem Shang-Chi (Simu Liu) e Xiailing (Meng'er Zhang).

Toda essa narrativa é contada paralela a história que Shang-Chi vai vivendo nos dias atuais. Depois de muitos anos se escondendo de seu pai, Chi começa a ser caçado por assassinos por motivos ligados ao seu passado. O jovem, considerado o melhor artista marcial do mundo, vai comprovando sua habilidade a cada novo desafio ao mesmo tempo que vai entendendo que chegou o momento de o dragão usar os seus poderes para um bem maior – que no caso de filme de super-heróis, sempre significa salvar o planeta.

O filme tem uma construção leve. Ele é dinâmico e engraçado, mas reserva vários momentos para reflexões e pensamentos dos personagens (nada que faça o espectador pensar). Particularmente, eu achei que a famosa cena do ônibus, onde Shang-Chi mostra seus movimentos sem muitos efeitos especiais, aumenta a expectativa para o restante do filme. Infelizmente, como 97% dos filmes da Marvel, a pancadaria leva para combates cheio de efeitos megalomaníacos – o que não é ruim, mas deixa gosto de quero mais cenas iguais ao Arrebentando em Nova York. Seguimos. Com certeza este é só o primeiro passo de Shang-Chi no universo Marvel cinematográfico. Em outras palavras, o Mestre do Kung Fu estará novamente nas telas antes de publicarmos mais cinco posts do MDZ.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Um Lugar Silencioso



Obrigado, obrigado e obrigado. Eu não estou começando esse texto inspirado naquelas ladainhas de gratidão que tomaram conta das redes sociais. Estou agradecendo que a comilança de pipoca na sessão que eu estava durou apenas 19 minutos. Que alívio depois que o ruminante ao meu lado terminou de comer e sacudir o pacote. Juro. Como tem gente que não consegue entender que numa história aonde os personagens não podem fazer barulho, o som de um saco de pipoca não atrapalha quem está assistindo? Egoísmo, meus amigos, egoísmo....

Mas como assim não podem fazer barulho? Simples. Num futuro próximo, o planeta foi invadido por criaturas um pouco estranhas com sangue nos olhos e audição mais perfeita que das minhas vizinhas. Os bichos atacam qualquer pessoa através do barulho. Ou seja, o filme é bem quieto (não coma pipoca).

Aparentemente, grande parte da população mundial morreu devido aos ataques. Acompanhamos a saga da família Abbott, liderada pelo papai Lee (John Krasinski) e mamãe Evelyn (Emily Blunt). Mesmo com esse pleno apocalipse na Terra, os Abbott tentam viver a vida em uma fazenda junto com seus filhos Noah e Millicent, que infelizmente possui surdez.


Para completar a família feliz ou se você preferir interpretar como piorar a situação, Evelyn está grávida. Já imaginou ter um filho sem poder fazer barulho? Bom, eles imaginaram e viram que não seria possível e por isso planejaram diversas coisas para a ocasião. É claro que na teoria tudo parece perfeito, mas na prática não!


É justamente nessa tensão de não poder fazer barulho que o filme cativa. Por isso a minha revolta com o mano da pipoca. Se ele fosse mais informado e acompanhasse as nossas resenhas, saberia que em determinado momento da história algo ia dar errado e o barulho ia comer solto, criando assim a ocasião perfeita para digerir o alimento. Fica esta dica aí. Acompanhe o MDZ.    


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Venom


“Para um filme de ficção, até que é bom”. Esta foi a opinião da minha avó assim que saímos do cinema ao assistir Venom em alguma tarde ali no décimo mês do ano, mais conhecido como outubro. Essa frase ficou no meu inconsciente e depois de pensar durante alguns segundos, eu entendi. Os gênios que desenvolveram o filme queriam exatamente isso. Desassociar as histórias do gibi e incluir o personagem em algum enredo plausível envolvendo alienígenas. Vovó entendeu bem.

Nos quadrinhos, Venom é um vilão que odeia o Homem-Aranha, mas que em vários momentos tem sua alcunha de malvado questionada. Já, no filme, não existe Homem-Aranha e nem essa de malvadão. Tom Hardy interpreta Eddie Brock um jornalista investigativo que busca sempre a verdade, mesmo que isso custe seu emprego ou cause problemas em sua vida pessoal.

Paralelamente a esta apresentação, descobrimos que uma Fundação comandada pelo bilionário Carlton Drake está fazendo estranhos experimentos envolvendo vida alienígena.


O que acontece quando misturamos um personagem principal que é jornalista investigativo e testes em seres de outro planeta? Sim, bem isso que você pensou. Simbiose. Eddie acaba juntando-se com o ET e vira o famoso Venom. Óbvio que a tal organização que pesquisava o negócio não gosta do que aconteceu e faz de tudo para recuperar os bichinhos do espaço.


É interessante escrever sobre um filme de 3 meses atrás. Neste momento eu já sei que ele foi um grande sucesso financeiro para a Sony e que uma sequência já está sendo desenvolvida. Se eu tivesse escrito após a estreia, eu com certeza teria redigido algumas palavras sobre o eminente fracasso dele.... Enfim, para mostrar que estou atualizado, o Atlético PR acaba de fazer o último pênalti e ganhar a final da Taça Sulamericana. Segue o baile.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Vingadores: Guerra Infinita




Segunda marcha. Posso definir assim esse texto. Não só por ser o segundo conteúdo após um grande hiato, mas também por este filme ainda estar acelerando para o seu ápice.  

A estrada dos filmes da Marvel é um caminho muito mais planejado do que os filmes da DC. Pensando friamente, é uma discussão que não deveria mais ser levantada enquanto a DC não criar vergonha na cara e colocar todo o seu universo na mesma página. Se pá, isso está começando a acontecer. Mas quem garante que algum gênio não vai resetar novamente os personagens? Enfim, estou aqui para falar de mais um belo capítulo cinematográfico da editora coirmão.

Guerra Infinita é a primeira parte de uma grande saga que estava sendo executada em pílulas jogadas em filmes da Marvel. Toda essa preparação atingiu desde Guardiões da Galáxia até Doutor Estranho. Seja por pequenos acontecimentos ou cenas pós-crédito, a semente estava lá plantada e, por isso, conseguiram o meu respeito.

Com 1.300 personagens e histórias paralelas para serem lidadas em um só filme, os Irmãos Russo (Capitão América 2) mostram que realmente são muito bons diretores. A dinâmica existente entre heróis e cortes de edição é algo de impressionar até os mais neófitos nas questões dos quadrinhos e truques cinematográficos.
O filme começa com a queda de Thor (Chris Hemsworth) para o titã, Thanos (Josh Brolin). O semideus busca as joias do infinito para preencher a sua grande manopla e colocar em prática um plano que tem uma certa lógica crua e doentia.
Esta busca de Thanos é o centro da história. Enquanto o vilão tenta cumprir sua missão, os heróis trabalham em conjunto para tentar salvar não somente a Terra, mas como todo o universo. Isso significa acompanharmos as mais estranhas alianças como Thor, Rocket e Groot ou vibrar enquanto Pantera Negra, Capitão América e Bucky protegem o Visão das garras do monstro roxo.            

Eu sei que muita coisa aconteceu neste filme. Num primeiro momento posso ser chamado de louco por achar que ainda estamos na segunda marcha. Mas vou explicar de uma forma simples. Na minha humilde opinião, vão acontecer tantas coisas no próximo filme, que ali será o tal engatar uma marcha rápida e sair em disparada. E olha que eu acho que acontecerão sérias consequências para personagens muito importantes. Agora é aguardar e esperar e ver se eu estava certo nessa pequena previsão. 

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Você Nunca Esteve Aqui



Lembra da machadinha do Mel Gibson no filme O Patriota? Pois então, agora somos apresentados ao martelo de Joaquin Phoenix. Sem dó e piedade a ferramenta é usada como uma arma mortal pronta para acabar com os malvados do filme. Adiantei-me um pouco, né? Vamos de novo.

Você Nunca Esteve Aqui conta a história de Joe (Phoenix), uma espécie de detetive particular especializado em crianças desaparecidas. Traumatizado pelo seu passado pesado, que vamos descobrindo através de flashbacks e ataques de loucuras, o investigador demonstra não ser nada normal desde a primeira cena (o ritmo do filme ajuda muito também a chegarmos nesta brilhante conclusão). Suas enraizadas tendências suicidas são demonstrações claras que algo grave aconteceu no passado.


Esse comportamento nada convencional vai piorando em cada fato que acontece na vida de Joe. Principalmente quando ele se envolve no novo caso para encontrar a filha de um Senador. Obvio que política misturada com toda essa loucura e violência não são uma boa mistura e as consequências serão devastadoras para todos os lados da história.


É muito inevitável assistir Você Nunca Esteve Aqui e não se lembrar de Driver, de Nicolas Winding Refn. Tem música parecida, personagens quietos e uma aura de filme que quer fazer o espectador pensar um pouco em meio a tanta violência. As vezes assistir filmes perturbados assim são bons para nunca esquecermos que a vida não é um mar de rosas e que existe muita coisa ruim sim neste planeta que chamamos de Terra.


Que final deprê deste texto...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Sombra


- Qual filme eu escrevo para o MDZ?
- Star Wars, jovem
- Tá bom. Deixa comigo

É desta forma que eu começo este texto sobre O Sombra. Esta adaptação de 1994 não foi a primeira deste clássico super-herói, que começou a sua carreira de combate ao crime na década de 30, e acho que dificilmente será a última. Acredito nisso porque estão fazendo tantos filmes de heróis e reboots de coisas antigas que juntando esses dois quesitos a chance de mais uma versão potencializa bastante.


Apesar do personagem principal, Lamont Cranston, ser interpretado por Alec Baldwin eu sempre pensei que era o irmão, William Baldwin, que assumiu quando o herói colocava a capa. Pode ver nas fotos, o bicho é igualzinho. Ainda bem que o Google me ajudou nessa parada. Acho que já dei uma enrolada básica e posso continuar com a sinopse deste filme bem mediano.

Alec
William
Lamont Cranston é um americano que foi para o lado negro da força e comanda umas facções na Ásia (ah, estamos falando de um momento pós Primeira Guerra Mundial). Mesmo sendo um cara cruel e malvado, ele recebe uma chance para se redimir e se tornar um vigilante para combater o mal. O queridão aceita a chance e, depois de muito treinamento, Cranston volta para Nova York com poderes ocultos da mente e assumindo a alcunha de Sombra.


Quando a vida parecia complicada, mas perfeitinha, o vigilante noturno é confrontado por Shiwan Khan, ancestral de Genghis Kahn. O vilão oferece inicialmente uma oportunidade de ambos juntarem suas forças para dominarem o mundo. Cranston recusa a parceria e assim a confusão fica armada. Para aumentar a equação dos problemas, uma misteriosa personagem, Margo Lane (Penelope Ann Miller), surge na história mostrando resistência aos poderes de Lamont e com uma ligação familiar que pode levar ao caos atômico.



Eu simplesmente escolhi escrever sobre este filme porque eu sou um rebelde sem causa. Mentira. Na verdade, eu estou numa cruzada para falar um pouco sobre filmes que marcaram minha infância e adolescência. Estes filmes moldam o caráter ou servem só para passar o tempo? Essa é uma questão que eu não posso responder sozinho. Ps: Vou me esforçar para o próximo filme ser o novo Star Wars. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas


Um casal de agentes viajantes no tempo e espaço. Um general maluco que comanda um exército de robôs. Uma nave onde convivem harmoniosamente diversos povos intergaláticos com seus uniformes coloridos. Um planeta de seres azuis que vivem em paz e equilíbrio com a natureza. Batalhas entre naves no deserto. Soou familiar? Então você não vai se surpreender com Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, novo filme de Luc Besson (O Quinto Elemento) que estreia hoje nos cinemas brasileiros.

Tá bem, vamos ser justos. Mesmo depois de ter lido em vários lugares que o filme se tornou o mais caro da história da França, com um orçamento de mais de 197 milhões de euros, eu fui surpreendida , sim, com a beleza da produção e a qualidade dos efeitos especiais, que superou em muito outros filmes do gênero.

Mas o mesmo não pode ser dito, infelizmente, da dupla de protagonistas Dane DeHaan (que faz o mocinho Valerian) e Cara Delevingne (Laureline) - faltou química e carisma ali, apesar da tentativa genuína dos dois. Ainda bem que tem gente mais experiente como Clive Owen e Ethan Hawke para dar um gás. E a Rihanna, que foi um dos trechos mais bacanas do filme, outra grata surpresa.



Nem por isso eu achei o filme ruim. Pelo contrário, Besson conseguiu deixar o roteiro bem dinâmico e não me fez roncar perdeu como Lucy. E apesar do final previsível, como boa nerd fã de histórias fantásticas no espaço, eu amei viver por algumas horas as aventuras de Valerian. Queria saber mais dele, porém entendo que não tinha muito onde enfiar ali o histórico dos personagens sem babar na cadeira de novo

Vale o ingresso, então? Vale! E se você curte 3D, dá pra ser ainda mais divertido.



P.S. Depois de ver o longa, fui logo tratar de entender porque eu tudo aquilo me fazia lembrar de Star Trek, Avatar e, em especial, Star Wars. Acontece que a trama é baseada nas HQs Valerian e Laureline, antes Valerian, o Agente Espaço-Temporal, lançadas em 1967, 10 anos antes da saga de George Lucas. Sim, isso mesmo, Lucas bebeu direto da fonte e depois ficou essa confusão. Olha que eu até leio bastante sobre Star Wars, mas essa foi novidade!

Deixo aqui uma tirinha engraçada sobre o plágio as "semelhanças", publicada na revista Pilote. À esquerda temos Princesa Leia e Han Solo, tomando uma com Valerian e Laureline no bar dos aliens. :)






segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Star Wars - O Despertar da Força

O sétimo episódio de Star Wars marca o retorno da franquia às telonas depois de uma quarentena de mais de dez anos.

Na trama, a catadora de sucata Rey se vê envolvida na guerra entre Rebeldes e Terceira Ordem, grupo que herdou os espólios do Império de Vader, e acaba alterando os rumos do conflito entre as forças.

O ponto de partida é a busca por Luke Skywalker, isolado em um canto hermo da Galáxia. O único com as informações sobre seu paradeiro é o robô em formato de bola de futebol e rei do carisma BB8.

A jornada leva à reunião de Rey com personagens clássicos da franquia, a começar pela dupla Han Solo e Chewbacca, e com o novato Finn, Storm Trooper desertor.

Vale destacar que a história oferece espaço para os personagens antigos se destacarem, sem ofuscar os novatos. Han Solo, em especial, tem tempo de tela suficiente para agradar o mais purista dos fãs.

Com um elenco estrelado por Harrison Ford e Mark Hamill, Star Wars - O Despertar da Força é nos piores momentos quase uma banda cover de Rolling Stones com a participação de Mick Jagger e Keith Richards.

Nos melhores, um dos principais filmes da franquia.
Pessoalmente, eu sai do cinema já com a intenção de rever o longa.







terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Visita


Voltar ao blog não poderia ser com qualquer texto. Como a intenção do MDZ sempre foi escrever sobre os filmes que os colaboradores quisessem e, quando achassem melhor, muitas vezes esta página ficou sem atualização. Eu poderia culpar os casos amorosos, trabalhos, viagens, partidas de futebol e etc por demorar tanto para postar novamente. A real é que muitos filmes não são inspiradores e isso causa uma preguiça mental.

Porém, nem tudo está perdido. Com a chegada do final do ano, somos bombardeados com longas-metragens que ajudam a reverter este pensamento e, assim como os temíveis zumbis, nós voltamos. Para este retorno acabei escolhendo justamente o novo filme do M. Night Shyamalan. Para mim ele é ainda um diretor que me faz ir ao cinema tendo somente seu nome nos letreiros e isso é algo muito raro hoje em dia.

A Visita é mais um daqueles filmes em primeira pessoa meio estilo documentário. A grande diferença dele para os outros é simples. Ao contrário da maioria dos filmes deste estilo, este é bom!


O roteiro é simples, mas muito bem elaborado (e dirigido). Rebecca e Tyler são dois irmãos que estão indo conhecer seus avós maternos, numa casa isolada em outra cidade, enquanto sua mãe viaja num cruzeiro com seu novo namorado. Durante esta visita, Rebecca, que sonha em trabalhar com cinema, resolve gravar uma espécie de documentário para ajudar a sua mãe a superar alguns traumas do passado. Logo em seus primeiros contatos, o casal de idosos parece ser como todos os avós; boas praças e despreocupados com agitações o que ajuda a aproveitar os pequenos prazeres da vida, dentre eles é claro, comer bastante. 


É claro que se tratando de Shyamalan não existe um filme sem suspense. Não demora muito para os irmãos perceberem um comportamento estranho do casal de idosos que vão além de simples doenças. É neste contexto que a pequena dupla se encontra. Será que existe algo de terrível e sobrenatural ou envelhecer já é assustador por si só?


Salva de palmas para o Shyamalan pelo filme e várias vaias para os adolescentes que estavam vendo no Bourbon. Como é insuportável assistir um filme deste tipo neste shopping de São Paulo. Com certeza está riscado da minha lista. A experiência seria muito mais intensa em uma sala onde as pessoas ficam quietas. Primeiro desabafo do ano, ou melhor, segundo. Já xinguei um funcionário mala do financeiro da minha empresa.