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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Cyborg - O dragão do futuro

 


Seguindo a tradição, tentarei manter pelo menos uma atualização por ano. Lembrei disso na volta para casa depois de trabalhar uma semana na cidade maluca chamada São Paulo. Mas qual filme eu destilaria minhas capacidades de escrever dois parágrafos rasos? Inicialmente pensei em escolher algum filme de 2025 que na minha humilde opinião foi muito bom, o que facilita para escrever. Hoje, dia 30 de dezembro, abri minha lista no letterbox para lembrar quais filmes eu vi esse ano. Aqui vale uma pausa. Sim, eu marco todos os filmes que assisti. Em 2024 foram 226 e em 2025 – até o momento- cheguei em 242. Bom, voltando e já decidido em escrever sobre um dos grandes clássicos do cinema mundial contemporâneo, Cyborg – O Dragão do Futuro.

Eu não consigo contabilizar quantas vezes eu brinquei de lutinha na infância com meus amigos imaginários criando histórias parecidas como deste filme. Aliás, quantos filmes do Jean-Claude Van Damme eu fiz isso. Nossas inspirações eram outras naqueles tempos, ou talvez algum psicólogo ou filosofo moderno explique melhor porque era tão divertido quando criança bancar um herói que era o melhor nas artes marciais. Ou, simplesmente, a história era tão boa e cativante que merecia maiores reconhecimentos, mesmo que fosse de uma criança de 8 anos com armas de brinquedo em seu quarto.

Falando na história, o filme é sobre mais um futuro apocalíptico onde uma praga acabou com nosso planetinha. Um grupo de cientistas descobriu uma cura e precisa das informações que uma cyborg chamada Pearl está levando. Nesta odisseia, esta mulher meio humana meio máquina é perseguida pelo temível Fender e sua gangue. Nosso herói Gibson (Van Damme) tenta impedir a captura de Pearl mas não consegue. É aí que realmente inicia o caminho no nosso herói para salvar a humanidade. Enquanto ele percorre um país destruído enfrentando vilões carniceiros e burros, ele relembra seu passado de tentativas de redenção e um elo importante como próprio Fender.

Puro suco dos anos 80, o filme preenche todos os requisitos obrigatórios nos filmes de porrada daquela época. Mortes bestas, cenas de luta não factíveis, vilão que era vilão, nudez sempre que podiam e, claro, quando o filme era com o Van Damme, precisava ter em algum momento o famoso espacate.

Como todo ano, deixo aqui meu registro que no próximo ano tentarei escrever mais. Tentarei. Não prometo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Fresh



Os perigos da vida moderna. Esta foi a primeira frase que surgiu na minha cabeça sobre esta grata surpresa que descobri sem querer em algum streaming (não vou fazer propaganda de graça). Como um belo apreciador de filmes ruins de terror, eu sempre estou procurando algum que seja legal. Eu poderia falar que procuro algum que seja diferente e bom, mas aí é pedir demais. Seria um por ano e olhe lá (no próximo post eu devo ter algo neste sentido).

Fresh começa de forma inocente e engraçado. Somos apresentados a Noa (Daisy Edgar-Jones) que depois de encontros on-line péssimos conhece na vida real o simpático Steve (Sebastian Stan). Após alguns encontros e boas experiências, o casal resolve fazer uma viagem para uma casa no meio do nada.


Admito que esta frase “uma casa no meio do nada” foi para tentar fugir da obviedade do começo do parágrafo anterior que super leva a crer que o terror do filme está na figura de Stan. O Soldado Invernal, ops, filme errado... Sem muita demora, o moço revela que seu trabalho é algo muito peculiar. Ele sequestra pessoas e vende a carne delas para trilionários que não tem o que fazer com o dinheiro. Bizarro? Eu acho que sim. Esta foi a palavra que usei para definir o filme quando eu recomendei recentemente.

 

Eu não vou me alongar na história porque tenho medo de contar demais. Mas pode deixar sua expectativa lá no alto caso você curta um filme com pitadas de paranoia, situações nojentas e angustiantes que beiram a loucura e absurdos das vontades e desejos.

sábado, 27 de maio de 2017

Fragmentado


Nunca duvide de M. Night Shyamalan. Repita isso 10 vezes sempre quando pensar o contrário. Fragmentado surgiu quando ninguém esperava e se tornou um sucesso que uniu todas as tribos, assim como foi o Norvana.... Exagerei. Brinquei. Mas, como toda brincadeira, esta também tem um fundo de verdade. Depois de alguns erros, o diretor indiano pode comemorar o retorno das críticas positivas, dos grandes lucros e, principalmente, o sinal verde para continuar a expandir suas histórias.

O filme começa com três adolescentes sendo sequestradas por um tipo muito estranho em pleno estacionamento de um shopping. Apesar do captor se chamar Dennis, com o passar do tempo no cativeiro, as jovens descobrem que Dennis é só uma das 23 personalidades dentro da cabeça de Kevin (James McAvoy). Entre uma ou outra tentativa de fuga, a mais espertinha (e também mais esquisita) das meninas, Casey (Anya Taylor-Joy), descobre que a zica mesmo vai acontecer quando a besta chegar, ou quando a personalidade número 24 tomar conta do corpo de Kevin.
    

Fragmentado é uma história singular que dá muito certo pelas atuações do elenco e por surpresas que aparecem no decorrer de todo o filme, inclusive na última cena. Este final é mais uma prova do talento de contador de histórias do diretor e um puta motivo para ficarmos atônitos.



Imaginar os próximos passos já seria fácil após assistir o filme. Escrever este texto com 3 meses de atraso então, é muito injusto fingir alguma previsão. Por isso, vou terminar com uma informação. Shyamalan praticamente terminou o roteiro do terceiro filme deste universo.... repare que eu não falei em nenhum momento qual foi o primeiro...


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Fantasma


A história da fera aí todos conhecem. Os apelidos “O espírito que anda” e “O Homem que não pode morrer” também são bem conhecidos. Agora, o difícil é conhecer alguém que fale bem da adaptação cinematográfica de 1996, estrelada por Billy Zane. Reparou que eu não indaguei o conhecimento do filme, né? Minha procura é por alguém que tenha gostado da bagaça.

Tudo começa em meados do século 16 quando um jovem sobrevive a um ataque de piratas e vai parar na ilha de Bengala. Lá ele é treinado a enfrentar o mal e se torna o famoso Fantasma com seu anel de caveira. Obviamente, de imortal o personagem não tem nada. O segredo é simplesmente andar com máscara e passar a tradição de pai para filho.


Assim como nos gibis, a história do filme é focada no 21º Fantasma, Kit Walker (Zane). O herói descobre que mercenários ligados a uma antiga seita (que tem relação com o Fantasma) estão procurando misteriosas caveiras. Paralelamente, um antigo amor da faculdade, a aventureira/jornalista/mocinha do filme, Diana Palmer, é sequestrada em Bengala enquanto investigava um estranho milionário, Xander Drax (Treat Williams). Uma chance para adivinhar quem salva a donzela....

Depois do salvamento, Kit resolve ir para Nova York para investigar o que está acontecendo. A trama se revela muito mais apocalíptica e ligada ao passado do atual Fantasma. Claro que como um bom filme de sessão da tarde, nenhum gargalo é suficiente para desbancar nosso herói.

Acho que as últimas linhas do parágrafo acima resumem bem do que se esperar desta adaptação. Um filme de sessão da tarde que deve ter sido usado muitas vezes para embalar o sono de estudantes que acordavam cedo ou que estavam matando aula.    

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Doutor Estranho

Doutor Estranho é  a franquia mais estranha deste universo de filmes Marvel (foi mais forte que eu).

É que não há quase nenhuma integração com os demais filmes da casa (a exceção são as joias do infinito), ao contrários da maioria dos longas da Marvel, além de escassas referências à mitologia que cerca o herói. 

Talvez seja assim porque Doutor Estranho foi o primeiro filme a sair após a dissolução do comitê do estúdio, que reunia o alto escalão dos quadrinhos. Talvez porque o personagem nunca esteve entre os mais populares da editora, um privilégio restrito a Homem-Aranha, Wolverine e Capitão América.

O visual do filme é espetacular, se sobrepondo inclusive ao roteiro, que segue à risca a chamada jornada do herói. Vem daí a sensação de que são os elementos visuais que fazem o filme deslanchar.
Feitos no rigor dos detalhes, resultam em uma viagem eletrizante recheada de artes marciais e efeitos psicodélicos.

Assim, ajudam e muito a retratar a jornada de Stephen Strange, um cirurgião arrogante, em busca de um novo caminho após ter as mãos arruinadas em um acidente automobilístico.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Double Dragon


Empolgado, por recentemente relembrar alguns clássicos da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa, eu resolvi continuar nesta toada com mais um filme marcante da minha infância. Ou seria adolescência? Não sei, deixa eu pesquisar aqui no Wikipedia.... hum... eu estava certo. Infância mesmo.

O universo Double Dragon, para quem não sabe, foi criado originalmente para o mundo dos games (NES, Master System, Mega Drive e etc). O sucesso fez a bagaça expandir para outras frentes como quadrinhos e desenho animado, além de outros jogos como o crossover com os Battletoads. Para celular também é possível encontrar algo dos irmãos Lee.

O filme, que também foi mais uma aposta para ganhar dinheiro com os personagens, não é lá essas coisas, mas possui aquele charme. Não confundir com a série Charmed que a Alyssa Milano também fazia...ok, essa foi péssima. Vou começar outro parágrafo para este se tornar inútil.

A trama do filme é um pouco diferente dos games. Os irmãos lutadores, Billy Lee (Scott Wolff) e Jimmy Lee (Mark Dacascos), vivem num futuro onde a polícia comanda o dia e os bandidos à noite. Os dois vivem com a sua mãe adotiva, Satori, que além de cuidar deles, também toma conta da metade de um medalhão mágico.


Para dar uma sustância na história, a outra metade está com o vilão do filme, interpretado pelo eterno T-1000, Robert Patrick. Cada medalhão possui uma habilidade específica, mas juntos eles concedem grandes poderes ao portador. Para evitar que ele caia em mãos erradas, os irmãos Lee contarão também com a ajuda de Marian (Alyssa), filha do chefe da polícia e líder de uma gangue de vigilantes.


Esta versão cinematográfica pode não ser um primor de trabalho bem feito, mas tenho certeza que todos que jogaram este bendito jogo assistiram e gostaram. Depois de muitas noites jogando em dupla (e morrendo bastante), você cria uma relação de afeição com os personagens e a história. O filme é uma continuação deste carinho. Difícil explicar em palavras. Fico até comovido. Ou não. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Esporte Sangrento


Com os Jogos Olímpicos relembramos, mesmo que por um breve período, a importância do esporte na formação de crianças e adolescentes. O que muita gente não sabe, é que vários filmes do extinto Cinema em Casa (SBT) compartilhavam essa ideia de forma magistral. Aquele horário mágico, de segunda a sexta, entre 14h30 e 16h30, reservava algumas boas lições de vida para quem não se perdia nos braços de Morfeu, depois de acordar cedo para ir ao colégio.  Eu praticamente escrevi um parágrafo inteiro no estilo “Lero Lero” só para tentar explanar a importância deste clássico filme de artes marciais. Espero que tenha dado certo.  

Estrelado por Mark Dacascos, Esporte Sangrento está naquele hall de filmes que guardamos no lado esquerdo do peito que juntam pancadaria com frases de efeito. Eu estava tentando segurar até o final do texto, mas têm como não gostar de um filme onde o vilão fala “Eu nasci e fui criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro”? Eu acho impossível não gostar de algo assim.


A história é impressionante. Louis Stevens (Dacascos) é um soldado que aprende a nossa Capoeira após ficar um tempinho no Brasil. Ao retornar para os EUA, Louis precisa usar seus conhecimentos marciais para bater em alguns bandidos que estão em seu antigo colégio. Impressionado, o diretor do colégio convida o soldado para dar aula de capoeira para os alunos.



Com suas habilidades, Louis cativa os alunos e irrita o criminoso Silverio (criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro), que coincidentemente também luta capoeira. Apesar da trama um pouco óbvia (resolver tudo numa grande luta final dentro de uma roda de capoeira), Esporte Sangrento merece todo esse revival elaborado pelo MDZ. Nossa equipe acredita que Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a crescente influência da mídia talvez venha a ressaltar a relatividade do levantamento das variáveis envolvidas (agora sim eu usei o Lero lero).

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Esquadrão Suicida

É ruim, mas é bom.
Fim

Espera. Calma. Se eu não redigir pelo menos dez linhas deixo de receber meu salário de frila fixo do blog (cinco refrigerantes Cini Gengibirra).
Sigamos para a crítica.

Esquadrão Suicida traz para as telonas uma história de desastre em formato de clipe da MTV.
Ágil, esse modelo privilegia a parte estética e ajuda durante a apresentação dos personagens, não tão conhecidos até entre leitores dos quadrinhos.




Outra particularidade diz respeito aos bastidores do filme, que teria sido editado e reeditado várias vezes, em consequência de uma briga entre estúdio e diretor.

Conta-se: chegaram a existir três versões diferentes do filme com praticamente as mesmas cenas, o que é uma baita feito de edição, mas não tão grande para o trabalho de contar uma história com nexo. Como seria se a trama seguisse o plano original? Nunca saberemos.

Ainda assim, Esquadrão Suicida é melhor que Batman V Superman, o outro longa do universo de filmes da DC. O que não é uma tarefa árdua, já que só de ter uma história com começo, meio e fim já é melhor.
Uma bula de remédio? Melhor que Batman V Superman.

Arlequina, Pistoleiro e Amanda Waller ditam os rumos da história e formam uma espécie de trindade dos vilões porém de vez em quando heróis. No geral, é um filme um pouco ruim, porém um pouco divertido. Se o leitor não conferiu nos cinemas, pode ficar ligado que em alguns anos estará na lista de sucessos da Sessão da Tarde.






Salário garantido

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dois Caras Legais


Não é muito raro eu perguntar para alguém se viu tal filme e ela me olhar com aquela cara de “não sei do que você está falando”. Comento isso porque eu passei por esta situação umas três vezes com “Dois Caras Legais”. Juro que nestas horas eu me pergunto se eu assisto muitos filmes ou se eu posso considerar a maioria das pessoas que eu converso como “lixos cinematográficos”. Melhor dizer que isto não é uma crítica para evitar que alguns leitores do “Caçadores de Zumbis” fiquem chateados.

Dois Caras Legais apostam muito de suas fichas na dinâmica entre os protagonistas. Russel Crowe e Ryan Gosling ditam o movimento do filme (não é um texto sobre futebol), mas contam com a ajuda de coadjuvantes essenciais para que a história seja interessante do começo ao fim. Além disso, roteiro e direção ficam a cargo de Shane Black, que realizou o ótimo Tiros e Beijos. Acho que vale lembrar que ele também fez Homem de Ferro 3, apesar que para mim isso é um demérito.


Gosling é o investigador particular Holland March, contratado para encontrar uma garota desaparecida, enquanto Jackson Healy (Crowe) é um mercenário ou algo do tipo contratado pela garota para intimar March a não encontrar ela. Confuso? Um pouco. Pouco é também o tempo que demora para que os dois personagens juntem forças para resolver o caso. Principalmente porque a resolução do mistério envolve muito dinheiro e um pouco de sensação de fazer o certo. O que eles não desconfiavam é que estavam no meio de uma conspiração parecida com o do filme Uma cilada para Roger Habbit


Ainda fazendo algumas referências, este filme me lembrou bastante o Vício Inerente do Paul Thomas Anderson (anotação mental – escrever também sobre este). Apesar de ter menos drogas, o personagem de Ryan Gosling parece beber da mesma fonte de Joaquin Phoenix. Isso obviamente significa uma grande dose de gargalhadas. Este filme com certeza merecia que mais espectadores o assistisse e também uma crítica um pouco mais dedicada de minha parte. Mas vai por mim. Vale a pena assistir.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

É o Fim


Imagina se você tem uma galera de amigos e todos fazem muito sucesso em Hollywood. Não que sejam os melhores atores, mas seus filmes dão ótimos lucros aos estúdios. Qual seria o seu próximo passo? Se a sua resposta foi juntar seus “manos” para fazer um filme de gozação, onde um tiraria sarro do outro, você acertou. Agora se você disse tudo isso e acrescentou um fato apocalíptico, você é o Nostradamus ou já viu esse filme.... (anotação mental, checar se os leitores mais novos entendem citações de Nostradamus).
É o Fim é justamente isso. O fim. A melancólica chegada ao apocalipse da raça humana.  Onde finalmente todos serão julgados para ver o seu destino final... o céu ou o inferno. Assustador? Para Seth Rogen, James Franco, Jonah Hill, Jay Baruchel, Craig Robinson e Danny Mcbride é só mais um acontecimento para tirar ótimas risadas da audiência, rever alguns amigos e, claro, usar drogas livremente.

O filme começa com o ator canadense Jay Baruchel viajando para Los Angeles para se encontrar com seu grande amigo, Seth Rogen. Apesar da ideia ser um encontro somente entre os dois, Rogen convence o amigo a ir numa festa na casa de James Franco. Na baladinha, regada a muitas drogas e bebidas, as participações especiais são o grande destaque. Elas vão de Rihanna até Michael Cera (Super Bad).

Entre uma piada e outra, fatos estranhos começam a acontecer. Terremotos remexem a terra e misteriosos raios azuis começam a sair do céu levando algumas almas boas com eles. Com todo o caos instaurado, só resta uma alternativa aos colegas, se trancar na casa de Franco enquanto esperam socorro.
Com a demora da ajuda, a situação começa a ficar mais preocupante e também mais engraçada. As piadas continuam (dentre elas rola uma sequência de “Segurando as Pontas”), mas as desconfianças entre eles aumentam ao mesmo tempo em que a fé na religião (aquela que só aparece em momentos tensos) aparece. Com a certeza que estão presenciando o fim da humanidade, os jovens não conseguem entender por que não foram escolhidos ainda para subir ao céu.

Encarar esse filme como algo tosco é extremamente necessário para você gostar dele. Se você parar para pensar (PPP), isso é fácil. A vida real é cheia de momentos assim. Quando estamos com nossos melhores amigos falamos muitas besteiras, piadas sem graças, considerações que somente alguns entendem e mesmo assim, não existem momentos mais divertidos que esses. A diferença brutal é que os amigos aí no filme são atores muito bem pagos que estão recebendo para fazer o que fazemos de graça em vários momentos (sem a parte do apocalipse).

Fato curioso: Esse foi o ultimo filme alugado na Blockbuster antes da loja fechar eternamente)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Exterminador do Futuro – Gênesis


Vou quebrar a ordem de posts antigos do blog para incluir finalmente um filme novo! Nada mais justo do que escrever sobre um que mexe justamente com essas questões de espaço e tempo melhor do que qualquer outro...ou, simplesmente, bagunça demais as nossas linhas cronológicas de raciocínio lógico. Complicado? Se a resposta for sim eu respondo “igual a este quinto filme do Exterminador”.
Exterminador do Futuro – Gênesis demostrou a incapacidade da série em seguir adiante utilizando as histórias dos outros filmes. Para isso, foi criado um passado alternativo da história clássica “Kyle Reese volta ao passado para salvar a mãe de John Connor”. Foi isso mesmo. Virou quase um remake. Só não é porque eles inventam algumas pegadinhas ao longo do filme. Mas, uma coisa eu preciso deixar claro antes de continuar é que essa mudança da história original não significa que o filme é ruim.

O filme começa em 2029 quando a resistência está aplicando seu golpe final contra as “Máquinas”. Percebendo que irá perder a guerra, Skynet envia um exterminador de volta ao tempo para matar o mal pela raiz (exterminar Sarah Connor, mãe de John Connor que neste filme é interpretado por Jason Clarke). Kyle Reese (Jai Courtney) é o escolhido para ajudar a mamãe Connor e no briefing ele recebe a informação que ela era muito frágil, que não sabia se cuidar e blablabla.


Quando Reese volta a 1984 ele percebe que algo está muito errado. O primeiro exterminador foi liquidado por uma Sarah Connor (Emília Clarke) toda valentona e amiga de outro exterminador (agora o nosso querido Arnold Scwarzenegger), que foi enviado para salvar ela quando criança. Conclusão? Temos um remake.


Em determinados momentos, o roteiro tenta explicar o porquê de algumas mudanças, mas utilizam teorias muito científicas que nem mesmo os próprios personagens entendem. Até mesmo a velhice de Arnold tem uma explicaçãozinha. O inacreditável é que mesmo depois disso, eu continuo achando o filme bom e recomendo para quem gosta do gênero. E, para concluir, tenho certeza que ele terá continuação. Minha dedução genial vem simplesmente porque algumas perguntas não são respondidas e por causa da cena pós-crédito. Sim, aguardem antes de ir embora correndo. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo


Sinceramente. Quantas pessoas conheciam essa história antes do filme? Eu, sem medo de parecer ignorante, não tenho vergonha em dizer que não fazia a menor ideia de quem eram os irmãos Schultz, John du Pont ou quais são as regras da luta greco-romana. A tal história que chocou o mundo eu conheço agora, as regras do esporte, eu continuo na mesma.

Foxcatcher é dirigido por Bennett Miller, o mesmo diretor de Capote e o Homem que mudou o Jogo. Por sinal, quem assistiu Capote pode identificar um jeito bem similar de contar as histórias se apoiando em grandes atuações dos atores principais. Enquanto em Capote a grande estrela era Philip Seymour Hoffman (vencedor do Oscar), em Foxcatcher o destaque fica para Steve Carell e Mark Ruffalo.

A história do filme já começa após os irmãos Mark (Channing Tatum) e David (Ruffalo) serem campeões olímpicos nos Jogos de Los Angeles (1984). Mesmo com a medalha de ouro, Mark não é muito reconhecido pela conquista e vive a sombra de David (mais velho e treinador).

Num certo dia, Mark recebe uma misteriosa ligação chamando-o para uma reunião com John du Pont (Carell). Até sair de sua casa, o lutador não faz a mínima ideia de quem era John. Multimilionário, herdeiro de uma das famílias mais tradicionais dos EUA e apaixonado por luta greco-romana, Du Pont quer criar sua própria equipe para respeitar os valores da América e se tornarem a maior potência do esporte.


Com muito dinheiro e com um carisma que atinge umas amebas sem cérebro, John Du Pont consegue convencer facilmente que Mark entre para a equipe Foxcatcher. Só que o mesmo não acontece com David. A parceria até que rende frutos. Mark consegue ser campeão mundial, mas após o título ele começa a se perder nas drogas (fornecidas por Dupont).


Para tentar reviver o sonho original da Foxcatcher, John du Pont consegue convencer David de finalmente se juntar a equipe e assim  ajudar Mark da melhor maneira possível. O problema é que não precisa ser muito adivinhão para perceber que as relações entre todos são péssimas. Mas o que está ruim, pode se tornar muito pior. Ainda mais com alguém que acha que qualquer vida pode ser comprada.