domingo, 26 de junho de 2011

Passe Livre

Relacionamentos as vezes são um pé no saco, principalmente quando chegam no terrível ponto da comodidade. Um relacionamento sem surpresas traz sentimentos ruins para o casal, cria uma incrível sensação de perda, algo que nem o amor incondicional consegue enfrentar. Os irmãos Farrely, famosos pelas suas comédias desbochadas como Debi & Lóide e Quem vai Ficar com Mary, resolveram usar este tema fatal para dar um toque sério para o seu novo filme. Passe Livre é um filme com piadas pesadas, e as vezes nojentas, mas com certeza existe um conteúdo e algo para se aprender atrás de tantas risadas.


Rick (Owen Wilson) e Maggie (Jenna Fischer) são um casal comum, casados há 20 anos, dois filhos, casa própria e amigos legais, todas estas conquistas e falta de novos objetivos levaram o casal a chegar ao terrível ponto da descoberta da comodidade. Antes que acontecesse alguma tragédia, eles resolvem se dar um Passe Livre, uma semana para fazerem o que quiserem, algo do tipo de psicologia inversa, apoiados da certeza que os seus respectivos corações e ações ajudem com o futuro do relacionamento.



Para ajudar na aceitação do passe, Fred e Grace, os melhores amigos do casal, resolvem aderir também à idéia da semana livre. Enquanto as mulheres vão para a praia, os homens se mudam para um hotel e começam as preparações para as loucuras que eles tanto desejavam enquanto casados. Na semana eles vão descobrir que o pique deles não é mais como de antigamente, as depravações e encontros sexuais que eles tanto desejavam são deixados de lado por costelas, bolinhos de maconha, xavecos mal feitos e saúde precária. Mesmo com tantas situações, os dois casais terão a oportunidade de ficar com outras pessoas, mas quais serão as escolhas de cada? Assista ao filme...rs


Soluções para salvar um relacionamento são todas válidas, desde que sejam positivas, é melhor tentar e falhar do que pensar depois que o casal poderia ter tido tudo e por falta de tentativas o amor virou uma lembrança nas profundezas do desespero. Viver com aquela sensação de perda de fôlego chamada de amor incondicional é algo que vale muito a pena lutar.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

X-Men - Primeira Classe


Dotados com grandes poderes, os mutantes do universo Marvel continuam com a sua evolução nos cinemas. Bryan Singer, agora como roteirista, entrega o bastão de diretor para Matthew Vaughn (Kick Ass). A dupla escolheu, e escolheu bem, contar a origem do famoso grupo mutante da Marvel. A ascensão e destruição da amizade entre Charles Xavier e Magneto são o mote principal desta aventura retro que no final das contas se revelou surpreendentemente melhor que os três primeiros filmes.


Como era de se esperar, o filme conta as origens de Charles Xavier (James McAvoy) e Eric Lehnsher, o Magneto (Michael Fassbender), que desde a infância no campo de concentração descobriu os seus poderes e os sentimentos de ser diferente e como conseqüência ser exterminado por isto.



Enquanto Magneto trilha o caminho da vingança contra nazistas fugitivos, Xavier aprimora os seus conhecimentos sobre mutações. O destino unirá os dois quando Xavier é contactado pela agente Moira Mactaggert para ajudar na captura de Sebastian Shaw (Kevin Bacon), membro do Clube do Inferno e assassino da mãe de Eric...


Os dois recebem ajuda do governo americano para capturar Shaw, entram em cena a primeira classe dos X-Men; Destrutor, Banshee, Fera, Darwin e Angel. Com Xavier e Magneto como professores, os jovens pupilos aumentam as suas habilidades para estarem prontos para o confronto final contra Shaw e ainda por cima evitar a terceira guerra mundial.


Os diferenciais de idéias entre Xavier e Eric são nítidos ao longo do filme, Charles sempre tenta conter o espírito e ações de Magneto, mas no final das contas, como já sabemos o que acontece no futuro, os dois mostrarão que a aceitação da espécie mutante pode ser disponibilizada de várias maneiras. Escolha o seu lado da moeda!



domingo, 19 de junho de 2011

Se Beber Não Case 2

Como realizar uma continuação de um filme que foi simplesmente foda? O diretor Todd Philips escolheu por repetir a mesma fórmula do sucesso anterior; ressaca, desaparecimento e piadas que levam a extremos absurdos. O resultado desta escolha do diretor? Um filme engraçado, mas não sensacional que nem o primeiro.

Nesta sequência, Phil (Bradley Cooper), Doug (Justin Bartha) e Alan (Zach Galifianakis) vão até a Tailândia para o casamento de Stu (Ed Helms). Na noite anterior do casório, os amigos junto com o novo cunhado de Stu resolvem fazer uma fogueira inocente na praia em vez de uma despedida de solteiro, toda essa preocupação é simplesmente porque Alan está presente...depois de algumas cervejas fechadas e marshmallons vem a famosa cena de acelerar a imagem....


Phil, Stu e Alan acordam em outra cidade, eles estão em Bangcoc, as conseqüências agora são; uma tatuagem a lá Mike Tyson em Stu, Alan careca e cunhado desaparecido. As pistas? Um dedo, um macaco e Leslie Chow, sim, de seqüestrador do primeiro filme a companheiro de balada. Não preciso dizer nas próximas linhas o que vai acontecer, a certeza é que muitas risadas virão. Ah, é claro, até a cena final é idêntica ao primeiro.

A fórmula ficou claramente batida, até o diretor viu isto pois já vazou alguns rumores sobre o próximo filme, quando pensamos no gordinho (Alan), chamamos ele de louco, pois bem, na próxima sequência ele vai parar no hospício e seus “melhores amigos” vão tentar tirá-lo de lá. Eu já achei incrível, usar estes personagens numa história diferente, seria como colocar um personagem da Marvel no universo DC....que comparação nerd...


terça-feira, 14 de junho de 2011

Comportamento Suspeito

Muito da nossa personalidade é definida nos anos de porralouquice da adolescência. Estudos e boas notas são deixados para trás quando descobrimos alguns prazeres que fazem nos lembrar que nem sempre somos bons garotos. É claro que quem sofre mais neste período são os pais, pensam que seus bebês grandinhos não tem a capacidade de definir o certo do errado e rezam desesperadamente para estes anos de agonia passarem o mais rápido possível sem nenhuma consequência grave. Pelo menos foi assim comigo...rs

Comportamento Suspeito é um filme envolto com esta temática. Após o suicídio de um dos seus filhos, a família Clark tenta seguir a sua vida partindo para viver numa cidadezinha no interior dos EUA. Logo em seu primeiro dia na escola, Steve Clark (James Marsden) descobre que o seu novo colégio é igual a qualquer outro. Os alunos se dividem em grupinhos; rockeiros, skatistas, nerds e atletas são os rótulos da vez. Steve também conhece Gavin (Nick Stahl) e Rachel (Katie Holmes), os dois não se encaixam em nenhum grupo, o que faz Steve começar a andar com eles.


Com o passar dos dias, alguns fatos estranhos começam a acontecer na pequena cidade. Alunos considerados maus elementos se tornam atletas e bons moços de um dia para outro. Estes acontecimentos levam a Gavin contar para Steve a sua teoria de conspiração estudantil. Steve obviamente não acredita em nada, mas os seus olhos não mentirão quando ele ver que o próprio Gavin virou um playboyzinho certinho. Steve e Rachel terão que descobrir juntos que diabos está acontecendo antes que eles sejam as próximas “vítimas” e se transformem em pessoas que frequentam loja de iogurtes e praticam boas ações.


Eu não estou querendo afirmar que as pessoas que fazem boas ações são chatas, eu só acho que não dá para ser assim 100% da vida. Uma vida sem erros e só com acertos seria banal e monótona. Com certeza antes de morrer uma pessoa assim chegaria a conclusão que nunca viveu de verdade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Padre

Depois de uma interessante parceria em Legião, o ator Paul Bettany e o diretor Scott Stewart se juntam novamente para esta adaptação do famoso quadrinho coreano, Padre. Como a primeira parceria, este filme surpreende pela qualidade e tenta criar um começo para que ocorram futuros filmes, é claro, dependendo dos resultados de bilheteria.

No filme, o nosso planeta é testemunha de uma eterna guerra entre humanos e vampiros desde os primórdios tempos. Quando estávamos para perder a guerra, a igreja criou um exército com habilidades únicas e mortais para os vampiros, chamados de Padres. Este pequeno BOPE da igreja virou a maré da guerra e ajudou os humanos a conseguirem a vitória. Depois da guerra, a maioria dos humanos vão viver em cidades catedrais enquanto os vampiros restantes são presos em colônias-prisões. Os padres são jogados de lado e tentam viver uma vida reclusa.



O Padre vivido por Paul Bettany tenta seguir com a sua vidinha, mas quando recebe a notícia que o seu irmão foi atacado e sua sobrinha seqüestrada por vampiros, ele resolve trilhar novamente o caminho do guerreiro, mesmo sem a autorização dos sacerdotes que se recusam a acreditar numa volta dos vampiros. O Padre não poupará esforços e mortes estilosas enquanto não descobrir os novos planos dos sádicos vampiros.



Os visíveis erros de roteiro não diminuem a experiência de presenciarmos as incríveis batalhas, o visual futurista misturado com um ar de faroeste cria um clima inédito e cria a vontade imediata de comprar o gibi que inspirou o filme.

domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Piranha 3D

Há tempos eu venho guarnecendo uma lista de filmes ruins, filmes que são tão péssimos que nada se salva, algum dia eu vou soltar esta lista enorme e tenho medo de quem ler. Digamos que agora eu tenho mais um filme para este seleto grupo, Piranha 3D é tão ruim que nem a aparição de trilhões de peitos e mulheres peladas salvam, e olha que o diretor Alexandre Aja filmou o excelente remake de Viagem Maldita.

O roteiro é banal, um terremoto abre uma fenda numa caverna subaquática e libera piranhas pré-históricas, tudo isto acontece numa cidadezinha turística americana, bem quando eles estão recebendo adolescentes no espírito spring break que só querem beber cerveja e transar no famoso lago Victoria.


Os mocinhos do filme são a família local Forester. Enquanto o filho é chamado para ser guia de um diretor de filme pornô e sofre com a sua timidez com garotas e com as atrapalhadas dos irmãozinhos mais novos, a mãe (Elisabeth Shue) é a xerife que tenta salvar a cidade e a sua família das terríveis e odiadas não evoluídas piranhas carnívoras.

Bom, espero que este post seja lido antes que alguém assista ao filme. Ele é tão ruim que o final é igual aos finais de Todo Mundo em Pânico e olha que a minha raiva só aumentou quando eu vi que Richard Dreyfuss, Christopher Loyd e Ving Rhames estão neste “filme”, only shit.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Splice

Filmes que misturam ficção científica com terror precisam de alguns elementos pré-definidos para conseguir atingir o público de um jeito positivo. Eu enxergo duas características imprescindíveis, um monstro que realmente assuste e um roteiro impossível com uma pontada de realidade, pois a realidade é o que traz o medo e o horror...oh o horror.

O filme acompanha um casal de cientistas (Adrien Brody e Sarah Polley) que realizam combinações genéticas entre animais para descobrir curas para as grandes doenças. Depois de alguns avanços, eles resolvem testar a técnica deles com genes humanos sem ninguém saber, brincam de Deus em pleno século XXI, sempre justificando como algo sendo feito para o bem da humanidade. Nesta criação estranha, nasce um ser meio humano e meio animal, chamada de Dren. Enquanto o personagem de Brody tenta matar a criatura, a sua mulher começa a sentir afeto e cria Dren como uma filha, e como as mulheres sempre querem impor as suas vontades, o banana do marido segue com esta loucura mesmo sabendo que está tudo errado.


Com o tempo passando, a criatura vai crescendo e evoluindo, logo o laboratório não se torna um lugar seguro para escondê-la, obrigando o casal a se mudar para um sítio. É claro que o óbvio começa a acontecer, tanto o casal como a criatura começam a mostrar alguns sentimentos e instintos básicos dos humanos, e nem sempre isto traz resultados bons.

Este filme me lembrou um pouco A Experiência, alguns elementos são bem parecidos, desde a necessidade sexual da personagem até os momentos em que ela se parecia tão humana que ficamos com dó. É um filme justo, ele entrega o que procuramos e não engana, seus pontos altos colaboram com a necessidade de assistir coisas bizarras e nojentas.



domingo, 15 de maio de 2011

Velozes e Furiosos 5: Operação Rio

Velozes e Furiosos 5 é a ponte de ligação da franquia com o futuro. Esqueçam os carros tunados ou as apostas mirabolantes para conseguir honra e respeito no mundo das corridas. O negócio agora é viver do lado errado da lei e justificando todos os atos com assaltos mirabolantes em cima de bandidos cruéis e malvados. Resumindo em poucas palavras “Onze homens e um segredo com muita velocidade”.

Depois do final do último filme, Dom (Vin Diesel), Brian O’Conner (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) entram para a lista dos mais procurados da América. Com toda esta perseguição, os três vão parar no Rio de Janeiro onde encontram Vince (do primeiro filme) que está bolando um assalto dentro de um trem para roubar um carro valioso. Durante o assalto, Dom e Brian desconfiam de ser tudo uma armadilha e roubam o carro, eles descobrem um chip com todos os pontos de lavagem de dinheiro do bandido mais “Filha da Puta” do Rio de Janeiro, Hernan Reyes..aí eles poderiam ter colocado um nome menos mexicano, mas tudo bem, eu entendi a homenagem, o ator que interpreta este bandido é o mesmo traficante do clássico A Balada do Pistoleiro.

Voltando ao filme...Sempre com o dilema, em busca da liberdade, Dom e Brian resolvem bolar um plano para roubar todo o dinheiro de Reyes, mas isto não será uma coisa fácil, aí é que entra um trunfo deste filme, eles convocam antigos personagens da franquia para ajudá-los, Romeo (Tyrese), Han (Suang Kang), Tej (Ludacris), Gisele (Gal “linda demais” Gadot), Tego (Tego Calderón) e Rico (Don Omar).


Os Estados Unidos ficam melhores representados ainda no Brasil quando chega ao Rio o policial mais foda que o FBI inteiro, sim, ele, Lucas Hobbs (Dwayne Johnson). O estereótipo anos 80 de Arnold e Stallone desembarca com a sua equipe para capturar de uma vez por todas Dom, Brian e todos os coleguinhas de trânsito deles.

Como eu disse no começo, este filme serve para tirar a franquia de um caminho único, mas não é só isto, a cena pós-crédito traz mais duas personagens antigas e coloca uma possível trama para um próximo filme...detalhe, uma delas me lembra a Fênix dos X-Men...quando todos pensavam que ela estava morta...



Destaques da Semana (08/05 -15/08)

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