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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

The Belko Experiment


O comportamento do ser humano é obliterado todos os dias pelas amarras da vida em sociedade. Essa frase surgiu na minha cabeça numa sexta-feira indo para o trabalho de metrô/trem. De segunda a sexta eu ligo o automático, junto com as minhas músicas, nas logísticas diárias. O escopo deste procedimento está incluso não xingar, bater e matar as pessoas que entram no vagão antes dos outros saírem, empurrões por causa de celular, folgados em assentos especiais e claro, música alta. Esta historinha é só para pontuar/enrolar que em nosso amago temos vontades violentas que em situações extremas podem esquecer o filtro do bom senso....

Longe de pomposos enclaves, a unidade das Indústrias Belko em Bogotá (Colômbia) vive diariamente uma vida corporativa normal. Chefes que acham que são legais, subalternos com preguiça de seus superiores, romances escondidos, paixões não correspondidas e colegas tontos. Coisas mais do que normais. Talvez a única coisa que fuja dos padrões normais sejam microchips instalados na cabeça para eventuais sequestros.....


Finalizei o parágrafo acima com reticências porque obviamente isso não é algo normal. Assim como você chegar ao trabalho e ver estranhos soldados de cara fechada. Foi assim que Mike Milch (John Gallagher Jr.) foi recebido num dia normal de trampo. Para completar a estranheza, todas as saídas do local são fechadas e uma voz pede para os funcionários matarem alguns colegas, caso contrário, acontecerão muitas mortes.


O bom senso se mantem na primeira ameaça, pelo menos até a primeira cabeça explodir (culpa do tal microchip). Com o sangue surgindo e o desespero aumentando, o lado cruel do instinto de sobrevivência surge de forma avassaladora e letal. Ele nasce em muitos funcionários, mas em alguns indivíduos ele já estava lá, esperando um momento para se soltar das amarras.



Esse experimento cinematográfico é escrito e produzido por James Gunn (Guardiões da Galáxia). Me lembrou muito quando Joss Whedon (Vingadores) fez a mesma coisa com o Segredo da Cabana. Talvez seja a liberação dos estúdios para eles fazerem o que quiserem após ambos renderem muita grana para eles. Ou, talvez não.  


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Guardiões da Galáxia Volume 2

Os heróis com menos caráter da Marvel estão de volta para mostrar ginga e salvar o universo do juízo final.

Música. Referências ao universo pop. Muitas piadas. Todos os elementos que fizeram do filme de estreia um sucesso têm espaço na sequência, que mal completou duas semanas em cartaz e caminha para arrecadar bilhão nas bilheterias.

São justamente estes elementos de humanidade que estão ameaçados pela presença do antagonista do filme, a entidade celestial tão obcecada com a própria figura, quanto pouco interessada pelo resto. Por coincidência, o vilão atende pelo nome de EGO.

A nova aventura adiciona caras novas ao elenco, ao mesmo tempo em que explora o universo cósmico da Marvel.

Sobra espaço para algumas esquisitices, piadas que a censura talvez não tenha entendido, pelo menos duas grandes sequências de ação e muitas cenas com Baby Groot, um carismático toquinho de madeira com dois olhões e um pouco de inocência.

Além de cinco cenas pós-crédito, o que deve ser algum tipo de recorde.