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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Coringa



“Você tem o dever com o brasileiro de fazer a resenha do Coringa”. Com esta frase, um grande amigo tentou me convencer a escrever a minha primeira postagem de 2020. Funcionou? Sim. Existe uma pegadinha aí? Claro. Para alguns influenciadores que frequentavam o Barnaldo Lucrécia, a minha opinião sobre o filme fugiu um pouco do grande sentimento positivo que a película causou.

Aqui vale começar um breve resumo da história para causar um pequeno mistério na leitura. Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um homem problemático que vive na famosa Gotham City. Seus problemas psicológicos o afetam tanto que altera toda a sua noção da realidade e suas relações pessoais. Como uma das poucas coisas boas em sua vida, Arthur tenta trabalhar como palhaço enquanto bola ideias para o seu show de stand-up (não precisa ser grande coisa para ser melhor que do Danilo Gentili).

A vida nada fácil de Fleck piora a cada minuto do filme. Ele é despedido, mata alguns burgueses no trem e perde a ajuda financeira do governo para os seus remédios. Paralelamente aos causos do nosso personagem central, a história tenta contextualizar toda a insatisfação existente na cidade.

 Como pequenos raios de luzes salvadores, Arthur descobre que existe a possiblidade dele ser filho do bilionário Thomas Wayne (sim, pai do Baaaaatman) e, seu grande ídolo, o apresentador de TV Murray Franklin (Robert De Niro), o convida para ser entrevistado ao vivo. O que vem a seguir, é toda a consequência de tudo que aconteceu com Arthur, um personagem mais do que problemático.


Obviamente contei de uma forma bem resumida o que acontece na trama. Eu admito que realmente achei o Coringa um filme bom. O mistério da minha opinião é que não achei uma história tão fantástica. Claro que a atuação do Joaquin vai levar o Oscar. É justamente isso que fez tantas pessoas gostarem do filme e ignorarem as cópias de outros filmes que o diretor Todd Phillips fez e, principalmente, a esperteza em colocar em dúvida diversos acontecimentos. De uma forma geral, cada uma pode achar o que quiser sobre certas coisas que aconteceram no filme. Isto para mim é golpe.       


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Você Nunca Esteve Aqui



Lembra da machadinha do Mel Gibson no filme O Patriota? Pois então, agora somos apresentados ao martelo de Joaquin Phoenix. Sem dó e piedade a ferramenta é usada como uma arma mortal pronta para acabar com os malvados do filme. Adiantei-me um pouco, né? Vamos de novo.

Você Nunca Esteve Aqui conta a história de Joe (Phoenix), uma espécie de detetive particular especializado em crianças desaparecidas. Traumatizado pelo seu passado pesado, que vamos descobrindo através de flashbacks e ataques de loucuras, o investigador demonstra não ser nada normal desde a primeira cena (o ritmo do filme ajuda muito também a chegarmos nesta brilhante conclusão). Suas enraizadas tendências suicidas são demonstrações claras que algo grave aconteceu no passado.


Esse comportamento nada convencional vai piorando em cada fato que acontece na vida de Joe. Principalmente quando ele se envolve no novo caso para encontrar a filha de um Senador. Obvio que política misturada com toda essa loucura e violência não são uma boa mistura e as consequências serão devastadoras para todos os lados da história.


É muito inevitável assistir Você Nunca Esteve Aqui e não se lembrar de Driver, de Nicolas Winding Refn. Tem música parecida, personagens quietos e uma aura de filme que quer fazer o espectador pensar um pouco em meio a tanta violência. As vezes assistir filmes perturbados assim são bons para nunca esquecermos que a vida não é um mar de rosas e que existe muita coisa ruim sim neste planeta que chamamos de Terra.


Que final deprê deste texto...