sexta-feira, 27 de abril de 2012

American Pie – O Reencontro



Nunca esperei que algum filme da série American Pie fosse para ser levado a sério. Esperei sempre risadas e muitas maluquices envolvendo sexo, o grande tema de todos os adolescentes e de vários adultos (781). Mas com o decorrer dos anos, fiquei meio chato e crítico, eu não consigo assistir este filme e não pensar: Já que todos os personagens estão de volta e rola um dinheiro por trás, não poderia ter um roteiro mais amarrado que unisse os personagens e suas respectivas histórias de um jeito mais digno e não tão jogado? Jim e seus amigos mereciam algo melhor, seu pai não...aprovei o destino dele...ahha..vamos à sinopse...

Depois de 13 anos do primeiro filme, a trupe original se une para um encontro escolar, aquela festividade típica que o facebook nos proporciona e que nos EUA é tão normal quanto ser gordinho. Enfim, Jim (Jason Biggs) continua casado com Michelle, só que agora eles tem um filhinho de 2 anos e a vida de adulto não é tão sexualmente ativa quanto eles pensavam. O restante mudou bastante, OZ (Chris Klein) é um apresentador de TV que namora uma loira modelo burra, Kevin é um decorador de casas que assiste seriados femininos com a sua mulher e Finch continua sua trajetória de descobrir o mundo e suas particularidades(será?). O único que não mudou tanto foi Stifler (Seann William Scott), ele continua sendo um babaca, adjetivo que o transforma no ponto chave do filme.

Bom, o resto é meio óbvio, os problemas da vida adulta atingem todos, pelo menos os pequenos problemas que o filme mostra. Além destes empecilhos, existem os confrontos com os jovens atuais, a tentação feminina com novos e antigos amores. Algo normal para esta rapaziada que no fim das contas refletem um pouco da personalidade dos novos adultos de hoje, se é que vocês me entendem.


O reencontro realmente acontece com todos os personagens principais e secundários do primeiro filme, mesmo que seja em uma breve cena, que foi exatamente o que me deixou com os questionamentos do começo do texto... enfim, não espere uma mensagem séria que se encaixe com a realidade, vá assistir sem pretexto e deixe o velho Stifler fazer sua mágica.

domingo, 22 de abril de 2012

Fúria de Titãs 2

Essa continuação foi tão decepcionante que eu demorei um pouquinho para pensar num começo para este texto. Particularmente eu gostei do primeiro filme, achei a versão em 3D fraca e com erros bizarros, mas a história e a reprodução dos monstros e deuses mitológicos foram empolgantes e fizeram o filme ter um lucro muito bom, ou seja, argumentos suficientes para que estúdio e atores voltassem para uma sequência.

Após salvar o mundo e toda a humanidade no primeiro filme, Perseu (Sam Worthington) muda-se para um vila de pescadores para viver recluso e cuidar de seu filho. Mas os deuses obviamente não deixaram seus planos e mistérios para trás. Hades (Ralph Fiennes) e Ares (Édgar Ramirez) juntam-se para tocar o terror no mundo, eles aprisionam Zeus (Liam Neeson) para poderem libertarem o temível Cronos da prisão do Tártaro e transformarem a Terra no verdadeiro inferno.



Com todo este caos, Perseu se sentirá obrigado a empunhar novamente as suas antigas armas, montar em seu cavalo alado e partir para o Tártaro para resgatar o seu pai e assim salvar mais uma vez a humanidade. Apesar de todo o drama, ele terá alguns aliados, a princesa Andrômeda e o semi-deus Agenor embarcarão nesta jornada que redefinirá os novos capítulos da mitologia grega e encerrará, provavelmente, qualquer chance de mais uma sequência.



Este é mais um filme que eu não acredito em como fizeram uma continuação tão ruim, a história é fraca (não se iludir com a minha sinopse acima), mau amarrada e conduzida. É inaceitável que este filme seja tão fraco após misturar mitologia, Hollywood e bons atores. Eu somente posso culpar o roteiro por este fracasso, não enxergo outra desculpa e também não quero perder mais tempo...ahah

quinta-feira, 19 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

A Casa dos Sonhos

Alguns filmes tentam brincar com a minha capacidade de dedução. Não que eu seja um Sherlock Holmes, mas obviamente quando a solução do labirinto psicológico - que eles acham que colocaram a gente – é solucionada no meio do filme, o restante serve para comprovar que a verdade não era o que você imaginava.

Claro que comecei o texto falando isso porque A Casa dos Sonhos se encaixa perfeitamente neste perfil. Se fosse um filme com atores ruins eu entenderia perfeitamente e, talvez, seria mais paciente e benevolente nos meus comentários. Vamos ao filme:

Will Atenton (Daniel Craig) é um editor que resolve abandonar o seu trabalho para ficar mais tempo com a sua família na casa recém-comprada e escrever um livro. Não demora para que fatos estranhos sejam percebidos por Will e sua mulher, Elisabeth (Rachel Weisz). Homens rondando a casa, polícia que não faz nada, vizinhos estranhos e finalmente um ritual macabro no porão feito por adolescentes emos. Will então descobre que, naquela mesma casa, um pai de família, chamado Peter Ward, matou a mulher e suas duas filhas e após os assassinatos foi considerado louco e preso num sanatório para ser solto depois de um tempo por falta de provas.


Temendo pelo pior, Will vai atrás de respostas e o que ele encontra não o agrada em nada e ainda por cima transporta o filme para uma linha previsível. Will e Peter Ward na verdade são a mesma pessoa, Peter criou em sua mente uma nova personalidade porque não acreditava que ele tinha matado a sua família.


Para resolver todo este mistério e chegar logo no final óbvio, uma vizinha bem bonitinha (Naomi Watts), tenta ajudar Ward por não acreditar em sua culpa. Mas será que os dois vão conseguir resolver toda essa trama e finalmente trazer paz para a família Ward?

sábado, 14 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

A Mulher de Preto

Os filmes de terror tentam sempre se reinventar para surpreenderem e assustarem ao máximo. A Mulher de Preto é um filme que tenta um novo artifício, mostrar mais os fantasmas para o espectador do que para os personagens. Diria que o filme levou a sério a questão de entretenimento ao público e esqueceu de avisar o personagem principal que ele estava num filme de terror.

O tal personagem principal deste filme é o eterno Harry Potter, Daniel Radclieff. O jovem bruxo interpreta um pai viúvo advogado chamado Arthur Kipps. Após a morte de sua mulher, ele não consegue trabalhar muito bem e tem numa viagem de negócios a sua última chance de provar o seu valor para o seu escritório.

Arthur precisa somente viajar para o interior da Inglaterra para arrumar alguns papéis de uma antiga mansão que os donos morreram. Parecia uma coisa fácil mesmo quando ele percebe que todos do vilarejo querem que ele vá embora e continuava parecendo algo fácil mesmo quando ele vê o quanto é afastada a mansão.


Harry..ops...Arthur, descobre algumas coisas desagradáveis sobre os antigos donos da mansão e descobre isso vendo fantasmas e mais fantasmas. O que é surpreendente, é a sua tranqüilidade e vontade de resolver tudo em vez de sair correndo e nunca mais olhar para trás..enfim, esse entende de bruxaria e já viu muita coisa para não ficar assustado com qualquer mulher de preto que sempre que aparece mata uma criança.


Vilões idosos...

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Inquilina


Hilary Swank e Jeffrey Dean Morgan na tela. Não, não é mais uma reprise de ‘P.S.Eu te amo’! Pelo contrário, a história em questão está longe do romance água com açúcar e promete tirar o seu sono. Se ela vai conseguir manter você ligado, isso você só saberá no final...

Hilary é Juliet, uma jovem médica bem sucedida e meiga que acaba de terminar com o namorado, com quem dividia o apartamento. Ela coloca um anúncio no quadro de avisos no hospital e, de repente, cai do céu um imóvel belíssimo, num prédio antigo, e por um precinho bem camarada. Mas como isso acontece? O senhorio, praticamente um anjo caído dos seus é Max, interpretado pelo Dean Morgan, dono do edifício. Um homem jovem e solteiro, que vive pra cuidar do avô.



Logo Max se mostra um vizinho extremamente solícito, do tipo que sempre tem uma xícara de açúcar para Dora, espaço no freezer e etc. Juliet, carente, acaba se deixando levar pela cara de bonzinho do moço e se rende aos seus gracejos. Mas ainda ama o ex, então agradece o ombro e o resto amigo do vizinho, mas o dispensa. Para o seu azar, estranhos acontecimentos começam a partir daí. Ela passa a perder a hora todos os dias. Ouve estalos e passos por toda a casa. Acha que vai enlouquecer, até que perceber que não está sozinha (se é que algum dia esteve).

Com um enredo bem costurado, apesar de pouco original, o filme parace não ter erro. Ainda mais com um elenco Hollywoodiano. No entanto, faltou experiência ao diretor finlandês Antti Jokinen em seu primeiro longa. A ideia de misturar o presente com flashes do passado foi boa no começo, mas teve medo de explorar mais o recurso. A fotografia é bonita, mas faltou ousar mais na trilha sonora. Enfim, faltou o frio na barriga. Você vai bocejar e nem vai perder o sono, mas não é o pior filme de todos. Pra um sábado sem sono e sem outra opção na TV, vale a pena.



Gata do Mês (Março/12)


Sonja

Personagem do mês (março/12)


Tenente Bill Kilgore
(Apocalypse Now)


“I love the smeel of napalm in the morning”

Em certa parte do filme Apocalypse Now, o protagonista, capitão Willard (Martin Sheen), comenta que o tenente Bill Kilgore (Robert Duvall) é um daqueles caras que possuí uma aura estranha que cativa as pessoas ao redor e, ao mesmo tempo, o protege de balas. Acho que todos nós conhecemos alguém assim. Alguém cativante e curioso ao mesmo tempo, capaz de liderar e se preocupar até com os mais necessitados. No meu caso, eu lembro de um amigo quando eu tinha 4 anos e morava em Floripa. Só lembro o seu apelido, Tutti, ele era  alguns anos mais velhos que o restante do pessoal e mesmo assim se preocupava com todos, reunia todo mundo, elaborava as brincadeiras e o mais legal, fazia armas com madeira! Uma grande lembrança da minha infância e um exemplo bem legal de pessoa.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Anjos da Lei

Vou começar o texto fazendo algumas pequenas contextualizações. Sim, esta é uma adaptação da série dos anos 80 que tinha o jovem Johnny Deep como expoente e sim, ela é uma adaptação muito boa. Graças ao Omelete eu ganhei mais uma pré-estréia e fui bem cético para ver este filme. Inicialmente só tive o meu pensamento judaico de assistir porquê era de graça, mas aí é que fomos surpreendidos. Anjos da Lei é um filme engraçado do começo ao letreiro, e quando digo engraçado, leia-se muito engraçado. Muito se deve ao roteirista Mike Bacall (Scott Pilgrim) e ao ator Jonah Hill que co-escreveu e produziu o filme.

O filme segue basicamente o enredo da série. Ele começa mostrando Greg Jenko (Channing Tatum) e Morton Schmidt (Jonah Hill) que são totalmente o oposto no colegial, enquanto um é o estereotipo de atleta burro e galã o outro é o gordinho nerd que não fica com nenhuma mulher. Anos depois do colégio, eles se encontram na academia de polícia e se tornam melhores amigos enquanto um apóia o outro em seus pontos fracos.


Depois de se tornarem policiais eles são enviados para patrulharem um parque com suas bicicletinhas. Em uma batida eles descobrem drogas com uma gangue de motoqueiros, o problema é que eles só conseguem prender um deles e como esqueceram de ler os direitos do meliante, ele tem que ser solto. Depois desse fiasco, eles são enviados para a unidade secreta 21 Jump Street que se reúne na igreja do Jesus coreano.

Esta unidade, liderada pelo Capitão Dickson (Ice Cube), tem a finalidade de investigar crimes em colégios e faculdades através de policias disfarçados. A primeira missão da dupla é descobrir os traficantes e fornecedor de uma droga nova que está sendo utilizada num colégio de riquinhos antes que ela se espalhe para o restante da cidade. Por um golpe do destino, ou para deixar o filme mais engraçado, eles precisam fingir que são irmãos e vão morar na casa dos pais super-protetores de Schmidt.



O que vem a seguir é piada atrás de piada. Todas as situações são motivos para tiradas engraçadas e até mesmo ofensivas em alguns momentos. É impagável a inversão de papéis que acontece com Schmidt saindo com os populares e Jenko andando com os nerds do colégio. Acho que não preciso dizer mais nada, já ficou óbvio que o filme é muito engraçado e uma boa pedida para quem puder assistir. Como última informação, parece que já estão planejando uma continuação...assistirei de graça ou pagando!!


domingo, 18 de março de 2012

John Carter – Entre dois Mundos

Imagina você ter uma vida e perder tudo que faz sentido, não ter aquelas poucas coisas que nos dão força no dia a dia e ter que continuar vivendo e sobrevivendo. Reencontrar o seu caminho e seu lugar no mundo pode ser uma tarefa muito dura e até impossível em muitos casos. Edgard Rice Burroughs (1875-1950) usou um pouco deste tema para criar John Carter. O autor do famoso personagem Tarzan, conseguiu criar um herói com as melhores características humanas tendo suas grandiosas aventuras em outro planeta.

John Carter (Taylor Kitsch) é um soldado condecorado que após a morte de sua mulher e filho perde totalmente o rumo de sua vida. Tentando encontrar um novo rumo, ele começa a procurar uma mina secreta de ouro. Durante uma luta entre exército e índios, ele acaba se refugiando numa caverna e lá descobre um medalhão que o transporta para Marte.


O planeta vermelho provoca mudanças em John. Por causa da densidade de seus ossos ele precisa pular para se movimentar, mas a principal mudança é o retorno do herói interior. Depois de conhecer a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) ele acaba se envolvendo numa verdadeira guerra civil. Mesmo fazendo de tudo para voltar para o nosso planeta azul, ele não abandona o seu senso de justiça e braveza para ajudar os seus amigos e interesse amoroso marciano.


As vezes é assim mesmo, perdemos tudo o que importa e precisamos de algo extremo para voltar aos eixos. O problema é quando você fica vivendo do passado e não consegue dar este passo adiante mesmo quando milhões de oportunidades batem na sua porta...enfim, esta é a vida da ficção à realidade.

terça-feira, 13 de março de 2012

Projeto X

Do mesmo jeito que os filmes servem para nos divertir, eles servem para nos empolgar e lembrar de certas coisas que devem ser feitas, neste caso, se for para festejar, faça a melhor festa e zoeira da sua vida, sempre. Todd Philips ficou famoso por ser o diretor de Se Beber Não Case, ganhou fama e reconhecimento por mostrar uma despedida de solteiro inigualável. Desta vez, como produtor, ele substituiu despedida de solteiro por festa de aniversário e inigualável por épico.

O filme começa mostrando o aniversariante Thomas, junto com seus amigos Costa, JB e o emo cinegrafista, Dax, planejando dar um festão. Os garotos acham que precisam fazer algo épico para se tornarem populares no colégio e escolhem o aniversário e a casa de Thomas para tal façanha.


Com o discurso que tudo os tornará populares, eles começam os preparativos para a festa. Usam e abusam de piadas sexuais para atrair as pessoas para a festa, principalmente as mulheres de vestido curto e apertado. Além disto, criam anúncios gratuitos, divulgam em duas rádios e chamam pessoas de outros colégios. Para completar o cheklist eles alugam brinquedos infantis, enchem a piscina de bonecas infláveis, fazem compras no mercado e usam o mercado negro para conseguir drogas e um gnomo.


Obviamente que eu não vou contar o resto, só digo que as coisas mais loucas que acontecem deixariam com inveja o Axl Rose dos velhos tempos.

Olhando de um jeito mais pessoal, este filme não poderia ter vindo em hora melhor. Entre fim de namoros, casos bem sucedidos, e, maus também, as vezes voltamos meio quietos para a farra e isto definitivamente não faz e não deve ser o mote a ser seguido. Enfim, sempre tem uma festa ou balada para reverter este quadro e voltar aos velhos e selvagens tempos.

domingo, 4 de março de 2012

Jack Burton Top 10 de 2011

Bom, não preciso explicar muito. Assim como Quentin e Stephen soltam as suas famosas listas dos melhores e piores filmes, eu também gosto de fazer. Eu sei que alguns podem não concordar e tentar cornetar, porém, este é um país livre e democrático. Na lista dos melhores até tinham outros para incluir, como, por exemplo, A Invenção de Hugo Cabret ou Árvore da Vida, filmes que realmente são muito bons, mas estes que estão abaixo são melhores ainda. Chega de me prolongar e tentar explicar a minha opinião, vamos a lista:

Melhores


Drive
Capitão América
Cavalo de guerra
Millennium – Os Homens que não amavam as Mulheres
X-men Primeira Classe
Planeta dos macacos - A Origem
Contra o tempo
Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras
Sucker Punch
Super 8

Piores


Terror na Água 3d
Cilada.com
Premonição 5
Albergue 3
Caça as bruxas
11-11-11
Besouro verde
A Hora da Escuridão
Gato de botas
Cowboys e Aliens