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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Grandes Olhos


“Os olhos são a janela da alma”. Esse era o argumento que a artista Margaret Keane usava para explicar suas pinturas de crianças com grandes olhos na década de 50. Suas obras de arte eram a única forma que ela tinha de desabafar de seus problemas. Sem facebook, whatsapp e vivendo numa época totalmente familiar e machista, ela não tinha outra opção de válvula de escape. A rigidez da época era tanta, que nem seus próprios quadros ela assinava. Óbvio que uma história curiosa como essa (que eu particularmente não conhecia) não poderia ficar muito tempo longe das telonas do cinema. O encarregado? Um especialista em contar histórias curiosas...Tim Burton.

Fã dos quadros “Olhos Grandes”, Burton não só dirigiu o filme como também ajudou na produção e chamou seu grande parceiro, Danny Elfman, para cuidar da trilha sonora. Completando o time, estão os atores Amy Adams e Christoph Waltz, interpretando o casal principal do filme.

A história é basicamente o que eu escrevi no primeiro parágrafo. Margaret (Adams) resolve se divorciar de seu marido e vai morar em outra cidade com sua filha. Tentando recomeçar sua vida, ela tenta vender seus desenhos para conseguir algum dinheiro. Durante uma feirinha, ela conhece o também pintor Walter Keane (Waltz) e os dois se apaixonam e se casam.


Enquanto sobra talento em Margaret, falta habilidade de vendas. Enquanto com Walter acontece justamente o contrário. Não demora muito para ele perceber que os quadros de sua mulher podem render um bom dinheiro para ambos, desde que ele finja que é o artista responsável. Com o repentino sucesso e os altos ganhos financeiros, Margaret aceita se esconder, mas isso cria uma roda gigante de mentiras e a prende mais uma vez numa vida submissa.    


Quem acompanha os filmes de Tim Burton ao longo dos anos consegue perceber facilmente o seu estilo de cores e cenários e como ele se segurou para criar uma história onde a personagem principal não tivesse escapatória, a não ser seguir os mandos de seu marido. Olhos Grandes é um filme de uma guerreira que precisou lidar com tantas barreiras para alcançar seu único objetivo...ser feliz.

Obs: A cena do julgamento é uma das mais hilárias que eu vi nesse começo de ano.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Homem de Aço


Seja pelos quadrinhos, séries ou filmes, dificilmente alguma pessoa do planeta Terra não conhece a origem do Super-homem. O que estava realmente faltando era uma versão cinematográfica que fizesse jus ao personagem. Como eu disse, estava… A Warner Bros resolveu investir e chamou o diretor Zack Snyder, o produtor Christopher Nolan e o roteirista David S. Goyer para finalmente realizarem um filmaço que contagia desde os fãs mais antigos e cabeludos até as novas gerações.

O Homem de Aço com certeza é o primeiro de alguns filmes que acontecerão nos próximos anos sobre o Super-Homem. Sendo assim, ele precisa dar o passo inicial e contar toda a história de Krypton ao Planeta Diário.

O filme começa com Jor-El (Russell Crowe) alertando os líderes de Krypton que o planeta está à beira da extinção. No meio da discussão, surge General Zod (Michael Shannon) rendendo todos e buscando uma solução mais violenta para os problemas. Jor-El consegue escapar e antes de retornar para casa ele recupera o códex que contém todo o código genético de Krypton e, talvez, a única esperança de salvação. Em seu laboratório, o cientista e sua mulher concordam em enviar seu filho recém-nascido, Kal-El, e o códex para o nosso planeta azul. Zod tenta evitar a partida da nave matando Jor-El, mas é detido e sentenciado a milhões de anos na prisão da Zona Fantasma.


A sequência da trama mistura os dias atuais com a infância de Kal-El. Criado numa fazenda do Kansas, pelo falecido Jonathan (Kevin Costner) e sua mulher Martha (Diane Lane), e sendo chamado de Clark (Henry Cavill), ele tenta levar uma vida normal mesmo enquanto seus poderes começam a se manifestarem ou mesmo quando o destino pede que ele os use. Crescendo com toda essa carga emocional, ele vaga por várias regiões inóspitas para entender o seu lugar no mundo.

Após uma possível descoberta de uma espaçonave congelada no Ártico, Clark parte para investigar e lá conhece a curiosa repórter Lois Lane (Amy Adams) e toda a sua verdadeira origem kryptoniana. Só que, ao mesmo tempo que finalmente ele descobre quem é, o vingativo General Zod retorna da Zona Negativa ameaçando destruir a Terra caso ele não se entregue juntamente com o códex.


Mesmo com todos os seus poderes, Kal- El precisou ser criado por um casal humilde do Kansas para se tornar o Super-Homem. Foram os anos de convivência, aprendizados e trocas que o fizeram ser uma pessoa correta e o tornaram o super-herói admirado e querido por muitos fãs. Na vida real acontecesse do mesmo jeito. Familiares, amigos e conjuges são essenciais na nossa formação. São as nossas experiências que nos moldam e que nos tornam melhores e piores.