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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Batman V Superman - Ultimate Edition

Assistimos a versão estendida de Batman V Superman para que você não precise ver. 
São 30 minutos adicionais de filme. Nenhum para explicar melhor as várias falhas do longa.

Como porquê o Superman encontra Lois Lane em outro continente, mas não parece conseguir achar sua mãe, sequestrada. Ou qual o motivo para o personagem passar quase duas horas calado. A ideia de que o Batman marca os bandidos antes de prendê-los continua boba, até para um filme de super-herói.
Na verdade, são 30 minutos de cenas que a gente compreende o motivo por terem sido cortadas.

Batman V Superman é um filme confuso. Nada faz muito sentido no roteiro, mas a fotografia do filme segue perfeitamente alinhada em um tom que dá para chamar de cinza, também dá para chamar de sábado chovendo com Luciano Huck na televisão.

Superman quase não abre a boca e quando resolve agir ora demonstra um pouco de burrice ora apanha feio. Essa caracterização cria uns efeitos negativos em cascata: qual seria a melhor caracterização para o Lex Luthor, que deveria representar o lado vilanesco do universo do Superman, se o próprio herói não tem empatia com quase nada?

Talvez um personagem que não para de falar um segundo? Gosto da ideia de que esse Lex Luthor seja viciado cocaína e esteja durante todo o filme sofrendo de abstinência, balbuciando umas palavras sem sentido.

Outra ideia é que todos os personagens desse filme são canalhas, incluindo Superman e Batman. Quando o Luthor diz que uma luta entre os dois oporia dia e noite, você fica pensando 'beleza nessa comparação o dia seria quem mesmo?' Não melhora muito o filme, mas pelo menos é um esforço e cria uma ligação com o outro longa da DC, Esquadrão Suicida. que reúne um grupo de condenados para salvar o mundo.
Se nesse universo DC os heróis são uns cretinos que se passam por salvadores por qual motivo os assumidamente vilões não poderiam também bancar os heróis?
Mas esse é assunto para a próxima resenha.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Batman V Superman - Origem da Justiça

Analisar Batman V Superman é uma tarefa complexa.
Se o filme não chega a ser o desastre apontado pela crítica, está aquém do tamanho dos heróis da DC.

A história se inicia durante os eventos mostrados em Man of Steel, mas a partir da perspectiva de Bruce Wayne.

Impotente contra o ataque liderado pelo General Zod, o alter-ego do Batman saca o celular para passar um comunicado aos funcionários da Wayne Tech.
Imagina o e-mail corporativo:

"Caros, como tem uma invasão de extraterrestre a duas quadras da firma tô liberando vocês cinco minutos mais cedo. Segunda-feira vocês compensam.
A direção."

Em duas horas e meia tem espaço para apresentar um Batman atormentado pela morte dos que o rodeiam. Um Superman levemente burro. Um Superman Jesus Cristo. E um Superman excessivamente burro.

Assumindo a missão de apresentar o Universo DC sem repetir as fórmulas dos estúdios concorrentes, o filme toma algumas decisões corajosas e faz algumas apostas ousadas.
Quando dá certo, é um filme ok - a Mulher Maravilha está sensacional.

Assim, ganha três cérebros mastigados - de um total de cinco - de acordo com um conceito de notas que inventei agora pro MdZ.






segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Homem de Aço


Seja pelos quadrinhos, séries ou filmes, dificilmente alguma pessoa do planeta Terra não conhece a origem do Super-homem. O que estava realmente faltando era uma versão cinematográfica que fizesse jus ao personagem. Como eu disse, estava… A Warner Bros resolveu investir e chamou o diretor Zack Snyder, o produtor Christopher Nolan e o roteirista David S. Goyer para finalmente realizarem um filmaço que contagia desde os fãs mais antigos e cabeludos até as novas gerações.

O Homem de Aço com certeza é o primeiro de alguns filmes que acontecerão nos próximos anos sobre o Super-Homem. Sendo assim, ele precisa dar o passo inicial e contar toda a história de Krypton ao Planeta Diário.

O filme começa com Jor-El (Russell Crowe) alertando os líderes de Krypton que o planeta está à beira da extinção. No meio da discussão, surge General Zod (Michael Shannon) rendendo todos e buscando uma solução mais violenta para os problemas. Jor-El consegue escapar e antes de retornar para casa ele recupera o códex que contém todo o código genético de Krypton e, talvez, a única esperança de salvação. Em seu laboratório, o cientista e sua mulher concordam em enviar seu filho recém-nascido, Kal-El, e o códex para o nosso planeta azul. Zod tenta evitar a partida da nave matando Jor-El, mas é detido e sentenciado a milhões de anos na prisão da Zona Fantasma.


A sequência da trama mistura os dias atuais com a infância de Kal-El. Criado numa fazenda do Kansas, pelo falecido Jonathan (Kevin Costner) e sua mulher Martha (Diane Lane), e sendo chamado de Clark (Henry Cavill), ele tenta levar uma vida normal mesmo enquanto seus poderes começam a se manifestarem ou mesmo quando o destino pede que ele os use. Crescendo com toda essa carga emocional, ele vaga por várias regiões inóspitas para entender o seu lugar no mundo.

Após uma possível descoberta de uma espaçonave congelada no Ártico, Clark parte para investigar e lá conhece a curiosa repórter Lois Lane (Amy Adams) e toda a sua verdadeira origem kryptoniana. Só que, ao mesmo tempo que finalmente ele descobre quem é, o vingativo General Zod retorna da Zona Negativa ameaçando destruir a Terra caso ele não se entregue juntamente com o códex.


Mesmo com todos os seus poderes, Kal- El precisou ser criado por um casal humilde do Kansas para se tornar o Super-Homem. Foram os anos de convivência, aprendizados e trocas que o fizeram ser uma pessoa correta e o tornaram o super-herói admirado e querido por muitos fãs. Na vida real acontecesse do mesmo jeito. Familiares, amigos e conjuges são essenciais na nossa formação. São as nossas experiências que nos moldam e que nos tornam melhores e piores.