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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dose Dupla


Depois de uma semana estressante, querendo matar o primeiro ser babaca que eu encontrasse na frente, eu saí do trabalho e resolvi assistir um filme de ação, na vida real ou na ficção, cabeças iam rolar. Por sorte acertei na escolha.  Dose Dupla, aparentemente, era mais um daqueles filmes onde os mocinhos matam todo mundo enquanto fazem piadas infames, na verdade ele é tudo isso, mas acrescente uma história bacana de pano de fundo e dois atores muito bons como protagonistas, Denzel Washington e Mark Wahbelrg.

Os tiroteios… ops… a história começa com os bandidos Robert Trench (Washington) e seu parceiro Michael Stigman (Wahlberg) negociando passaportes falsos, com um grande traficante mexicano, em troca de cocaína. Depois de conseguir dinheiro em vez da droga, descobrimos que Trench é um agente da DEA. Precisando de novas provas, o agente disfarçado decide roubar um banco onde o rei do cartel esconde uma parte do seu dinheiro, de lambuja ele incriminaria Stig e resolveria perfeitamente o caso.


Só que nesta história não existe somente um mentiroso em relação a verdadeira identidade. Após o roubo, Stig também se revela ser um agente disfarçado que está atrás do mesmo traficante. Complicando mais ainda a trama, no banco eles roubaram muito mais dinheiro do que achavam que tinha, o que fará os verdadeiros donos irem atrás dos dois.


A expressão “é uma cilada, Bino” pode ser usada em várias partes do filme. A dupla sobrevive com esperteza e astúcia em cada mudança na trama. Apesar da maioria das surpresas serem fáceis de prever, Dose Dupla foi uma boa escolha, afinal de contas, tiros e explosões sempre ajudam a esquecer o stress da vida real.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Voo



Ser bom em alguma coisa é o primeiro passo para criar uma falsa camada de invencibilidade. A confiança inabalável institui também a sensação de poder total nas mãos, ajudando a transformar pessoas carismáticas em metidas. Neste processo todo, é muito fácil machucar as pessoas que estão ao redor, muitas vezes isto acontece imperceptivelmente, infelizmente. Falando em letras miúdas, a pessoa acredita que é tão foda que se acha acima do bem e do mal, podendo magoar e ferir sem se importar com as consequências. Pelo menos, até acontecer algum fato que mude tudo.

Esta pequena introdução se encaixa perfeitamente em O Voo, novo filme do diretor Robert Zemeckis (Forrest Gump). A trama, cheia de turbulência, mostra a saga de um piloto que mesmo com tanto talento para voar, só consegue seguir o caminho da autodestruição. Nesta história, as fraquezas também são expostas, válvulas de escapes mortais que só trazem tristeza e infelicidade senão forem combatidas.

O filme tem um começo alucinante, somos apresentados ao Capitão Whip Whitaker (Denzel Washington) num quarto de hotel, transando com uma aeromoça, bebendo e usando drogas...assim ele se prepara para mais um voo de Orlando para Atlanta.


Já no voo, após uma turbulência inicial, suas habilidades são comprovadas e passam com louvor, levando o avião para a tranquilidade do céu azul e permitindo que Whip tome um suquinho com vodca e tire uma soneca. Seu sono acaba sendo interrompido por algumas falhas mecânicas e obriga o piloto a fazer uma manobra quase impossível para evitar a morte de todos os passageiros. Apesar do ato heroico, os seus segredos aparecem em testes de sangue e revelam tudo que ele tinha usado. Enquanto a união dos pilotos contrata um advogado para ajudar Whip, o capitão acredita veemente que seus problemas com álcool não interferiram em nada, inclusive acha que nem tem problemas.


Com sua vida sendo engolida pelas consequências de suas decisões e de suas fraquezas, Whitaker lutará não mais para provar sua inocência e, sim, para consertar seus erros para que ele possa finalmente se sentir livre. Arrumar a vida nem sempre é fácil, pelo contrário, é tão difícil que muitas vezes precisa acontecer alguma tragédia ou fato fudido para mudarmos, só que nem sempre existe o final feliz e perfeito dos filmes.