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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os Suspeitos

Um dos grandes problemas dos dias de hoje é o sequestro de crianças. Analisando friamente, o desaparecimento é muito pior do que a própria morte. A incerteza e dúvida do que pode ter acontecido com o sequestrado deve corroer o mais esperançoso dos corações. Pesado o assunto? Pois é assim que Os Suspeitos deve ser encarado.

As vezes é bom assistir um filme mais sério para nos lembrar que a vida não é um mar de rosas. Infelizmente, existem muitos vilões pelo mundo, espalhando o mal e fazendo várias vítimas. Esta maldade fria e sombria e suas consequencias é o grande pilar deste filme.

Tudo começa em pleno feriado de ação de graças. Numa cidadezinha pacata do interior do EUA, duas crianças desaparecem deixando poucas pistas. O policial encarregado do caso, Loki (Jake Gyllenhaal), logo encontra o principal suspeito Alex (Paul Dano), mas não consegue tirar muitas informações porque o jovem tem vários problemas psicológicos.


Sem provas concretas, o detetive é obrigado a soltar o suspeito, o que deixa Keller Dover (Hugh Jackman), pai de uma das crianças, muito revoltado. Obcecados em achar as meninas que sumiram, Loki e Dover seguem, cada um por si, a sua própria investigação. Só que um fica dentro da lei e outro não.



Algumas questões morais são levantadas, principalmente quando paramos para analisar o filme após o seu término. A sensação que fica é que todas as regras e bom senso são deixados de lado quando uma grande tragédia acontece, mas não necessariamente é o caminho certo a ser seguido. Com uma direção sem inventar muito e fazendo seus personagens exporem reações que acontecem realmente, o novato diretor Denis Villeneuve entrega um ótimo filme, fazendo com que o espectador sofra e torça muito durante as quase 3 horas de filme.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Wolverine - Imortal

Os filmes da Marvel abrangem um plano para o cinema muito maior que os filmes da DC. Alguns podem ser de qualidades duvidosas, mas as histórias são quase sempre interligadas, o que torna possível pensar num universo só, quase como nos gibis.

Este segundo filme solo do Wolverine é mais uma prova disso. A história começa logo após os acontecimentos do terceiro filme dos X-Men e interliga com o próximo filme, X-Men – Dias de um Futuro Esquecido. Certeza que daqui a pouco os filmes da DC também terão este planejamento maior….um pouco tardio…mas terão.

Em Wolverine – Imortal, Logan (Hugh Jackman) sofre as consequências de seus atos vivendo isolado. Numa de suas poucas visitas a civilização, ele é contatado por Yukio que afirma trabalhar para um antigo amigo de Wolverine chamado Yashida. A garota conta que seu mestre está morrendo e que seu último desejo é retribuir um favor do passado a Logan. Depois deste argumento tão sentimental, o baixinho peludo topa viajar ao Japão.


Chegando ao país, Yashida oferece o fim da imortalidade a Logan, para que ele possa finalmente descansar em paz após tantos anos de mortes, dores e sofrimento. Obviamente ele recusa e antes que possa mudar de ideia, o patriarca Yashida acaba falecendo. Os problemas de Logan começam no funeral quando a herdeira do clã, Mariko, é atacada pela Yakuza e seus poderes começam a falhar. Mesmo não estando 100%, ele consegue salvar a mulher, mas percebe que entrou numa disputa pelo poder, onde o menor descuido o deixará fatiado pelas lâminas dos ninjas e samurais inimigos.


Wolverine pode ser um dos personagens mais violentos e marrentos da Marvel, mas suas histórias no cinema sempre mostram seu lado romântico. Seja por Jean Grey, Raposa Prateada ou Mariko, o baixinho peludo tá sempre atrás de um rabo de saia. Talvez seja por isso que eu gosto tanto dele! 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis


por Tia Alice

Tia Alice foi assistir “Os Miseráveis”, filme que concorre ao Oscar 2013 em 8 categorias.
Tia Alice adora musicais.
Tia Alice adora o Hugh Jackman.
Tia Alice adora uma boa história.
Tia Alice adooooooooorou “Os Miseráveis”.
Nada como sair da mesmice e ver um filme inteiramente cantado. Tem gente que acha chato e sai no meio. Fazer o quê? Gosto é gosto. E, cá entre nós, o mau gosto anda em alta por aí...

Tia Alice já tinha lido o clássico de Victor Hugo quando era mocinha. E sabia que o sofrimento era um dos ingredientes principais da história, que se passa no século 19, na França, na qual um ex-condenado pela justiça luta para reconstruir sua vida.

A surpresa foi justamente ver como o filme te leva pela história de Jean Valjean, Fantine, Cossete e Javert sem ficar numa ladainha chatolenga. Recria com classe na telona o sucesso do musical do mesmo nome, aplaudido por milhões de pessoas ao redor do mundo.

 A direção de arte é impecável, recriando num tom meio de sonho a época entre duas batalhas sangrentas (Waterloo e os motins de junho de 1832).

O melhor do filme são as interpretações comoventes. Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe e Amanda Seyfried vivem seus papéis com intensidade. E, para sorte do diretor  Tom Hooper  (de “O discurso do rei”), cantam bem.


As risadas ficam por conta do casal falastrão Thenardier, interpretado por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen.  A cena em que batem carteiras na hospedaria é hilária!


Tia Alice, que acredita em vida após a morte e na redenção do bem e dos bons, quase deu vexame no final... Simplesmente arrebatador!