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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas


Um casal de agentes viajantes no tempo e espaço. Um general maluco que comanda um exército de robôs. Uma nave onde convivem harmoniosamente diversos povos intergaláticos com seus uniformes coloridos. Um planeta de seres azuis que vivem em paz e equilíbrio com a natureza. Batalhas entre naves no deserto. Soou familiar? Então você não vai se surpreender com Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, novo filme de Luc Besson (O Quinto Elemento) que estreia hoje nos cinemas brasileiros.

Tá bem, vamos ser justos. Mesmo depois de ter lido em vários lugares que o filme se tornou o mais caro da história da França, com um orçamento de mais de 197 milhões de euros, eu fui surpreendida , sim, com a beleza da produção e a qualidade dos efeitos especiais, que superou em muito outros filmes do gênero.

Mas o mesmo não pode ser dito, infelizmente, da dupla de protagonistas Dane DeHaan (que faz o mocinho Valerian) e Cara Delevingne (Laureline) - faltou química e carisma ali, apesar da tentativa genuína dos dois. Ainda bem que tem gente mais experiente como Clive Owen e Ethan Hawke para dar um gás. E a Rihanna, que foi um dos trechos mais bacanas do filme, outra grata surpresa.



Nem por isso eu achei o filme ruim. Pelo contrário, Besson conseguiu deixar o roteiro bem dinâmico e não me fez roncar perdeu como Lucy. E apesar do final previsível, como boa nerd fã de histórias fantásticas no espaço, eu amei viver por algumas horas as aventuras de Valerian. Queria saber mais dele, porém entendo que não tinha muito onde enfiar ali o histórico dos personagens sem babar na cadeira de novo

Vale o ingresso, então? Vale! E se você curte 3D, dá pra ser ainda mais divertido.



P.S. Depois de ver o longa, fui logo tratar de entender porque eu tudo aquilo me fazia lembrar de Star Trek, Avatar e, em especial, Star Wars. Acontece que a trama é baseada nas HQs Valerian e Laureline, antes Valerian, o Agente Espaço-Temporal, lançadas em 1967, 10 anos antes da saga de George Lucas. Sim, isso mesmo, Lucas bebeu direto da fonte e depois ficou essa confusão. Olha que eu até leio bastante sobre Star Wars, mas essa foi novidade!

Deixo aqui uma tirinha engraçada sobre o plágio as "semelhanças", publicada na revista Pilote. À esquerda temos Princesa Leia e Han Solo, tomando uma com Valerian e Laureline no bar dos aliens. :)






segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Colombiana




Dia de chuva na praia. Nada para fazer? Não para mim. Sempre preparo meu kit chuva antes de viajar. Ele consiste em coisas básicas, porém muito essenciais: Livros, videogame e filmes, muitos filmes que eu não consegui assistir no cinema ou na televisão. Dentre eles estava Colombiana, um filme que eu não esperava muito que deixei para assistir nos últimos dias de chuva..ops..praia.

Logo na capa eu sou surpreendido, produzido por Luc Besson. Será que o diretor francês seria capaz de realizar um filme de vingança sem a qualidade conhecida desde O Profissional? Óbvio que não. Adoro quando eu me engano deste jeito.

O filme começa em Bogotá, Colômbia, onde dois parceiros de crime, Fábio e Don Luis Sandoval, resolvem encerrar pacificamente suas atividades. Ledo engano, no mundo das drogas não existe nada pacífico. Sandoval assassina Fábio e sua mulher, o que ele não esperava é que a filha pequena do casal, Cataleya, sobreviveria e fugiria para os Estados Unidos para viver com o seu tio, Emilio.


Depois de 19 anos, Cataleya (Zoe Saldana) vira uma assassina profissional, supervisionada e treinada pelo seu próprio tio. Enquanto realiza serviços normais de um assassino, ela aproveita seu tempo livre para matar pessoas ligadas a Don Luis Sandoval. Com o FBI e Don Luis investigando as misteriosas mortes, o cerco a Cataleya começará a apertar e sua identidade poderá colocar em risco seus únicos parentes vivos, deixando assim sua vingança cada vez mais dramática.


Histórias violentas alimentadas com mais violência parecem ser uma grande fonte para Luc Besson. Se Colombiana não tem a força e particularidades dos personagens de O Profissional, ela tem sua própria Matilda crescida e pronta para realizar seu único desejo, vingança. Um ótimo filme, não só para os dias de chuva.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Busca Implacável 2


Muitos filmes que fazem sucesso tentam repetir a mesma fórmula em suas continuações. Parecendo uma equação matemática, eles copiam o que deu certo e dão uma repaginada. Temos alguns bons exemplos que ilustram essa minha afirmação como Se Beber Não Case e Esqueceram de Mim *. Estes filmes não são ruins, mas dão a impressão que poderiam expandir seus personagens em outras histórias. Busca Implacável 2 é mais uma continuação que entra para esta seleta lista.

Produzido pelo famoso Luc Besson (O Profissional) o primeiro filme acabou sendo um sucesso inesperado. Além da grana alta, Busca Implacável nos apresentou Brian Mills (Liam Neeson), um agente aposentado da Cia que busca recuperar o tempo perdido com sua filha, ele só não contava que teria que livrá-la de sequestradores da Albânia.

Nesta sequência, Mills continua tentando ser um pai presente, mas ainda lida também com sequestradores albaneses. O filme passa-se na Turquia, onde Mills está trabalhando e sua filha e ex-mulher vão visitá-lo para tentarem ser novamente uma linda e feliz família. Quem não está feliz são os pais dos bandidos do primeiro filme, eles resolvem vingar-se de Mills e também de sua família, o famoso olho por olho e dente por dente.
A novidade neste filme é que o próprio personagem principal é seqüestrado. Porém isso não é um problema, descobrimos rapidamente que foi tudo parte de um estrategema e com suas habilidades Mills conseguirá salvar a pátria, mesmo acorrentado num porão numa casinha velha em Istambul. Acho que podemos definir Mills como um MacGyiver que usa arma de fogo.
Busca Implacável 2 é uma boa sequência. Mas como já anunciaram um terceiro filme, eu me reservo no direito de dar uma última e humilde opinião... espero que parem com este negócio de sequestradores albaneses, vamos mudar este roteiro, senão esta boa franquia corre o risco de ir para o lado escuro da força e se juntar na lista das péssimas continuações, liderada por Jogos Mortais, Pânico e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado.


*MJ