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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Busca Implacável 2


Muitos filmes que fazem sucesso tentam repetir a mesma fórmula em suas continuações. Parecendo uma equação matemática, eles copiam o que deu certo e dão uma repaginada. Temos alguns bons exemplos que ilustram essa minha afirmação como Se Beber Não Case e Esqueceram de Mim *. Estes filmes não são ruins, mas dão a impressão que poderiam expandir seus personagens em outras histórias. Busca Implacável 2 é mais uma continuação que entra para esta seleta lista.

Produzido pelo famoso Luc Besson (O Profissional) o primeiro filme acabou sendo um sucesso inesperado. Além da grana alta, Busca Implacável nos apresentou Brian Mills (Liam Neeson), um agente aposentado da Cia que busca recuperar o tempo perdido com sua filha, ele só não contava que teria que livrá-la de sequestradores da Albânia.

Nesta sequência, Mills continua tentando ser um pai presente, mas ainda lida também com sequestradores albaneses. O filme passa-se na Turquia, onde Mills está trabalhando e sua filha e ex-mulher vão visitá-lo para tentarem ser novamente uma linda e feliz família. Quem não está feliz são os pais dos bandidos do primeiro filme, eles resolvem vingar-se de Mills e também de sua família, o famoso olho por olho e dente por dente.
A novidade neste filme é que o próprio personagem principal é seqüestrado. Porém isso não é um problema, descobrimos rapidamente que foi tudo parte de um estrategema e com suas habilidades Mills conseguirá salvar a pátria, mesmo acorrentado num porão numa casinha velha em Istambul. Acho que podemos definir Mills como um MacGyiver que usa arma de fogo.
Busca Implacável 2 é uma boa sequência. Mas como já anunciaram um terceiro filme, eu me reservo no direito de dar uma última e humilde opinião... espero que parem com este negócio de sequestradores albaneses, vamos mudar este roteiro, senão esta boa franquia corre o risco de ir para o lado escuro da força e se juntar na lista das péssimas continuações, liderada por Jogos Mortais, Pânico e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado.


*MJ

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dredd


Antes de tudo, esqueça a primeira adaptação cinematográfica de 1995 com Sylvester Stallone. Este é o verdadeiro Dredd dos quadrinhos, um policial do futuro que prende, julga, executa e, ainda por cima, mantém o visual ameaçador sem nunca mostrar o rosto por de trás da máscara.

A estética acaba tornando-se uma vertente muito contemplada neste filme, ela cria uma sensação futurista além de mostrar tiros e mortes de um jeito inovador, deixando a trama muito mais cruel e praticando a vontade da dama da justiça do jeito mais sangrento possível.  

O filme passa-se num futuro não muito distante, quando a população vive em grandes cidades superlotadas vigiadas somente pelos juízes. Dredd (Karl Urban) é o juiz mais barra pesada de Mega City – Um e, por isso, o mais indicado para avaliar a novata sensitiva Anderson (Olivia Thirlby) em seu primeiro dia de trabalho.
O que a dupla de juízes não esperava, é que uma de suas investigações os levariam ao complexo Peach Trees, comandado pela má elementa Ma-Ma.  A bandidona não fica nada contente quando descobre os dois fuçando no seu prédio e resolve matá-los, ela só não contava que isso seria praticamente impossível (frase manjada de fim de sinopse).    
O visual e o jeitão Dredd estão bem representados por Karl Urban. A história parece uma mistura do primeiro Duro de Matar com o excelente The Raid, algo como uma versão do futuro dos ataques em prédios. A justificativa para a câmera lenta é uma droga futurista, usada para desacelerar a percepção do tempo em 1segundo, uma boa desculpa, mas um tanto usada em excesso. No final das contas é um bom filme de ação, que não deixa um ar de decepção ao final. Até assistirei se tiver uma sequência.