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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sem Dor, Sem Ganho


Fiquei um belo tempo parado para começar a escrever sobre Sem Dor, Sem Ganho. Tanta reticência se deve a tamanha burrice dos protagonistas do filme. Acho que fico mais revoltado ainda quando lembro que a história é verídica. Mas também, o que esperar de um bando de bombados com sentimentos extremos de patriotismo americano? Pois bem, tudo começa com Daniel Lugo (Mark Wahlberg)dando suas aulas de musculação numa academia em Miami. Mesmo tendo um emprego bom, o estilo de vida dele faz com que sempre precise de dinheiro.

Para resolver este gargalo financeiro ele pensa no plano “infalível” de sequestrar um de seus alunos ricos e pegar todos os seus bens. Para tal estratagema, Lugo chama seu amigo Adrian (Anthony Mackie) e o ex-criminoso viciado Paul Doley (Dwayne “The Rock” Johnson) para ajudá-lo. Depois de um tempo a trupe resolve colocar o seu plano em ação.

Só que o que parecia ser algo fácil e simples se torna um caminho sem volta quando eles conseguem capturar o empresário Victor Kershaw (Tony Shalhoub) que descobre as suas identidades. Sempre focado em seu objetivo, Lugo não medirá esforços e, principalmente, não pensará nas consequências de seus atos para viver o sonho americano. Mesmo que isso signifique quebrar o máximo de leis possíveis.



Não é só a história que é surpreendente, a direção do filme é nada mais nada menos que de Michael Bay. Segurando ao máximo a vontade de explodir as coisas, mas mantendo suas câmeras e luzes que dão sensação de grandeza, o diretor consegue entregar um produto convincente e curioso que cativa o espectador do começo ao fim. Acho que não preciso dizer mais nada, vale a pena assistir este filme.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ted


Amizade verdadeira é algo bem bacana. Ter alguém sempre disposto a causar com você e ser aquele apoio quando as coisas não estão muito boas é literalmente foda, é quase um sentimento de invencibilidade e, talvez por ser uma coisa tão boa, seja tão difícil de conseguir. Muitas vezes encontramos essa amizade onde menos esperamos, pode ser aquela pessoa que não gostávamos sem nem conhecer, pode ser um cachorrinho ou, como neste filme, um ursinho de pelúcia falante.

Sim, eu escrevi certo. Ted é um ursinho falante, que, após um pedido de natal, ganha vida e se torna o melhor amigo do pequeno e solitário John. Ted vira também uma celebridade instantânea e, como todo pequeno astro infantil, com o passar dos anos ele vai parar no anonimato, mas nada que o impeça de causar muito e ser o principal cúmplice de seu amigo humano.  
Mark Wahlberg interpreta John adulto. Para falar a verdade, de adulto só mesmo à aparência. Mesmo namorando a maravilhosa Lori (Mila Kunis), John só quer saber de ser um vagal drogado que apronta todas com seu best friend peludo. Obviamente, como toda mulher, Lori quer um homem e não um garotão e, enxerga em Ted, uma grande má influência.
É claro que este filme fala de amizade, amor e crescimento, mas a linguagem usada é o grande diferencial. Piadas e tiradas rápidas são as marcas do filme. Muitas piadas nerds deixam o negócio mais engraçado ainda, algumas são muito americanas, mas o diretor e roteirista Seth MacFarlane – criador de Family Guy- realmente conseguiu criar uma história extremamente engraçada, imoral e ao mesmo tempo, tão verdadeira. Desafio a qualquer leitor do blog a assistir o filme e não dar no mínimo, cinco boas gargalhadas. Este é um daqueles filmes para torcer para ter uma continuação, não estou exagerando, até fui bem econômico na minha crítica ao filme!