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quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Lugar Onde Tudo Termina


Diferente da crítica desse filme, que eu demorei meio século para colocar aqui, eu não relutei em assistir rapidamente “O Lugar Onde Tudo Termina”. Talvez eu estivesse motivado pelo ótimo filme “Drive”, que também é com um Ryan Gosling quietão, ou, simplesmente, porque no elenco tem a linda Eva Mendes. Desculpe a sinceridade, mas ela é realmente incrível.
O filme acompanha cronologicamente alguns personagens e os desdobramentos que suas vidas tomam. Ele começa nos apresentando Luke Glanton (Gosling), um motociclista de circo que ganha à vida desafiando o famoso globo da morte. Durante uma parada da trupe, sua ex, Romina (Eva Mendes), agora com outro homem, o procura para dizer que ele é o pai do filho dela.


Essa notícia acaba pegando Luke de surpresa e um lado paternal toma conta dele. Querendo recuperar o tempo perdido, o jovem se envolve num esquema de roubo a bancos para garantir uma grana para tentar se aproximar de seu filho e ex-namorada.
Eu não posso contar um pouco mais da história porque senão estragarei algumas surpresas. O que dá para adiantar é que o desenrolar da trama prossegue até a adolescência do filho de Luke e liga, de um jeito curioso, o passado e presente dos personagens centrais do filme.
 

Falando dos outros personagens, o filme também possui mais alguns atores muito bons como Bradley Cooper, Ray Liotta e minha nova musa, Rose Byrne. Meu ponto de atenção vai para a duração do filme. Honestamente, achei longo (140min). Fiquei com a impressão que o diretor quis fazer um filme dramático que mergulhasse o telespectador em cada problema que os personagens passam. Nessa tentativa, o filme cansa um pouco pela falta de ritmo. Mas, como eu disse, é só um ponto de atenção. Vale a pena assistir, mas não comparar com Drive que é infinitamente melhor.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fuga de Absolom


Sempre considerei Fuga de Absolom um filme interessante. Não tenho essa opinião porque ele mostra curiosas suposições antropológicas misturadas com a mais pura necessidade de sobrevivência, gosto do filme porque depois que eu assisti eu brinquei muito imaginando que eu era o personagem principal, mais um que fazia parte da seleta lista de exércitos de um homem só.
                                                                                                    
Absolom é uma evolução futurística da prisão de Alcatraz. No ano de 2022, os piores e mais temidos criminosos são enviados a ilha Absolom para serem esquecidos pela sociedade enquanto sofrem seus destinos insólitos, o que os olhos não veem o coração não sente.

John Robbins (Ray Liotta) é um ex-militar que é jogado na ilha após assassinar o seu comandante no exército. Assim como ele, vamos descobrindo aos poucos os terrores da ilha e vendo que ela não tem nada de paradisíaca. Robbins é capturado por um grupo de canibais liderados por Marek (Stuart Wilson). Obrigado a lutar para sobreviver ele consegue aproveitar o momento para fugir e vai parar no acampamento liderado pelo Pai (Lance Henriksen).

Leis e regras são inventadas e seguidas nesta sociedade do crime. Mesmo sendo todos criminosos, existe um lado bom e um lado ruim, em comum só o sentimento que ambos acampamentos se odeiam. No meio deste embate algumas pessoas ainda traçam planos de fuga. John não ficará atrás no desejo de possuir novamente a sua liberdade, ele lutará contra todos os canibais da ilha só para escapar e viver numa sociedade “normal”.


Hora de bancar o Nostradamus aproveitando o fervor do possível fim do mundo. Tenho certeza que este filme ganhará um remake nos próximos cinco anos, só duvido que tenha tanto sangue e mortes como esse, além disso o novo John Robbins será interpretado por algum cantor que resolveu virar ator, vai na minha, sei o que estou falando.

domingo, 2 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia


Um conto de bandidos. Essa é a melhor definição que posso dar para O Homem da Máfia. Um filme curto com uma narrativa e personagens caricatos e comuns dentro do submundo do crime. Adianto também para tomarem cuidado ao assistir esse filme nas sessões tardes do cinema ou no sofá de casa. Apesar da trama ser um pouco complexa todos os personagens contam alguma historinha, deixando o filme muito mais falado, ou seja, ele é meio paradão.

Tudo começa quando o mafioso Johnny “Esquilo” Amato planeja um assalto a uma casa de jogos. Seu plano é simples, usar dois cabeça de bagres para fazer o serviço e deixar que a culpa caia em cima de Markie (Ray Liotta), dono da tal casa que há muito tempo planejou um assalto ao seu próprio espaço e confessou numa bebedeira.  
Esquilo coloca seu plano em ação e,a culpa recaí em cima de Markie como planejado. Desconfiado dos verdadeiros envolvidos, os maiorais da máfia contratam Jackie Cogan (Brad Pitt) para investigar o roubo e eliminar os culpados. Cogan só não esperava que seria tão simples descobrir os verdadeiros ladrões. Um dos capangas de Esquilo acaba abrindo o bico e conta tudo para um amigo de Cogan, deixando a vingança muito mais fácil de ser feita. Como diz o próprio Cogan “O que acontece com esses caras? Eles gostam de ficar na cadeia?”

Ladrões, esquemas em lavanderia, prostitutas, assassinos e viciados, todos os estereótipos aparecem neste filme.  O diretor Andrew Dominik também tenta dar um toque cult colocando momentos da eleição pós George W. Bush durante as ações do filme, fazendo assim um paralelo entre política e máfia, mostrando que só o dinheiro importa. Andrew usa ainda alguns artifícios tentando deixar o filme estiloso, pena que neste processo o filme se torna lento, influenciando a minha opinião final sobre o mesmo. Posso dizer que ele é bom, mas não fantástico, é um filme que você não saí decepcionado do cinema.