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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Última Viagem a Vegas


A Última Viagem a Vegas não é um filme onde os protagonistas precisam resolver os gargalos criados após uma noitada e, muito menos, um filme sobre senhores arrependidos que usam uma viagem para repensarem suas vidas. A trama é na verdade sobre amigos de longa data, que mesmo vivendo suas respectivas vidas, apoiam um ao outro e nos relembram o significado da amizade verdadeira. Apesar deste meu discurso bonitinho, não precisa se preocupar achando que a história é sentimental demais, o filme é uma comédia e boas risadas estão mais do que garantidas.

A história começa mostrando a amizade de quatro garotos, Billy,Paddy, Archie, Sam e uma menina, Shopie, durante a década de1950. Literalmente, sem delongas, o filme avança 58 anos e mostra que Billy, interpretado por Michael Douglas, virou um bon vivant que namora uma mulher com metade da sua idade. Durante um discurso de funeral ele percebe que finalmente chegou a hora de dar um passo a mais na sua vida e pede a sua namorada em casamento.

Todo casório que se preze precisa ter uma despedida de solteiro, mesmo que o noivo e os padrinhos tenham mais de 60 anos de idade. Sendo assim, Billy chama Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline/clone de Steven Spielberg) para festejar em Las Vegas antes do casamento. Seu único desejo é que os dois consigam convencer Paddy (Robert De Niro) para que ele também esteja presente.

O começo da viagem já se mostra uma grande missão. Archie mente para o seu filho dizendo que estará num retiro da igreja enquanto Sam recebe uma desconfiada carta branca de sua mulher para aproveitar tudo que Las Vegas pode oferecer. Continuando com as mentiras, os dois amigos convencem Paddy a viajar dizendo que é só uma reunião de amigos e que Bily não estará presente (obviamente a mentira dura somente até o trio pisar no aeroporto da cidade do pecado).


Mesmo com as picuinhas do passado, a dupla tenta se conter e aproveitar os grandes atrativos da cidade. É claro que tudo melhora quando Archie ganha uma grande quantia de dinheiro no cassino que possibilita que eles fiquem numa suíte incrível com acesso as melhores festas.



A maioria das piadas envolve a questão da idade do quarteto com as situações mais voltadas para os jovens. Só que eles sempre dão um jeito de se saírem bem. O problema mesmo é quando Billy e Paddy se apaixonam pela mesma cantora de bar. Esse gargalo amoroso fará antigas mágoas retornarem e colocará uma série de dúvidas na cabeça de ambos.

domingo, 10 de março de 2013

O Lado Bom da Vida


Relacionamentos amorosos são complicados. Em determinados momentos não nos importamos com mais nada além do amor, em outros momentos ficamos tão machucados em consequência deste amor que ficamos destruídos. Eles também são capazes de revelarem o melhor e o pior de uma pessoa. Mesmo com brigas e términos, é impressionante como certas pessoas conseguem dominar nossos pensamentos e vontades, parece uma droga viciante que não saí do corpo. Eu sempre digo que é melhor ter problemas amorosos do que não ter, amar é uma coisa maravilhosa e vale a pena se arriscar por ele. Somos todos humanos complicados, mas com certeza existe a tampa certa para cada panela. Basta dar chance para novos ou antigos amores.


O Lado Bom da Vida tem em seu tema central mais ou menos o que eu disse acima. Ele mostra como o amor pode levar a loucura, mas em contrapartida ele também é a chave para a felicidade. O elenco do filme tem uma ótima atuação, todos os quatro atores principais foram indicados ao Oscar, mas só a Jennifer Lawrence levou uma estatueta para casa. Palmas também para o sumido Chris Tucker, seu personagem aparece pouco, mas as cenas são hilárias.


O filme começa com Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) voltando para casa depois de ficar um tempo numa clínica psiquiátrica. Diagnosticado com distúrbio bipolar, ele ficou lá após quase matar o amante de sua mulher. Agora de volta para a casa de seus pais, Dolores (Jacki Weaver) e Patrizio (Robert De Niro), ele começa a reconstruir sua vida, esperando retornar para os braços de sua esposa, Nikki.


Enquanto tenta bolar um jeito de reencontrar a sua mulher, seus amigos e família tentam ajudá-lo a ter uma vida normal. Durante um jantar, ele conhece Tiffany (J. Lawrenece), uma viúva que assim como Pat também tem seus problemas. Inicialmente os dois não se dão bem, mas é Tiffany comentar que pode entregar cartas para Nikki que Pat começa a tentar uma amizade. Os dois acabam fazendo um trato para ficar bom para ambos os lados. Tiffany entrega as cartas e Pat vira o companheiro dela de dança num concurso.



Passando tanto tempo juntos, os dois acabam se conhecendo melhor. Só que Pat não consegue tirar o foco de sua ex-mulher. Ele não se permite seguir adiante, como se Nikki fosse uma pedra intransponível em seu coração e mente. Quem sabe com a aproximação do concurso de dança, as suas respectivas loucuras não encontrem a felicidade que todo ser humano merece.    


Vendo este filme me identifique em certas partes (em escalas menores). Ele também me lembrou a música Thumbing My Way do Pearl Jam. As questões persistem e não posso ser livre sem superar o que sinto dentro de mim, mas estou no caminho certo para voltar aos eixos.  

"i can't be free with what's locked inside of me
if there was a key, you took it in your hand
there's no wrong or right, but i'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
no matter how cold the winter, there's a springtime ahead
i'm thumbing my way back to heaven"

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Poder Paranormal


Rodrigo Cortés é mais um diretor para ficarmos de olho. Depois do claustrofóbico Enterrado Vivo (2010) ele abriu portas para continuar sua carreira - que me parece ser muito promissora. Cortés nos apresenta agora Poder Paranormal, uma história que lida com dúvidas e superstições de uma forma linear cheia de reviravoltas, mas que mesmo assim consegue ter um final tão inesperado.

Assim como padre Quevedo e Mister M, Margaret Matheson (Sigourney Weaver)  e Tom Buckley (Cillian Murphy) também desvendam golpes espirituais. Os dois são professores universitários que dedicam suas carreiras a investigar fenômenos paranormais. Margaret torce para algum dia encontrar uma prova que exista vida após a morte, assim ela poderia desligar os aparelhos que mantem o seu filho vivendo, mesmo com o coma que ele se encontra.

A vida de descobrir charlatões ia muito bem para a dupla, até que Simon Silver (Robert De Niro) reaparece, após um período de 30 anos fora dos holofotes, para realizar suas últimas apresentações. No passado, mesmo com a cegueira, ele afirmava ter poderes psíquicos e, apesar das desconfianças, a Doutora Margaret nunca conseguiu desmascara-lo.
Paralelamente a chegada de Silver, Buckley começa a presenciar estranhos fenômenos, mas a doutora o proíbe de começar uma investigação em Silver. Contudo, os fatos estranhos continuam a acontecer e, infelizmente, a nobre doutora acaba falecendo. Abalado e desconfiado, Buckley esquece os conselhos de sua amiga e resolve investigar o misterioso Silver. Um labirinto com muitas armadilhas aguardará o jovem, onde o final surpreenderá todos os envolvidos, principalmente o espectador.
Cada dia que passa fica mais difícil encontrar um filme que tenha um final surpreendente e, quando encontro, faço questão de frisar esta informação. Muito bacana chegar ao final do filme e perceber que todas as minhas teorias que bolei durante o filme estavam erradas! Que os próximos filmes de Rodrigo Cortés sejam tão bons quanto Poder Paranormal e Enterrado Vivo.