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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Poder Paranormal


Rodrigo Cortés é mais um diretor para ficarmos de olho. Depois do claustrofóbico Enterrado Vivo (2010) ele abriu portas para continuar sua carreira - que me parece ser muito promissora. Cortés nos apresenta agora Poder Paranormal, uma história que lida com dúvidas e superstições de uma forma linear cheia de reviravoltas, mas que mesmo assim consegue ter um final tão inesperado.

Assim como padre Quevedo e Mister M, Margaret Matheson (Sigourney Weaver)  e Tom Buckley (Cillian Murphy) também desvendam golpes espirituais. Os dois são professores universitários que dedicam suas carreiras a investigar fenômenos paranormais. Margaret torce para algum dia encontrar uma prova que exista vida após a morte, assim ela poderia desligar os aparelhos que mantem o seu filho vivendo, mesmo com o coma que ele se encontra.

A vida de descobrir charlatões ia muito bem para a dupla, até que Simon Silver (Robert De Niro) reaparece, após um período de 30 anos fora dos holofotes, para realizar suas últimas apresentações. No passado, mesmo com a cegueira, ele afirmava ter poderes psíquicos e, apesar das desconfianças, a Doutora Margaret nunca conseguiu desmascara-lo.
Paralelamente a chegada de Silver, Buckley começa a presenciar estranhos fenômenos, mas a doutora o proíbe de começar uma investigação em Silver. Contudo, os fatos estranhos continuam a acontecer e, infelizmente, a nobre doutora acaba falecendo. Abalado e desconfiado, Buckley esquece os conselhos de sua amiga e resolve investigar o misterioso Silver. Um labirinto com muitas armadilhas aguardará o jovem, onde o final surpreenderá todos os envolvidos, principalmente o espectador.
Cada dia que passa fica mais difícil encontrar um filme que tenha um final surpreendente e, quando encontro, faço questão de frisar esta informação. Muito bacana chegar ao final do filme e perceber que todas as minhas teorias que bolei durante o filme estavam erradas! Que os próximos filmes de Rodrigo Cortés sejam tão bons quanto Poder Paranormal e Enterrado Vivo.     

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Montando na Bala


A morte é um tema recorrente nas obras de Stephen King. Ela faz parte de um ciclo encaminhado por fatos horríveis ou simplesmente pelo destino. Montando na Bala é mais uma adaptação dos livros de King que não fez muito sucesso nos cinemas, diferente da venda do livro, assim como muitas de suas obras. Não ser um estouro de bilheteria não tira as qualidades do filme e as boas lições que vivenciamos junto ao personagem principal.

Gosto muito de descobrir filmes bons que não fizeram muito sucesso, fico com a impressão de que certas histórias atingem quem deve atingir, proporcionando ótimas e exclusivas experiências de aprendizado e divertimento.

O filme se passa em 1969 e conta a história do estudante Alan Parker. No dia do seu aniversário, ele acha que a sua namorada vai deixá-lo e tenta cometer suicídio, mas acaba sendo salvo pelos seus amigos que planejavam uma festa surpresa. Ainda se recuperando no hospital, ele recebe a notícia que a sua mãe também está internada após um ataque cardíaco.

Alan resolve partir imediatamente para a sua cidade natal e reencontrar a sua mãe. Ele parte pedindo carona e durante a viagem ele encontra tipos muito estranhos, que farão ele relembrar o seu passado e pensar no futuro, sempre confrontando com a morte.


No final do filme temos um monólogo muito interessante e verdadeiro. Em certo momento o narrados diz “ninguém vive para sempre, mas todos brilhamos”. Esse tipo de reflexão é comovente, mesmo com toda a desigualdade no mundo e com a falta de amor todos temos um papel a desempenhar neste louco planeta, mesmo que muitas vezes demoremos a entender o significado de nossas ações e o que elas representam para outras pessoas. Lutar contra o destino da morte não é importante e sim viver a vida, afinal, todos montaremos na bala.