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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Capitã Marvel

Bem-vindo aos loucos anos 90. Quando Jovem Igor Taborda era ainda mais jovem. Fliperama era o lugar mais perigoso que o adolescente de classe média frequentava. E nos carros havia uma espécie de Spotify conhecida como rádio. Entre belas canções do Nirvana e do Michael Jackson, o quinteto das Spice Girls cantava sobre o poder das mulheres que não se sentiam reprimidas para falar sobre o que bem entendessem.

Sentiu uma pontada de nostalgia? Então porque vinte anos depois, o primeiro filme da Marvel com uma protagonista mulher incomodou tanto?

Carol Denvers é a super-heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel. O problema é que ela ainda não sabe disso. Reduzida a um fragmento de si mesma e rebatizada como Vers (em uma metáfora nada sutil), ela tem a chance de se reconectar com toda sua identidade.

Capitã Marvel é um filme sobre descoberta e crescimento. Uma divertida jornada sobre superação e o que nos torna especiais. Verdade: também uma narrativa cheio de soluções fáceis e bobeiras, como deveriam ser todos os derivados de gibi.

Vale destacar a decisão de não ter um par romântico para a protagonista, algo raro nas superproduções. É como se existisse uma versão de Lua de Cristal, só que sem Sergio Mallandro no cavalo branco. Ou como diria o pensador Alexandre Magno, o Chorão, quem disse que elas precisam de nós?

O filme, claro, gerou uma onde de críticas. Mas a lição aqui: vai fundo e sinto muito para quem não gostou. Aposto que o Jovem Igor Taborda alugaria esse filme na Blockbuster durante os loucos anos 90.






quinta-feira, 23 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira


Meu primeiro pensamento após assistir Kong: A Ilha da Caveira foi “Hollywood está perdendo muito sem a minha presença na criação de roteiros”. Juro que pensei isso com a mais sincera humildade. Caramba. O filme é uma mistura de cultura pop, homenagem a filmes clássicos e ainda é um trampolim para um futuro encontro de King Kong com Godzilla. Na minha cabeça rolam várias ideias parecidas como esta....      

O ano é 1973. Os Estados Unidos estão em ebulição devido à Guerra do Vietnã e decidem desistir da guerra. Uma expedição para uma inóspita ilha com possíveis recursos naturais está sendo formada. Esta é a oportunidade perfeita para a Monarch, organização secreta do governo, encontrar respostas para certas perguntas misteriosas que rondam a Ilha da Caveira....


Encabeçada por Bill Randa (John Goodman), a equipe é formada por militares americanos que estavam no Vietnã e são liderados pelo Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), além da fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) e o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston).   

  
Trupe apresentada. A hora agora é de conhecer a ilha de perto e encarar o monstro de perto. A real é que não é no singular. A ilha é infestada de bichos estranhos dos mais diversos tamanhos e apetites. As máquinas de guerra voadoras, conhecidas também como Helicópteros, não dão nem para o cheiro na hora que Kong resolver tirar satisfação por invadirem a sua praia... ops... ilha.


Eu comecei a sinopse falando de 1973. Porém o filme começa anos antes. Lá no meio da Segunda Guerra Mundial num empate clássico entre dois pilotos. A cena, além de nos preparar para o restante do filme, parece que foi o que convenceu os executivos a filmarem este filme com o diretor estreante John Vogt-Roberts. E anotem as minhas palavras. No futuro esse mano ainda vai ser algo como um Zack Snyder. Encare isso como quiser.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Celular


Dia 26 de julho. Uma terça-feira muito estranha. Durante um período de uma hora eu achei que estava vivendo os fins dos dias da humanidade na Terra. Primeiro, vi dois casais discutindo no meu vagão do trem. No ônibus que eu peguei depois, logo assim que eu desci no meu ponto, uma moto entrou embaixo do busão. Em seguida, no outro ônibus, um passageiro ficou discutindo com o motorista até um policial de moto aparecer e encerrar a discussão. Bizarro, muito bizarro. Juro que eu me senti dentro de uma história do Stephen King. E por sinal, isso tudo se encaixaria perfeitamente dentro deste novo filme que adapta mais uma obra do professor King.

A história começa trazendo o caos rapidamente para os espectadores. Após um misterioso sinal atacar os aparelhos celulares, todos que estavam os usando viram uma espécie de zumbis enraivecidos querendo matar e matar.


Durante as primeiras ondas de ataque, somos apresentados ao desenhista Clayton Riddell (John Cusack) que estava voltando de uma viagem de negócios. Sobrevivendo aos zumbis telefônicos, ele parte em busca de seu filho. No começo de sua jornada de resgate, ele faz amizade com outro sobrevivente, Thomas McCourt (Samuel L. Jackson). Ambos resolvem unir forças para sobreviver a este pesadelo e salvar o pequeno filho de Clayton.



Obviamente esta não é uma das melhores adaptações das obras de Stephen King. Além do final ser muito diferente do livro, o filme consegue ser tão curto e tão sem reviravoltas que se eu escrevesse mais um parágrafo, eu contaria o filme inteiro. O engraçado é que o próprio Stephen King ajudou no roteiro. Talvez, tanto este problema de adaptação cinematográfica quanto as histórias reais do dia 26 de julho de 2016 possam ser encaradas como “mistérios da vida”. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Robocop (2014)


Eu queria começar esse texto falando de alguns remakes de ficção científica que valeram o dinheiro investido, mas, sinceramente, não consegui. Não consegui porque usei minha cabeça como fonte, se eu usasse o google certamente eu encontraria algum. Mas o ponto é justamente esse. Se eu não lembro, é porque não teve nada impactante. O que me leva a questionar essa sede de remakes que Hollywood possui. Poxa, ninguém consegue pensar em novas ideias de franquias em vez de refilmar um clássico? Talvez essa pequena revolta já seja suficiente para vocês adivinharem se eu achei bom o filme.
Como todos devem saber de cor e salteado, essa foi a primeira aventura hollywoodiana de José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2). Lembro quando esse filme estava para estrear e saiu uma entrevista enorme com ele na revista Veja. Estavam ali todos os argumentos prontos caso o filme não fosse um sucesso ou mesmo, improvavelmente, se fosse um sucesso. Falta de liberdade criativa, obrigação de seguir as demandas do estúdio, todo aquele discurso alinhado igual aos jogadores de futebol “importante é ganhar os três pontos”. Fiquei com a impressão que faltou ele ir um pouco contra o sistema...

Essa repaginação se passe em 2028 onde guerras são lutadas com as armas mais tecnológicas possíveis. Com a existência de uma lei que impede o uso desses armamentos nos EUA, a empresa OmniCorp, comandada por Raymond Sellars (Michael Keaton), resolve criar um ciborgue policial para melhorar a imagem de sua empresa.

É nesse meio tempo que surge Alex Murphy (Joel Kinnaman), um policial honesto que acaba sendo gravemente ferido após uma explosão. Com a autorização de sua mulher, ele acaba se tornando o Robocop e passa a combater novamente o crime.  


Obviamente, não demora muito para comprovarem que os sentimentos humanos são muito mais fortes que as partes robóticas e que a tal empresa OmniCorp está envolvida em vários gargalos. Conseguirá o Robocop salvar sua família, cidade e País? Resposta só para quem assistir ao filme.


Gabaritado pelos seus sucessos no cinema, José Padilha não conseguiu manter o mesmo nível nesse filme. Onde já se viu um filme como Robocop dar sono? Sério, nas cenas que ele tem seus conflitos mentais, eu dei uma capotada monstra no cinema...Aposto que Paul Verhoeven, diretor do original, não deve ter ficado muito contente com esse remake... na velha disputa original x remake, esse é mais um ponto para os antigos (clássicos) filmes.  

terça-feira, 7 de abril de 2015

Capitão América - O Soldado Invernal

No enredo do Universo Marvel, um jovem mancebo chamado Capitão América vence o fascismo na Segunda Guerra e já em 2012 uma invasão extraterrestre caindo sobre as ruas de Nova York.

Tudo isso só com um escudo nas cores vermelho, azul e branco e um líquido chamado soro do supersoldado que transforma qualquer frangote em um baita ogro - tipo a dieta do Anderson Silva.

Bem, todo esse preâmbulo foi um engodo.
Inclusive, essa resenha deveria ter sido publicada lá em 2014, quando o filme entrou em cartaz.

(dsclpem professores de Jornalismo).

Exibido no cinema mais perto da sua casa Exibido no Telecine mais perto da sua sala, Capitão América - Soldado Invernal é um thriller de ação e redenção muito competente.

Inclusive, recomendo aos amigos a grata assistida.

Abro um parenteses.
Um parenteses imaginário, pois a tecla do parenteses quebrou agora pouco. Para dizer que Soldado Invernal é um baita nome legal.

Fecha parenteses.
Imaginário.