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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Capitã Marvel

Bem-vindo aos loucos anos 90. Quando Jovem Igor Taborda era ainda mais jovem. Fliperama era o lugar mais perigoso que o adolescente de classe média frequentava. E nos carros havia uma espécie de Spotify conhecida como rádio. Entre belas canções do Nirvana e do Michael Jackson, o quinteto das Spice Girls cantava sobre o poder das mulheres que não se sentiam reprimidas para falar sobre o que bem entendessem.

Sentiu uma pontada de nostalgia? Então porque vinte anos depois, o primeiro filme da Marvel com uma protagonista mulher incomodou tanto?

Carol Denvers é a super-heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel. O problema é que ela ainda não sabe disso. Reduzida a um fragmento de si mesma e rebatizada como Vers (em uma metáfora nada sutil), ela tem a chance de se reconectar com toda sua identidade.

Capitã Marvel é um filme sobre descoberta e crescimento. Uma divertida jornada sobre superação e o que nos torna especiais. Verdade: também uma narrativa cheio de soluções fáceis e bobeiras, como deveriam ser todos os derivados de gibi.

Vale destacar a decisão de não ter um par romântico para a protagonista, algo raro nas superproduções. É como se existisse uma versão de Lua de Cristal, só que sem Sergio Mallandro no cavalo branco. Ou como diria o pensador Alexandre Magno, o Chorão, quem disse que elas precisam de nós?

O filme, claro, gerou uma onde de críticas. Mas a lição aqui: vai fundo e sinto muito para quem não gostou. Aposto que o Jovem Igor Taborda alugaria esse filme na Blockbuster durante os loucos anos 90.






terça-feira, 22 de agosto de 2017

Planeta dos Macacos: A Guerra

Quem ainda não decidiu se vale sair de casa neste frio para ver Planeta dos Macacos - A Guerra corre o risco de perder um dos melhores filmes da série - e porque não do ano. No último round da trilogia, macacos e humanos decidem quem tem o controle do planeta. E não se engane: os mocinhos aqui não são os humanos.

Desde que a ficção científica é ficção científica o gênero é um prato cheio para criticar os rumos do mundo. Andy Serkis interpreta um César mais eloquente, com capacidade de fala e raciocínio, diante do dilema: sacrificar os limites morais em prol da sobrevivência.

Praticamente todas as críticas levantaram a bola que a Academia devia considerar o Oscar de atuação pelo trabalho de captura de performance de Serkis. Não é aqui que você vai ler algo diferente. Closes de rosto. Movimentos corporais. Trejeitos. Se nos antecessores ainda havia pequenos sinais da mecânica da tecnologia, A Guerra tem um personagem assustadoramente real.

E, por incrível que pareça, ver macacos cavalgando cavalos não é o feito mais surpreendente do filme. Com um Coronel (Woody Harrelson) desempenhando um vilão humano sem traços de humanismo (moldado perfeitamente para estes tempos em que cada vez mais gente parece estar de sacanagem) não duvide: você vai torcer pelos macacos.





A evolução de César nos cartazes dos três filmes



terça-feira, 13 de junho de 2017

Mulher-Maravilha


O ano de 2017 não está sendo fácil. Momento político, trabalho e feriados significam diretamente menos postagens no blog. Para tentar mudar isso, eu tenho que me comprometer e nada melhor para fazer isso do que em uma conversa por gtalk eu falar a frase mágica “deixa que eu escrevo sobre o filme xxx”. Bom, aí chegamos neste texto, conto, palavras sem nexo ou como você preferir chamar.

Mulher-Maravilha é um filme bem legal. Desta nova leva da DC, pós trilogia do Nolan do Batman, é disparado o melhor (não é só uma vitória moral). A história é bem redonda. Ela conta a origem e constrói a lenda desta personagem tão importante para os quadrinhos e para a vida real onde reforça a luta das mulheres pela igualdade de gêneros e mostra que elas são as grandes protagonistas também na vida real.  

O nome da Mulher-Maravilha para quem não sabe é Diana. Ela é filha da Rainha Hipólita e nasceu na ilha de Themyscira, morada das amazonas que foram criadas por Zeus para enfrentar Ares, o deus da Guerra.


Vivendo em constante treinamento para aprimorar suas habilidades e poderes para um possível retorno de Ares, a jovem Diana (Gal Gadot) é surpreendida quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine), em plena Primeira Guerra Mundial, acaba se acidentando nas águas de Themyscira. Junto com ele também surgem alguns alemães, o que força as amazonas a entrarem em conflito imediato.  

   
Com uma dose de inocência capitaneada pelo desejo de enfrentar o mal encabeçado por Ares, Diana resolve sair da ilha para acabar com o mal pela raiz. Ela e Steve Trevor então partem para o front onde os horrores da guerra se manifestam de várias formas e moldam o espírito de nossa heroína.  


Antes de assistir ao filme eu estava com uma impressão que os roteiristas se basearam no primeiro Capitão América (2011) para elaborar o tom da saga da Mulher-Maravilha no cinema, após assistir, essa ideia foi confirmada. Eu nem considero o palco “Guerra” para fazer a comparação e sim outros elementos bem visíveis na história. Como eu não sou estraga prazer e este filme vale a pena ser visto, vou ficando por aqui. Não gostei muito deste “vou ficando por aqui”, porém é o que restou da minha criatividade para a finalização da resenha. Prometo melhor no próximo.