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domingo, 27 de janeiro de 2013

A Coisa – O Enigma de Outro Mundo


Com essa nova onda de criar continuações, que são na verdade prelúdios, eu fico confuso se escrevo aqui respeitando a ordem cronológica da história ou de importância. Desta vez vou seguir a linha do tempo dos fatos, mesmo porque, esse filme não deixa nada a dever do clássico homônimo de 1982 do diretor John Carpenter (um dos meus prediletos).

O filme começa com uma equipe norueguesa descobrindo uma nave e seu piloto alienígena congelados no gelo da Antártica. Imediatamente após a descoberta, o experiente doutor Sander Halvorson é chamado para ajudar na escavação. Ele convoca seu assistente, Adam, e Kate Llooyd (Mary Elisabeth Winstead), uma especialista em paleontologia, para também colaborarem na busca por respostas.


Assim que chegam ao continente branco, Dr Halvorson e sua equipe desenterram o alienígena e levam-no para a base norueguesa. Convictos que a descoberta mudará a história da ciência, Halvorson e Edvard (chefe da delegação norueguesa) resolvem cortar as comunicações enquanto realizam pequenos experimentos com a criatura.

Porém, congelado não significa morto. O alienígena consegue reviver e mata um cachorro e um cientista antes de ser queimado até a morte. Enquanto realiza a autópsia na carcaça do monstro, Kate cria a suspeita que o alien estava tentando duplicar uma pessoa e confirma com os seus próprios olhos quando uma mulher do acampamento tenta mata-la. Após essa revelação o terror virará psicológico também, todos desconfiarão de todos e a única certeza é que a criatura ainda está viva.


Esse filme não chegou aos cinemas brasileiros, uma pena, uma história muito bem elaborada. Os roteiristas tiveram o cuidado de pensar nos detalhes mostrados no filme de 1982, desde um simples machado na parede a história dos sobreviventes originais. O diretor holandês Matthisjs Van Heijningen ganhou muitos pontos comigo seguindo a mitologia criada por John Carpenter. Eu nem suspeitava que aquele acampamento descoberto por MacReady (Kurt Russel) tinha passado por tanta coisa.    


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Possessão


Assistir filme de terror no cinema é um barato. Reações e pessoas diferentes estão em cada poltrona. Sempre tem um casal apaixonado que fica abraçado o tempo todo, um cara estranho e solitário, algum idoso que pegou o primeiro filme que tinha na bilheteria, uma galerinha de jovens que fazem piada das cenas para esconder o medo e outros aturando toda essa cambada. Lógico que estou falando isso porque Possessão é uma boa oportunidade para vivenciar toda essa demonstração antropológica urbana.

Este filme é produzido por Sam Raimi. Esta frase por si só já deveria ser argumento suficiente para assistir ao filme. Sam é o criador da série Uma Noite Alucinante, uma das melhores franquias de terror já realizadas, e da trilogia Homem-Aranha, percussor do grande sucesso atual dos filmes de super-herói. Usei bons argumentos? Acho que sim, mas vamos à sinopse.

Clyde (Jeffrey Dean Morgan) é o pai de Hannah e Emily que acabou de separar de sua ex-mulher e resolveu morar numa casa nova afastada da cidade. Convencido pelas filhas, Clyde resolve parar num inocente bazar de fundo de garagem para comprar algumas bugigangas, o que ninguém sabia é que uma misteriosa caixa escolhida por Emily causaria tantos problemas.

Pelo título do filme o problema já pode ser adivinhado. A trama aqui é mais um caso de espírito querendo se apoderar de inocentes almas. A inovação fica desta vez com a origem judaica do encosto, um ser endiabrado que fará de tudo para completar sua passagem ao mundo dos vivos.

Para fechar o resumo segue uma pequena curiosidade. Sam Raimi convocou o rapper judeu Matisyahu para ser um dos mocinhos deste filme, admito que só suspeitei que era ele quando no meio de um exorcismo ele grita “Everybody put your hands up!”, provavelmente ele achou que estava no meio de um show. Enfim, só mais uma pequena e sutil inovação. Vale a pena conferir este filme! 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Chernobyl


Muitos filmes parecem com roteiros de vídeo games mesmo sem contar com pessoas ligadas a indústria dos jogos. Agora, imagina um filme de terror escrito por um programador de games. Só faltou o autosave.

O diretor israelense Oren Peli - que ficou conhecido por assustar muitas pessoas com o filme Atividade Paranormal- escreveu e produziu este filme de terror estilo Resident Evil. A diferença entre os dois é que no jogo são zumbis e no filme são mutantes afetados pela radiação de Chernobyl. O filme tem até personagens procurando coisas e andando com arminhas, lanterna e mapa, igualzinho a mini missões de alguns games.

O jogo... ops... o filme acompanha a viagem de Cris, sua namorada Natalie e a amiga Amanda para a Europa. No meio da viagem, eles resolvem visitar Paul, irmão de Cris que mora em Kiev, Ucrânia. Para deixar o passeio mais legal, os quatro se unem com outro casal e resolvem praticar o chamado turismo extremo, visitando uma cidade abandonada pela radiação.
O grupo parte com um guia ex-militar para visitar a cidade fantasma de Prypiat, que fica ao lado de Chernobyl, e foi evacuada assim que o reator da usina explodiu. Depois de fazerem um rápido tour, o grupo volta para o carro e descobre que ele foi danificado propositalmente, impossibilitando que eles voltem para Kiev. Obviamente eles não estão sozinhos, mutantes radioativos espreitam nas sombras e para piorar a situação, eles terão que fugir rapidamente para que a radiação não os afetem.  
A ideia do filme até que é boa, (devo achar isso porque jogo muito video game) mas a concepção é fraca, não chega a ser decepcionante, porque não tem como esperar que este filme seja bom. Se Chernobyl fosse um jogo, certeza que eu compraria para jogar. Acho que esta frase define bem o filme.