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terça-feira, 19 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10


Pode deixar que eu escrevo sobre este filme”. Esta foi a minha frase para um dos integrantes deste famigerado espaço (uma dica do indivíduo, ele gosta de ruivas). Agora, por que esta vontade de voltar a escrever no MDZ justamente sobre este filme? Será que foi devido ao meu gosto de histórias de suspense bem apresentadas ou simplesmente por que torci o meu pé e estou meio parado durante um tempão (3 semanas e a contagem continua)? Acho que a resposta virá ao final do texto.

Logo de cara vou falar que esta história não é continuação do Cloverfield. Pode se tratar da mesma realidade, mas as ligações entre os filmes são mínimas. Ou seja, a partir deste momento, vamos encarar este filme como algo inédito ou a definição de novo que cada um achar melhor. Seguindo, vamos à película:

A história começa meio de sopetão. Após terminar com seu noivo, Michelle (Mary Elizabeth Winstead aka filha do John McClane) pega a estrada com seu carro e sofre um acidente após se distrair no celular (uma das mensagens responsáveis do filme).

Ao acordar, a jovenzinha está presa num quarto que mais parece um bunker. Sem entender nada, a situação dela piora quando ela conhece o proprietário do local, Howard (John Goodman). Ele tenta convencer Michelle que a região está sofrendo algum tipo de ataque radioativo e que eles terão que ficar no bunker durante um tempinho. O problema é que Howard parece um doido controlador que não passa nenhuma intenção de bom sujeito.  Para vocês terem uma ideia, a melhor definição do indivíduo veio do amante de ruivas: “ele com certeza comenta matérias no G1”.


Com ares e frases apocalíticas, descobrimos que o local também conta com mais um hóspede, Emmet (John Gallagher Jr.). O jovem ajudou na construção do bunker e concorda que alguma coisa muito estranha aconteceu na região.


É neste suspense que o filme se baseia. A cada fato mudamos de opinião e assim vai até o final, que poderia ter sido surpreendente se eu não tivesse lido alguns spoilers. Vale a pena comentar também que não escolheram sem querer a filha do John McClane para o papel. Eu identifiquei claramente um Easter egg do primeiro Duro de Matar. Ah, e sobre minha pergunta do começo. É sim, um filme muito bom! Aprovado.      

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer



Eu estava numa peregrinação diária para tentar assistir aos principais filmes concorrentes ao Oscar antes da cerimônia de entrega dos prêmios quando fui surpreendido que uma estréia que eu tanto esperava aconteceu antes do previsto. Resultado? Saí Oscar entra John McClane. Desde o primeiro filme de 1988 eu virei um grande fã da série e mesmo tendo uma baixa expectativa sobre a nova aventura, eu tinha que conferir o filme na estréia.

O melhor filme da franquia para mim é o terceiro, Duro de Matar – A Vingança. John está no auge da sua encarnação de herói que sofre as conseqüências pelos seus atos e o filme em si usa pouco efeito especial, deixando bastante espaço para a trama se desenvolver de uma forma mais real, mesmo se tratando de uma tramóia mirabolante e utópica.

No quarto filme, Viver ou Morrer, John começa a resolver seus problemas familiares, recuperando o amor de sua filha, Lucy (Mary Elisabeth Winstead). Em Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer, o policial careca parte para mais uma empreitada familiar, agora com seu filho, John “Jack” McClane Jr (Jai Courtney).

Tudo começa quando John McClane (Bruce Willis) descobre que seu filho está preso numa penitenciária russa após tentar assassinar um homem a mando de Yuri Komarov. Sem pensar duas vezes o policial de Nova York embarca num avião para ajudar seu filho. Jack tenta negociar um acordo com a polícia russa e vai a julgamento junto com Komarov, que está sendo pressionado por um antigo parceiro/rival para não contar segredos do passado.
Assim que chega a Rússia, John parte para o tribunal onde seu filho será julgado e vê um grupo explodindo tudo para tentar capturar Komarov. Com toda essa agitação, o disfarce de Jack vai para o saco e John descobre que seu filho é um espião da CIA que estava disfarçado para recuperar um dossiê que estava em mãos de Komarov. Família que vive unida, também atira e mata unida. Mesmo a contragosto, pai e filho juntarão forças para completar a missão e salvar o dia, mesmo que seja na Rússia.   
As declarações de uma sexta continuação já estão altas antes mesmo da arrecadação final deste quinto filme. Quem sabe na próxima aventura John não consegue finalmente voltar com sua ex-mulher, seria uma aposentadoria justa e bacana para o herói do Nakatomi Plaza.  

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Coisa – O Enigma de Outro Mundo


Com essa nova onda de criar continuações, que são na verdade prelúdios, eu fico confuso se escrevo aqui respeitando a ordem cronológica da história ou de importância. Desta vez vou seguir a linha do tempo dos fatos, mesmo porque, esse filme não deixa nada a dever do clássico homônimo de 1982 do diretor John Carpenter (um dos meus prediletos).

O filme começa com uma equipe norueguesa descobrindo uma nave e seu piloto alienígena congelados no gelo da Antártica. Imediatamente após a descoberta, o experiente doutor Sander Halvorson é chamado para ajudar na escavação. Ele convoca seu assistente, Adam, e Kate Llooyd (Mary Elisabeth Winstead), uma especialista em paleontologia, para também colaborarem na busca por respostas.


Assim que chegam ao continente branco, Dr Halvorson e sua equipe desenterram o alienígena e levam-no para a base norueguesa. Convictos que a descoberta mudará a história da ciência, Halvorson e Edvard (chefe da delegação norueguesa) resolvem cortar as comunicações enquanto realizam pequenos experimentos com a criatura.

Porém, congelado não significa morto. O alienígena consegue reviver e mata um cachorro e um cientista antes de ser queimado até a morte. Enquanto realiza a autópsia na carcaça do monstro, Kate cria a suspeita que o alien estava tentando duplicar uma pessoa e confirma com os seus próprios olhos quando uma mulher do acampamento tenta mata-la. Após essa revelação o terror virará psicológico também, todos desconfiarão de todos e a única certeza é que a criatura ainda está viva.


Esse filme não chegou aos cinemas brasileiros, uma pena, uma história muito bem elaborada. Os roteiristas tiveram o cuidado de pensar nos detalhes mostrados no filme de 1982, desde um simples machado na parede a história dos sobreviventes originais. O diretor holandês Matthisjs Van Heijningen ganhou muitos pontos comigo seguindo a mitologia criada por John Carpenter. Eu nem suspeitava que aquele acampamento descoberto por MacReady (Kurt Russel) tinha passado por tanta coisa.    


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

poster 15Dez2011 02
A luta eterna contra os vampiros sempre ganha novos capítulos com o passar dos tempos. Em 2010 o escritor americano Seth Grahame-Smith adicionou mais uma lenda para o embate contra as criaturas noturnas com o livro Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros. No livro, por mais absurdo que possa parecer, o escritor liga vários fatos históricos e da vida pessoal de Lincoln com os vampiros. Com o sucesso do livro mais esse tema tão original, ele toma agora o caminho natural para o cinema pelas mãos do diretor russo Timur Bekmambetov e de Tim Burton que produz o filme.

O título do filme resume bem a história. Tudo começa quando o jovem Abraham Lincoln (Benjamin Walker) impede um açoitamento feito por Jack Barts em seu amigo negro Will. Barts, revoltado com tal ação, dispensa a família Lincoln do trabalha e jura cobar a sua dívida de outro jeito. No meio da madrugada, Jack Barts invade a casa dos Lincolns enquanto todos dormem, menos Abraham e infecta a mãe de Abraham com alguma coisa, fazendo ela falecer no dia seguinte.

Nove anos depois, Abraham parte embriagado para a sua vingança. O que ele não esperava, é que uma bala no meio do olho não seriam suficientes para matar Barts. Surge então, Henry Sturgess (Dominic Cooper) para salvar a vida de Abraham e ensiná-lo a ser um caçador de vampiros ,desde que ele siga as suas ordens e esqueça de Jack Barts por enquanto.

Abraham Lincoln Vampire Hunter 08fev2012 03
Abraham concorda com os termos e depois do treinamento vai viver em outra cidade, trabalhando de dia numa farmácia e matando vampiros à noite. Lá ele reencontra seu amigo de infância Will e se apaixona por Mary Todd (Mary Elisabeth Winstead). Com o passar do tempo, ele percebe o quanto é necessária outro tipo de intervenção contra os vampiros, o que o leva até a política e futuramente a presidência dos Estados Unidos da América.
Primeira imagem oficial 09Mai2011

Algumas diferenças entre o livro e o filme são visíveis e muito sentidas. O livro tem um apelo muito histórico para justificar toda a sua teoria maluca enquanto o filme apressadamente nos joga os fatos como um relato sem muitos detalhes, inclusive as lutas, com exceção da última, são muito resumidas. Enfim, vampiros, Burton e Timur são motivos suficientes para conferir este filme no cinema.