quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Fim da Escuridão

Qual é a sensação?

A dor de ver uma filha morrer em seus braços poucos conhecem, a reação de um policial ao ver sua filha sendo assassinada por engano em sua própria casa nós vemos no filme O Fim da Escuridão. O filme é uma adaptação de uma minissérie inglesa de mesmo nome, o competente diretor Martin Campbell foi o responsável de transportar o suspense policial para as telonas. O resultado final é um filme policial, todas as adivinhações que o público tem que fazer antes do final do filme são perfeitamente fáceis de descobrir na primeira meia hora. Mas o filme é bom sim e Mel Gilbson é sempre Mel Gibson.

Após receber uma visita de sua filha em casa, o policial Thomas Craven (Mel) percebe que ela está doente, assim que colocam o pé pra fora de casa em direção ao hospital o nome Craven é gritado e a menina leva um tiro à queima roupa, todas as evidências levam a crer numa morte acidental onde o verdadeiro alvo era Thomas. Após um pequena investigação o policial Craven percebe que o verdadeiro alvo era a sua filha e que todos os problemas estão ligados a empresa que sua filha trabalhava. Thomas precisa solucionar o quebra-cabeças que se formou onde após montado ele próprio correrá risco de vida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Platoon

Além de ter sido a guerra que mais mereceu a atenção da TV, a Guerra do Vietnã deve ter sido também a que mais figurou no cinema. Apocalypse Now e Nascido Para Matar estão aí como melhores exemplos. Mas é em Platoon que a dualidade da guerra fica mais evidente.

O filme mostra soldados em conflito existencial que chegaram ao inferno. Obviamente, quando se vê o capeta de perto o que mais se deseja é voltar pra casa. O que nem sempre é possível. Mas nem tudo é amputação, estupro e morte na guerra. Raros momentos de lazer encobertos por uma bruma de maconha são alternados com os horrores de corpos destruídos e em putrefação.

Quem conta a história é um jovem Charlie Sheen, que também sabe fazer papel sério. No longa, sua inocência vai morrendo ao longo das cenas, assim como seus amigos e centenas de vietcongs.

Mas Platoon também marca o fim da inocência para Oliver Stone, em seu primeiro trabalho de grande projeção.

As cenas mais bem feitas, que sempre envolvem o céu - seja um amanhecer, um céu chuvoso, ou coisa que o valha - e a trilha sonora, que até ganhou um Oscar, como o próprio filme, deixam claro o grande diretor que Oliver Stone seria.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Invictus

Mandiba e o rugby
Por Tia Alice

Graças ao pessoal do site Omelete e suas promoções incríveis, com direito a pipoca e Coca-cola, fui assistir à pré-estréia de Invictus no Cinemark do Eldorado. Clint Eastwood na direção e Morgan Freeman (também produtor executivo) no papel do líder sul-africano Nelson Mandela? Categoria: imperdível. Afinal, sou fá de carteirinha de ambos.

Morgan tem aquela voz “me conta que eu acredito” - perfeita para narrações - e um currículo de atuações excelentes, como o papel do presidiário Red em Um sonho de liberdade.

Depois de décadas como ator em filmes policiais e até em bang-bangs, Clint tornou-se um diretor e tanto. Os dois já tinham feito uma bela parceria em Menina de ouro. Se bobear, são compadres.
África do Sul e rugby. Basicamente essa é a dobradinha apresentada pelo filme. Se eu já conhecia a história de Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul, que passou 28 anos na prisão, não fazia ideia de que o tal esporte ajudou a diminuir a separação entre negros e brancos, após a política segregacionista (nojenta) do apartheid.

Matt Dammon no papel de François Pienaar, capitão do Springbok, time de rugby sul-africano, manda bem. Enquanto seu papi faz piadinhas sobre negros e teme pelo futuro do país, Pienaar compreende o propósito de Mandela de transformar a África do Sul numa nação multiracial.

Se o viés é o rugby, Mandela no poder, como presidente recém-eleito, é a atração principal. A sabedoria, a força em insistir no perdão para conciliação nacional e sua humanidade são facetas reveladas pelo enredo.

Quem gosta de rugby vai se deliciar com as cenas dos jogos em campo. Quem, como eu, não entende nada do assunto, vai continuar não entendendo muito as regras do esporte, mas, daqui para frente, vai saber diferenciá-lo do beisebol.

As maiores emoções do filme estão na partida final Springbok x All Blacks, time da Nova Zelândia, na Copa Mundial de Rugby, com direito à haka (dança maori) e uma cena empolgante que eu não vou contar para não estragar a surpresa.

Clint Eastwood fez um filme tradicional, didático até. Afinal, Nelson Mandela é um bom exemplo para toda a humanidade, com ou sem rugby. Vá assistir e descubra o que significa “mandiba”.

Saudações cinéfilas

Destaques da Semana (25/01 - 30/01)



Para ler



Para ouvir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vício Frenético

Vou começar com as informações básicas, apesar do brilhante diretor Werner Herzog afirmar que este filme não é uma seqüência ou remake do filme de mesmo nome de Abel Ferrara de 1992, as semelhanças são várias, a maior semelhança é o personagem principal, um policial viciado que acima de tudo é um herói. O filme é pesado, cruel e real, as leis, ou melhor, as novas leis criadas pelos tempos atuais é sempre mostrada e seguida pelos personagens. Werner Herzog consegue transportar os sentimentos dos personagens para os telespectadores, mesmo quando estes sentimentos estão ludibriados com drogas e alucinações.

Após o furacão Katrina o Tenente Terence Mcdonag (Nicolas Cage) tenta ajudar um prisioneiro e acaba machucando as costas, para tentar diminuir as dores o médico receita vários remédios fortes para Terence, ele logo fica viciado e como conseqüncia passa dos remédios para as drogas, aí que o filme começa...

Viciado mas sendo ainda policial o Tenente Terence precisa resolver um chacina de imigrantes africanos, cada busca por provas é seguida de uso de muitas drogas e manipulações. Os problemas de Terence aumentam quando sua namorada Frankie (Eva Mendes), que é acompanhante, se mete em confusão com um riquinho com influência na máfia. O filme é do começo ao fim mostrando Terence se envolvendo em problemas e falcatruas para tentar sempre conseguir livrar a cara ou conseguir mais drogas, mas nada disto diminuí a vontade de Terence de resolver o caso e fazer a honra e a justiça perpetuarem. A atuação de Nic Cage impressiona como de costume, interpretar um policial torto viciado não é pra qualquer um, uma indicação ao Oscar seria uma bela recompensa.

Alice (Underground)

Hoje foi divulgado o primeiro single da trilha sonora do filme Alice no País das Maravilhas, um dos mais aguardados do ano, do diretor Tim Burton.

A cantora pop canadense Avril Lavigne canta 'Alice (Undergroud)', também de sua autoria.

O filme tem estreia mundial marcada para 5 de março. A trilha completa começa a ser vendida no dia 2 do mesmo mês.

Confira o som abaixo e para mais infos sobre o filme, visite o site oficial.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Encontro de Casais

Bom, não existe muito o que se falar sobre este filme, o máximo que eu posso fazer é alertar os homens que forem com as suas namoradas...em determinados momentos ou até mesmo depois do filme a sua namorada irá dizer que você tem algum dos defeitos apontados no filme e com certeza mais uma leve discussão irá acontecer...ahah

Se as bestas que traduziram o título inglês deste filme tivessem feito um trabalho decente muita coisa seria explicada só pelo título e eu não precisaria gastar o meu tempo escrevendo alguma linha a mais. O nome original é Couples Retreat e como conseqüência em português o certo é Retiro de Casais. Retiro pois a história do filme são quatro casais que resolvem partir para uma ilha paradisíaca para tentarem consertar algumas lacunas de seus casamentos, desculpe mas só vou dizer isto pois quando eu começo a me lembrar deste filme já me vem a lembrança do papelão que Jean Reno fez interpretando um conselheiro terapeuta freqüentador da rua Frei Caneca... Não vou mentir dizendo que não achei graça em nada, umas risadas eu soltei sim, mas nada que eu possa dizer que piada fantástica... filme bem ruim... no máximo nota 3.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Globo de Ouro 2010


Mesmo sob forte chuva, Los Angeles celebrou neste domingo uma das mas importantes noites do cinema: o Globo de Ouro 2010, prêmio dado pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (Hollywood Foreign Press Association). Em sua 67º edição, a premiação considerada uma prévia do Oscar consagrou blockbusters e atores queridinhos.

O grande destaque da premiação ficou por conta de Avatar, vencedor na categoria Melhor Filme (Drama) e Melhor Diretor, para James Cameron. O filme já faturou R$1,42 bilhão nas bilheterias de todo o mundo, ficando atrás apenas de Titanic, do mesmo diretor.

Outro filme campeão de indicações, Amor sem Escalas, acabou levando apenas Melhor Roteiro.

Se Beber, Não Case levou Melhor Filme (Comédia). Nada mais justo.

Up - Altas Aventuras, animação sucesso de crítica, levou na categoria e também Melhor Trilha Sonora.

Sandra Bullock finalmente levou um prêmio para casa, por sua elogiada atuação em O Lado Cego. Melhor Atriz (Drama). O ano de 2009, aliás foi um excelente ano para a Miss Simpatia, com outro filme de sucesso de bilheteria: A Proposta.

Sem grandes supresas, agora vamos aguardar o Oscar 2010, no dia 7 de Março...

Confira abaixo a lista de ganhadores:



Melhor Filme (Drama)
Avatar

Melhor Filme (Musical ou Comédia)
Se Beber, Não Case

Melhor Ator (Drama)
Jeff Bridges, por Coração Louco

Melhor Atriz (Drama)
Sandra Bullock, por O Lado Cego

Melhor Ator (Musical ou Comédia)
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

Melhor Atriz (Musical ou Comédia)
Meryl Streep, por Julie &Julia

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo'Nique, por Preciosa - Uma História de Esperança

Melhor Diretor
James Cameron, por Avatar

Melhor Roteiro
Amor Sem Escalas

Melhor Canção Original
The Weary Kind - Coração Louco

Melhor Trilha Sonora
Up - Altas Aventuras

Melhor Filme Falado em Língua Estrangeira
A Fita Branca

Melhor Animação
Up - Altas Aventuras

Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

Melhor ator em série de TV comédia ou musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

Melhor série de TV drama
Mad Men

Melhor atriz coadjuvante em série de TV, minissérie ou telefilme
Chlöe Sevigny, por Big Love

Melhor atriz em série de TV (comédia ou musical)
Toni Colette, por United States of Tara

Melhor ator coadjuvante em série de TV
John Lithgow, por Dexter

Melhor atriz em série de TV
Julianna Margulies, por The Good Wife

Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens

Melhor série de Tv de comédia ou musical
Glee

Onde Vivem os Monstros

Onde Vivem os monstros é mais um daquele filme de criança onde os adultos de identificam mais. Talvez a sabedoria do ser humano de olhar pra trás e reconhecer os seus pontos altos e baixos façam com que todo adulto enxergue algo neste filme como um pedaço de sua infância, para alguns a identificação é grande e intensa, para outros nem tanto. O filme é uma adaptação do diretor Spike Jonze do livro de mesmo nome de Maurice Sendak. Spike foi muito feliz também na escolha do ator mirim, Max Records não precisa dizer nada em muitas cenas, seu olhar frágil expressa mais do que mil palavrinhas

Uma perseguição implacável e alucinante pelas escadas é assim que o filme começa, a ação é nada mais nada menos que Max correndo atrás de seu cachorro, o filme continua mostrando quem é Max, um garoto solitário que vive com sua imã mais velha e sua mãe. Como todo solitário, o garoto tem uma imaginação latente e única. Durante uma pequena reunião romântica da mãe o garoto sem saber como lidar com seus sentimentos e desejos é extremante mal educado com a mãe que por causa deste comportamento discuti com ele, para escapar da briga ele foge para uma floresta perto de casa, nesta floresta ele encontra um barco e sem pestanejar ele começa a navegar sem destino, porém o destino o leva até uma ilha com monstros canibais falantes de pelúcia...

Depois de quase ser devorado o garoto convence os monstros de que ele deve ser o rei deles, com o limite das pretensões de uma criança as novas leis impostas são básicas, diversão, brincadeiras que envolvam guerras e dormir um em cima do outro. Cada monstro da turma pode ser interpretado como um sentimento de Max, e como o garoto alguns não sabem ainda viver com seus sentimentos e pensamentos bagunçados, a ordem que a paz momentânea trás não dura e não demora muito para Max perceber que a sua verdadeira casa é junto de sua família.


Os monstros vivem em nossa imaginação, devemos sempre tentar aprender com eles pois muito provavelmente eles irão nos acompanhar durante a vida toda, a única coisa que não podemos deixar acontecer é que nós nos tornemos os monstros, sentimentos ruins todos tem, o grande desafio é não deixá-los nos dominarem.

A Noviça Mais Rebelde



Boas risadas com imitações, piadas e interações com o público são as principais características desta peça que tem o ator Wilson de Santos interpretando todos os papéis...no caso, só um.

Wilson vive a irmã Maria José, na área de café é a própria irmã que vem nos chamar para entrar no teatro para assistir ao show beneficente da irmandade Salu Marie. De acordo com Maria, a Madre Superiora irá atrasar e enquanto isto ela própria irá entreter o público. O tempo voa com as piadas atuais e imitações, a participação do público diverte, uma partida de bingo ou um roletrando se torna hilariante com as figuras que estão na platéia. Talvez este seja um dos pontos a se atentar, quem não gosta de interagir não irá gostar da peça.... outro detalhe, desta vez pessoal, fiquei com a impressão seria muito mais divertido se tivessem mais noviças, mas a peça é mega divertida e é uma boa pedida para ser a primeira peça postada nos Matadores!!

Ficha TécnicaSupervisão artística: Marcelo Médici

Trilha produzida por: Ivan Huol (músicas do original Nunsense) e Cia da Vozes (músicas imitações)

Elenco: Wilson de Santos

Tradução de músicas: Flávio Marinho e Wolf Maya (original Nunsense)

Iluminação: Kadu Moratori

Figurino: Celso Werner

Cenário: Grafite - Eduardo KobraCenotécnico: Estevão Nascimento

Arte Gráfica: Vicente Queiroz

Produção: Leonardo Leal

Local: Teatro Raul Cortez

Preço: R$ 40

Data: 9 de janeiro a 28 de fevereiro de 2010

Horários: Sábado 19h e domingo 17h