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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Star Trek – Além da Escuridão


Na data estelar de 26 de janeiro de 2013 os estúdios Disney anunciaram JJ Abrams como o responsável em ressuscitar no cinema a série Guerra nas Estrelas. Os fãs mais xiliquentos de Star Trek começaram a pirar. Se sentiram traídos e não acreditaram que duas franquias rivais poderiam ser conduzidas pela mesma pessoa. Calma, nerds de plantão, após assistir Além da Escuridão, tenho certeza que as duas histórias estão nas mãos certas.

Um dos grandes trunfos de Abrams é contar com um time muito bom de roteiristas. Pessoas como Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof (meu preferido) que entendem perfeitamente as necessidades dos fãs e sabem amarrar a trama sem deixar pontas soltas.

No primeiro filme, a história estabeleceu uma nova linha temporal onde a Enterprise atual poderia seguir seus próprios caminhos, sem ser tão fiel à série e aos filmes antigos. Os personagens então foram apresentados, ainda jovens, e suas aventuras só aguardam novos filmes para acontecer e, assim, estabelecer mais ainda a franquia.


Em Além da Escuridão, o Capitão James T. Kirk (Chris Pine) continua aprendendo a ser um líder através de seus instintos e erros. Depois de quebrar um dos protocolos da Frota Estelar, para salvar a vida de Spock (Zachary Quinto), ele vê o próprio Vulcano o delatando para o alto comando. Imediatamente Kirk é rebaixado de posto e o Almirante Pike volta a comandar a USS Enterprise.


Paralelamente a estes acontecimentos, um depósito secreto da Frota Estelar vira alvo de terrorismo praticado por John Harrison (Benedict Cumberbatch), um ex-agente da Frota. Quando a alta cúpula resolve se reunir para decidir como revidar, Harrison ataca novamente e mata importantes comandantes, inclusive Pike. O alto Almirante, Alexander Marcus, resolve então designar a Enterprise, mais uma vez comandada por Kirk, para buscar vingança contra Harrison.     


Spock, Uhura (Zoe Saldana), Leonard McCoy (Karl Urban), Scott (Simon Pegg), Sulu (John Cho) e Chekov (Anton Yelchin) também partirão junto com Kirk até o território Klingon para capturar vivo ou morto o traidor. O problema é que eles acabam enfrentando não só John Harrison como os segredos que se revelam. A ação que acontece no filme é interrupta, são tantas explosões e reviravoltas na trama que o melhor é assistir e deixar para respirar só quando os letreiros subirem. Este filme é mais um ponto positivo na carreira de JJ Abrams e sua equipe. Eles conseguem mais uma vez dar um caminho para a série e, neste processo, conseguem trazer novos trekkies para a causa. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dredd


Antes de tudo, esqueça a primeira adaptação cinematográfica de 1995 com Sylvester Stallone. Este é o verdadeiro Dredd dos quadrinhos, um policial do futuro que prende, julga, executa e, ainda por cima, mantém o visual ameaçador sem nunca mostrar o rosto por de trás da máscara.

A estética acaba tornando-se uma vertente muito contemplada neste filme, ela cria uma sensação futurista além de mostrar tiros e mortes de um jeito inovador, deixando a trama muito mais cruel e praticando a vontade da dama da justiça do jeito mais sangrento possível.  

O filme passa-se num futuro não muito distante, quando a população vive em grandes cidades superlotadas vigiadas somente pelos juízes. Dredd (Karl Urban) é o juiz mais barra pesada de Mega City – Um e, por isso, o mais indicado para avaliar a novata sensitiva Anderson (Olivia Thirlby) em seu primeiro dia de trabalho.
O que a dupla de juízes não esperava, é que uma de suas investigações os levariam ao complexo Peach Trees, comandado pela má elementa Ma-Ma.  A bandidona não fica nada contente quando descobre os dois fuçando no seu prédio e resolve matá-los, ela só não contava que isso seria praticamente impossível (frase manjada de fim de sinopse).    
O visual e o jeitão Dredd estão bem representados por Karl Urban. A história parece uma mistura do primeiro Duro de Matar com o excelente The Raid, algo como uma versão do futuro dos ataques em prédios. A justificativa para a câmera lenta é uma droga futurista, usada para desacelerar a percepção do tempo em 1segundo, uma boa desculpa, mas um tanto usada em excesso. No final das contas é um bom filme de ação, que não deixa um ar de decepção ao final. Até assistirei se tiver uma sequência.