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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Depois da Terra


É muito difícil ser racional nos dias de hoje. Vivemos diariamente numa montanha russa de emoções. Seja no trabalho, na vida pessoal ou simplesmente andando na rua, os sentimentos bons e ruins insistem em tentar afetar as nossas ações. Depois da Terra, o novo filme de M. Night Shyamalan, mostra justamente este controle das emoções num planeta Terra do futuro, onde humanos não fazem mais parte da flora local.

Esqueça as obras anteriores de Shyamalan quando for assistir a este filme. Desta vez não existem reviravoltas ou surpresas, isso, porém, não significa que o filme é ruim. Encare como um filme de ficção científica e sobrevivência, onde os personagens principais mostram que o perigo é real e fatal, mas o medo é uma escolha.   

O filme começa mostrando os humanos abandonando a Terra, após vários desastres naturais, e se mudando para um planeta chamado Nova Prime. Lá eles precisam enfrentar os alienígenas S’Krell e sua arma secreta, os Ursas, seres cegos que farejam seus inimigos por meio do medo que os poros exalam. No meio da guerra, surge o general Cypher Raige (Will Smith), que desenvolve a técnica chamada “Fantasma”, onde o medo não existe e assim, os S’Krell e Ursas são derrotados.  


Depois de muitas missões, Cypher retorna para a sua casa e vê o seu filho, Kitai (Jaden Smith), tentando se tornar um soldado, principalmente para impressioná-lo. Com a intenção de se aposentar da vida militar, Cypher resolve levar Kitai para a sua última viagem oficial. No caminho, a nave dos dois é atingida por uma chuva de asteróides e acaba caindo no nosso louco e lindo planeta azul, agora classificado como um planeta de quarentena classe 1.



Na queda, a nave se divide em duas partes e somente pai e filho sobrevivem. Os problemas são que Cypher acaba ficando com a perna seriamente feriada e o único jeito de pedirem socorro está junto da outra parte da nave, a vários kms da posição deles. Sobra para Kitai salvar a vida dos dois. Mas será que o jovem mancebo conseguirá controlar as suas emoções para realizar a missão mais importante de sua vida?  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Star Trek – Além da Escuridão


Na data estelar de 26 de janeiro de 2013 os estúdios Disney anunciaram JJ Abrams como o responsável em ressuscitar no cinema a série Guerra nas Estrelas. Os fãs mais xiliquentos de Star Trek começaram a pirar. Se sentiram traídos e não acreditaram que duas franquias rivais poderiam ser conduzidas pela mesma pessoa. Calma, nerds de plantão, após assistir Além da Escuridão, tenho certeza que as duas histórias estão nas mãos certas.

Um dos grandes trunfos de Abrams é contar com um time muito bom de roteiristas. Pessoas como Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof (meu preferido) que entendem perfeitamente as necessidades dos fãs e sabem amarrar a trama sem deixar pontas soltas.

No primeiro filme, a história estabeleceu uma nova linha temporal onde a Enterprise atual poderia seguir seus próprios caminhos, sem ser tão fiel à série e aos filmes antigos. Os personagens então foram apresentados, ainda jovens, e suas aventuras só aguardam novos filmes para acontecer e, assim, estabelecer mais ainda a franquia.


Em Além da Escuridão, o Capitão James T. Kirk (Chris Pine) continua aprendendo a ser um líder através de seus instintos e erros. Depois de quebrar um dos protocolos da Frota Estelar, para salvar a vida de Spock (Zachary Quinto), ele vê o próprio Vulcano o delatando para o alto comando. Imediatamente Kirk é rebaixado de posto e o Almirante Pike volta a comandar a USS Enterprise.


Paralelamente a estes acontecimentos, um depósito secreto da Frota Estelar vira alvo de terrorismo praticado por John Harrison (Benedict Cumberbatch), um ex-agente da Frota. Quando a alta cúpula resolve se reunir para decidir como revidar, Harrison ataca novamente e mata importantes comandantes, inclusive Pike. O alto Almirante, Alexander Marcus, resolve então designar a Enterprise, mais uma vez comandada por Kirk, para buscar vingança contra Harrison.     


Spock, Uhura (Zoe Saldana), Leonard McCoy (Karl Urban), Scott (Simon Pegg), Sulu (John Cho) e Chekov (Anton Yelchin) também partirão junto com Kirk até o território Klingon para capturar vivo ou morto o traidor. O problema é que eles acabam enfrentando não só John Harrison como os segredos que se revelam. A ação que acontece no filme é interrupta, são tantas explosões e reviravoltas na trama que o melhor é assistir e deixar para respirar só quando os letreiros subirem. Este filme é mais um ponto positivo na carreira de JJ Abrams e sua equipe. Eles conseguem mais uma vez dar um caminho para a série e, neste processo, conseguem trazer novos trekkies para a causa. 

domingo, 2 de junho de 2013

Finalmente 18!




Vou escrever sobre este filme de uma forma linear. O título em inglês é “21 & Over”, enquanto no Brasil é Finalmente 18! aparentemente algo está errado aí. Ou as brilhantes traduções atacaram novamente ou o nosso legislativo é muito frouxo. Como esse é um filme de zoeira e altas confusões (sessão da tarde feelings), eu não vou perder meu tempo discorrendo sobre os problemas no sistema brasileiro.

A história é bastante focada nas particularidades do estilo de vida americano. O ponto de ignição é a chegada da maioridade de Jeff Chang (Justin Cho). Seus amigos de infância, Miller (Miles Teller) e Casey (Skylar Austin), resolvem vista-lo no seu aniversário para juntos celebrarem e relembrarem os velhos momentos.


O problema, é que Chang tem uma entrevista de emprego muito importante na manhã seguinte, que seu pai arrumou e faz questão de acompanhá-lo pessoalmente. Mesmo com esse porém, o trio parada dura resolve sair para aprontar pelos bares da cidade.


Quanto mais bebida entra, mais confusões aparecem. O japa/chinês bebe tanto que acaba desmaiando. Seus amigos não conseguem deixá-lo em casa porque simplesmente não se lembram como chegar. A cada tentativa de descobrir o endereço, eles acabam se metendo em mais encrencas.


Líderes de torcida, fraternidades estudantis e touros são alguns dos que sofrerão nas mãos dos jovens beberrões. Ainda sobra tempo para algumas reviravoltas e draminha/reflexão sobre amizade. Não importa o título ou a história, assista ao filme simplesmente para rir das idiotices (que não são poucas). Afinal de contas, cinema é para isto também.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Em Transe



Danny Boyle entrou na minha lista de diretores preferidos após os filmes Extermínio e 127 Horas. Estar nesta seleta lista, significa, que mesmo que o filme fale sobre a reprodução das amebas, eu assistirei e, provavelmente, falarei que o filme é bom. Sendo assim, não tive dúvidas de assistir “Em Transe” após chegar ao cinema e ver tantas boas opções nacionais e internacionais. Minha opinião sobre mais este filme de Boyle? Uma boa distração depois de um dia emocionalmente estressante.

Em Transe, como o nome já diz, tem a sua trama envolta do hipnotismo. O filme começa com Simon (James McAvoy) apresentando o seu trabalho numa casa de leilão. Ele mostra todas as particularidades do negócio e como reagir caso ocorra um assalto.



Mesmo com a alta tecnologia e com todo o treinamento, uma gangue resolve roubar um importante quadro. Durante o assalto, Simon tenta esconder a famosa pintura, mas é surpreendido por um dos ladrões e, na tentativa de enfrentar o bandido, ele leva uma coroada na cabeça e desmaia. Enquanto o jovem fica desmaiado, o bandido, interpretado por Vincent Cassel, percebe junto com os seus comparsas que a pintura sumiu.



Depois de ficar um tempo no hospital e perceber que está com amnésia sobre o paradeiro do quadro, descobrimos que Simon também faz parte da gangue. O problema é que os bandidos não acreditam na tal amnésia e o torturam bastante. Depois de muito sofrimento, todos se convencem da perda de memória e partem para um tratamento não muito convencional, o hipnotismo.



Simon escolhe a doutora Elisabeth (Rosario Dawnson) para ajudá-lo. Logo na segunda sessão, ela descobre o intuito dos bandidos e topa ajudar, recebendo a sua parte também. O desenrolar da história reserva algumas reviravoltas, principalmente na facilidade em que Simon entra em transe. Essa reviravoltas, juntando com esse tema muito mental, cria brechas para algumas interpretações livres sobre a trama e final, o que também pode ser reconhecido como falhas no roteiro. De qualquer forma, foi uma boa escolha para uma quinta-feira à noite, ver a maravilhosa Rosario Dawnson e o trabalho de Danny Boyle é sempre uma boa pedida.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Homem de Ferro 3



Desde o primeiro Homem-Aranha, o grande trunfo dos filmes da Marvel era criar uma história que agradava os fãs dos quadrinhos e o público leigo no assunto. Essa fórmula deu tão certo que muitos outros heróis migraram também para os cinemas e, até o momento, tiveram o seu ápice em Os Vingadores. Homem de Ferro 3 começa a mudar um pouco esse tipo de amálgama e foca bastante no público leigo, o que pode deixar os fãs de quadrinhos um pouco decepcionado.

A história começa justamente após Os Vingadores. Tony Stark (Robert Downey Jr.) está meio piradão depois das experiências vividas com aliens, deuses e Hulk. Síndrome do pânico e noites em branco construindo novas armaduras fazem parte da rotina diária do milionário e, refletem, em seu relacionamento com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).  

Esse momento de Stark o deixa alienado para os novos perigos que a humanidade está enfrentando. Um novo vilão chamado Mandarim (Ben Kingsley) ameaça os Estados Unidos com terrorismo e explosões misteriosas. Paralelamente, um antigo cientista conhecido de Tony é apresentando na trama, Aldrich Killian (Guy Pearce) integra a organização IMA (Ideias Mecânicas Avançadas) que tenta realizar negócios com as empresas de Stark. 



É o segurança, amigo e diretor dos outros dois filmes, Jon Favreau, que recoloca Tony na história. Ele começa a investigar o tal Killian e acaba ficando gravemente ferido, desencadeando uma guerra declarada entre Homem de Ferro x Mandarim.



Esta terceira aventura solo do herói metalizado é dirigida por Shane Black, mais conhecido por ser o roteirista da franquia Máquina Mortífera, diretor de Beijos e Tiros, que tinha também Downey Jr. como protagonista e, principalmente, por ser o primeiro soldado a morrer no filme Predador (verdade!). Shane também assina o roteiro desta sequência que é explicitamente voltada ao homem de dentro da armadura. Esta reconstrução de Tony Stark deixa o filme quase que inteiramente para ele, sua armadura aparece em poucos, mas ótimos momentos, fator que pode desagradar alguns. Quem continua muito fiel a sua história original é James Rhodes (Don Cheadle), antigo Máquina de Guerra e atual Patriota de Ferro. Alias, todo o elenco de apoio é ótimo. Os produtores, diretores e executivos não precisam apelar tanto a imagem de Downey Jr. Os Vingadores provaram que grandes protagonistas podem dividir a mesma tela com muito sucesso.    

domingo, 21 de abril de 2013

Meu Pé de Laranja Lima


Hoje em dia, muitos parentes meus dizem que eu era uma criança comportada, que era só ligar a televisão que eu ficava lá brincando quieto com os meus bonecos e minhas armas. A verdade é que ninguém via o que realmente acontecia. Desde o momento que eu acordava, até a hora de dormir, eu vivia em vários mundos diferentes e, embarcava em histórias fantásticas onde eu era sempre o herói imbatível. Mesmo quando eu apanhava bastante de uma legião de ninjas assassinos ou enfrentava o Predador eu bolava um jeito de sair vencedor, sempre graças ao meu poder imbatível chamado imaginação. 

Felizmente eu tive uma ótima infância e nunca precisei usar a minha imaginação como forma de escapar de uma realidade triste. Meu Pé de Laranja Lima mostra justamente este tipo de válvula de escape. Este clássico literário brasileiro toma mais uma vez forma nas telonas para emocionar e derramar lágrimas.

A história de José Mauro de Vasconcelos mostra a vida do menino Zezé. Com seu pai desempregado e sua mãe trabalhando longe de casa, sua família tenta sobreviver com o básico. Mesmo injuriado pela falta de dinheiro, Zezé usa sua imaginação para levar uma vida normal no sentido das traquinagens, o problema é quando seu pai descobre as coisas que ele apronta e mete a porrada literalmente no garoto.


Quando são obrigados a mudar de casa, o jovem mancebo adota um pequeno pé de laranja lima e finge que ele é um amigo/confidente. Zezé conta todas as suas histórias para seu companheiro invisível e aproveita para viver novas aventuras com o mesmo. Paralelamente, ele acaba conhecendo Portuga (José de Abreu), um português solitário de família, cheio de bondade em seu coração, que tenta levar alguma alegria para a vida do pequeno garoto.


Na minha infância eu sempre fui bastante incentivado pela minha mãe a ler bastante. Livros e gibis brotam na minha casa como ervas daninha. Mesmo tendo mais de 200 livros e 3000 quadrinhos eu nunca li este livro. Conhecia a existência do mesmo, mas não sabia que a história era tão verdadeira. É inacreditável o número de livros e histórias que existem publicadas. Uma vida não seria suficiente para ler tudo. Finalizando sobre o filme...ele é bastante emocionante e vale a pena ser conferido. Ponto para o cinema nacional.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oblivion



Os filmes de ficção científica quase sempre trabalham com situações utópicas. Por este motivo, as vezes fica difícil entrar na história e acreditar em todos os absurdos ali expostos. Talvez eu devesse abandonar as críticas deste tipo de filme e retomar somente no futuro, quando algumas dessas coisas já terão acontecido. Só espero que não aconteça uma guerra contra alienígenas...isso estragaria as minhas sessões da meia noite no cinema.

Oblivion nos apresenta um planeta Terra destruído após uma invasão alienígena. Mesmo vitoriosos, os humanos são obrigados a abandonar o planeta devido à radiação das bombas nucleares e da mãe natureza que, em sua fúria, desencadeou vários desastres naturais. Enquanto a grande parte dos humanos se muda para Titã, uma das luas de Saturno, outros estão ajudando na remoção de nosso bem mais precioso, a água. 

Jack Harper (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) são os responsáveis em vigiar todo o processo de retirada da água, isso envolve consertar robôs de segurança e enfrentar saqueadores alienígenas. A vidinha dos dois ia bem, até Jack começa a ter estranhos sonhos com uma mulher que ele não lembra quem é.


Num certo dia, uma pequena nave caí na Terra e Jack vai investigar. Assim que ele chega ao local, ele descobre vários humanos em estado de sono, em especial ele vê a mulher de seus sonhos, mas para a sua dupla surpresa, os robôs de segurança começam a matar um por um. Depois de impedir a matança, Jack descobre que a mulher se chama Júlia Rusakova (Olga Kurylenko). No meio de tantas dúvidas, os são capturados pelos saqueadores, mas as perguntas aumentam mais ainda quando eles descobrem que seus captores são humanos disfarçados de alienígenas e lutam pela liberdade do nosso crazy planeta.


Pode ser no passado, presente ou futuro, as informações sempre são manipuladas. Elas podem começar guerras e até mesmo terminá-las. Oblivion desde o começa dá brecha para percebermos que tem alguma coisa errada na história, só não dava para ver que castelo de areia seria tão grande. No final das contas ele se torna um filme médio, que se fosse mais curto e com mais ação teria um impacto mais positivo na minha humilde opinião.   

sexta-feira, 22 de março de 2013

João e Maria – Caçadores de Bruxas



Além de ensinar lições importantes da vida, os grandes clássicos literários infantis sempre mexeram com a imaginação de seus leitores e espectadores, deixando ideias e pensamentos guarnecidos. Essas fantasias acabaram ganhando forma e expandiram alguns universos, como em João e Maria – Caçadores de Bruxas.


Nesta continuação/prequel os roteiristas foram ousados, retornaram ao mundo João e Maria e tentaram criar uma franquia nova, aberta a outras possíveis continuações. Para estruturar este formato foram convocados dois atores bem cotados em Hollywood para serem os pilares de uma possível série de filmes, Jeremy Renner e Gemma Arterton. Além da dupla, a história tem muitas mortes estilosas que fariam inveja a qualquer “acidente” dos filmes Premonição, um atrativo bastante válido para divertimentos cinematográficos. 


Bom, o filme começa mostrando rapidamente a famosa história de infância dos irmãos. Só que ao invés do “viveram felizes para sempre”- após matarem a bruxa que os aprisionou - os dois se tornam caçadores de bruxas, os mais famosos e sanguinários de toda a Europa.  


Quando sete crianças desaparecem misteriosamente na pequena cidade de Augsburg (Alemanha) a dupla é contratada pelo prefeito para resolver o caso. Só que nas intrigas das bruxas nada é tão simples e fácil. A tramoia está diretamente ligada ao passado de João e Maria e envolve uma revolução nos poderes das malvadas. Ou seja, o mundo presenciará mais uma batalha entre o bem e o mal, onde o futuro da humanidade estará em jogo (clichê ou não?).  


Estarei mentindo se dissesse que a história deste filme não é previsível. Com a vontade de criar uma franquia rentável, o diretor Tommy Wirkola elaborou um produto rápido e divertido banhado de sangue. Estaria mentindo também se dissesse que não gostei do filme...acho que vale uma nota 7.