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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Esquadrão Suicida

É ruim, mas é bom.
Fim

Espera. Calma. Se eu não redigir pelo menos dez linhas deixo de receber meu salário de frila fixo do blog (cinco refrigerantes Cini Gengibirra).
Sigamos para a crítica.

Esquadrão Suicida traz para as telonas uma história de desastre em formato de clipe da MTV.
Ágil, esse modelo privilegia a parte estética e ajuda durante a apresentação dos personagens, não tão conhecidos até entre leitores dos quadrinhos.




Outra particularidade diz respeito aos bastidores do filme, que teria sido editado e reeditado várias vezes, em consequência de uma briga entre estúdio e diretor.

Conta-se: chegaram a existir três versões diferentes do filme com praticamente as mesmas cenas, o que é uma baita feito de edição, mas não tão grande para o trabalho de contar uma história com nexo. Como seria se a trama seguisse o plano original? Nunca saberemos.

Ainda assim, Esquadrão Suicida é melhor que Batman V Superman, o outro longa do universo de filmes da DC. O que não é uma tarefa árdua, já que só de ter uma história com começo, meio e fim já é melhor.
Uma bula de remédio? Melhor que Batman V Superman.

Arlequina, Pistoleiro e Amanda Waller ditam os rumos da história e formam uma espécie de trindade dos vilões porém de vez em quando heróis. No geral, é um filme um pouco ruim, porém um pouco divertido. Se o leitor não conferiu nos cinemas, pode ficar ligado que em alguns anos estará na lista de sucessos da Sessão da Tarde.






Salário garantido

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Depois da Terra


É muito difícil ser racional nos dias de hoje. Vivemos diariamente numa montanha russa de emoções. Seja no trabalho, na vida pessoal ou simplesmente andando na rua, os sentimentos bons e ruins insistem em tentar afetar as nossas ações. Depois da Terra, o novo filme de M. Night Shyamalan, mostra justamente este controle das emoções num planeta Terra do futuro, onde humanos não fazem mais parte da flora local.

Esqueça as obras anteriores de Shyamalan quando for assistir a este filme. Desta vez não existem reviravoltas ou surpresas, isso, porém, não significa que o filme é ruim. Encare como um filme de ficção científica e sobrevivência, onde os personagens principais mostram que o perigo é real e fatal, mas o medo é uma escolha.   

O filme começa mostrando os humanos abandonando a Terra, após vários desastres naturais, e se mudando para um planeta chamado Nova Prime. Lá eles precisam enfrentar os alienígenas S’Krell e sua arma secreta, os Ursas, seres cegos que farejam seus inimigos por meio do medo que os poros exalam. No meio da guerra, surge o general Cypher Raige (Will Smith), que desenvolve a técnica chamada “Fantasma”, onde o medo não existe e assim, os S’Krell e Ursas são derrotados.  


Depois de muitas missões, Cypher retorna para a sua casa e vê o seu filho, Kitai (Jaden Smith), tentando se tornar um soldado, principalmente para impressioná-lo. Com a intenção de se aposentar da vida militar, Cypher resolve levar Kitai para a sua última viagem oficial. No caminho, a nave dos dois é atingida por uma chuva de asteróides e acaba caindo no nosso louco e lindo planeta azul, agora classificado como um planeta de quarentena classe 1.



Na queda, a nave se divide em duas partes e somente pai e filho sobrevivem. Os problemas são que Cypher acaba ficando com a perna seriamente feriada e o único jeito de pedirem socorro está junto da outra parte da nave, a vários kms da posição deles. Sobra para Kitai salvar a vida dos dois. Mas será que o jovem mancebo conseguirá controlar as suas emoções para realizar a missão mais importante de sua vida?