| Sloane Peterson |
domingo, 11 de agosto de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Tudo por um Sonho
Tenho que admitir que até bem pouco tempo atrás eu tinha
ligado completamente o foda-se para todas as questões que tiravam o meu sono.
Trabalho, dinheiro e ex-namoradas estavam tomando tanto a minha energia que não
sobrava mais tempo e vontade para ser o mesmo de antes e a única saída foi
tratar com indiferença tudo que não estava me fazendo bem. Só que sempre temos
que evoluir. As experiências nos transformam e como a vida é muito curta, não
podemos perder tempo com sentimentos ruins ou pessoas que no fundo só nos fazem
sofrer. Óbvio que acontecerão muitos problemas durante a nossa jornada, mas
identificar os pontos positivos e saber viver em harmonia com os sinais do
universo pode tornar tudo mais prazeroso e proporcionar muitos momentos
incríveis.
Também acho que devemos aprender com histórias reais mesmo
quando não conhecemos pessoalmente os personagens. Um grande exemplo de
vida foi o surfista Jay Moriarity. Aos 16 anos ele já mostrava a sua habilidade
nas temíveis ondas Mavericks e despontava com um verdadeiro surfista de alma.
Mesmo sendo reconhecido como o melhor surfista do pico, suas maiores qualidades
eram a alegria e inspiração que passava para todos que o conheciam.
Infelizmente ele acabou falecendo aos 22 anos mas deixou grandes lições de vida
a serem seguidas.
Aos 15 anos, Jay (Jonny Weston), que já é um grande talento
do surf, se esconde no carro de Frosty e descobre as secretas ondas de
Mavericks. Querendo surfar estas ondas gigantes, o jovem pede para que Frosty o
ensine. Apesar da relutância inicial, o lendário surfista concorda desde que o
treinamento dure três meses e seja focado nos pilares dos fundamentos do surf.
Inicialmente a convivência dos dois não é das melhores. Só
que mesmo com todos os problemas que cercam a vida de ambos (mortes, abandonos
e amores não correspondidos), a dupla cria uma conexão igual a pai e filho que
ajudará na vida dos dois.
Estar em contato com a natureza sempre me ajudou a refrescar
os pensamentos. Andar 5km, sozinho, numa praia deserta com a única preocupação
sendo a água gelada aos seus pés é a terapia perfeita para eu entrar novamente
nos eixos e identificar como tirar uma lição positiva dos gargalos que a vida
nos traz. Conhecer histórias como a de Jay são inspiradoras demais e podem
mudar totalmente o seu jeito de viver a vida e , assim, trazer muita
felicidade. “Live Like Jay”.
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O Incrível Burt Wonderstone
Sabe aquele filme que você não espera muita coisa e de
repente você já assistiu duas vezes e está indicando para seus amigos? Pois
bem, pode acrescentar O Incrível Burt Wonderstone nesta seleta lista. Mostrando
as rivalidades no mundo da mágica, esta divertida comédia consegue tirar muitas
risadas e gargalhadas até mesmo quando assistido no domingo à noite, horário
que bate aquela depressão que antecede as segundas-feiras.
A história começa com o pequeno Albert sofrendo bullying de
uns moleques chatos em seu próprio aniversário. Só que assim que ele chega em
casa, ele descobre que ganhou de presente, de sua mãe ausente, um kit de
mágicas de Rance Holloway (Alan Arkin) e, imediatamente, ele começa a praticar
alguns truques. Enquanto treina a famosa mágica do dedo falso no colégio, um
garoto chamado Anthony fica cativado e começa a conversar com Albert. Os dois
resolvem virar parceiros e assim iniciam uma grande amizade.
Com o passar dos anos, a dupla, chamados agora de Burt
Wonderstone (Steve Carel) e Anton Marvelton (Steve Buscemi), ganham prestígio e
se tornam a atração principal de um grande hotel em Las Vegas, comandado por
Doug Munny (James Gandolfini).
Só que fazendo o mesmo show há 10 anos trazem consequências
ruins pessoais e profissionais. O que era uma amizade mágica, se torna uma
obrigação diária profissional e banal, e, a não atualização abre as portas para
a concorrência, no caso, o ilusionista doidão Steve Gray (Jim Carey).
A dupla acaba sendo demitida do hotel e desmancham a
parceira. Totalmente falido, Burt aceita um emprego para entreter idosos num
asilo. Lá ele conhece o próprio Rance Holloway que o fará repensar todos os
rumos que a sua vida tomou e, principalmente, ressuscitará o prazer pela
mágica.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
O Homem de Aço
Seja pelos quadrinhos, séries ou filmes, dificilmente alguma
pessoa do planeta Terra não conhece a origem do Super-homem. O que estava
realmente faltando era uma versão cinematográfica que fizesse jus ao
personagem. Como eu disse, estava… A Warner Bros resolveu investir e chamou o
diretor Zack Snyder, o produtor Christopher Nolan e o roteirista David S. Goyer
para finalmente realizarem um filmaço que contagia desde os fãs mais antigos e
cabeludos até as novas gerações.
O Homem de Aço com certeza é o primeiro de alguns filmes que
acontecerão nos próximos anos sobre o Super-Homem. Sendo assim, ele precisa dar
o passo inicial e contar toda a história de Krypton ao Planeta Diário.
O filme começa com Jor-El (Russell Crowe) alertando os
líderes de Krypton que o planeta está à beira da extinção. No meio da
discussão, surge General Zod (Michael Shannon) rendendo todos e buscando uma
solução mais violenta para os problemas. Jor-El consegue escapar e antes de
retornar para casa ele recupera o códex que contém todo o código genético de
Krypton e, talvez, a única esperança de salvação. Em seu laboratório, o
cientista e sua mulher concordam em enviar seu filho recém-nascido, Kal-El, e o
códex para o nosso planeta azul. Zod tenta evitar a partida da nave matando
Jor-El, mas é detido e sentenciado a milhões de anos na prisão da Zona
Fantasma.
A sequência da trama mistura os dias atuais com a infância
de Kal-El. Criado numa fazenda do Kansas, pelo falecido Jonathan (Kevin
Costner) e sua mulher Martha (Diane Lane), e sendo chamado de Clark (Henry
Cavill), ele tenta levar uma vida normal mesmo enquanto seus poderes começam a
se manifestarem ou mesmo quando o destino pede que ele os use. Crescendo com
toda essa carga emocional, ele vaga por várias regiões inóspitas para entender
o seu lugar no mundo.
Após uma possível descoberta de uma espaçonave congelada no
Ártico, Clark parte para investigar e lá conhece a curiosa repórter Lois Lane
(Amy Adams) e toda a sua verdadeira origem kryptoniana. Só que, ao mesmo tempo
que finalmente ele descobre quem é, o vingativo General Zod retorna da Zona
Negativa ameaçando destruir a Terra caso ele não se entregue juntamente com o
códex.
Mesmo com todos os seus poderes, Kal- El precisou ser criado
por um casal humilde do Kansas para se tornar o Super-Homem. Foram os anos de
convivência, aprendizados e trocas que o fizeram ser uma pessoa correta e o
tornaram o super-herói admirado e querido por muitos fãs. Na vida real
acontecesse do mesmo jeito. Familiares, amigos e conjuges são essenciais na
nossa formação. São as nossas experiências que nos moldam e que nos tornam
melhores e piores.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Truque de Mestre
Se assistir a um show de mágica ao vivo já é quase
impossível desvendar os truques, imagina no cinema onde o diretor faz de tudo
para você enxergar somente o que ele quer. É exatamente isto que acontece em
Truque de Mestre. No filme não temos escapatória como telespectadores,
servimos somente para sentar na cadeira e esperar o desenrolar da história
porque é simplesmente impossível resolver os enigmas ou outros detalhes da
trama.
Tudo começa com os mágicos Daniel Atlas (Jesse Eisenberg),
Merritt McKinney (Woody Harrelson), Henley Reeves (Isla Fischer) e Jack Wilder
(Dave Franco) recebendo um misterioso convite chamando-os para um encontro
secreto. Um ano depois, eles são conhecidos como os Quatro Cavaleiros e
realizam grandes shows financiados pelo milionário Arthur Tressler (Michael
Caine).
Durante uma apresentação em Las Vegas, o quarteto elabora
uma mágica mirabolante onde, em apenas 3 segundos, alguns milhões de um banco
francês são transportados diretamente ao palco. O crime não passa batido e a
polícia prende os mágicos e envia o detetive Dylan Rhodes (Mark Rufallo) para
investigar o caso junto com a policial francesa Alma Dray (Mêlanie Laurent).
Sem evidências concretas, os ilusionistas conseguem a
liberdade e partem para Nova Orleans para a realização de mais um show. Dylan e
Alma vão ao encalço deles, mas são novamente surpreendidos pela esperteza do
grupo que realizam um roubo para cima do próprio Tressler.
A sensação de impotência que os policiais sentem a cada ato,
é a mesma que sentimos em cada cena do filme. Tratar o telespectador como mais
um ingresso vendido pode não ser uma das melhores táticas. Do mesmo jeito que
somos cativados com a mágica bem feita, um filme bem elaborado pode exercer o
mesmo efeito.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Guerra Mundial Z
Os zumbis podem ser considerados os monstros do momento. Com
seu jeito nada complicado de entender, estes seres estão em várias vertentes do
cenário cultural atual. Gibis, livros, séries e filmes sobre os mortos-vivos
brotam a cada clique no F5 e ajudam a aumentar a fascinação sobre o tema.
Guerra Mundial Z é mais um exemplo de como o assunto está em alta. Produzido e
estrelado por
Brad Pitt, o filme passou por alguns percalços na sua finalização e precisou ter o final reescrito. Só que em poucos dias de exibição, a bilheteria foi enorme e garantiu, no mínimo, uma continuação. Ponto para os zumbis!
Esta é a versão cinematográfica do livro homônimo de Max
Brooks. Mesmo com as diferenças nítidas nos dois conteúdos, ambos
conseguem satisfazer os seus espectadores. Ou seja, em outras palavras, já
estou deixando subentendido que eu gostei deste filme. Já que fui precipitado
em expressar a minha opinião, vamos deixar de enrolação e partir para a
história.
A trama começa apresentando Gerry Lane(Pitt), um
ex-funcionário da ONU que agora só quer saber de cuidar da sua mulher, Karin, e
suas duas filhas. Durante um trânsito infernal em Filadélfia, o caos acontece e
subitamente ele se vê cara a cara com a epidemia zumbi. Conseguindo escapar, Gerry
e sua família são resgatados e enviados para um porta-aviões no meio do oceano
graças a Thyerry Umutoni, um antigo amigo da época de ONU.
Só que não foi a amizade que proporcionou o resgate. Umutoni
precisa que Gerry ajude nas investigações que levam ao paciente zero do vírus.
Apesar da recusa inicial, Lane se vê obrigado a cooperar para garantir a
estadia segura de sua família. Ele então embarca numa viagem ao redor do
mundo para encontrar as possíveis pistas de uma cura e, assim, salvar a humanidade
e seus entes queridos.
Alguns cinéfilos podem dizer que os filmes antigos de zumbis
eram uma crítica à sociedade ou algum outro significado filosófico
antropológico. Desculpe acabar com essa ladainha. Mas não. Esta é mais uma
forma de garantir boas histórias de terror e suspense. Vamos apreciar os novos
materiais que estão sendo criados, deixar aumentar a mitologia zumbi e nos
divertir com tudo isso.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
O Massacre da Serra Elétrica 3D
Durante as décadas de 70 e 80, do século passado, foram criados grandes
assassinos lunáticos do cinema. Freddy Krueger, Jason, Michael Myers, Chucky e
Leatherface mataram e mutilaram a vontade em suas inesgotáveis continuações de
suas respectivas franquias. Infelizmente, com o passar dos anos, esses seres
malvados foram perdendo a graça e deixaram de causar medo nas pessoas. Só que a
chegada do novo milênio trouxe uma luz para a continuação da trilha de sangue
destes pesadelos ambulantes. Algumas produtoras resolveram repaginar estes personagens
clássicos e nos bombardearam com novos filmes. Não que o resultado seja
inteiramente positivo. Michael Meyers precisou de algumas tentativas para
finalmente cair nas mãos do diretor Rob Zombie que nos trouxe dois ótimos
filmes, Freddy também deu uma patinada, mas em seu último filme, já com Jackie
Earle Haley ele voltou a ser um filme de terror e, Chucky e Jason continuam devendo algo que
preste, ou que cause no mínimo, um pouco de medo.
A série O Massacre da Serra Elétrica também teve algumas tentativas
atuais/ruins antes de chegar nesta boa versão de 2013. Esta nova continuação é
na verdade uma sequência para o primeiro filme da série (O Massacre da Serra
Elétrica/ 1974). Ela ignora os outros acontecimentos e embarca numa nova linha
temporal, podendo assim apresentar novos personagens e criar possibilidades
para mais continuações.
Como eu disse, ele começa com o final do filme original, quando a jovem
Sally sobrevive aos terrores de Leatherface e sua família. Indignados com as
atrocidades, os moradores da pequena Newt (Texas) queimam a casa dos Sawyers e
matam todos por serem cúmplices de Leatherface. Por sorte do destino, o bebê da
família (Edith) sobrevive e é encontrada por um casal que estava ajudando nos
ataques. Sem pestanejar eles pegam a criança e fogem para outra cidade.
Depois de vários anos e sem desconfiar do seu passado, Edith, que agora
se chama Heather (Alexandra Daddario), recebe uma notificação dizendo que sua
avó verdadeira morreu e que deixou toda a herança para ela. Inconformada com a
verdade, ela resolve ir para Newt, com seu namorado e sua melhor amiga, para
descobrir mais sobre o seu passado. Ainda na viagem estão um avulso que pega
sua amiga e um mochileiro que eles encontram no meio do caminho.
Assim que chegam na casa, os futuros mortos..ops.. jovens, ficam
surpresos com o tamanho do lugar. Eles resolvem fazer um jantar especial e vão
até a cidade, o único que fica é o mochileiro que, na verdade, é um ladrãozinho
que só serve para ser a primeira vítima de Leatherface.
Se existia algum mistério sobre a morte do assassino, ela não existe
mais. Era óbvio que ele não tinha morrido durante os ataques à antiga casa dos
Sawyers. A dúvida é, porque ele ficou tantos anos desaparecidos? E como será a
recepção dele para a sua parente de sangue? Para estas respostas, só assistindo
ao filme! Hoje é sem spoilers!
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Juan dos Mortos
Já parou para pensar como seria a sua reação se ocorresse uma epidemia
zumbi? Cara, eu já tenho o roteiro completo. Ligaria para os meus amigos e
familiares para eles se refugiarem no meu sítio, pegaria meu carro, invadiria a
Bayard do shopping Iguatemi para roubar as armas guardadas e iria atrás de um
antigo amor para ver se ela estava bem, se tivesse virado um zumbi, eu a
mataria!ahahha
Juan dos Mortos é uma produção cubana sobre esta terrível praga que
acontecerá cedo ou tarde neste planeta. Usando e abusando das situações
recorrentes do povo cubano, o filme mostra de um jeito cômico o embate entre zumbis
e os habitantes da ilha de Fidel.
A história gira em torno de Juan (Alexis Díaz de Villegas), um vagabundo
nato que vive por meio de esquemas e pequenos golpes, juntamente com seu fiel
parceiro, Lazaro (Jorge Molina). Durante uma reunião de igreja, Juan e sua
gangue são testemunhas de estranhos ataques, sem entender o que está
acontecendo eles fogem.
No dia seguinte, Juan é chamado para ajudar uma vizinha que acredita que
seu marido está morto. Só que chegando lá, ele revive. O vagabundo acredita que
está na frente de um vampiro e tenta matá-lo com estacas, depois acha que ele
está possuído e tenta fazer um exorcismo para só então compreender que o
morto-vivo é um zumbi.
Percebendo a invasão dos desmortos na ilha, Juan vai em busca de sua filha Camila (
As mortes dos zumbis são variadas. Algumas são com remos, outras com
facões e algumas com simples bolas de ferro e socos potentes. O que não altera
são as risadas que saem a cada cena. Mesmo com o negócio prosperando, a falta
de comida faz a gangue percebe que para a salvação só existe um caminho, fugir
de barco para Miami.
Este não é mais um filme de zumbis ou filme de comédia sobre zumbis. É
um filme CUBANO, sobre zumbis, muito engraçado! Esta aí o seu argumento para assisti-lo
e nenhum argumento para fazer o contrário.
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