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domingo, 11 de agosto de 2013

Red 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos


Juro que eu não sei como o Clark Kent consegue ser jornalista e super-herói ao mesmo tempo. Eu ganhei o ingresso para assistir a pré-estreia de Red 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos e precisei de 3 dias para escrever este texto. Horas extras, releases, notas, follows e clientes chatos ocupam demais o tempo de um jornalista na vida real, não sei como continuar com essa identidade secreta de crítico de cinema sem ficar com olheiras e cansaço infinito. Chega de desabafar e vamos ao filme, porque o grande problema será quando eu descobrir a minha kryptonita.

Red 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos é uma das raras sequências do cinema atual que mantêm o nível bom do primeiro filme. Isto,é claro, se você gostar de uma história recheada de ação, piadas e  cenas impossíveis onde os heróis são capazes de tudo para salvar o dia. Bem Hollywood, não?

O filme começa mostrando o casal Frank Moses (Bruce Willis) e Sarah (Mary- Louise Parker) tentando levar uma vida normal e pacata após os acontecimentos do filme anterior. Marvin (John Malkovich) procura Frank dizendo que está sendo seguido após alguns documentos secretos terem vazado na internet, e pede que ele o ajude a descobrir o que está acontecendo. Só que Frank quer curtir a sua aposentadoria e não dá bola para o doidão. Resultado? Marvin acaba morrendo numa explosão misteriosa.


Só que no mundo da espionagem, fingir a própria morte é um golpe muito usado, e, logo, descobrimos que ele foi usado mais uma vez por Marvin. Para salvar a sua vida e de sua namorada, Frank resolve ajudar o seu amigo e embarca numa trama que envolve espiãs russas (Catherine Zeta-Jones), antigos aliados (Helen Mirren), novos inimigos (Lee Byung - Hung), cientista pirado (Anthony Hopkins) e uma misteriosa operação chamada NightShade.


O elenco é realmente de um calibre elevado. Assistir estes atores mais velhos realizando cenas impossíveis acaba sendo muito bacana. Idade não significa nada quando se tem classe, charme e olhar de paranóico (Malkovich). Que venha o terceiro filme!

domingo, 14 de abril de 2013

Gi Joe Retaliação



Existem filmes que só tem a finalidade do divertimento. Não precisamos pensar, meditar ou ficar remoendo o nosso papel no mundo. O lance é ficar acomodado na cadeira, relaxar e deixar que o filme “fútil” faça a sua magia. Só que para essa tática ser bem sucedida, você não pode criar expectativas para o filme, basta entender que ele está aí para te distrair positivamente nas quase duas horas de duração.

Gi Joe Retaliação é a sequência de A Origem de Cobra. Este segundo filme continua exatamente de onde o primeiro parou. Para quem não lembra, os Cobras trocaram o presidente dos EUA pelo seu agente perito em disfarces, Zartan, e planejam um golpe para dominarem o mundo. Apesar de muitos dos Comandos em Ação do primeiro filme não voltarem, a equipe continua muito letal com as adições de RoadBlock (The Rock), Flint (DJ Cotrona) e Lady Jane (Adrienne Palicki).
Os Cobras resolvem colocar o seu plano em ação e começam acusando os GI. Joes de traição após uma missão no oriente médio. A maioria dos Joes são mortos ou viram foragidos, o que deixa o caminho aberto para o Comandante Cobra ser solto de seu cárcere. Nessa situação de desespero, só uma pessoa poderia ajudar o time do bem....John McClane.. ops Joe (Bruce Willis) se junta aos heróis remanescentes e declara guerra ao falso presidente e toda sua organização do mal.
O filme é isso, uma trama fraquinha que privilegia muitos tiros e explosões com várias piadinhas embutidas. Nem mesmo a reviravolta na vida de Storm Shadow chega a surpreender, quem conhece a história dos gibis e dos bonecos sabia que isso ia acontecer. Já aviso que um terceiro filme acontecerá, diferente da linha de brinquedos, os filmes continuam dando muito lucro e incentivando novos filmes para a franquia.    

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer



Eu estava numa peregrinação diária para tentar assistir aos principais filmes concorrentes ao Oscar antes da cerimônia de entrega dos prêmios quando fui surpreendido que uma estréia que eu tanto esperava aconteceu antes do previsto. Resultado? Saí Oscar entra John McClane. Desde o primeiro filme de 1988 eu virei um grande fã da série e mesmo tendo uma baixa expectativa sobre a nova aventura, eu tinha que conferir o filme na estréia.

O melhor filme da franquia para mim é o terceiro, Duro de Matar – A Vingança. John está no auge da sua encarnação de herói que sofre as conseqüências pelos seus atos e o filme em si usa pouco efeito especial, deixando bastante espaço para a trama se desenvolver de uma forma mais real, mesmo se tratando de uma tramóia mirabolante e utópica.

No quarto filme, Viver ou Morrer, John começa a resolver seus problemas familiares, recuperando o amor de sua filha, Lucy (Mary Elisabeth Winstead). Em Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer, o policial careca parte para mais uma empreitada familiar, agora com seu filho, John “Jack” McClane Jr (Jai Courtney).

Tudo começa quando John McClane (Bruce Willis) descobre que seu filho está preso numa penitenciária russa após tentar assassinar um homem a mando de Yuri Komarov. Sem pensar duas vezes o policial de Nova York embarca num avião para ajudar seu filho. Jack tenta negociar um acordo com a polícia russa e vai a julgamento junto com Komarov, que está sendo pressionado por um antigo parceiro/rival para não contar segredos do passado.
Assim que chega a Rússia, John parte para o tribunal onde seu filho será julgado e vê um grupo explodindo tudo para tentar capturar Komarov. Com toda essa agitação, o disfarce de Jack vai para o saco e John descobre que seu filho é um espião da CIA que estava disfarçado para recuperar um dossiê que estava em mãos de Komarov. Família que vive unida, também atira e mata unida. Mesmo a contragosto, pai e filho juntarão forças para completar a missão e salvar o dia, mesmo que seja na Rússia.   
As declarações de uma sexta continuação já estão altas antes mesmo da arrecadação final deste quinto filme. Quem sabe na próxima aventura John não consegue finalmente voltar com sua ex-mulher, seria uma aposentadoria justa e bacana para o herói do Nakatomi Plaza.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Looper

Escolhas sempre se desdobram em acontecimentos bons ou ruins, aguentar as consequências fazem parte do escopo. Este ciclo é óbvio quando olhamos para a realidade, mas na ficção científica e suas possibilidades utópicas de viagens no tempo este ciclo pode ser reescrito, alterando assim a história e o caráter de muitas linhas temporais (aprendi isso tudo assistindo De Volta para o Futuro). Depois dessa aula de física, vamos ao filme.

No ano de 2044 as viagens no tempo não são possíveis, mas em 2074 elas são. Em vez de matar e jogar os seus mortos em algum mar, a máfia de 2074 resolve manda-los ao passado, deixando para que os “loopers” (assassinos do passado) matem os alvos e sumam com os corpos, eliminando assim qualquer evidência do ocorrido.

Para os tais loopers a vida é fácil. Matam sem nem olhar a cara dos mortos, ganham grana, gastam com o que quiserem e ainda são protegidos pela máfia. Mas como estamos em um filme, algum gargalo deve existir. O problema aqui é que misteriosamente os loopers estão sendo assassinados no futuro por um tal de “RainMaker”e as pistas da identidade do indivíduo são quase nulas.
Para piorar um pouco mais a história, o looper Joe Simmons (Joseph Gordon-Levit) recebe a visita do Joe Simmons do futuro (Bruce Willis) querendo vingança pela morte de sua mulher, só que para isso ele precisa encontrar e assassinar a criança que será no futuro o RainMaker. Confusão? Algo normal para uma conspiração que mistura passado, presente e futuro.

Tão difícil quanto explicar uma viagem no tempo é escrever uma história sobre este tema sem falhas, Looper acaba sendo mais uma prova disso. Os erros de continuidade são necessários, sem eles não existiria o filme, ou seja, não se pode levar muito a sério um filme que lida com algo praticamente impossível. Afinal de contas os filmes servem para satisfazerem a nossa necessidade de entretenimento sem a necessidade de ser tudo possível. Já que falei em um dos princípios do cinema, vale a pena também conferir o esforço da produção do filme em deixar Gordon-Levit parecido com Willis, usaram até uns implantes faciais para mostrar a capacidade de ilusão da “magia” do cinema. Realmente a evolução dos filmes nunca terá fim.  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Os Mercenários 2


Antes de começar a escrever este texto, eu fui ler a minha crítica sobre o primeiro filme e fui surpreendido por uma adivinhação que fiz logo no final do texto: “Mercenários faz com que o espectador saia satisfeito do cinema e cria uma sobrevida para alguns outros grandes heróis aposentados ou em fim de carreira, quem sabe na seqüência não teremos Steven Segal, Van Damme ou Chuck Norris.” De três astros de ação eu acertei dois, mais precisamente os dois últimos estão nesta sequência que novamente traz os nossos antigos ídolos fazendo o que eles sabem fazer melhor, atirar e matar.

Sylvester Stallone, além de atuar, ajudou a escrever o roteiro desta continuação. Não que a trama seja um primor, ela até mais parece um roteiro de vídeo-game, mas para justificar tanta violência ela serve direitinho. Ela até encaixa as participações especiais (Schwarzenegger, Bruce Willis e Chuck Norris) que ocupam mais espaço neste filme e são essenciais nas matanças.


Barney Ross (Sly) é ainda o líder dos Mercenários: Lee Christmas (Jason Staham), Yang (Jet Li), Caesar (Terry Crews), Toll (Randy Couture), Gunnar (Dolph Lundgren) e o novato Billy (Liam Hemsworth). A missão deles parecia fácil, achar um avião que caiu e recuperar uma caixa misteriosa, o que eles não contavam era com o bandido Jean Vilain (Jean-Claude Van Damme) e seus chutes. O bandidão rouba a caixa misteriosa e com ela o mapa para toneladas e toneladas de plutônio. Não precisa de muitos neurônios para adivinhar quem vai tentar salvar o dia.


Para completar este grande divertimento que Sly nos traz proporciona novamente, os personagens estão com mais liberdade para fazerem suas piadinhas, os convidados especiais brincam relembrando suas carreiras enquanto matam capangas. Como provavelmente acontecerá mais uma sequência eu vou terminar o meu texto tentando adivinhar mais nomes para o próximo filme...aposto em Carl Weathers, Anderson Silva e Tony Jaa.