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terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Ataque


É bem normal um filme trazer várias referências a outros mais antigos que só vimos em vídeo-cassete, DVD ou nos canais a cabo. Por este argumento e assistindo O Ataque eu começo a perceber que estou ficando velho. O filme e seu personagem principal são inspirados claramente num grande ícone da minha infância,

 John McClane. Desde a regata branca, os problemas familiares, o primeiro nome igual e, principalmente a história, o herói vivido por Channing Tatum faz alusão aos filmes da série Duro de Matar. Como um grande fã de filmes deste tipo, eu não me incomodo nem um pouco com todas essas referências, sobretudo porque eu assisti e gostei do filme.

A trama tem algumas questões atuais. Ela começa com o Presidente dos EUA, James Sawyer (Jamie Foxx), planejando a paz no Oriente Médio com a retirada das tropas americanas e uma série de ações diplomáticas. Paralelamente a este fato histórico, o segurança John Cale (Tatum) consegue uma entrevista de emprego na Casa Branca para o serviço secreto.

Já imaginou o que vai acontecer, não? Uma turminha obviamente não gostou das ideias do Presidente e resolvem tomar a Casa Branca bem quando John está presente (até rimou). Mas assim como McClane, a família de Cale também vai dificultar sua missão. Tentando agradar a sua filha, Emily, John a leva para um tour pela casa presidencial e, ela acaba sendo sequestrada pelos bandidos.


A trama ainda dá mais uma complicada quando os responsáveis mostram que não são terroristas e suas reais identidades e motivos permanecem um mistério. Em resumo, salvar o dia não será tão fácil. Só mesmo um discípulo de John McClane estará apto para vencer tamanho desafio e, ainda por cima, fazer piadinhas com a situação.


Todo este enredo hollywoodiano poderia se tornar um filme mediano e sem emoção. Mas nas mãos do diretor Roland Emmerich ele vira um show de explosões e destruições que a maior expectativa é proporcionar duas horas de emoção, pulos nas cadeiras e desprendimento total da realidade, mesmo com tantos clichês.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer



Eu estava numa peregrinação diária para tentar assistir aos principais filmes concorrentes ao Oscar antes da cerimônia de entrega dos prêmios quando fui surpreendido que uma estréia que eu tanto esperava aconteceu antes do previsto. Resultado? Saí Oscar entra John McClane. Desde o primeiro filme de 1988 eu virei um grande fã da série e mesmo tendo uma baixa expectativa sobre a nova aventura, eu tinha que conferir o filme na estréia.

O melhor filme da franquia para mim é o terceiro, Duro de Matar – A Vingança. John está no auge da sua encarnação de herói que sofre as conseqüências pelos seus atos e o filme em si usa pouco efeito especial, deixando bastante espaço para a trama se desenvolver de uma forma mais real, mesmo se tratando de uma tramóia mirabolante e utópica.

No quarto filme, Viver ou Morrer, John começa a resolver seus problemas familiares, recuperando o amor de sua filha, Lucy (Mary Elisabeth Winstead). Em Duro de Matar – Um Bom dia para Morrer, o policial careca parte para mais uma empreitada familiar, agora com seu filho, John “Jack” McClane Jr (Jai Courtney).

Tudo começa quando John McClane (Bruce Willis) descobre que seu filho está preso numa penitenciária russa após tentar assassinar um homem a mando de Yuri Komarov. Sem pensar duas vezes o policial de Nova York embarca num avião para ajudar seu filho. Jack tenta negociar um acordo com a polícia russa e vai a julgamento junto com Komarov, que está sendo pressionado por um antigo parceiro/rival para não contar segredos do passado.
Assim que chega a Rússia, John parte para o tribunal onde seu filho será julgado e vê um grupo explodindo tudo para tentar capturar Komarov. Com toda essa agitação, o disfarce de Jack vai para o saco e John descobre que seu filho é um espião da CIA que estava disfarçado para recuperar um dossiê que estava em mãos de Komarov. Família que vive unida, também atira e mata unida. Mesmo a contragosto, pai e filho juntarão forças para completar a missão e salvar o dia, mesmo que seja na Rússia.   
As declarações de uma sexta continuação já estão altas antes mesmo da arrecadação final deste quinto filme. Quem sabe na próxima aventura John não consegue finalmente voltar com sua ex-mulher, seria uma aposentadoria justa e bacana para o herói do Nakatomi Plaza.