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segunda-feira, 14 de julho de 2014

12 Anos de Escravidão


 
Um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente será o racismo. Não existe nada mais abominável que o preconceito racial e suas ramificações. Não existem argumentos lógicos ou religiosos que justifiquem tamanha crueldade, simplesmente é algo inaceitável. O mais triste desta história, é lembrar que o racismo ainda existe, e que ele não ficou enterrado num subconsciente maldito e retrogrado. Como diria o outro “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.


O filme 12 Anos de Escravidão, do diretor Steve McQueen (Shame), conta a história verídica de Solomon Northup, um negro livre, que como o nome do filme diz, passou doze anos sendo escravo.  A história começa em 1841, quando Solomon (Chiwetel Ejiofor) casado e pai de dois filhos recebe uma proposta de emprego para cruzar o país tocando violino. Sem desconfiar de nada, ele aceita. Mas durante uma bebedeira, os tais empregadores o drogam e o deixam para ser vendido como escravo.
 
Sem seus papéis que comprovam ser uma pessoa livre, Soloman fica totalmente a mercê dos capatazes que mudam o seu nome para “Platt” e o vendem para uma fazenda em Nova Orleans, comandada por William Ford (Benedict Cumberbatch). Só que Ford tenta tratar bem os seus escravos o máximo que pode. Essas atitudes criam um bem estar invisível e Northup começa a ajudar o patrão cada vez mais. Quem não gosta disto são os capatazes de Ford e eles começam a perseguir o escravo. Temendo o pior, Ford repassa “Platt” a Edwin Epps (Michael Fassbender).
 
 

Neste novo “período” de sua vida escrava, Northup lidará com um louco, um louco religioso que acredita que a escravidão é um direito divino. A interpretação de Fassbender não deixa o telespectador ficar relaxado um segundo se quer. Suas atitudes mostram o quanto era absurda a questão da escravidão e como os homens da época eram escravos de seus próprios dogmas.
 

Imagina viver sem liberdade e nem mesmo poder usar o seu nome verdadeiro, eu pelo menos não consigo imaginar isso. Espero sinceramente que todo esse sofrimento tenha alguma explicação divina que eu não consigo entender no momento. Como eu disse no começo, este é um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente.

domingo, 21 de abril de 2013

Meu Pé de Laranja Lima


Hoje em dia, muitos parentes meus dizem que eu era uma criança comportada, que era só ligar a televisão que eu ficava lá brincando quieto com os meus bonecos e minhas armas. A verdade é que ninguém via o que realmente acontecia. Desde o momento que eu acordava, até a hora de dormir, eu vivia em vários mundos diferentes e, embarcava em histórias fantásticas onde eu era sempre o herói imbatível. Mesmo quando eu apanhava bastante de uma legião de ninjas assassinos ou enfrentava o Predador eu bolava um jeito de sair vencedor, sempre graças ao meu poder imbatível chamado imaginação. 

Felizmente eu tive uma ótima infância e nunca precisei usar a minha imaginação como forma de escapar de uma realidade triste. Meu Pé de Laranja Lima mostra justamente este tipo de válvula de escape. Este clássico literário brasileiro toma mais uma vez forma nas telonas para emocionar e derramar lágrimas.

A história de José Mauro de Vasconcelos mostra a vida do menino Zezé. Com seu pai desempregado e sua mãe trabalhando longe de casa, sua família tenta sobreviver com o básico. Mesmo injuriado pela falta de dinheiro, Zezé usa sua imaginação para levar uma vida normal no sentido das traquinagens, o problema é quando seu pai descobre as coisas que ele apronta e mete a porrada literalmente no garoto.


Quando são obrigados a mudar de casa, o jovem mancebo adota um pequeno pé de laranja lima e finge que ele é um amigo/confidente. Zezé conta todas as suas histórias para seu companheiro invisível e aproveita para viver novas aventuras com o mesmo. Paralelamente, ele acaba conhecendo Portuga (José de Abreu), um português solitário de família, cheio de bondade em seu coração, que tenta levar alguma alegria para a vida do pequeno garoto.


Na minha infância eu sempre fui bastante incentivado pela minha mãe a ler bastante. Livros e gibis brotam na minha casa como ervas daninha. Mesmo tendo mais de 200 livros e 3000 quadrinhos eu nunca li este livro. Conhecia a existência do mesmo, mas não sabia que a história era tão verdadeira. É inacreditável o número de livros e histórias que existem publicadas. Uma vida não seria suficiente para ler tudo. Finalizando sobre o filme...ele é bastante emocionante e vale a pena ser conferido. Ponto para o cinema nacional.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oblivion



Os filmes de ficção científica quase sempre trabalham com situações utópicas. Por este motivo, as vezes fica difícil entrar na história e acreditar em todos os absurdos ali expostos. Talvez eu devesse abandonar as críticas deste tipo de filme e retomar somente no futuro, quando algumas dessas coisas já terão acontecido. Só espero que não aconteça uma guerra contra alienígenas...isso estragaria as minhas sessões da meia noite no cinema.

Oblivion nos apresenta um planeta Terra destruído após uma invasão alienígena. Mesmo vitoriosos, os humanos são obrigados a abandonar o planeta devido à radiação das bombas nucleares e da mãe natureza que, em sua fúria, desencadeou vários desastres naturais. Enquanto a grande parte dos humanos se muda para Titã, uma das luas de Saturno, outros estão ajudando na remoção de nosso bem mais precioso, a água. 

Jack Harper (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) são os responsáveis em vigiar todo o processo de retirada da água, isso envolve consertar robôs de segurança e enfrentar saqueadores alienígenas. A vidinha dos dois ia bem, até Jack começa a ter estranhos sonhos com uma mulher que ele não lembra quem é.


Num certo dia, uma pequena nave caí na Terra e Jack vai investigar. Assim que ele chega ao local, ele descobre vários humanos em estado de sono, em especial ele vê a mulher de seus sonhos, mas para a sua dupla surpresa, os robôs de segurança começam a matar um por um. Depois de impedir a matança, Jack descobre que a mulher se chama Júlia Rusakova (Olga Kurylenko). No meio de tantas dúvidas, os são capturados pelos saqueadores, mas as perguntas aumentam mais ainda quando eles descobrem que seus captores são humanos disfarçados de alienígenas e lutam pela liberdade do nosso crazy planeta.


Pode ser no passado, presente ou futuro, as informações sempre são manipuladas. Elas podem começar guerras e até mesmo terminá-las. Oblivion desde o começa dá brecha para percebermos que tem alguma coisa errada na história, só não dava para ver que castelo de areia seria tão grande. No final das contas ele se torna um filme médio, que se fosse mais curto e com mais ação teria um impacto mais positivo na minha humilde opinião.   

sexta-feira, 22 de março de 2013

João e Maria – Caçadores de Bruxas



Além de ensinar lições importantes da vida, os grandes clássicos literários infantis sempre mexeram com a imaginação de seus leitores e espectadores, deixando ideias e pensamentos guarnecidos. Essas fantasias acabaram ganhando forma e expandiram alguns universos, como em João e Maria – Caçadores de Bruxas.


Nesta continuação/prequel os roteiristas foram ousados, retornaram ao mundo João e Maria e tentaram criar uma franquia nova, aberta a outras possíveis continuações. Para estruturar este formato foram convocados dois atores bem cotados em Hollywood para serem os pilares de uma possível série de filmes, Jeremy Renner e Gemma Arterton. Além da dupla, a história tem muitas mortes estilosas que fariam inveja a qualquer “acidente” dos filmes Premonição, um atrativo bastante válido para divertimentos cinematográficos. 


Bom, o filme começa mostrando rapidamente a famosa história de infância dos irmãos. Só que ao invés do “viveram felizes para sempre”- após matarem a bruxa que os aprisionou - os dois se tornam caçadores de bruxas, os mais famosos e sanguinários de toda a Europa.  


Quando sete crianças desaparecem misteriosamente na pequena cidade de Augsburg (Alemanha) a dupla é contratada pelo prefeito para resolver o caso. Só que nas intrigas das bruxas nada é tão simples e fácil. A tramoia está diretamente ligada ao passado de João e Maria e envolve uma revolução nos poderes das malvadas. Ou seja, o mundo presenciará mais uma batalha entre o bem e o mal, onde o futuro da humanidade estará em jogo (clichê ou não?).  


Estarei mentindo se dissesse que a história deste filme não é previsível. Com a vontade de criar uma franquia rentável, o diretor Tommy Wirkola elaborou um produto rápido e divertido banhado de sangue. Estaria mentindo também se dissesse que não gostei do filme...acho que vale uma nota 7.