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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dois Caras Legais


Não é muito raro eu perguntar para alguém se viu tal filme e ela me olhar com aquela cara de “não sei do que você está falando”. Comento isso porque eu passei por esta situação umas três vezes com “Dois Caras Legais”. Juro que nestas horas eu me pergunto se eu assisto muitos filmes ou se eu posso considerar a maioria das pessoas que eu converso como “lixos cinematográficos”. Melhor dizer que isto não é uma crítica para evitar que alguns leitores do “Caçadores de Zumbis” fiquem chateados.

Dois Caras Legais apostam muito de suas fichas na dinâmica entre os protagonistas. Russel Crowe e Ryan Gosling ditam o movimento do filme (não é um texto sobre futebol), mas contam com a ajuda de coadjuvantes essenciais para que a história seja interessante do começo ao fim. Além disso, roteiro e direção ficam a cargo de Shane Black, que realizou o ótimo Tiros e Beijos. Acho que vale lembrar que ele também fez Homem de Ferro 3, apesar que para mim isso é um demérito.


Gosling é o investigador particular Holland March, contratado para encontrar uma garota desaparecida, enquanto Jackson Healy (Crowe) é um mercenário ou algo do tipo contratado pela garota para intimar March a não encontrar ela. Confuso? Um pouco. Pouco é também o tempo que demora para que os dois personagens juntem forças para resolver o caso. Principalmente porque a resolução do mistério envolve muito dinheiro e um pouco de sensação de fazer o certo. O que eles não desconfiavam é que estavam no meio de uma conspiração parecida com o do filme Uma cilada para Roger Habbit


Ainda fazendo algumas referências, este filme me lembrou bastante o Vício Inerente do Paul Thomas Anderson (anotação mental – escrever também sobre este). Apesar de ter menos drogas, o personagem de Ryan Gosling parece beber da mesma fonte de Joaquin Phoenix. Isso obviamente significa uma grande dose de gargalhadas. Este filme com certeza merecia que mais espectadores o assistisse e também uma crítica um pouco mais dedicada de minha parte. Mas vai por mim. Vale a pena assistir.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis


por Tia Alice

Tia Alice foi assistir “Os Miseráveis”, filme que concorre ao Oscar 2013 em 8 categorias.
Tia Alice adora musicais.
Tia Alice adora o Hugh Jackman.
Tia Alice adora uma boa história.
Tia Alice adooooooooorou “Os Miseráveis”.
Nada como sair da mesmice e ver um filme inteiramente cantado. Tem gente que acha chato e sai no meio. Fazer o quê? Gosto é gosto. E, cá entre nós, o mau gosto anda em alta por aí...

Tia Alice já tinha lido o clássico de Victor Hugo quando era mocinha. E sabia que o sofrimento era um dos ingredientes principais da história, que se passa no século 19, na França, na qual um ex-condenado pela justiça luta para reconstruir sua vida.

A surpresa foi justamente ver como o filme te leva pela história de Jean Valjean, Fantine, Cossete e Javert sem ficar numa ladainha chatolenga. Recria com classe na telona o sucesso do musical do mesmo nome, aplaudido por milhões de pessoas ao redor do mundo.

 A direção de arte é impecável, recriando num tom meio de sonho a época entre duas batalhas sangrentas (Waterloo e os motins de junho de 1832).

O melhor do filme são as interpretações comoventes. Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe e Amanda Seyfried vivem seus papéis com intensidade. E, para sorte do diretor  Tom Hooper  (de “O discurso do rei”), cantam bem.


As risadas ficam por conta do casal falastrão Thenardier, interpretado por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen.  A cena em que batem carteiras na hospedaria é hilária!


Tia Alice, que acredita em vida após a morte e na redenção do bem e dos bons, quase deu vexame no final... Simplesmente arrebatador!