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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis


por Tia Alice

Tia Alice foi assistir “Os Miseráveis”, filme que concorre ao Oscar 2013 em 8 categorias.
Tia Alice adora musicais.
Tia Alice adora o Hugh Jackman.
Tia Alice adora uma boa história.
Tia Alice adooooooooorou “Os Miseráveis”.
Nada como sair da mesmice e ver um filme inteiramente cantado. Tem gente que acha chato e sai no meio. Fazer o quê? Gosto é gosto. E, cá entre nós, o mau gosto anda em alta por aí...

Tia Alice já tinha lido o clássico de Victor Hugo quando era mocinha. E sabia que o sofrimento era um dos ingredientes principais da história, que se passa no século 19, na França, na qual um ex-condenado pela justiça luta para reconstruir sua vida.

A surpresa foi justamente ver como o filme te leva pela história de Jean Valjean, Fantine, Cossete e Javert sem ficar numa ladainha chatolenga. Recria com classe na telona o sucesso do musical do mesmo nome, aplaudido por milhões de pessoas ao redor do mundo.

 A direção de arte é impecável, recriando num tom meio de sonho a época entre duas batalhas sangrentas (Waterloo e os motins de junho de 1832).

O melhor do filme são as interpretações comoventes. Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe e Amanda Seyfried vivem seus papéis com intensidade. E, para sorte do diretor  Tom Hooper  (de “O discurso do rei”), cantam bem.


As risadas ficam por conta do casal falastrão Thenardier, interpretado por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen.  A cena em que batem carteiras na hospedaria é hilária!


Tia Alice, que acredita em vida após a morte e na redenção do bem e dos bons, quase deu vexame no final... Simplesmente arrebatador!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Eis que finalmente chegou aos cinemas a terceira parte do Batman de Christopher Nolan. Tá certo que resolvi postar com um pouco de atraso no blog, culpa dos outros filmes que estavam na frente para receber a minha humilde opinião. Mas calma, obviamente eu assisti ao filme na estreia e quero começar o texto parabenizando os nerds do shopping Santa Cruz que se comportaram muito bem, igual quando assisti Os Vingadores.

Faço questão de dizer que é o Batman de Nolan pois nos três filmes ele tentou dar a sua visão realista ao personagem, inclusive alterando um ponto essencial dos quadrinhos. O Batman de Nolan sofre por amor enquanto o homem morcego dos quadrinhos dedica sua vida à justiça e ao altruísmo. Se até o morcegão pode ficar deprimido por amor e não querer mais saber de ser o herói de Gotham City por que eu não posso ficar quieto na minha quando sofro dos mesmos sintomas?

Voltando ao filme e partindo para o resumo. Passado alguns breves anos após o desfecho do segundo filme, Gotham City é um lugar muito mais calmo e sem a presença de Batman (Christian Bale), que se escondeu após fingir ter matado Harvey Dent para omitir o fato do promotor ter se transformado no Duas Caras.   
Como Gotham nunca está em paz, um novo vilão começa a arquitetar um plano maléfico para a cidade, Bane (Tom Hardy), o ser misterioso de voz enigmática possuí força, intelecto e maldade na alma para destruir Gotham e seu protetor e, ainda por cima, tentar dar uma aula de socialismo através de suas ações.
A parada dura vai fazer Batman voltar à ativa, antigos aliados como Lucius Fox (Morgan Freeman), comissário Gordan (Gary Oldman) e o mordomo Alfred (Michael Cane) estarão ao lado do morcegão. Novos e essenciais personagens entram na trama como a mulher-gato (Anne Hathaway) e o policial novato John Blake (Joseph Gordon-Levitt). Todos participam ativamente da história e ajudam a aumentar os enigmas.  Falar mais seria spoiller, então prefiro ficar quieto nesta crítica e preservar o filme.  
Esta terceira parte encerra o ciclo Nolan com brilhantismo e não deixa espaço para críticas negativas. Alguns pontos de atenção podem ser feitos no roteiro e, em determinados cortes, mas nada que atrapalhe a excelente impressão que fica ao final do filme. Para a conclusão me convencer do brilhantismo de Nolan, o próximo filme tem que partir do ponto que acaba este, seguindo todas as possibilidades abertas, ou seja, nada de inventarem de fazerem um reboot como no Homem- Aranha.