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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Venom


“Para um filme de ficção, até que é bom”. Esta foi a opinião da minha avó assim que saímos do cinema ao assistir Venom em alguma tarde ali no décimo mês do ano, mais conhecido como outubro. Essa frase ficou no meu inconsciente e depois de pensar durante alguns segundos, eu entendi. Os gênios que desenvolveram o filme queriam exatamente isso. Desassociar as histórias do gibi e incluir o personagem em algum enredo plausível envolvendo alienígenas. Vovó entendeu bem.

Nos quadrinhos, Venom é um vilão que odeia o Homem-Aranha, mas que em vários momentos tem sua alcunha de malvado questionada. Já, no filme, não existe Homem-Aranha e nem essa de malvadão. Tom Hardy interpreta Eddie Brock um jornalista investigativo que busca sempre a verdade, mesmo que isso custe seu emprego ou cause problemas em sua vida pessoal.

Paralelamente a esta apresentação, descobrimos que uma Fundação comandada pelo bilionário Carlton Drake está fazendo estranhos experimentos envolvendo vida alienígena.


O que acontece quando misturamos um personagem principal que é jornalista investigativo e testes em seres de outro planeta? Sim, bem isso que você pensou. Simbiose. Eddie acaba juntando-se com o ET e vira o famoso Venom. Óbvio que a tal organização que pesquisava o negócio não gosta do que aconteceu e faz de tudo para recuperar os bichinhos do espaço.


É interessante escrever sobre um filme de 3 meses atrás. Neste momento eu já sei que ele foi um grande sucesso financeiro para a Sony e que uma sequência já está sendo desenvolvida. Se eu tivesse escrito após a estreia, eu com certeza teria redigido algumas palavras sobre o eminente fracasso dele.... Enfim, para mostrar que estou atualizado, o Atlético PR acaba de fazer o último pênalti e ganhar a final da Taça Sulamericana. Segue o baile.  

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Regresso

O explorador norte-americano Hugo Glass se alistou em uma expedição de caçadores no distante ano de 1832. Nesta jornada, enfileirou os seguintes feitos:
- encarou uma tribo de índios pouco simpáticos
- sobreviveu a um pega para capar com um urso
- percorreu uma distância de mais de 100 km agarrado a um fiapo de vida e um bocado de desejo de vingança

Mas o impossível mesmo ele fez em 2016, quando proporcionou um Oscar a Leonardo DiCaprio.

Corte rápido para 2015. Logo após perder o Oscar para o ator que viveu nas telonas o físico Stephen Hawking, Michael Keaton fez um desabafo meio melancólico, meio cínico:
"Infelizmente a doença sempre vence"

Na pele de Hugo Glass, Leonardo DiCaprio apanha, se arrasta pelo continente americano, apanha mais e se alimenta de vez em quando. Meio que come o pão que o diabo amassou no sentido figurado. No literal, come um figado cru e ainda precisa dividir com uma matilha de lobos.

A narrativa não é lá aquelas coisas e, em um roteiro sobre sobrevivência e vingança, o longa se agarra nas provações do personagem de DiCaprio e em uma excelente fotografia do hemisfério Norte no inverno.

Parece pouco e meio que é mesmo.
Mas, olha só, o Oscar do DiCaprio acabou saindo.









Breve

- Para quem tiver interesse, tem uma versão da história do Hugo Glass no primeiro CD do Of Monsters and Men.
Se não mais legal que o filme, a música é um tanto mais curta.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mad Max: Fury Road

Um herói atormentado pelas vidas que não salvou. Como pano de fundo: um futuro apocalíptico. Algumas perseguições, ótimas cenas de ação e personagens femininas em destaque. Até aí, nada que o diretor George Miller não tenha explorado nas versões anteriores de Mad Max.

Os filmes da franquia Mad Max sempre funcionaram como uma espécie de espelho da sociedade, só que levada as últimas consequências. Nesta nova versão são água, leite, sangue e combustíveis que estão divididos entre algumas poucas facções, deixando uma maioria da população agarrada a um fio de vida.

O novo Max (vivido por Tom Hardy) inicia o longa em cativeiro, desempenhando o papel de banco de sangue de um grupo de kamikazes - que conceito.

É apenas após trocas de sopapos e outras desavenças que Max decide ajudar Furioza (Charlize Theron), a protagonista moral do filme, a resgatar cinco garotas de um harém.

Juntos, Max e Furioza decidem enfrentar o líder de uma das facções que controla com mão de ferro água e os demais recursos necessários para a sobrevivência.

Constatação: um problema de futuros apocalípticos é que certamente eu estaria entre as primeiras baixas.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Eis que finalmente chegou aos cinemas a terceira parte do Batman de Christopher Nolan. Tá certo que resolvi postar com um pouco de atraso no blog, culpa dos outros filmes que estavam na frente para receber a minha humilde opinião. Mas calma, obviamente eu assisti ao filme na estreia e quero começar o texto parabenizando os nerds do shopping Santa Cruz que se comportaram muito bem, igual quando assisti Os Vingadores.

Faço questão de dizer que é o Batman de Nolan pois nos três filmes ele tentou dar a sua visão realista ao personagem, inclusive alterando um ponto essencial dos quadrinhos. O Batman de Nolan sofre por amor enquanto o homem morcego dos quadrinhos dedica sua vida à justiça e ao altruísmo. Se até o morcegão pode ficar deprimido por amor e não querer mais saber de ser o herói de Gotham City por que eu não posso ficar quieto na minha quando sofro dos mesmos sintomas?

Voltando ao filme e partindo para o resumo. Passado alguns breves anos após o desfecho do segundo filme, Gotham City é um lugar muito mais calmo e sem a presença de Batman (Christian Bale), que se escondeu após fingir ter matado Harvey Dent para omitir o fato do promotor ter se transformado no Duas Caras.   
Como Gotham nunca está em paz, um novo vilão começa a arquitetar um plano maléfico para a cidade, Bane (Tom Hardy), o ser misterioso de voz enigmática possuí força, intelecto e maldade na alma para destruir Gotham e seu protetor e, ainda por cima, tentar dar uma aula de socialismo através de suas ações.
A parada dura vai fazer Batman voltar à ativa, antigos aliados como Lucius Fox (Morgan Freeman), comissário Gordan (Gary Oldman) e o mordomo Alfred (Michael Cane) estarão ao lado do morcegão. Novos e essenciais personagens entram na trama como a mulher-gato (Anne Hathaway) e o policial novato John Blake (Joseph Gordon-Levitt). Todos participam ativamente da história e ajudam a aumentar os enigmas.  Falar mais seria spoiller, então prefiro ficar quieto nesta crítica e preservar o filme.  
Esta terceira parte encerra o ciclo Nolan com brilhantismo e não deixa espaço para críticas negativas. Alguns pontos de atenção podem ser feitos no roteiro e, em determinados cortes, mas nada que atrapalhe a excelente impressão que fica ao final do filme. Para a conclusão me convencer do brilhantismo de Nolan, o próximo filme tem que partir do ponto que acaba este, seguindo todas as possibilidades abertas, ou seja, nada de inventarem de fazerem um reboot como no Homem- Aranha.