segunda-feira, 6 de julho de 2015

Vingadores - A Era de Ultron

Depois de Capitão América e Homem de Ferro, Vingadores é a nova franquia da Marvel com uma sequência em cartaz nos cinemas.

É maior.
É enérgico.
É tão engraçadinho quanto.

Só não sei se é melhor que o primeiro filme, lançado em 2012.

Entre os seis personagens já estabelecidos no filme de estreia e o vilão Ultron, que batiza a sequência, há pouco tempo para desenvolver os novatos Visão, Mercúrio e Feiticeira Escarlate.

Outro ponto negativo: a sequência de roteiro pode parecer forçada em certos momentos.

Mas é a partir das cenas de ação que o filme desponta. Sozinhas elas valem todos os reais que você pagou no 3D meia-boca do Cinemark. (Acho que essa frase vai ser censurada)

Era de Ultron é um filme de transição. A preparação para algo que vai acontecer lá na frente. Como uma quinta-feira, ou a sétima música de um baita CD.

Cenas dos próximos capítulos:
(Ou o que você vai ver nos próximos filmes de super-herói)

- Capitão América e Homem de Ferro vão romper a parceria, dividindo os Vingadores em dois lados.
Se você é como eu, a torcida é pro Stivin acertar a fuça robótica do Downey Jr.

- Novos personagens dão as caras: Homem-Formiga, Capitã Marvel, Pantera Negra, Doutor Estranho.
São dias legais para os personagens lado B da Marvel.

- A concorrência também deve mandar as telas algo como meia dúzia ou menos de filmes bons, a começar por Batman VS Superman e Esquadrão Suicida.



quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Lugar Onde Tudo Termina


Diferente da crítica desse filme, que eu demorei meio século para colocar aqui, eu não relutei em assistir rapidamente “O Lugar Onde Tudo Termina”. Talvez eu estivesse motivado pelo ótimo filme “Drive”, que também é com um Ryan Gosling quietão, ou, simplesmente, porque no elenco tem a linda Eva Mendes. Desculpe a sinceridade, mas ela é realmente incrível.
O filme acompanha cronologicamente alguns personagens e os desdobramentos que suas vidas tomam. Ele começa nos apresentando Luke Glanton (Gosling), um motociclista de circo que ganha à vida desafiando o famoso globo da morte. Durante uma parada da trupe, sua ex, Romina (Eva Mendes), agora com outro homem, o procura para dizer que ele é o pai do filho dela.


Essa notícia acaba pegando Luke de surpresa e um lado paternal toma conta dele. Querendo recuperar o tempo perdido, o jovem se envolve num esquema de roubo a bancos para garantir uma grana para tentar se aproximar de seu filho e ex-namorada.
Eu não posso contar um pouco mais da história porque senão estragarei algumas surpresas. O que dá para adiantar é que o desenrolar da trama prossegue até a adolescência do filho de Luke e liga, de um jeito curioso, o passado e presente dos personagens centrais do filme.
 

Falando dos outros personagens, o filme também possui mais alguns atores muito bons como Bradley Cooper, Ray Liotta e minha nova musa, Rose Byrne. Meu ponto de atenção vai para a duração do filme. Honestamente, achei longo (140min). Fiquei com a impressão que o diretor quis fazer um filme dramático que mergulhasse o telespectador em cada problema que os personagens passam. Nessa tentativa, o filme cansa um pouco pela falta de ritmo. Mas, como eu disse, é só um ponto de atenção. Vale a pena assistir, mas não comparar com Drive que é infinitamente melhor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Robocop (2014)


Eu queria começar esse texto falando de alguns remakes de ficção científica que valeram o dinheiro investido, mas, sinceramente, não consegui. Não consegui porque usei minha cabeça como fonte, se eu usasse o google certamente eu encontraria algum. Mas o ponto é justamente esse. Se eu não lembro, é porque não teve nada impactante. O que me leva a questionar essa sede de remakes que Hollywood possui. Poxa, ninguém consegue pensar em novas ideias de franquias em vez de refilmar um clássico? Talvez essa pequena revolta já seja suficiente para vocês adivinharem se eu achei bom o filme.
Como todos devem saber de cor e salteado, essa foi a primeira aventura hollywoodiana de José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2). Lembro quando esse filme estava para estrear e saiu uma entrevista enorme com ele na revista Veja. Estavam ali todos os argumentos prontos caso o filme não fosse um sucesso ou mesmo, improvavelmente, se fosse um sucesso. Falta de liberdade criativa, obrigação de seguir as demandas do estúdio, todo aquele discurso alinhado igual aos jogadores de futebol “importante é ganhar os três pontos”. Fiquei com a impressão que faltou ele ir um pouco contra o sistema...

Essa repaginação se passe em 2028 onde guerras são lutadas com as armas mais tecnológicas possíveis. Com a existência de uma lei que impede o uso desses armamentos nos EUA, a empresa OmniCorp, comandada por Raymond Sellars (Michael Keaton), resolve criar um ciborgue policial para melhorar a imagem de sua empresa.

É nesse meio tempo que surge Alex Murphy (Joel Kinnaman), um policial honesto que acaba sendo gravemente ferido após uma explosão. Com a autorização de sua mulher, ele acaba se tornando o Robocop e passa a combater novamente o crime.  


Obviamente, não demora muito para comprovarem que os sentimentos humanos são muito mais fortes que as partes robóticas e que a tal empresa OmniCorp está envolvida em vários gargalos. Conseguirá o Robocop salvar sua família, cidade e País? Resposta só para quem assistir ao filme.


Gabaritado pelos seus sucessos no cinema, José Padilha não conseguiu manter o mesmo nível nesse filme. Onde já se viu um filme como Robocop dar sono? Sério, nas cenas que ele tem seus conflitos mentais, eu dei uma capotada monstra no cinema...Aposto que Paul Verhoeven, diretor do original, não deve ter ficado muito contente com esse remake... na velha disputa original x remake, esse é mais um ponto para os antigos (clássicos) filmes.  

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Need for Speed


Não sei se está virando mania desse blog, mas estamos craques em perder o time para postar alguns filmes por aqui. Contudo, todavia e porém eu não poderia deixar de contar a história atrelada a pré-estreia que eu assisti de Need for Speed. Antes que me perguntem/critiquem, sim, esse evento foi no começo de 2014... mais de um ano atrás!

As vezes eu tenho a brilhante ideia de convidar alguma menina para assistir essas pré-estreias, afinal de contas é um negócio legal. Você ganha pipoca, refrigerante e às vezes assiste bem antes que o resto do público normal. O fato mais curioso é a presença massiva de um bando de nerds. Eles não me incomodam, mas conseguem expor a verdadeira faceta de algumas mulheres. Ou seja, bastou um filme mediano como esse para eu perceber que a menina só poderia ser amiga. Eu odiaria ficar com uma mulher que critica filmes comerciais e não consegue vibrar com cenas impossíveis de carros voando e sendo puxados por helicópteros antes de cair mortalmente de um penhasco (tudo dentro da normalidade cinematográfica). Pensando bem, não é uma história tão incrível que precisaria ser contada de qualquer jeito, talvez seja só uma forma para preencher o começo do texto... sei lá, fica a seu critério e vamos ao resumo desse Velozes e Furiosos sem os assaltos e personagens bombados.

Aproveitando o sucesso da tal série Breaking Bad (que eu nunca vi), os produtores desse filme escolherem Aaron Paul (parece que ele era um mano chamado Jesse Pinkman no seriado) para ser o grande protagonista da história.

A trama acompanha Tobey Marshall (Paul) numa corrida de vingança e sangue pelas estradas americanas.... mentira, o enredo é meio óbvio, mas não tanto. Tobey é um mecânico cheio de dívidas que adora tirar rachas. Um ex-rival dele chega em sua cidade, Dino Brewster (Dominic Cooper), e oferece um trabalho para reformar e vender um carro antigo. Tobey aceita o negócio e consegue realizar a venda. Mas rivais são rivais e eles resolvem tirar uma corrida para ver quem é o melhor piloto. No racha um amigo de Tobey acaba sendo morto por culpa de Dino, mas é ele que é incriminado e jogado na cadeia!

Dois anos depois, após ser solto, Tobey começa a por em prática o seu plano de vingança. Ele pretende vencer a famosa corrida chamada “De Leon”, organizada secretamente por um apaixonado por carros (Michael Keaton), e assim conseguir as evidências para incriminar Dino.

Acho que não preciso escrever mais nada sobre o filme. O resto é mais do que óbvio e não ousaria zombar da inteligência de vocês com informações tão simples. Ou precisa? Ele vence a corrida, incrimina o cara e ainda pega uma bonitinha....

terça-feira, 7 de abril de 2015

Capitão América - O Soldado Invernal

No enredo do Universo Marvel, um jovem mancebo chamado Capitão América vence o fascismo na Segunda Guerra e já em 2012 uma invasão extraterrestre caindo sobre as ruas de Nova York.

Tudo isso só com um escudo nas cores vermelho, azul e branco e um líquido chamado soro do supersoldado que transforma qualquer frangote em um baita ogro - tipo a dieta do Anderson Silva.

Bem, todo esse preâmbulo foi um engodo.
Inclusive, essa resenha deveria ter sido publicada lá em 2014, quando o filme entrou em cartaz.

(dsclpem professores de Jornalismo).

Exibido no cinema mais perto da sua casa Exibido no Telecine mais perto da sua sala, Capitão América - Soldado Invernal é um thriller de ação e redenção muito competente.

Inclusive, recomendo aos amigos a grata assistida.

Abro um parenteses.
Um parenteses imaginário, pois a tecla do parenteses quebrou agora pouco. Para dizer que Soldado Invernal é um baita nome legal.

Fecha parenteses.
Imaginário.










quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Melhores & Piores de 2014

Bom, seguindo a tradição milenar, agora que passou o Oscar, eu posso publicar o meu ranking de melhores e piores filmes de 2014:

Melhores

1-     Guardiões da Galáxia

2-     Selma

3-     Whiplash – Em busca da perfeição

4-     Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

5-     Um Santo Vizinho

6-     Capitão América 2

7-     A Teoria de Tudo

8-     Hotel Budapeste

9-     O Abutre

10-   O Protetor

Piores

1-      Apocalipse (Parabéns Nicolas Cage)

2-      Ouija – O Jogo dos Espíritos

3-      Noé

4-      O Doador de Memórias

5-      Quero matar meu chefe 2

6-      300 – A ascensão do império

7-      Robocop

8-      Namoro ou Liberdade

9-      Mercenários 3

10-   O Destino de Júpiter

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação


Ser diferente da maioria das pessoas leva um indivíduo a criar barreiras e mecanismos de defesa que muitas vezes são impenetráveis. Esse jeito de pensar e agir também acabam sabotando ele próprio, e isso o impede de ser feliz em vez de somente o proteger de coisas ruins.   Agora imagina somar isso ao fato de ser de uma orientação sexual totalmente diferente da aceitável pela sociedade. O gênio matemático, Alan Turing, retratado em O Jogo da Imitação, é o exemplo perfeito para essas palavras. Mesmo tendo uma mente brilhante, que foi capaz de salvar milhões de vidas durante a Segunda Guerra Mundial, ele sofreu tanto por ser diferente, que isso lhe custou à própria vida.

O filme é dirigido pelo diretor norueguês Morten Tyldum e a sua narrativa é feita por indas e vindas. A história começa em 1951 quando a casa de Alan Turing (Benedict Cumbertach) é assaltada. O policial encarregado do caso desconfia do passado misterioso de Turing e começa a investigar a vida do matemático e, assim vamos conhecendo melhor a história dele.  

Suas histórias começam na época do colégio, quando já sofria abuso de outros alunos por ser diferente. Na escola ele desenvolve uma paixão por enigmas e criptografias, além de um amor escondido pelo seu melhor amigo, Christopher.

Passando alguns anos adiante, o professor Alan Turing é convidado a ajudar seu país a vencer a Segunda Guerra Mundial. Numa missão nada fácil, ele e outros matemáticos precisam decifrar a temível arma da comunicação dos Nazistas, chamada de Enigma. É ela a responsável por passar diariamente as coordenadas de ataques dos alemães. Com seu gênio e barreiras de relacionamento, Turning complica ainda mais o trabalho da equipe. Só que essas habilidades também serão os fatores para o sucesso da empreitada. Mesmo que isso signifique brincar de deus.

Alan Turing é considerado o inventor dos computadores. Ele precisou criar uma máquina para decifrar outra. Isso me lembra de algumas pessoas que precisam virar máquinas sem sentimentos para conseguirem viver. Traumas são fodas. É muito fácil você tentar imaginar a vida de uma pessoa que sofreu muito sem você ter passado metade das coisas que ela passou. Você enxerga que ela está virando alguém que prefere esconder e fugir de coisas boas porque tem medo de sofrer, mas não consegue fazer com que ela entenda que está errada. É complicado. Difícil até de escrever. Mas sempre, sempre terá alguém que ficará ao lado para tentar ajudar da forma mais pura e verdadeira. Não importa a distância.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo


Sinceramente. Quantas pessoas conheciam essa história antes do filme? Eu, sem medo de parecer ignorante, não tenho vergonha em dizer que não fazia a menor ideia de quem eram os irmãos Schultz, John du Pont ou quais são as regras da luta greco-romana. A tal história que chocou o mundo eu conheço agora, as regras do esporte, eu continuo na mesma.

Foxcatcher é dirigido por Bennett Miller, o mesmo diretor de Capote e o Homem que mudou o Jogo. Por sinal, quem assistiu Capote pode identificar um jeito bem similar de contar as histórias se apoiando em grandes atuações dos atores principais. Enquanto em Capote a grande estrela era Philip Seymour Hoffman (vencedor do Oscar), em Foxcatcher o destaque fica para Steve Carell e Mark Ruffalo.

A história do filme já começa após os irmãos Mark (Channing Tatum) e David (Ruffalo) serem campeões olímpicos nos Jogos de Los Angeles (1984). Mesmo com a medalha de ouro, Mark não é muito reconhecido pela conquista e vive a sombra de David (mais velho e treinador).

Num certo dia, Mark recebe uma misteriosa ligação chamando-o para uma reunião com John du Pont (Carell). Até sair de sua casa, o lutador não faz a mínima ideia de quem era John. Multimilionário, herdeiro de uma das famílias mais tradicionais dos EUA e apaixonado por luta greco-romana, Du Pont quer criar sua própria equipe para respeitar os valores da América e se tornarem a maior potência do esporte.


Com muito dinheiro e com um carisma que atinge umas amebas sem cérebro, John Du Pont consegue convencer facilmente que Mark entre para a equipe Foxcatcher. Só que o mesmo não acontece com David. A parceria até que rende frutos. Mark consegue ser campeão mundial, mas após o título ele começa a se perder nas drogas (fornecidas por Dupont).


Para tentar reviver o sonho original da Foxcatcher, John du Pont consegue convencer David de finalmente se juntar a equipe e assim  ajudar Mark da melhor maneira possível. O problema é que não precisa ser muito adivinhão para perceber que as relações entre todos são péssimas. Mas o que está ruim, pode se tornar muito pior. Ainda mais com alguém que acha que qualquer vida pode ser comprada.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Entrevista

 
A primeira coisa que eu pensei quando vi que a Sony sofreu um ataque norte-coreano e, posteriormente, teve suas informações sigilosas vazadas foram de que tudo não passava de uma ação de marketing para promover o filme A Entrevista. Verdade ou não, o fato é que essa suposição ajudou o filme a ser mais conhecido e atiçou a minha vontade de assistir essa bagaça. Será que eu caí em algum golpe de marketing? Sei lá...vamos ao resumo.

Dave Skylark (James Franco) é um apresentador de programa de entrevistas com celebridades e sub-celebridades que tenta sempre explorar o lado bizarro desse mundinho. Na direção do programa está Aaron Rapoprt (Seth Rogen), que também gosta de coisas trashs, mas tem vontade de fazer algo mais importante na televisão.

A grande chance deles chega quando o líder da Coréia do Norte, Kim Jong – un, revela que é fã do programa Skylark Tonight. Obviamente a dupla não pensa duas vezes e agenda uma entrevista ao vivo em pleno território norte-coreano. Com o iminente encontro exclusivo programado, os dois amigos são procurados pela Cia para realizarem uma pequena missão... matar o ditador!
 
Mesmo relutantes, os dois topam colaborar com a Cia pelo bem de seu país. Obviamente que aceitar não significa que será fácil. Além da falta de qualquer técnica mortal, Skylark acaba se afeiçoando pelo ditador. Sério, os dois até escutam juntos Kate Perry enquanto disparam tiros de mísseis dentro de um antigo tanque de guerra.
 
Assim como a Sony, eu também não passei impune. Misteriosamente meu e-mail sofreu alguma invasão um dia após eu assistir o filme. Apesar de suspeitar de Kim Jong - un e seus asseclas, eu acho mais provável que tenha sido alguma ex-namorada ciumenta. Afinal, podemos esperar qualquer coisa de mentes doentias! Ahahah Por via das dúvidas, não comentei nesse texto as partes que mais denigram Kim Jong – un....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Grandes Olhos


“Os olhos são a janela da alma”. Esse era o argumento que a artista Margaret Keane usava para explicar suas pinturas de crianças com grandes olhos na década de 50. Suas obras de arte eram a única forma que ela tinha de desabafar de seus problemas. Sem facebook, whatsapp e vivendo numa época totalmente familiar e machista, ela não tinha outra opção de válvula de escape. A rigidez da época era tanta, que nem seus próprios quadros ela assinava. Óbvio que uma história curiosa como essa (que eu particularmente não conhecia) não poderia ficar muito tempo longe das telonas do cinema. O encarregado? Um especialista em contar histórias curiosas...Tim Burton.

Fã dos quadros “Olhos Grandes”, Burton não só dirigiu o filme como também ajudou na produção e chamou seu grande parceiro, Danny Elfman, para cuidar da trilha sonora. Completando o time, estão os atores Amy Adams e Christoph Waltz, interpretando o casal principal do filme.

A história é basicamente o que eu escrevi no primeiro parágrafo. Margaret (Adams) resolve se divorciar de seu marido e vai morar em outra cidade com sua filha. Tentando recomeçar sua vida, ela tenta vender seus desenhos para conseguir algum dinheiro. Durante uma feirinha, ela conhece o também pintor Walter Keane (Waltz) e os dois se apaixonam e se casam.


Enquanto sobra talento em Margaret, falta habilidade de vendas. Enquanto com Walter acontece justamente o contrário. Não demora muito para ele perceber que os quadros de sua mulher podem render um bom dinheiro para ambos, desde que ele finja que é o artista responsável. Com o repentino sucesso e os altos ganhos financeiros, Margaret aceita se esconder, mas isso cria uma roda gigante de mentiras e a prende mais uma vez numa vida submissa.    


Quem acompanha os filmes de Tim Burton ao longo dos anos consegue perceber facilmente o seu estilo de cores e cenários e como ele se segurou para criar uma história onde a personagem principal não tivesse escapatória, a não ser seguir os mandos de seu marido. Olhos Grandes é um filme de uma guerreira que precisou lidar com tantas barreiras para alcançar seu único objetivo...ser feliz.

Obs: A cena do julgamento é uma das mais hilárias que eu vi nesse começo de ano.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O Apocalipse


 
Olhando alguns filmes que o senhor Nicolas Cage participa, eu só posso chegar à conclusão que ele é um daqueles viciados em jogos de azar. Tenho a certeza absoluta que ele “atua” em alguns filmes porque perdeu alguma aposta alta. Não é possível que alguém em sã consciência, com vários prêmios durante a carreira (inclusive um Oscar), possa escolher de livre e espontânea vontade trabalhar em filmes como O Sacrifício, Motoqueiro Fantasma 2, Caça as Bruxas, Presságio e por aí vai... é muito filme ruim!

Com certeza eu não fiz toda essa introdução à toa. O Apocalipse entra com destaque nessa lista bizarra. Na verdade eu diria mais. Ele chega diretamente ao topo dessa listagem bizarra. Imagina o quanto esse filme é ruim....

Pois bem, o filme começa com a jovenzinha Chloe Steele (Cassi Thompson) voltando a sua cidade natal para dar um parabéns surpresa ao seu pai piloto de avião, Rayford (Cage). Mesmo alertada pela sua mãe que Ray foi escalado para trabalhar, Chloe vai ao aeroporto para tentar falar com seu paizinho. Chegando lá, ela tem algumas surpresas. Primeiro ela conhece sem querer o jornalista Cameron “Buck” Williams e depois, quando encontra seu pai, percebe que ele está com muito chamego com uma aeromoça.
 

 Após seu pai e Buck embarcarem para Londres, Chloe pega seu irmão e juntos vão até o shopping center. É nesse ambiente capitalista que estranhos fatos começam a acontecer. Sem mais nem menos, alguns adultos e todas as crianças (incluindo o irmãozinho) desaparecem, deixando somente suas respectivas roupas sem donos. E isso não acontece somente no shopping. No mundo inteiro, inclusive no avião, acontece algo parecido e deixando mais perguntas do que respostas.  

É aí que o show de bizarrices aumenta. No avião, um diálogo mais ”inteligente” que o outro é proclamado a cada minuto que o filme passa. Enquanto no solo, Chloe passa por situações perigosas, elaboradas pelos melhores alunos do maternal de alguma escola de efeitos especiais.
 

 O filme pode ser clichê e lidar com temas religiosos referentes ao fim do mundo. Mas, mesmo assim, com certeza deve ser possível fazer algo menos ruim do que essa bomba. O pior de tudo eu acho que deixaram para o fim. No último minuto do filme você percebe que provavelmente ele terá continuação! Apocalipse e todas as suas continuações merecem todos os xingamentos e críticas negativas possíveis! Ahahaha

domingo, 19 de outubro de 2014

O Homem Duplicado




O cenário era desafiador para uma dupla de cinéfilos. Após assistir uma luta típica do Lyoto Machida (sonolenta!), com aqueles horários bacanas do UFC (todas as lutas são na madrugada), o objetivo era encontrar um filme bom para finalizar bem à noite, ou no mínimo para acordar e voltar sem sono para a minha casa – evitando assim uma tragédia no trânsito. 

Zapeando pelas milhares de opções da tv a cabo, eu e meu amigo demos de cara com O Homem Duplicado. “Que filme é esse? Você conhece?” “Não faço a mínima ideia. Abre a sinopse aí”. Esse foi o nosso grande erro da noite. Nas informações do filme constavam os nomes do diretor Denis Villeneuve e do ator Jake Gyllenhaal, a mesma dupla do ótimo filme Os Suspeitos. Ainda de bandeja, estava escrito que o filme era baseado numa obra de José Saramago. Agora eu pergunto. Tem como esse filme ser ruim? Infelizmente, teve sim... e como teve.

O filme começa com algumas cenas estranhas de sexo. Logo após somos apresentados a Adam Bell (Gyllenhaal), um tímido professor de história que, ao alugar um filme, encontra um ator coadjuvante que parece ser seu irmão gêmeo.


Assustado e espantado (e todos os sinônimos que aparecem no word como sugestão), o professor resolve ir atrás do tal ator e descobre que  o nome verdadeiro dele é Anthony Claire. Depois de muito silêncio e observações, os dois acabam se encontrando e ambos criam uma fixação estranha pelo outro, principalmente pelas suas nítidas diferenças.  


Mesmo com desejos opostos, uma vontade parece dominar os dois; viver a vida do outro sem ninguém desconfiar. Isso poderia até dar um gás no filme, só que não adianta em nada. E quando você acha que vai, que cria várias teorias, o filme simplesmente acaba! Eu sempre me considerei um cara que manja de filmes, mas juro que tive que procurar no google para entender o final. Pode colocar essa bomba naquela lista de filmes que acham que são de “arte” e por isso não precisam explicar muita coisa. Não assistir é quase uma obrigação.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Guardiões da Galáxia

Guardiões da Galáxia é a mais nova adaptação do Universo Marvel para as telas de cinema.

No longa, Peter Quill (Chris Pratt) e Gamora (Zoezinha Saldana) se juntam a montes de personagens improváveis para cruzar o espaço em busca de uma das gemas do infinito, um instrumento bélico dotado de poderes em escala universal - e um nome legal para se dizer em voz alta se você quiser queimar o próprio filme.

Com uma trilha sonora mesclando clássicos dos anos 70 e 80, o filme resgata parte do clima de aventura e o entretenimento dos melhores filmes da Sessão da Tarde como Indiana Jones e O Pato Howard.

Entre apresentações do próprio grupo (pouco conhecido até entre leitores de quadrinhos), Guardiões da Galaxia esbarra em vários conceitos com potencial para aparecer em futuros longas da Marvel: Tropa Nova e os planetas Xandar e Kree para citar dois deles.

Claro que há espaço para nova aparição de Thanos, que debutou junto com Vingadores e está confirmado para a sequência da franquia.





terça-feira, 15 de julho de 2014

47 Ronins


Inacreditável o número de histórias antigas de coragem e honra que existem no mundo. Cada país ou cidade tem uma diferente. Muitas delas servem para inspirar o povo, dar força para grandes lutas ou somente para serem usadas em teorias de conspiração. O que todas têm em comum é o fato de que sempre podem ser usadas em roteiros cinematográficos. Os filmes inspirados em histórias antigas sempre sofrem tentando equilibrar a trama real com as necessidades cinematográficas. Porém, em 47 Ronins, este sofrimento não é tanto. Desde o começo percebemos que a história será repleta de seres e elementos fantásticos que deixariam até o habitante mais antigo de São Thomé das Letras desconfiado. 

No filme, tudo começa quando o Lorde Asano Naganori encontra uma criança mestiça e resolve criá-lo junto com o seu clã. Recebendo o nome de Kai, o garoto cresce (Keanu Reeves) como um párea, mas mesmo assim consegue cativar Mika, a filha de Asano. 


Durante uma pré-visita do Shogun do Japão, eles recebem o Lorde Kira, um rival que secretamente deseja governar toda a região. O trunfo de Kira é a sua parceira, Mizuki, uma bruxa que usa seus poderes para enganar o próprio Asano Naganori e fazer com que ele caia em desgraça perante ao Shogun. Como no Japão a honra é primordial para qualquer ação em vida, Asano comete o seppuku (suicídio japonês), seus samurais viram ronins errantes e seu principal general, Oishi, é preso. Resumindo, problemas não faltam.

Obviamente depois de um tempo é claro que Oishi, Kai e os outros ronins vão atrás de vingança contra o tal Lorde Kira. Duelos de espada e sangue não faltarão na trilha dos guerreiros. O que não falta também é a certeza de que este é mais um filme que você precisa assistir sem se importar com as críticas negativas. Eu achei um filme muito bom.  Principalmente porque entendi desde o começo que ele tinha essa “pegada” mais fantasiosa. Enfim, fica a dica positiva caso você também queira se aventurar no Japão Medieval.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

12 Anos de Escravidão


 
Um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente será o racismo. Não existe nada mais abominável que o preconceito racial e suas ramificações. Não existem argumentos lógicos ou religiosos que justifiquem tamanha crueldade, simplesmente é algo inaceitável. O mais triste desta história, é lembrar que o racismo ainda existe, e que ele não ficou enterrado num subconsciente maldito e retrogrado. Como diria o outro “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.


O filme 12 Anos de Escravidão, do diretor Steve McQueen (Shame), conta a história verídica de Solomon Northup, um negro livre, que como o nome do filme diz, passou doze anos sendo escravo.  A história começa em 1841, quando Solomon (Chiwetel Ejiofor) casado e pai de dois filhos recebe uma proposta de emprego para cruzar o país tocando violino. Sem desconfiar de nada, ele aceita. Mas durante uma bebedeira, os tais empregadores o drogam e o deixam para ser vendido como escravo.
 
Sem seus papéis que comprovam ser uma pessoa livre, Soloman fica totalmente a mercê dos capatazes que mudam o seu nome para “Platt” e o vendem para uma fazenda em Nova Orleans, comandada por William Ford (Benedict Cumberbatch). Só que Ford tenta tratar bem os seus escravos o máximo que pode. Essas atitudes criam um bem estar invisível e Northup começa a ajudar o patrão cada vez mais. Quem não gosta disto são os capatazes de Ford e eles começam a perseguir o escravo. Temendo o pior, Ford repassa “Platt” a Edwin Epps (Michael Fassbender).
 
 

Neste novo “período” de sua vida escrava, Northup lidará com um louco, um louco religioso que acredita que a escravidão é um direito divino. A interpretação de Fassbender não deixa o telespectador ficar relaxado um segundo se quer. Suas atitudes mostram o quanto era absurda a questão da escravidão e como os homens da época eram escravos de seus próprios dogmas.
 

Imagina viver sem liberdade e nem mesmo poder usar o seu nome verdadeiro, eu pelo menos não consigo imaginar isso. Espero sinceramente que todo esse sofrimento tenha alguma explicação divina que eu não consigo entender no momento. Como eu disse no começo, este é um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente.