terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A Sombra do Inimigo



A Sombra do Inimigo é um filme que mostra um pouco mais do começo da carreira do policial Alex Cross, personagem literário criado pelo autor James Patterson, já vivido duas vezes no cinema por Morgan Freeman em Beijos que Matam (1997) e Na Teia da Aranha (2001). Desta vez a trama foca muito mais na relação familiar de Cross e como certos fatos redigiram os caminhos de sua vida e carreira.

A história começa com o mercenário Picasso (Matthew Fox) assassinando de forma cruel uma mulher e seus guarda-costas. A equipe de Alex Cross (Tyler Perry) é chamada para tentar resolver o caso rapidamente, principalmente porque o crime aconteceu numa área nobre de Detroit.


Alex descobre uma pista deixada pelo próprio Picasso indicando qual será o seu próximo alvo e, assim, consegue evitar que um executivo alemão seja morto pelo bandido. No dia seguinte os jornais destacam o trabalho de Cross e sua equipe, o que deixa o mercenário psicótico enfurecido.

Mesmo com o seu plano ainda em ação, Picasso resolve atrair a sua atenção para os policias e planejar uma vingança contra Cross e os membros de seu time. Agora o detetive psicólogo terá que enfrentar as represarias do lunático ao mesmo tempo em que tenta descobrir os motivos dos assassinatos.


Este não é um daqueles filmes de suspense onde você tenta adivinhar o assassino, ele é um filme de ação onde só temos que observar Alex Cross trabalhando, mesmo porque, não são deixadas pistas para os espectadores descobrirem por si só as tramas na história. Não temos o mistério da identidade do bandido, mas temos uma atuação impecável de Matthew Fox, o doutor Jack da série Lost perdeu vários quilos e aprendeu a fazer cara de louco com Benjamin Linus para viver esse “ex-militar” piradão. No final das contas, A Sombra do Inimigo é um filme razoável, nada surpreendente.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Colombiana




Dia de chuva na praia. Nada para fazer? Não para mim. Sempre preparo meu kit chuva antes de viajar. Ele consiste em coisas básicas, porém muito essenciais: Livros, videogame e filmes, muitos filmes que eu não consegui assistir no cinema ou na televisão. Dentre eles estava Colombiana, um filme que eu não esperava muito que deixei para assistir nos últimos dias de chuva..ops..praia.

Logo na capa eu sou surpreendido, produzido por Luc Besson. Será que o diretor francês seria capaz de realizar um filme de vingança sem a qualidade conhecida desde O Profissional? Óbvio que não. Adoro quando eu me engano deste jeito.

O filme começa em Bogotá, Colômbia, onde dois parceiros de crime, Fábio e Don Luis Sandoval, resolvem encerrar pacificamente suas atividades. Ledo engano, no mundo das drogas não existe nada pacífico. Sandoval assassina Fábio e sua mulher, o que ele não esperava é que a filha pequena do casal, Cataleya, sobreviveria e fugiria para os Estados Unidos para viver com o seu tio, Emilio.


Depois de 19 anos, Cataleya (Zoe Saldana) vira uma assassina profissional, supervisionada e treinada pelo seu próprio tio. Enquanto realiza serviços normais de um assassino, ela aproveita seu tempo livre para matar pessoas ligadas a Don Luis Sandoval. Com o FBI e Don Luis investigando as misteriosas mortes, o cerco a Cataleya começará a apertar e sua identidade poderá colocar em risco seus únicos parentes vivos, deixando assim sua vingança cada vez mais dramática.


Histórias violentas alimentadas com mais violência parecem ser uma grande fonte para Luc Besson. Se Colombiana não tem a força e particularidades dos personagens de O Profissional, ela tem sua própria Matilda crescida e pronta para realizar seu único desejo, vingança. Um ótimo filme, não só para os dias de chuva.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Império das Formigas


Nos anos 70 e 80 era fácil criar monstros. Bastava uma dose de lixo radioativo para lagartos, baratas ou formigas se tornarem criaturas mortais e assustadoras, pelo menos na ideia e não na concepção. A precariedade dos efeitos visuais também foi marca registrada do período, o que obrigava os diretores a serem criativos com seus truques de câmera ou apelarem a mulheres peladas.

O Império das Formigas começa com alguma empresa, sem responsabilidade ambiental, jogando lixo tóxico em pleno mar aberto. Esses entulhos vão parar numa praia onde são descobertos por formigas(?)... Neste mesmo local, Marylin Fryser(Joan Collins), uma empresária do ramo imobiliário, está montando um condomínio e levando potenciais compradores para visitar as futuras casas.


Não demora muito para que as formigas gigantes comecem a atacar alguns visitantes e, com isso, instalarem o pânico e o horror entre os demais. Liderados pelo experiente piloto de barco Dan Stokely os sobreviventes tentarão fugir passando por um rio lotado de formigas e numa estranha cidade que possuí uma grande e misteriosa refinaria de açúcar.


O filme tenta se levar a sério até a primeira formiga gigante surgir. Os diálogos do enredo também começam a piorar com cada monstro que aparece. Em determinada cena, é possível ver um dos atores começando a rir e levando a mão na boca para esconder o riso. Acho que os roteiristas desses filmes não conseguiam imaginar diálogos melhores nestas situações absurdas que eles colocavam os seus personagens. Pensando bem, esses tipos de falhas fazem parte do escopo do incrível mundo dos filmes “trash”.   

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Marcados Para Morrer



Engana-se quem acredita que o estilo de filmagem “câmeras encontradas” se restringe aos filmes de terror e suspense. O diretor de Marcados Para Morrer, David Ayer, mais conhecido pelo seu trabalho como roteirista em Dia de Treinamento (2001), também utilizou – em grande parte do filme - esta maneira estética para contar uma história de policial, mundo em que ele parece se sentir bem confortável.


Brian Taylor (Jake Gyllenhaal) e Mike Zavala (Michael Peña) são uma dupla de policias de South Central, bairro extremamente violento de Los Angeles. A vida de ambos são extremamente opostas. Sem estudos, Mike é um latino pai de família que viu na carreira policial sua única forma de sobreviver honestamente. Brian, por sua vez, é um ex-militar solteirão que conhece a inteligente e graciosa Janet (Anna Kendrick).

Depois de Brian explicar que filmará a rotina dos dois para um trabalho de faculdade, somos imersos numa realidade onde medos, desejos se misturaram com amor, dever e camaradagem. Os dois enfrentam de peito aberto os problemas diários de um policial e acabam se saindo muito bem.


Com a vida profissional e pessoal  evoluindo, começa a vir o medo da perda familiar ou da morte do parceiro. Mesmo com tantos temores, os dois acabam investigando por conta própria um terrível cartel mexicano e cada sucesso na investigação deixa a vingança dos bandidos mais perigosa e mortal.


Eu li uma vez que o filme Tropa de Elite deixou as pessoas impressionadas com a seriedade do trabalho e com tanta vontade de combater o crime que fizeram o número de inscritos ao BOPE aumentarem muito. Acho que após as exibições de Marcados Para Morrer também deve ter acontecido fenômeno parecido nos EUA. No final das contas este é um filme que mostra a luta do bem contra o mal, na forma de pessoas normais. Uma batalha onde infelizmente nunca terá um fim.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de PI


Começar um ano novo sempre renova a nossa esperança e dá forças para seguirmos adiante no inexplicável percurso de nossas vidas conhecido como destino. Para continuar nesta sintonia e, iniciar os trabalhos do blog em 2013, vamos falar sobre o belíssimo filme As Aventuras de PI.

Durante muitos anos, vários diretores tentaram levar as telonas a saga de Pi, criado pelo escritor canadense Yann Martel. Depois de muitas idas e vindas, o diretor chinês Ang Lee (Brokeback Mountain) conseguiu ser o responsável por contar nos cinemas esta linda história de aprendizados.

O filme começa com um jornalista conversando com PI adulto para conhecer sua história de sobrevivência e como ela poderia renovar a sua fé. A narrativa parte do início então e mudasse para a Índia dos anos 70 onde o senhor Santosh Patel monta e cuida de um jardim zoológico juntamente com sua mulher Gita e seus dois filhos Ravi e Pi.

Pi na verdade chamasse Piscine Molitor, ele ganhou esse apelido graças a uma piscina francesa que seu tio adorava. Sua busca de autoafirmação começa no colégio quando precisa inventar várias teorias sobre seu apelido para evitar gozações, no final a explicação que cola é o número infinito 3,1415927..... Pi.

A jornada de conhecimento de PI continua, ela passa pela religião onde ele resolve virar cristão e muçulmano - ao mesmo tempo que pratica o hinduísmo -  e, como sempre inevitável, seu coração também se apaixona por uma garota. Nem sempre inevitável é a questão financeira. Santosh começa a passar por maus momentos econômicos e resolve colocar toda a sua família e animais num cargueiro japonês e transferir o seu zoológico para o Canadá.


Enquanto estão cruzando o oceano Pacífico uma forte chuva começa a cair, PI resolve olhar a tempestade de fora de sua cabine mas o que ele vê é o navio afundando e todos tentando se salvarem desesperadamente. No meio de toda a turbulência e tentando salvar os seus familiares, PI é jogado dentro de um bote salva-vidas e acorda somente no outro dia na calmaria do mar. Ainda chocado pela perda de sua família, ele descobre que não está sozinho no bote, junto com ele tem uma zebra, orangotango, hiena e um tigre. Sozinho no mar com os animais, Piscine não precisará só de coragem, ele terá que ter fé, esperança e descobrir quem ele é ou quem pode ser para conseguir sobreviver.   


Ser um buscador é trilhar um caminho atrás de respostas, acreditar que elas podem te trazer calma e sossego na alma para trilhar em paz o seu caminho na terra. As vezes, ou quase sempre, a vida nos mostra estas respostas mas estamos tão preocupados em tornar tudo difícil que não enxergamos as coisas simples ao nosso redor e prontas para transformar o nosso destino totalmente a nosso favor. Seja uma decisão amorosa, financeira ou qualquer outro assunto, o universo cedo ou tarde nos aponta o caminho certo a percorrer, basta ter fé.

Gata do Mês (dez/12)

Maria Hill

Personagem do Mês (Dez/12)

Two Sock

domingo, 30 de dezembro de 2012

007 – Operação Skyfall



Eu nunca fui um fã ardoroso da série 007. Acredito que já assisti todos os filmes, mas se me perguntarem qual é a ordem, história ou vilão de cada um eu não saberei responder. Eu tinha esse pequeno “desdém” porque os filmes de Bond sempre seguiam a mesma fórmula fantasiosa e só os títulos de cada filme que mudavam. Ainda bem que tivemos uma alteração nesta equação.

Desde que Daniel Graig recebeu sua permissão para matar em nome da rainha da Inglaterra a franquia paralelamente revolveu se reinventar e deixou suas histórias mais trabalhadas e condizentes com a realidade. A mudança deu certo, cada novo filme atinge recordes de bilheteria e deixa os novos e velhos fãs ansiosos pelas próximas sequencias.

Skyfall faz uma série de homenagens aos antigos filmes da série ao mesmo tempo que realiza a transição definitiva aos novos tempos da franquia. A história começa com James perseguindo uma lista de agentes infiltrados pelo mundo inteiro. Na perseguição ele acaba sendo atingido e some misteriosamente.
Como um bom 007, na verdade ele não morreu e passou seu tempo desaparecido bebendo muito e pegando várias mulheres. Na volta ao MI-6 ele tenta descobrir uma grande tramóia orquestrada pelo afetado e cruel Silva (Javier Bardem). Os alvos principais do nêmesis de Bond são a própria agência e sua comandante, M (Juddie Dench).
As famosas viagens pelo mundo, bondgirls e vilão caricato fazem parte do pacote Operação Skyfall, mas tudo dosado pelas mãos do competente diretor Sam Mendes (Beleza Americana) que aproveita o filme para reinserir antigos personagens de volta a série. Pelas minhas palavras deu para perceber o quanto eu gostei deste filme e das mudanças na franquia. Agora sou eu que espero ansiosamente pelo próximo filme do agente 007, se quiserem, podem até reviver algum vilão antigo, quem sabe Jaws.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fuga de Absolom


Sempre considerei Fuga de Absolom um filme interessante. Não tenho essa opinião porque ele mostra curiosas suposições antropológicas misturadas com a mais pura necessidade de sobrevivência, gosto do filme porque depois que eu assisti eu brinquei muito imaginando que eu era o personagem principal, mais um que fazia parte da seleta lista de exércitos de um homem só.
                                                                                                    
Absolom é uma evolução futurística da prisão de Alcatraz. No ano de 2022, os piores e mais temidos criminosos são enviados a ilha Absolom para serem esquecidos pela sociedade enquanto sofrem seus destinos insólitos, o que os olhos não veem o coração não sente.

John Robbins (Ray Liotta) é um ex-militar que é jogado na ilha após assassinar o seu comandante no exército. Assim como ele, vamos descobrindo aos poucos os terrores da ilha e vendo que ela não tem nada de paradisíaca. Robbins é capturado por um grupo de canibais liderados por Marek (Stuart Wilson). Obrigado a lutar para sobreviver ele consegue aproveitar o momento para fugir e vai parar no acampamento liderado pelo Pai (Lance Henriksen).

Leis e regras são inventadas e seguidas nesta sociedade do crime. Mesmo sendo todos criminosos, existe um lado bom e um lado ruim, em comum só o sentimento que ambos acampamentos se odeiam. No meio deste embate algumas pessoas ainda traçam planos de fuga. John não ficará atrás no desejo de possuir novamente a sua liberdade, ele lutará contra todos os canibais da ilha só para escapar e viver numa sociedade “normal”.


Hora de bancar o Nostradamus aproveitando o fervor do possível fim do mundo. Tenho certeza que este filme ganhará um remake nos próximos cinco anos, só duvido que tenha tanto sangue e mortes como esse, além disso o novo John Robbins será interpretado por algum cantor que resolveu virar ator, vai na minha, sei o que estou falando.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Looper

Escolhas sempre se desdobram em acontecimentos bons ou ruins, aguentar as consequências fazem parte do escopo. Este ciclo é óbvio quando olhamos para a realidade, mas na ficção científica e suas possibilidades utópicas de viagens no tempo este ciclo pode ser reescrito, alterando assim a história e o caráter de muitas linhas temporais (aprendi isso tudo assistindo De Volta para o Futuro). Depois dessa aula de física, vamos ao filme.

No ano de 2044 as viagens no tempo não são possíveis, mas em 2074 elas são. Em vez de matar e jogar os seus mortos em algum mar, a máfia de 2074 resolve manda-los ao passado, deixando para que os “loopers” (assassinos do passado) matem os alvos e sumam com os corpos, eliminando assim qualquer evidência do ocorrido.

Para os tais loopers a vida é fácil. Matam sem nem olhar a cara dos mortos, ganham grana, gastam com o que quiserem e ainda são protegidos pela máfia. Mas como estamos em um filme, algum gargalo deve existir. O problema aqui é que misteriosamente os loopers estão sendo assassinados no futuro por um tal de “RainMaker”e as pistas da identidade do indivíduo são quase nulas.
Para piorar um pouco mais a história, o looper Joe Simmons (Joseph Gordon-Levit) recebe a visita do Joe Simmons do futuro (Bruce Willis) querendo vingança pela morte de sua mulher, só que para isso ele precisa encontrar e assassinar a criança que será no futuro o RainMaker. Confusão? Algo normal para uma conspiração que mistura passado, presente e futuro.

Tão difícil quanto explicar uma viagem no tempo é escrever uma história sobre este tema sem falhas, Looper acaba sendo mais uma prova disso. Os erros de continuidade são necessários, sem eles não existiria o filme, ou seja, não se pode levar muito a sério um filme que lida com algo praticamente impossível. Afinal de contas os filmes servem para satisfazerem a nossa necessidade de entretenimento sem a necessidade de ser tudo possível. Já que falei em um dos princípios do cinema, vale a pena também conferir o esforço da produção do filme em deixar Gordon-Levit parecido com Willis, usaram até uns implantes faciais para mostrar a capacidade de ilusão da “magia” do cinema. Realmente a evolução dos filmes nunca terá fim.  

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia


Um conto de bandidos. Essa é a melhor definição que posso dar para O Homem da Máfia. Um filme curto com uma narrativa e personagens caricatos e comuns dentro do submundo do crime. Adianto também para tomarem cuidado ao assistir esse filme nas sessões tardes do cinema ou no sofá de casa. Apesar da trama ser um pouco complexa todos os personagens contam alguma historinha, deixando o filme muito mais falado, ou seja, ele é meio paradão.

Tudo começa quando o mafioso Johnny “Esquilo” Amato planeja um assalto a uma casa de jogos. Seu plano é simples, usar dois cabeça de bagres para fazer o serviço e deixar que a culpa caia em cima de Markie (Ray Liotta), dono da tal casa que há muito tempo planejou um assalto ao seu próprio espaço e confessou numa bebedeira.  
Esquilo coloca seu plano em ação e,a culpa recaí em cima de Markie como planejado. Desconfiado dos verdadeiros envolvidos, os maiorais da máfia contratam Jackie Cogan (Brad Pitt) para investigar o roubo e eliminar os culpados. Cogan só não esperava que seria tão simples descobrir os verdadeiros ladrões. Um dos capangas de Esquilo acaba abrindo o bico e conta tudo para um amigo de Cogan, deixando a vingança muito mais fácil de ser feita. Como diz o próprio Cogan “O que acontece com esses caras? Eles gostam de ficar na cadeia?”

Ladrões, esquemas em lavanderia, prostitutas, assassinos e viciados, todos os estereótipos aparecem neste filme.  O diretor Andrew Dominik também tenta dar um toque cult colocando momentos da eleição pós George W. Bush durante as ações do filme, fazendo assim um paralelo entre política e máfia, mostrando que só o dinheiro importa. Andrew usa ainda alguns artifícios tentando deixar o filme estiloso, pena que neste processo o filme se torna lento, influenciando a minha opinião final sobre o mesmo. Posso dizer que ele é bom, mas não fantástico, é um filme que você não saí decepcionado do cinema.

Gata do Mês (Nov/12)

Juno

Personagem do Mês (nov/12)

Marcus Brody