segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dois Caras Legais


Não é muito raro eu perguntar para alguém se viu tal filme e ela me olhar com aquela cara de “não sei do que você está falando”. Comento isso porque eu passei por esta situação umas três vezes com “Dois Caras Legais”. Juro que nestas horas eu me pergunto se eu assisto muitos filmes ou se eu posso considerar a maioria das pessoas que eu converso como “lixos cinematográficos”. Melhor dizer que isto não é uma crítica para evitar que alguns leitores do “Caçadores de Zumbis” fiquem chateados.

Dois Caras Legais apostam muito de suas fichas na dinâmica entre os protagonistas. Russel Crowe e Ryan Gosling ditam o movimento do filme (não é um texto sobre futebol), mas contam com a ajuda de coadjuvantes essenciais para que a história seja interessante do começo ao fim. Além disso, roteiro e direção ficam a cargo de Shane Black, que realizou o ótimo Tiros e Beijos. Acho que vale lembrar que ele também fez Homem de Ferro 3, apesar que para mim isso é um demérito.


Gosling é o investigador particular Holland March, contratado para encontrar uma garota desaparecida, enquanto Jackson Healy (Crowe) é um mercenário ou algo do tipo contratado pela garota para intimar March a não encontrar ela. Confuso? Um pouco. Pouco é também o tempo que demora para que os dois personagens juntem forças para resolver o caso. Principalmente porque a resolução do mistério envolve muito dinheiro e um pouco de sensação de fazer o certo. O que eles não desconfiavam é que estavam no meio de uma conspiração parecida com o do filme Uma cilada para Roger Habbit


Ainda fazendo algumas referências, este filme me lembrou bastante o Vício Inerente do Paul Thomas Anderson (anotação mental – escrever também sobre este). Apesar de ter menos drogas, o personagem de Ryan Gosling parece beber da mesma fonte de Joaquin Phoenix. Isso obviamente significa uma grande dose de gargalhadas. Este filme com certeza merecia que mais espectadores o assistisse e também uma crítica um pouco mais dedicada de minha parte. Mas vai por mim. Vale a pena assistir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Batman V Superman - Ultimate Edition

Assistimos a versão estendida de Batman V Superman para que você não precise ver. 
São 30 minutos adicionais de filme. Nenhum para explicar melhor as várias falhas do longa.

Como porquê o Superman encontra Lois Lane em outro continente, mas não parece conseguir achar sua mãe, sequestrada. Ou qual o motivo para o personagem passar quase duas horas calado. A ideia de que o Batman marca os bandidos antes de prendê-los continua boba, até para um filme de super-herói.
Na verdade, são 30 minutos de cenas que a gente compreende o motivo por terem sido cortadas.

Batman V Superman é um filme confuso. Nada faz muito sentido no roteiro, mas a fotografia do filme segue perfeitamente alinhada em um tom que dá para chamar de cinza, também dá para chamar de sábado chovendo com Luciano Huck na televisão.

Superman quase não abre a boca e quando resolve agir ora demonstra um pouco de burrice ora apanha feio. Essa caracterização cria uns efeitos negativos em cascata: qual seria a melhor caracterização para o Lex Luthor, que deveria representar o lado vilanesco do universo do Superman, se o próprio herói não tem empatia com quase nada?

Talvez um personagem que não para de falar um segundo? Gosto da ideia de que esse Lex Luthor seja viciado cocaína e esteja durante todo o filme sofrendo de abstinência, balbuciando umas palavras sem sentido.

Outra ideia é que todos os personagens desse filme são canalhas, incluindo Superman e Batman. Quando o Luthor diz que uma luta entre os dois oporia dia e noite, você fica pensando 'beleza nessa comparação o dia seria quem mesmo?' Não melhora muito o filme, mas pelo menos é um esforço e cria uma ligação com o outro longa da DC, Esquadrão Suicida. que reúne um grupo de condenados para salvar o mundo.
Se nesse universo DC os heróis são uns cretinos que se passam por salvadores por qual motivo os assumidamente vilões não poderiam também bancar os heróis?
Mas esse é assunto para a próxima resenha.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Celular


Dia 26 de julho. Uma terça-feira muito estranha. Durante um período de uma hora eu achei que estava vivendo os fins dos dias da humanidade na Terra. Primeiro, vi dois casais discutindo no meu vagão do trem. No ônibus que eu peguei depois, logo assim que eu desci no meu ponto, uma moto entrou embaixo do busão. Em seguida, no outro ônibus, um passageiro ficou discutindo com o motorista até um policial de moto aparecer e encerrar a discussão. Bizarro, muito bizarro. Juro que eu me senti dentro de uma história do Stephen King. E por sinal, isso tudo se encaixaria perfeitamente dentro deste novo filme que adapta mais uma obra do professor King.

A história começa trazendo o caos rapidamente para os espectadores. Após um misterioso sinal atacar os aparelhos celulares, todos que estavam os usando viram uma espécie de zumbis enraivecidos querendo matar e matar.


Durante as primeiras ondas de ataque, somos apresentados ao desenhista Clayton Riddell (John Cusack) que estava voltando de uma viagem de negócios. Sobrevivendo aos zumbis telefônicos, ele parte em busca de seu filho. No começo de sua jornada de resgate, ele faz amizade com outro sobrevivente, Thomas McCourt (Samuel L. Jackson). Ambos resolvem unir forças para sobreviver a este pesadelo e salvar o pequeno filho de Clayton.



Obviamente esta não é uma das melhores adaptações das obras de Stephen King. Além do final ser muito diferente do livro, o filme consegue ser tão curto e tão sem reviravoltas que se eu escrevesse mais um parágrafo, eu contaria o filme inteiro. O engraçado é que o próprio Stephen King ajudou no roteiro. Talvez, tanto este problema de adaptação cinematográfica quanto as histórias reais do dia 26 de julho de 2016 possam ser encaradas como “mistérios da vida”. 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Regresso

O explorador norte-americano Hugo Glass se alistou em uma expedição de caçadores no distante ano de 1832. Nesta jornada, enfileirou os seguintes feitos:
- encarou uma tribo de índios pouco simpáticos
- sobreviveu a um pega para capar com um urso
- percorreu uma distância de mais de 100 km agarrado a um fiapo de vida e um bocado de desejo de vingança

Mas o impossível mesmo ele fez em 2016, quando proporcionou um Oscar a Leonardo DiCaprio.

Corte rápido para 2015. Logo após perder o Oscar para o ator que viveu nas telonas o físico Stephen Hawking, Michael Keaton fez um desabafo meio melancólico, meio cínico:
"Infelizmente a doença sempre vence"

Na pele de Hugo Glass, Leonardo DiCaprio apanha, se arrasta pelo continente americano, apanha mais e se alimenta de vez em quando. Meio que come o pão que o diabo amassou no sentido figurado. No literal, come um figado cru e ainda precisa dividir com uma matilha de lobos.

A narrativa não é lá aquelas coisas e, em um roteiro sobre sobrevivência e vingança, o longa se agarra nas provações do personagem de DiCaprio e em uma excelente fotografia do hemisfério Norte no inverno.

Parece pouco e meio que é mesmo.
Mas, olha só, o Oscar do DiCaprio acabou saindo.









Breve

- Para quem tiver interesse, tem uma versão da história do Hugo Glass no primeiro CD do Of Monsters and Men.
Se não mais legal que o filme, a música é um tanto mais curta.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Acreditar e se envolver com a história do filme que você está assistindo são os principais alicerces para uma opinião positiva do mesmo. Na prática, podemos incluir também uma dose de baixa expectativa nesta fórmula matemática. Em Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, todos os itens desta equação são favoráveis para um texto brando e com alguns elogios.

O filme começa mostrando a desolação de Draenor, o planeta natal dos Orcs. Para garantir a sobrevivência de sua espécie, Gul’dan, líder da horda de orcs comanda uma invasão ao planeta Azeroth usando um misterioso portal negro que é aberto após ele sugar a energia vital de seus escravos.

Porém, a magia negra de Gul’dan não passa despercebida quando ele começa os primeiros ataques em Azeroth. Khadgar, um jovem aprendiz de mágico, alerta Anduin Lothar (Travis Fimmel), cavaleiro do Reino de Ventobravo, sobre os perigos e pede para ele procurar ajuda com o guardião Medivh (Ben Foster).


Paralelamente a esta possível guerra entre os povos, Durotan (Toby Kebbell), líder de uma tribo de orcs percebe que pode estar apoiando o lado errado e tenta uma aliança com os humanos para salvar seu povo e, principalmente, sua família.  



Basicamente este é o enredo do filme dirigido por Duncan Jones (filho de David Bowie e diretor de Contra o Tempo). Obviamente a história reserva algumas reviravoltas e como tudo que envolve política, sempre aparece um pessoal agindo por baixo dos panos e fazendo esquemas. Muitas brigas e efeitos especiais também fazem parte do escopo. A volta dos espectadores, a um mundo fantástico como em Senhor dos Anéis e Avatar, é com certeza uma diversão garantida para assistir nos cinemas. Espero inclusive que tenha uma continuação.   



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Godzilla


Minhas escolhas de resenhas, opiniões ou textos para este blog não tem uma lógica muito exata. Por esta falta de critério, eu sou muitas vezes surpreendido por algum fato novo ou notícia que eu descubro enquanto pesquiso como escreve corretamente o nome dos atores. A prova deste fato é Godzilla. Estava eu tranquilamente escrevendo sobre este ótimo longa-metragem quando leio que está programado para o futuro um filme do Godzilla Vs King Kong e que este não será o primeiro encontro cinematográfico deles....  esta é justamente o tipo de notícia que vale a pena reformular todo o primeiro parágrafo. O resto eu não vou mudar não porque não tem mais nenhuma notícia além deste título aí (pelo menos, eu não achei).

O filme segue bastante esta linha atual de colocar algo impossível de acontecer dentro do nosso universo real. Minhas duas preocupações sobre esta primeira frase são o dia que eu terminar de escrever este texto e a afirmação que existir um Godzilla é algo impossível. Sinceramente, espero estar correto quando finalmente conseguir terminar esta humilde resenha. Continuando...foco.


A história começa com uma misteriosa tragédia numa usina nuclear japonesa envolvendo a família Brody (uma homenagem ao filme Tubarão??). A matriarca da família morre após estranhos tremores no local, deixando seu marido, Joe (Bryan Cranston) e seu filho pequeno, Ford, a deus dará.

Após 15 anos o ocorrido, Ford - agora um soldado do exército americano e interpretado por Aaron Taylor-Johnson – é chamado pela polícia japonesa para retirar seu pai da prisão. O motivo? Ele ficou meio piradinho criando teorias de conspiração para tentar desvendar a morte de sua mulher.


Para tentar provar que Joe está errado, pai e filho embarcam clandestinamente numa busca de provas para solucionar o mistério. Sem muito esforço, os dois descobrem que o buraco é muito mais embaixo. Ou melhor, é muito maior. Os tremores estão ligados a enormes criaturas malvadas que se alimentam de energia e que neste processo, podem destruir nosso planetinha. Uma chance para adivinhar quem é o verdadeiro herói do filme... sim, ele... Godzilla!!



Pelo andar da carruagem, sempre quando falarmos de heróis no cinema, não basta incluir os da Marvel e da DC, temos que falar do monstrinho também. Apesar que King Kong também é do bem... acho que este filme, Godzilla Vs King Kong vai ter alguma chamada tipo assim “Amiguinhos, vamos acompanhar as aventuras da dupla de monstros mais adorados do cinema contra os terríveis seres nojentos e malvados”. Ok, exagerei. Adeus. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil

Você sabe qual acontecimento marcou o dia 16 de dezembro de 1991?

No Universo Marvel, foi o acidente de carro dos pais de Tony Stark. O assassinato embala a reviravolta de Capitão América: Guerra Civil.

Com quase uma dúzia de personagens, o último capítulo da trilogia de Capitão América se divide em duas linhas narrativas. A história tem início a partir da assinatura do Tratado de Sokovia, quando o exercício da atividade dos super-heróis passa a ser regulamentado pela ONU.

A maior parte do filme se dedica a explorar a reação da comunidade heroica à sanção da nova lei, dividindo os Vingadores em grupos contra e a favor do tratado.
Como acontece nas tretas de colégio, o ki-suco ferve de verdade quando as motivações dos personagens se tornam pessoais.

A narrativa de Guerra Civil tem preocupação em se diferenciar dos demais filmes da Marvel. Ainda que faça opção por piadas pontuais, demarcando o ritmo da narrativa, são a culpa, a esperança e o ressentimento que dão o tom do longa.

Soluções de roteiro acertadas e também questionáveis se sucedem quando as duas linhas narrativas do filme se encontram. Mas a cena em que Capitão América e Homem de Ferro enfim se encaram compensa os eventuais deslizes.

Há ainda espaço para um novo Homem-Aranha brilhar, repaginado e em uma versão que faz justiça à mitologia do personagem.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Batman V Superman - Origem da Justiça

Analisar Batman V Superman é uma tarefa complexa.
Se o filme não chega a ser o desastre apontado pela crítica, está aquém do tamanho dos heróis da DC.

A história se inicia durante os eventos mostrados em Man of Steel, mas a partir da perspectiva de Bruce Wayne.

Impotente contra o ataque liderado pelo General Zod, o alter-ego do Batman saca o celular para passar um comunicado aos funcionários da Wayne Tech.
Imagina o e-mail corporativo:

"Caros, como tem uma invasão de extraterrestre a duas quadras da firma tô liberando vocês cinco minutos mais cedo. Segunda-feira vocês compensam.
A direção."

Em duas horas e meia tem espaço para apresentar um Batman atormentado pela morte dos que o rodeiam. Um Superman levemente burro. Um Superman Jesus Cristo. E um Superman excessivamente burro.

Assumindo a missão de apresentar o Universo DC sem repetir as fórmulas dos estúdios concorrentes, o filme toma algumas decisões corajosas e faz algumas apostas ousadas.
Quando dá certo, é um filme ok - a Mulher Maravilha está sensacional.

Assim, ganha três cérebros mastigados - de um total de cinco - de acordo com um conceito de notas que inventei agora pro MdZ.






terça-feira, 19 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10


“Pode deixar que eu escrevo sobre este filme”. Esta foi a minha frase para um dos integrantes deste famigerado espaço (uma dica do indivíduo, ele gosta de ruivas). Agora, por que esta vontade de voltar a escrever no MDZ justamente sobre este filme? Será que foi devido ao meu gosto de histórias de suspense bem apresentadas ou simplesmente por que torci o meu pé e estou meio parado durante um tempão (3 semanas e a contagem continua)? Acho que a resposta virá ao final do texto.

Logo de cara vou falar que esta história não é continuação do Cloverfield. Pode se tratar da mesma realidade, mas as ligações entre os filmes são mínimas. Ou seja, a partir deste momento, vamos encarar este filme como algo inédito ou a definição de novo que cada um achar melhor. Seguindo, vamos à película:

A história começa meio de sopetão. Após terminar com seu noivo, Michelle (Mary Elizabeth Winstead aka filha do John McClane) pega a estrada com seu carro e sofre um acidente após se distrair no celular (uma das mensagens responsáveis do filme).

Ao acordar, a jovenzinha está presa num quarto que mais parece um bunker. Sem entender nada, a situação dela piora quando ela conhece o proprietário do local, Howard (John Goodman). Ele tenta convencer Michelle que a região está sofrendo algum tipo de ataque radioativo e que eles terão que ficar no bunker durante um tempinho. O problema é que Howard parece um doido controlador que não passa nenhuma intenção de bom sujeito.  Para vocês terem uma ideia, a melhor definição do indivíduo veio do amante de ruivas: “ele com certeza comenta matérias no G1”.


Com ares e frases apocalíticas, descobrimos que o local também conta com mais um hóspede, Emmet (John Gallagher Jr.). O jovem ajudou na construção do bunker e concorda que alguma coisa muito estranha aconteceu na região.


É neste suspense que o filme se baseia. A cada fato mudamos de opinião e assim vai até o final, que poderia ter sido surpreendente se eu não tivesse lido alguns spoilers. Vale a pena comentar também que não escolheram sem querer a filha do John McClane para o papel. Eu identifiquei claramente um Easter egg do primeiro Duro de Matar. Ah, e sobre minha pergunta do começo. É sim, um filme muito bom! Aprovado.      

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Creed - Nascido para Lutar

Stallone tinha 30 anos nas costas e poucos dólares no banco quando terminou sozinho o script do primeiro Rocky, a franquia que lhe rendeu fama e alguns milhares.

Creed - Nascido para Lutar é o único longa com a participação de Rocky sem um roteiro assinado por Stallone e curiosamente o filme que pode render reconhecimento pela atuação do ator no Oscar.

O longa conta a jornada do filho de Apollo Creed, Adonis, pela honra e o respeito dos que o cercam e o direito de utilizar o sobrenome famoso.

Partindo de assuntos de fácil identificação com o público (superação individual, amadurecimento, luta contra o câncer...) o filme do diretor novato Ryan Coogler resgata o tom característico dos clássicos da franquia, sem soar datado.

Trata-se de um belo tributo à franquia e responde por algumas das mais legais lutas de boxe exibidas nas telonas recentemente.
Minha favorita tem dois rounds, sem cortes, com direito a close-ups nos momentos dramáticos.





Breves:

- Stallone conta que sua primeira decisão quando recebeu a grana pela venda do roteiro de Rocky foi recomprar o cachorro. Ele havia vendido seu bicho de estimação meses antes para poder colocar comida na mesa da família. E vá saber o que é história.

- A ideia original previa que na sequência do primeiro filme, Rocky se aventurasse no campo da política, retornando aos ringues no desfecho da trilogia após se decepcionar com a carreira de político.

- Creed também teve algumas decisões de última hora: foram gravados dois finais diferentes, cada um mostrando um vencedor para a luta final e eu que não vou contar qual foi usado.

- Creed é candidatíssimo a melhor filme de 2015 na opinião humilde deste barueriense.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Star Wars - O Despertar da Força

O sétimo episódio de Star Wars marca o retorno da franquia às telonas depois de uma quarentena de mais de dez anos.

Na trama, a catadora de sucata Rey se vê envolvida na guerra entre Rebeldes e Terceira Ordem, grupo que herdou os espólios do Império de Vader, e acaba alterando os rumos do conflito entre as forças.

O ponto de partida é a busca por Luke Skywalker, isolado em um canto hermo da Galáxia. O único com as informações sobre seu paradeiro é o robô em formato de bola de futebol e rei do carisma BB8.

A jornada leva à reunião de Rey com personagens clássicos da franquia, a começar pela dupla Han Solo e Chewbacca, e com o novato Finn, Storm Trooper desertor.

Vale destacar que a história oferece espaço para os personagens antigos se destacarem, sem ofuscar os novatos. Han Solo, em especial, tem tempo de tela suficiente para agradar o mais purista dos fãs.

Com um elenco estrelado por Harrison Ford e Mark Hamill, Star Wars - O Despertar da Força é nos piores momentos quase uma banda cover de Rolling Stones com a participação de Mick Jagger e Keith Richards.

Nos melhores, um dos principais filmes da franquia.
Pessoalmente, eu sai do cinema já com a intenção de rever o longa.







terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Visita


Voltar ao blog não poderia ser com qualquer texto. Como a intenção do MDZ sempre foi escrever sobre os filmes que os colaboradores quisessem e, quando achassem melhor, muitas vezes esta página ficou sem atualização. Eu poderia culpar os casos amorosos, trabalhos, viagens, partidas de futebol e etc por demorar tanto para postar novamente. A real é que muitos filmes não são inspiradores e isso causa uma preguiça mental.

Porém, nem tudo está perdido. Com a chegada do final do ano, somos bombardeados com longas-metragens que ajudam a reverter este pensamento e, assim como os temíveis zumbis, nós voltamos. Para este retorno acabei escolhendo justamente o novo filme do M. Night Shyamalan. Para mim ele é ainda um diretor que me faz ir ao cinema tendo somente seu nome nos letreiros e isso é algo muito raro hoje em dia.

A Visita é mais um daqueles filmes em primeira pessoa meio estilo documentário. A grande diferença dele para os outros é simples. Ao contrário da maioria dos filmes deste estilo, este é bom!


O roteiro é simples, mas muito bem elaborado (e dirigido). Rebecca e Tyler são dois irmãos que estão indo conhecer seus avós maternos, numa casa isolada em outra cidade, enquanto sua mãe viaja num cruzeiro com seu novo namorado. Durante esta visita, Rebecca, que sonha em trabalhar com cinema, resolve gravar uma espécie de documentário para ajudar a sua mãe a superar alguns traumas do passado. Logo em seus primeiros contatos, o casal de idosos parece ser como todos os avós; boas praças e despreocupados com agitações o que ajuda a aproveitar os pequenos prazeres da vida, dentre eles é claro, comer bastante. 


É claro que se tratando de Shyamalan não existe um filme sem suspense. Não demora muito para os irmãos perceberem um comportamento estranho do casal de idosos que vão além de simples doenças. É neste contexto que a pequena dupla se encontra. Será que existe algo de terrível e sobrenatural ou envelhecer já é assustador por si só?


Salva de palmas para o Shyamalan pelo filme e várias vaias para os adolescentes que estavam vendo no Bourbon. Como é insuportável assistir um filme deste tipo neste shopping de São Paulo. Com certeza está riscado da minha lista. A experiência seria muito mais intensa em uma sala onde as pessoas ficam quietas. Primeiro desabafo do ano, ou melhor, segundo. Já xinguei um funcionário mala do financeiro da minha empresa.