Scarlett
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Mama
Extinto maternal.
Presente nos animais racionais e irracionais, este sentimento é tão forte que
pode ultrapassar a barreira que separa o mundo dos vivos com os dos mortos.
Pelo menos é o que propõe o estreante diretor Andrés Muschietti em Mama.
Produzido por quem manja do assunto, Guillermo Del Toro, este filme mostra
desde o começo um fantasma transferindo suas experiências de vida para
inocentes crianças. O problema é que o ciúmes e raiva de um espírito maligno é
muito mais letal do que de uma ex-namorada.
O filme começa com um
crime terrível. Jeffrey mata seu sócio e sua mulher e foge com suas duas filhas.
No meio da fuga, seu carro derrapa e eles vão parar no final de uma encosta. O
trio sobrevive e acabam se refugiando dentro de uma casa abandonada. Na casa, Jeffrey
entra em desespero com tudo que aconteceu e resolve matar suas filhas também,
mas é impedido por um espírito que vivia dentro da casa.
Após o sumiço da
família, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau), irmão de Jeffrey, começa a financiar
expedições de busca para encontrá-los. Depois de cinco anos, as duas meninas
são encontradas em estado pré-histórico e são transferidas para um hospital
psiquiátrico onde são tratadas pelo doutor Gerald Dreyfuss.
Lucas e sua namorada,
Annabel (Jessica Chastain), com a ajuda do Dr. Dreyfuss, ganham na justiça o
direito de ficar com as duas meninas e mudam-se para uma casa onde o tratamento
poderá continuar. O problema é que alguém também vai com elas. A nova “Mama”
das crianças não demora para mostrar seu extinto maternal e ataca Lucas, o
deixando em coma. Annabel se vê sozinha com crianças que ela não queria cuidar
e com situações estranhas acontecendo. Só que para ajudar as crianças e ela
mesma, Annabel também terá que desenvolver o seu lado maternal.
Mais uma vez os
espíritos mostram sentimentos que eram poucos aproveitados nas histórias de
terror. Seus novos caminhos viram reflexos de sua vida passada, criando rumos
que só levam a dor e sofrimento. Mama é um filme de fantasma que deixa claro
desde os primeiros cinco minutos que esta será a pegada do filme inteiro.
Sustos ou medo? Nenhum, vale a pena como um conto de terror para crian çinhas.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
A Entidade
Eu acho muito
importante a atualização profissional. Conhecer novas tecnologias e saber
usá-las a seu favor é um grande passo para o sucesso. O legal é que essa regra
serve tanto para os vivos quanto para entidades milenares assassinas. As
cabeçinhas pensantes dos roteiristas hollywoodianos podem ter exagerado um
pouco em A Entidade, mas dentre as últimas opções de filmes de terror, este é o
que chega mais perto de assustar um pouquito.
O filme começa com o
escritor Ellison Oswalt ( Ethan Hamke) mudando-se, com sua mulher e dois filhos,
para uma cidadezinha do interior dos EUA para escrever um livro sobre uma
família assassinada, com exceção da filha pequena que está desaparecida. O que Oswalt
não contou para seus parentes queridos, é que eles se mudaram justamente para a
casa onde aconteceram os terríveis crimes.
Empenhado na
investigação, para não dizer obcecado, o escritor esquece de considerar uma
regra básica dos espíritos maus, a casa onde ocorre as tragédias são sempre mau
assombradas. Ele encontra, estranhamente, vídeos caseiros de outras famílias
sendo mortas. O mais sinistro, é a figura demoníaca que ele vê em todos os
filmes. Oswalt percebe então que algo sobrenatural está relacionado as mortes,
ou ele está ficando paranóico e deixando sua imaginação guiar os seus
pensamentos (esse tipo de questionamento também está presente em vários filmes
de terror).
Obviamente, boa coisa
que não sairia com a ideia brilhante de morar numa casa onde ocorreram mortes
estranhas e sem solução. Mesmo assim, eu mantenho a minha opinião que este
filme pode causar um medinho, o que o qualifica a ser assistido após a meia
noite sem correr o risco de ficar decepcionado com a experiência.
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domingo, 21 de abril de 2013
Meu Pé de Laranja Lima
Hoje em dia, muitos parentes meus dizem que eu era uma criança
comportada, que era só ligar a televisão que eu ficava lá brincando quieto com
os meus bonecos e minhas armas. A verdade é que ninguém via o que realmente
acontecia. Desde o momento que eu acordava, até a hora de dormir, eu vivia em
vários mundos diferentes e, embarcava em histórias fantásticas onde eu era
sempre o herói imbatível. Mesmo quando eu apanhava bastante de uma legião de
ninjas assassinos ou enfrentava o Predador eu bolava um jeito de sair vencedor,
sempre graças ao meu poder imbatível chamado imaginação.
Felizmente eu tive uma ótima infância e nunca precisei usar
a minha imaginação como forma de escapar de uma realidade triste. Meu Pé de Laranja
Lima mostra justamente este tipo de válvula de escape. Este clássico literário
brasileiro toma mais uma vez forma nas telonas para emocionar e derramar
lágrimas.
A história de José Mauro de Vasconcelos mostra a vida do
menino Zezé. Com seu pai desempregado e sua mãe trabalhando longe de casa, sua
família tenta sobreviver com o básico. Mesmo injuriado pela falta de dinheiro,
Zezé usa sua imaginação para levar uma vida normal no sentido das traquinagens,
o problema é quando seu pai descobre as coisas que ele apronta e mete a porrada
literalmente no garoto.
Quando são obrigados a mudar de casa, o jovem mancebo adota
um pequeno pé de laranja lima e finge que ele é um amigo/confidente. Zezé conta
todas as suas histórias para seu companheiro invisível e aproveita para viver
novas aventuras com o mesmo. Paralelamente, ele acaba conhecendo Portuga (José
de Abreu), um português solitário de família, cheio de bondade em seu coração,
que tenta levar alguma alegria para a vida do pequeno garoto.
Na minha infância eu sempre fui bastante incentivado pela minha mãe a ler bastante. Livros e gibis brotam na minha casa como ervas daninha. Mesmo tendo mais de 200 livros e 3000 quadrinhos eu nunca li este livro. Conhecia a existência do mesmo, mas não sabia que a história era tão verdadeira. É inacreditável o número de livros e histórias que existem publicadas. Uma vida não seria suficiente para ler tudo. Finalizando sobre o filme...ele é bastante emocionante e vale a pena ser conferido. Ponto para o cinema nacional.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
The Call
* Tia Alice
Que tal um pouco de adrenalina?
Tia Alice adora
assistir blockbusters bem feitos que
ativam a adrenalina. Por isso, deixei o
tricô de lado, os filmes europeus e fui assistir “Chamada de Emergência” (The
Call). O filme é um prato cheio para mergulhar no universo barra pesada do 911,
a “colmeia”, no qual cada telefonema traz frequentemente um pedido de socorro.
A
protagonista Halle Berry, atendente do 911, cercada por colegas simpáticos e
uma chefe durona, além de um namorado policial compreensivo e bonitão, te
conduz com mestria pela trama. Aliás, ninguém como Berry consegue ser tão
bonita e feia ao mesmo tempo, tão especial e comum, tão personagem. É claro que
ela conta com a ajuda do diretor Brad Anderson e do roteirista Rich D´Ovidio para
te fazer dar alguns pulos na cadeira e torcer pelo final feliz do sequestro de
uma mocinha, que em alguns momentos, parece impossível. Afinal, o vilão da
história lembra coleguinhas psicopatas de outros filmes. E um psicopata no
enredo acelera a adrenalina de qualquer um. Tia Alice se surpreendeu com o
final e claro que não vai estragar tudo aqui contando. Está feito! (assista o
filme e você vai entender ...)
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Oblivion
Os filmes de ficção
científica quase sempre trabalham com situações utópicas. Por este motivo, as
vezes fica difícil entrar na história e acreditar em todos os absurdos ali
expostos. Talvez eu devesse abandonar as críticas deste tipo de filme e retomar
somente no futuro, quando algumas dessas coisas já terão acontecido. Só espero
que não aconteça uma guerra contra alienígenas...isso estragaria as minhas
sessões da meia noite no cinema.
Oblivion nos
apresenta um planeta Terra destruído após uma invasão alienígena. Mesmo
vitoriosos, os humanos são obrigados a abandonar o planeta devido à radiação
das bombas nucleares e da mãe natureza que, em sua fúria, desencadeou vários
desastres naturais. Enquanto a grande parte dos humanos se muda para Titã, uma
das luas de Saturno, outros estão ajudando na remoção de nosso bem mais
precioso, a água.
Jack Harper (Tom
Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) são os responsáveis em vigiar todo o
processo de retirada da água, isso envolve consertar robôs de segurança e
enfrentar saqueadores alienígenas. A vidinha dos dois ia bem, até Jack começa a
ter estranhos sonhos com uma mulher que ele não lembra quem é.
Num certo
dia, uma pequena nave caí na Terra e Jack vai investigar. Assim que ele chega
ao local, ele descobre vários humanos em estado de sono, em especial ele vê a
mulher de seus sonhos, mas para a sua dupla surpresa, os robôs de segurança
começam a matar um por um. Depois de impedir a matança, Jack descobre que a
mulher se chama Júlia Rusakova ( Olga Kurylenko). No meio de tantas
dúvidas, os são capturados pelos saqueadores, mas as perguntas aumentam mais
ainda quando eles descobrem que seus captores são humanos disfarçados de
alienígenas e lutam pela liberdade do nosso crazy planeta.
Pode ser no passado, presente ou futuro, as informações
sempre são manipuladas. Elas podem começar guerras e até mesmo terminá-las.
Oblivion desde o começa dá brecha para percebermos que tem alguma coisa errada
na história, só não dava para ver que castelo de areia seria tão grande. No
final das contas ele se torna um filme médio, que se fosse mais curto e com
mais ação teria um impacto mais positivo na minha humilde opinião.
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domingo, 14 de abril de 2013
Gi Joe Retaliação
Existem filmes que só tem a finalidade do divertimento. Não precisamos
pensar, meditar ou ficar remoendo o nosso papel no mundo. O lance é ficar
acomodado na cadeira, relaxar e deixar que o filme “fútil” faça a sua magia. Só
que para essa tática ser bem sucedida, você não pode criar expectativas para o
filme, basta entender que ele está aí para te distrair positivamente nas quase
duas horas de duração.
Os Cobras resolvem colocar o seu plano em ação e começam acusando os GI.
Joes de traição após uma missão no oriente médio. A maioria dos Joes são mortos
ou viram foragidos, o que deixa o caminho aberto para o Comandante Cobra ser
solto de seu cárcere. Nessa situação de desespero, só uma pessoa poderia ajudar
o time do bem....John McClane.. ops Joe (Bruce Willis) se junta aos heróis
remanescentes e declara guerra ao falso presidente e toda sua organização do
mal.
O filme é isso, uma trama fraquinha que privilegia muitos tiros e
explosões com várias piadinhas embutidas. Nem mesmo a reviravolta na vida de
Storm Shadow chega a surpreender, quem conhece a história dos gibis e dos bonecos
sabia que isso ia acontecer. Já aviso que um terceiro filme acontecerá,
diferente da linha de brinquedos, os filmes continuam dando muito lucro e
incentivando novos filmes para a franquia.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
O Voo
Ser bom em alguma coisa é o primeiro passo para criar uma falsa camada
de invencibilidade. A confiança inabalável institui também a sensação de poder
total nas mãos, ajudando a transformar pessoas carismáticas em metidas. Neste
processo todo, é muito fácil machucar as pessoas que estão ao redor, muitas
vezes isto acontece imperceptivelmente, infelizmente. Falando em letras miúdas,
a pessoa acredita que é tão foda que se acha acima do bem e do mal, podendo
magoar e ferir sem se importar com as consequências. Pelo menos, até acontecer
algum fato que mude tudo.
Esta pequena introdução se encaixa perfeitamente em O Voo, novo filme do
diretor Robert Zemeckis (Forrest Gump). A trama, cheia de turbulência, mostra a
saga de um piloto que mesmo com tanto talento para voar, só consegue seguir o
caminho da autodestruição. Nesta história, as fraquezas também são expostas,
válvulas de escapes mortais que só trazem tristeza e infelicidade senão forem
combatidas.
O filme tem um começo alucinante, somos apresentados ao Capitão Whip
Whitaker (Denzel Washington) num quarto de hotel, transando com uma aeromoça,
bebendo e usando drogas...assim ele se prepara para mais um voo de Orlando para
Atlanta.
Já no voo, após uma turbulência inicial, suas habilidades são
comprovadas e passam com louvor, levando o avião para a tranquilidade do céu
azul e permitindo que Whip tome um suquinho com vodca e tire uma soneca. Seu
sono acaba sendo interrompido por algumas falhas mecânicas e obriga o piloto a
fazer uma manobra quase impossível para evitar a morte de todos os passageiros.
Apesar do ato heroico, os seus segredos aparecem em testes de sangue e revelam
tudo que ele tinha usado. Enquanto a união dos pilotos contrata um advogado
para ajudar Whip, o capitão acredita veemente que seus problemas com álcool não
interferiram em nada, inclusive acha que nem tem problemas.
Com sua vida sendo engolida pelas consequências de suas decisões e de
suas fraquezas, Whitaker lutará não mais para provar sua inocência e, sim, para
consertar seus erros para que ele possa finalmente se sentir livre. Arrumar a
vida nem sempre é fácil, pelo contrário, é tão difícil que muitas vezes precisa
acontecer alguma tragédia ou fato fudido para mudarmos, só que nem sempre
existe o final feliz e perfeito dos filmes.
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sexta-feira, 22 de março de 2013
João e Maria – Caçadores de Bruxas
Além de ensinar lições importantes da vida, os grandes
clássicos literários infantis sempre mexeram com a imaginação de seus leitores
e espectadores, deixando ideias e pensamentos guarnecidos. Essas fantasias
acabaram ganhando forma e expandiram alguns universos, como em João e Maria –
Caçadores de Bruxas.
Nesta continuação/prequel os roteiristas foram ousados,
retornaram ao mundo João e Maria e tentaram criar uma franquia nova, aberta a
outras possíveis continuações. Para estruturar este formato foram convocados
dois atores bem cotados em Hollywood para serem os pilares de uma possível
série de filmes, Jeremy Renner e Gemma Arterton. Além da dupla, a história tem
muitas mortes estilosas que fariam inveja a qualquer “acidente” dos filmes
Premonição, um atrativo bastante válido para divertimentos cinematográficos.
Bom, o filme começa mostrando rapidamente a famosa história
de infância dos irmãos. Só que ao invés do “viveram felizes para sempre”- após
matarem a bruxa que os aprisionou - os dois se tornam caçadores de bruxas, os
mais famosos e sanguinários de toda a Europa.
Quando sete crianças desaparecem misteriosamente na pequena
cidade de Augsburg (Alemanha) a dupla é contratada pelo prefeito para resolver
o caso. Só que nas intrigas das bruxas nada é tão simples e fácil. A tramoia
está diretamente ligada ao passado de João e Maria e envolve uma revolução nos
poderes das malvadas. Ou seja, o mundo presenciará mais uma batalha entre o bem
e o mal, onde o futuro da humanidade estará em jogo (clichê ou não?).
Estarei mentindo se dissesse
que a história deste filme não é previsível. Com a vontade de criar uma
franquia rentável, o diretor Tommy Wirkola elaborou um produto rápido e
divertido banhado de sangue. Estaria mentindo também se dissesse que não gostei
do filme...acho que vale uma nota 7.
domingo, 17 de março de 2013
Amanhecer Violento
Por incrível que pareça, estamos mais preparados psicologicamente para o apocalipse zumbi do que para uma invasão militar. Se acontecesse uma epidemia de mortos-vivos, saberíamos como mata-los, como evitar virar um e escaparíamos indo morar em alguma ilha deserta. Agora, que diabos fazer se a sua cidade for invadida por um exército formado por norte-coreanos e russos? Com certeza a resposta não está neste filme.
Este Amanhecer Violento é na verdade um remake (sim, mais um). No
original de 1984, os inimigos são da União Soviética, Cuba e Nicarágua. Só que
os tempos eram outros, tecnologicamente e historicamente. Os filmes em si não
tinham efeitos muitos elaborados e os próprios exércitos da época não dependiam
tanto de equipamentos modernos. Na parte histórica uma invasão neste estilo
também fazia mais sentido do que nos tempos atuais.
Numa certa manhã os dois acordam com pequenos terremotos. Quando saem
para verificar o que está acontecendo, são surpreendidos com explosões, aviões
caindo e milhares de paraquedistas. O pai dos irmãos manda eles fugirem e se
esconderem numa cabana nas montanhas. Na fuga, outros aproveitam a carona e se
refugiam com os dois Eckert.
Matt, com seu jeito mandão e militar treina os refugiados para lutarem
contra os invasores. Treina tão bem que qualquer um deles consegue atirar e executar
táticas de guerrilha melhor do que soldados que ficam anos treinando... Talvez
seja por isso que eles são os Wolverines dos tempos atuais.
Mesmo com alguns absurdos, como visto acima, o filme até que não é tão
ruim. O difícil mesmo é tentar entender porque ele é tão rápido e aonde foi
parar o final. Parece que alguém chegou gritando “Invasão, fujam” e o diretor
finalizou o filme para sair correndo. Coisas que só acontecem nos remakes
hollywoodianos.
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domingo, 10 de março de 2013
O Lado Bom da Vida
Relacionamentos
amorosos são complicados. Em determinados momentos não nos importamos com mais
nada além do amor, em outros momentos ficamos tão machucados em consequência
deste amor que ficamos destruídos. Eles também são capazes de revelarem o
melhor e o pior de uma pessoa. Mesmo com brigas e términos, é impressionante
como certas pessoas conseguem dominar nossos pensamentos e vontades, parece uma
droga viciante que não saí do corpo. Eu sempre digo que é melhor ter problemas
amorosos do que não ter, amar é uma coisa maravilhosa e vale a pena se arriscar
por ele. Somos todos humanos complicados, mas com certeza existe a tampa certa
para cada panela. Basta dar chance para novos ou antigos amores.
O Lado Bom da Vida
tem em seu tema central mais ou menos o que eu disse acima. Ele mostra como o
amor pode levar a loucura, mas em contrapartida ele também é a chave para a
felicidade. O elenco do filme tem uma ótima atuação, todos os quatro atores
principais foram indicados ao Oscar, mas só a Jennifer Lawrence levou uma
estatueta para casa. Palmas também para o sumido Chris Tucker, seu personagem
aparece pouco, mas as cenas são hilárias.
O filme começa com Pat
Solitano Jr. (Bradley Cooper) voltando para casa depois de ficar um tempo numa
clínica psiquiátrica. Diagnosticado com distúrbio bipolar, ele ficou lá após
quase matar o amante de sua mulher. Agora de volta para a casa de seus pais,
Dolores (Jacki Weaver) e Patrizio (Robert De Niro), ele começa a reconstruir
sua vida, esperando retornar para os braços de sua esposa, Nikki.
Enquanto tenta bolar um jeito de reencontrar a sua mulher, seus amigos e família tentam ajudá-lo a ter uma vida normal. Durante um jantar, ele conhece Tiffany (J. Lawrenece), uma viúva que assim como Pat também tem seus problemas. Inicialmente os dois não se dão bem, mas é Tiffany comentar que pode entregar cartas para Nikki que Pat começa a tentar uma amizade. Os dois acabam fazendo um trato para ficar bom para ambos os lados. Tiffany entrega as cartas e Pat vira o companheiro dela de dança num concurso.
Passando tanto
tempo juntos, os dois acabam se conhecendo melhor. Só que Pat não consegue
tirar o foco de sua ex-mulher. Ele não se permite seguir adiante, como se Nikki
fosse uma pedra intransponível em seu coração e mente. Quem sabe com a aproximação
do concurso de dança, as suas respectivas loucuras não encontrem a felicidade
que todo ser humano merece.
Vendo este filme me identifique em certas partes (em escalas menores). Ele também me lembrou a música Thumbing My Way do Pearl Jam. As questões persistem e não posso ser livre sem superar o que sinto dentro de mim, mas estou no caminho certo para voltar aos eixos.
"i can't be free with what's locked inside of me
if there was a key, you took it in your hand
there's no wrong or right, but i'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
no matter how cold the winter, there's a springtime ahead
i'm thumbing my way back to heaven"
if there was a key, you took it in your hand
there's no wrong or right, but i'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
no matter how cold the winter, there's a springtime ahead
i'm thumbing my way back to heaven"
domingo, 3 de março de 2013
Jack Burton TOP 10 de 2012
Eu sempre espero o Oscar para
dizer os meus melhores e piores filmes. Infelizmente temos um delay aí de
estreias com o cinema americano e desta forma fica mais justo. Não que a minha
opinião mude algo, mas este tipo de lista é sempre interessante para criar uma
discussão bacana e relembrar as bombas que passaram. Tentei assistir aos
principais filmes, mas alguns eu não consegui. Quem sabe no futuro eu atualizo
esse post com alguns adendos. Bora para a lista:
Melhores
3- Ted
4- Intocáveis
6- O
Lado bom da Vida
8- Argo
9- O
Voo
10- Django
Piores
3- E aí, Comeu?
4- Chernobyl
8- O Ditador
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