segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Guerreiro Americano


O legal de escrever para o seu próprio blog é que você pode escolher o tema que quiser e postar quando você quiser (além de certas invenções ortográficas para criar uma fala engraçadinha). Ultimamente a minha vontade é de usar este espaço para reviver filmes que eu considero clássicos. Sim, eu considero muitos filmes ruins como clássicos e sim, Guerreiro Americano entra nesta seleta lista.

Quando eu era criança eu tinha duas brincadeiras preferidas com meus amigos imaginários (não, eles não tinham nomes). A primeira era brincar com meus Comandos em Ação (que existem até hoje) e a segunda era criar histórias imaginárias de brigas, lutas e guerras com minhas armas de brinquedo. Eu era um ótimo soldado imaginário até assistir Guerreiro Americano. Depois do filme eu evoluí e virei o melhor soldado/ninja do mundo. Para todas as missões impossíveis só existia uma opção para resolver o problema. Eu! Também, o que um soldado/ninja não poderia resolver? Ahaha

O filme tem um enredo de criar assas na imaginação de qualquer criança. Joe Armstrong (Michael Dudikoff) é um soldado americano com amnésia que luta bem pra caramba. Enviado para a Filipinas, ele logo se mete em confusão tentando salvar a filha do comandante de ninjas do mal. Suas ações não passam despercebidas pelo soldado Curtis Jackson (Steve James) que o convida para um duelo. Mesmo perdendo a luta, os dois acabam virando grandes amigos.


 Os dois companheiros acabam descobrindo uma conspiração envolvendo os ninjas do mal, exército e autoridades. Enquanto tentam resolver este gargalo, Joe é acusado de traição e a filha do coronel é sequestrada. Para sair desta enrascada, o ninja americano precisa relembrar de seu passado para assim ter as forças e habilidades necessárias para acabar com os bandidos.  



Além deste filme, Guerreiro Americano teve quatro continuações. Quem sabe em algum momento eu poste sobre os outros. Afinal, eu sou jovem ainda, tenho muitos anos de vida para fazer isso (mesmo não sendo um soldado/ninja na vida real).


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Double Dragon


Empolgado, por recentemente relembrar alguns clássicos da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa, eu resolvi continuar nesta toada com mais um filme marcante da minha infância. Ou seria adolescência? Não sei, deixa eu pesquisar aqui no Wikipedia.... hum... eu estava certo. Infância mesmo.

O universo Double Dragon, para quem não sabe, foi criado originalmente para o mundo dos games (NES, Master System, Mega Drive e etc). O sucesso fez a bagaça expandir para outras frentes como quadrinhos e desenho animado, além de outros jogos como o crossover com os Battletoads. Para celular também é possível encontrar algo dos irmãos Lee.

O filme, que também foi mais uma aposta para ganhar dinheiro com os personagens, não é lá essas coisas, mas possui aquele charme. Não confundir com a série Charmed que a Alyssa Milano também fazia...ok, essa foi péssima. Vou começar outro parágrafo para este se tornar inútil.

A trama do filme é um pouco diferente dos games. Os irmãos lutadores, Billy Lee (Scott Wolff) e Jimmy Lee (Mark Dacascos), vivem num futuro onde a polícia comanda o dia e os bandidos à noite. Os dois vivem com a sua mãe adotiva, Satori, que além de cuidar deles, também toma conta da metade de um medalhão mágico.


Para dar uma sustância na história, a outra metade está com o vilão do filme, interpretado pelo eterno T-1000, Robert Patrick. Cada medalhão possui uma habilidade específica, mas juntos eles concedem grandes poderes ao portador. Para evitar que ele caia em mãos erradas, os irmãos Lee contarão também com a ajuda de Marian (Alyssa), filha do chefe da polícia e líder de uma gangue de vigilantes.


Esta versão cinematográfica pode não ser um primor de trabalho bem feito, mas tenho certeza que todos que jogaram este bendito jogo assistiram e gostaram. Depois de muitas noites jogando em dupla (e morrendo bastante), você cria uma relação de afeição com os personagens e a história. O filme é uma continuação deste carinho. Difícil explicar em palavras. Fico até comovido. Ou não. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Esporte Sangrento


Com os Jogos Olímpicos relembramos, mesmo que por um breve período, a importância do esporte na formação de crianças e adolescentes. O que muita gente não sabe, é que vários filmes do extinto Cinema em Casa (SBT) compartilhavam essa ideia de forma magistral. Aquele horário mágico, de segunda a sexta, entre 14h30 e 16h30, reservava algumas boas lições de vida para quem não se perdia nos braços de Morfeu, depois de acordar cedo para ir ao colégio.  Eu praticamente escrevi um parágrafo inteiro no estilo “Lero Lero” só para tentar explanar a importância deste clássico filme de artes marciais. Espero que tenha dado certo.  

Estrelado por Mark Dacascos, Esporte Sangrento está naquele hall de filmes que guardamos no lado esquerdo do peito que juntam pancadaria com frases de efeito. Eu estava tentando segurar até o final do texto, mas têm como não gostar de um filme onde o vilão fala “Eu nasci e fui criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro”? Eu acho impossível não gostar de algo assim.


A história é impressionante. Louis Stevens (Dacascos) é um soldado que aprende a nossa Capoeira após ficar um tempinho no Brasil. Ao retornar para os EUA, Louis precisa usar seus conhecimentos marciais para bater em alguns bandidos que estão em seu antigo colégio. Impressionado, o diretor do colégio convida o soldado para dar aula de capoeira para os alunos.



Com suas habilidades, Louis cativa os alunos e irrita o criminoso Silverio (criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro), que coincidentemente também luta capoeira. Apesar da trama um pouco óbvia (resolver tudo numa grande luta final dentro de uma roda de capoeira), Esporte Sangrento merece todo esse revival elaborado pelo MDZ. Nossa equipe acredita que Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a crescente influência da mídia talvez venha a ressaltar a relatividade do levantamento das variáveis envolvidas (agora sim eu usei o Lero lero).

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Esquadrão Suicida

É ruim, mas é bom.
Fim

Espera. Calma. Se eu não redigir pelo menos dez linhas deixo de receber meu salário de frila fixo do blog (cinco refrigerantes Cini Gengibirra).
Sigamos para a crítica.

Esquadrão Suicida traz para as telonas uma história de desastre em formato de clipe da MTV.
Ágil, esse modelo privilegia a parte estética e ajuda durante a apresentação dos personagens, não tão conhecidos até entre leitores dos quadrinhos.




Outra particularidade diz respeito aos bastidores do filme, que teria sido editado e reeditado várias vezes, em consequência de uma briga entre estúdio e diretor.

Conta-se: chegaram a existir três versões diferentes do filme com praticamente as mesmas cenas, o que é uma baita feito de edição, mas não tão grande para o trabalho de contar uma história com nexo. Como seria se a trama seguisse o plano original? Nunca saberemos.

Ainda assim, Esquadrão Suicida é melhor que Batman V Superman, o outro longa do universo de filmes da DC. O que não é uma tarefa árdua, já que só de ter uma história com começo, meio e fim já é melhor.
Uma bula de remédio? Melhor que Batman V Superman.

Arlequina, Pistoleiro e Amanda Waller ditam os rumos da história e formam uma espécie de trindade dos vilões porém de vez em quando heróis. No geral, é um filme um pouco ruim, porém um pouco divertido. Se o leitor não conferiu nos cinemas, pode ficar ligado que em alguns anos estará na lista de sucessos da Sessão da Tarde.






Salário garantido

domingo, 28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Gravado na famosa cidade de Matinhos, mais conhecida como a princesinha do Paraná, o filme Águas Rasas é literalmente aquilo que promete. Um tubarão atacando quem estiver na sua frente. Ok, metade deste começo não é verdade, mas não vou dizer qual é.

O filme abre com Nancy (Blake Lively) pegando uma carona para uma praia deserta no México. Pelas mensagens e fotos do celular, descobrirmos que sua mãe também esteve neste local quando estava grávida dela.   


Assim que Nancy chega, não demora para ela se arrumar e entrar no mar para pegar algumas ondas. Além dela, dois locais aproveitam as ondas perfeitas para se divertirem. Depois de uma pausa para recarregar as energias, novamente descobrimos pelo celular que a garota está ali para homenagear a sua mãe que faleceu.

Após uma ligação para a sua irmã pequena e uma conversa um pouco mais tensa com o seu pai, Nancy resolve pegar as últimas ondas do dia. Com um estranho mar calmo, ela recebe a visita de alguns golfinhos até perceber uma baleia boiando com bizarras marcas de ataque em seu corpo. Obviamente, quem causou o mal para o cetáceo foi o tubarão que esperamos desde o começo do filme.

Só de chegar perto da baleia, Nancy também vira um alvo do tubarão. O bicho enorme ataca ela, mas Nancy consegue se abrigar numa pedra que só aparece com a maré baixa. Tudo isso acontece em meia hora de filme, ou seja, sofremos uma hora com a garota lutando contra a temível criatura do mar.


É inevitável assistir um filme de tubarão sem pensar no filme do Spielberg. Não sei mais distinguir o que é cliché ou não para filmes com este tema. O que eu posso garantir, é que este filme é bom. Ele consegue passar aquele desespero como se você estivesse lá. Uma sensação pouco comum que acontece com os filmes de hoje em dia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dois Caras Legais


Não é muito raro eu perguntar para alguém se viu tal filme e ela me olhar com aquela cara de “não sei do que você está falando”. Comento isso porque eu passei por esta situação umas três vezes com “Dois Caras Legais”. Juro que nestas horas eu me pergunto se eu assisto muitos filmes ou se eu posso considerar a maioria das pessoas que eu converso como “lixos cinematográficos”. Melhor dizer que isto não é uma crítica para evitar que alguns leitores do “Caçadores de Zumbis” fiquem chateados.

Dois Caras Legais apostam muito de suas fichas na dinâmica entre os protagonistas. Russel Crowe e Ryan Gosling ditam o movimento do filme (não é um texto sobre futebol), mas contam com a ajuda de coadjuvantes essenciais para que a história seja interessante do começo ao fim. Além disso, roteiro e direção ficam a cargo de Shane Black, que realizou o ótimo Tiros e Beijos. Acho que vale lembrar que ele também fez Homem de Ferro 3, apesar que para mim isso é um demérito.


Gosling é o investigador particular Holland March, contratado para encontrar uma garota desaparecida, enquanto Jackson Healy (Crowe) é um mercenário ou algo do tipo contratado pela garota para intimar March a não encontrar ela. Confuso? Um pouco. Pouco é também o tempo que demora para que os dois personagens juntem forças para resolver o caso. Principalmente porque a resolução do mistério envolve muito dinheiro e um pouco de sensação de fazer o certo. O que eles não desconfiavam é que estavam no meio de uma conspiração parecida com o do filme Uma cilada para Roger Habbit


Ainda fazendo algumas referências, este filme me lembrou bastante o Vício Inerente do Paul Thomas Anderson (anotação mental – escrever também sobre este). Apesar de ter menos drogas, o personagem de Ryan Gosling parece beber da mesma fonte de Joaquin Phoenix. Isso obviamente significa uma grande dose de gargalhadas. Este filme com certeza merecia que mais espectadores o assistisse e também uma crítica um pouco mais dedicada de minha parte. Mas vai por mim. Vale a pena assistir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Batman V Superman - Ultimate Edition

Assistimos a versão estendida de Batman V Superman para que você não precise ver. 
São 30 minutos adicionais de filme. Nenhum para explicar melhor as várias falhas do longa.

Como porquê o Superman encontra Lois Lane em outro continente, mas não parece conseguir achar sua mãe, sequestrada. Ou qual o motivo para o personagem passar quase duas horas calado. A ideia de que o Batman marca os bandidos antes de prendê-los continua boba, até para um filme de super-herói.
Na verdade, são 30 minutos de cenas que a gente compreende o motivo por terem sido cortadas.

Batman V Superman é um filme confuso. Nada faz muito sentido no roteiro, mas a fotografia do filme segue perfeitamente alinhada em um tom que dá para chamar de cinza, também dá para chamar de sábado chovendo com Luciano Huck na televisão.

Superman quase não abre a boca e quando resolve agir ora demonstra um pouco de burrice ora apanha feio. Essa caracterização cria uns efeitos negativos em cascata: qual seria a melhor caracterização para o Lex Luthor, que deveria representar o lado vilanesco do universo do Superman, se o próprio herói não tem empatia com quase nada?

Talvez um personagem que não para de falar um segundo? Gosto da ideia de que esse Lex Luthor seja viciado cocaína e esteja durante todo o filme sofrendo de abstinência, balbuciando umas palavras sem sentido.

Outra ideia é que todos os personagens desse filme são canalhas, incluindo Superman e Batman. Quando o Luthor diz que uma luta entre os dois oporia dia e noite, você fica pensando 'beleza nessa comparação o dia seria quem mesmo?' Não melhora muito o filme, mas pelo menos é um esforço e cria uma ligação com o outro longa da DC, Esquadrão Suicida. que reúne um grupo de condenados para salvar o mundo.
Se nesse universo DC os heróis são uns cretinos que se passam por salvadores por qual motivo os assumidamente vilões não poderiam também bancar os heróis?
Mas esse é assunto para a próxima resenha.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Celular


Dia 26 de julho. Uma terça-feira muito estranha. Durante um período de uma hora eu achei que estava vivendo os fins dos dias da humanidade na Terra. Primeiro, vi dois casais discutindo no meu vagão do trem. No ônibus que eu peguei depois, logo assim que eu desci no meu ponto, uma moto entrou embaixo do busão. Em seguida, no outro ônibus, um passageiro ficou discutindo com o motorista até um policial de moto aparecer e encerrar a discussão. Bizarro, muito bizarro. Juro que eu me senti dentro de uma história do Stephen King. E por sinal, isso tudo se encaixaria perfeitamente dentro deste novo filme que adapta mais uma obra do professor King.

A história começa trazendo o caos rapidamente para os espectadores. Após um misterioso sinal atacar os aparelhos celulares, todos que estavam os usando viram uma espécie de zumbis enraivecidos querendo matar e matar.


Durante as primeiras ondas de ataque, somos apresentados ao desenhista Clayton Riddell (John Cusack) que estava voltando de uma viagem de negócios. Sobrevivendo aos zumbis telefônicos, ele parte em busca de seu filho. No começo de sua jornada de resgate, ele faz amizade com outro sobrevivente, Thomas McCourt (Samuel L. Jackson). Ambos resolvem unir forças para sobreviver a este pesadelo e salvar o pequeno filho de Clayton.



Obviamente esta não é uma das melhores adaptações das obras de Stephen King. Além do final ser muito diferente do livro, o filme consegue ser tão curto e tão sem reviravoltas que se eu escrevesse mais um parágrafo, eu contaria o filme inteiro. O engraçado é que o próprio Stephen King ajudou no roteiro. Talvez, tanto este problema de adaptação cinematográfica quanto as histórias reais do dia 26 de julho de 2016 possam ser encaradas como “mistérios da vida”. 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Regresso

O explorador norte-americano Hugo Glass se alistou em uma expedição de caçadores no distante ano de 1832. Nesta jornada, enfileirou os seguintes feitos:
- encarou uma tribo de índios pouco simpáticos
- sobreviveu a um pega para capar com um urso
- percorreu uma distância de mais de 100 km agarrado a um fiapo de vida e um bocado de desejo de vingança

Mas o impossível mesmo ele fez em 2016, quando proporcionou um Oscar a Leonardo DiCaprio.

Corte rápido para 2015. Logo após perder o Oscar para o ator que viveu nas telonas o físico Stephen Hawking, Michael Keaton fez um desabafo meio melancólico, meio cínico:
"Infelizmente a doença sempre vence"

Na pele de Hugo Glass, Leonardo DiCaprio apanha, se arrasta pelo continente americano, apanha mais e se alimenta de vez em quando. Meio que come o pão que o diabo amassou no sentido figurado. No literal, come um figado cru e ainda precisa dividir com uma matilha de lobos.

A narrativa não é lá aquelas coisas e, em um roteiro sobre sobrevivência e vingança, o longa se agarra nas provações do personagem de DiCaprio e em uma excelente fotografia do hemisfério Norte no inverno.

Parece pouco e meio que é mesmo.
Mas, olha só, o Oscar do DiCaprio acabou saindo.









Breve

- Para quem tiver interesse, tem uma versão da história do Hugo Glass no primeiro CD do Of Monsters and Men.
Se não mais legal que o filme, a música é um tanto mais curta.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Acreditar e se envolver com a história do filme que você está assistindo são os principais alicerces para uma opinião positiva do mesmo. Na prática, podemos incluir também uma dose de baixa expectativa nesta fórmula matemática. Em Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, todos os itens desta equação são favoráveis para um texto brando e com alguns elogios.

O filme começa mostrando a desolação de Draenor, o planeta natal dos Orcs. Para garantir a sobrevivência de sua espécie, Gul’dan, líder da horda de orcs comanda uma invasão ao planeta Azeroth usando um misterioso portal negro que é aberto após ele sugar a energia vital de seus escravos.

Porém, a magia negra de Gul’dan não passa despercebida quando ele começa os primeiros ataques em Azeroth. Khadgar, um jovem aprendiz de mágico, alerta Anduin Lothar (Travis Fimmel), cavaleiro do Reino de Ventobravo, sobre os perigos e pede para ele procurar ajuda com o guardião Medivh (Ben Foster).


Paralelamente a esta possível guerra entre os povos, Durotan (Toby Kebbell), líder de uma tribo de orcs percebe que pode estar apoiando o lado errado e tenta uma aliança com os humanos para salvar seu povo e, principalmente, sua família.  



Basicamente este é o enredo do filme dirigido por Duncan Jones (filho de David Bowie e diretor de Contra o Tempo). Obviamente a história reserva algumas reviravoltas e como tudo que envolve política, sempre aparece um pessoal agindo por baixo dos panos e fazendo esquemas. Muitas brigas e efeitos especiais também fazem parte do escopo. A volta dos espectadores, a um mundo fantástico como em Senhor dos Anéis e Avatar, é com certeza uma diversão garantida para assistir nos cinemas. Espero inclusive que tenha uma continuação.   



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Godzilla


Minhas escolhas de resenhas, opiniões ou textos para este blog não tem uma lógica muito exata. Por esta falta de critério, eu sou muitas vezes surpreendido por algum fato novo ou notícia que eu descubro enquanto pesquiso como escreve corretamente o nome dos atores. A prova deste fato é Godzilla. Estava eu tranquilamente escrevendo sobre este ótimo longa-metragem quando leio que está programado para o futuro um filme do Godzilla Vs King Kong e que este não será o primeiro encontro cinematográfico deles....  esta é justamente o tipo de notícia que vale a pena reformular todo o primeiro parágrafo. O resto eu não vou mudar não porque não tem mais nenhuma notícia além deste título aí (pelo menos, eu não achei).

O filme segue bastante esta linha atual de colocar algo impossível de acontecer dentro do nosso universo real. Minhas duas preocupações sobre esta primeira frase são o dia que eu terminar de escrever este texto e a afirmação que existir um Godzilla é algo impossível. Sinceramente, espero estar correto quando finalmente conseguir terminar esta humilde resenha. Continuando...foco.


A história começa com uma misteriosa tragédia numa usina nuclear japonesa envolvendo a família Brody (uma homenagem ao filme Tubarão??). A matriarca da família morre após estranhos tremores no local, deixando seu marido, Joe (Bryan Cranston) e seu filho pequeno, Ford, a deus dará.

Após 15 anos o ocorrido, Ford - agora um soldado do exército americano e interpretado por Aaron Taylor-Johnson – é chamado pela polícia japonesa para retirar seu pai da prisão. O motivo? Ele ficou meio piradinho criando teorias de conspiração para tentar desvendar a morte de sua mulher.


Para tentar provar que Joe está errado, pai e filho embarcam clandestinamente numa busca de provas para solucionar o mistério. Sem muito esforço, os dois descobrem que o buraco é muito mais embaixo. Ou melhor, é muito maior. Os tremores estão ligados a enormes criaturas malvadas que se alimentam de energia e que neste processo, podem destruir nosso planetinha. Uma chance para adivinhar quem é o verdadeiro herói do filme... sim, ele... Godzilla!!



Pelo andar da carruagem, sempre quando falarmos de heróis no cinema, não basta incluir os da Marvel e da DC, temos que falar do monstrinho também. Apesar que King Kong também é do bem... acho que este filme, Godzilla Vs King Kong vai ter alguma chamada tipo assim “Amiguinhos, vamos acompanhar as aventuras da dupla de monstros mais adorados do cinema contra os terríveis seres nojentos e malvados”. Ok, exagerei. Adeus. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil

Você sabe qual acontecimento marcou o dia 16 de dezembro de 1991?

No Universo Marvel, foi o acidente de carro dos pais de Tony Stark. O assassinato embala a reviravolta de Capitão América: Guerra Civil.

Com quase uma dúzia de personagens, o último capítulo da trilogia de Capitão América se divide em duas linhas narrativas. A história tem início a partir da assinatura do Tratado de Sokovia, quando o exercício da atividade dos super-heróis passa a ser regulamentado pela ONU.

A maior parte do filme se dedica a explorar a reação da comunidade heroica à sanção da nova lei, dividindo os Vingadores em grupos contra e a favor do tratado.
Como acontece nas tretas de colégio, o ki-suco ferve de verdade quando as motivações dos personagens se tornam pessoais.

A narrativa de Guerra Civil tem preocupação em se diferenciar dos demais filmes da Marvel. Ainda que faça opção por piadas pontuais, demarcando o ritmo da narrativa, são a culpa, a esperança e o ressentimento que dão o tom do longa.

Soluções de roteiro acertadas e também questionáveis se sucedem quando as duas linhas narrativas do filme se encontram. Mas a cena em que Capitão América e Homem de Ferro enfim se encaram compensa os eventuais deslizes.

Há ainda espaço para um novo Homem-Aranha brilhar, repaginado e em uma versão que faz justiça à mitologia do personagem.