Analisar Batman V Superman é uma tarefa complexa.
Se o filme não chega a ser o desastre apontado pela crítica, está aquém do tamanho dos heróis da DC.
A história se inicia durante os eventos mostrados em Man of Steel, mas a partir da perspectiva de Bruce Wayne.
Impotente contra o ataque liderado pelo General Zod, o alter-ego do Batman saca o celular para passar um comunicado aos funcionários da Wayne Tech.
Imagina o e-mail corporativo:
"Caros, como tem uma invasão de extraterrestre a duas quadras da firma tô liberando vocês cinco minutos mais cedo. Segunda-feira vocês compensam.
A direção."
Em duas horas e meia tem espaço para apresentar um Batman atormentado pela morte dos que o rodeiam. Um Superman levemente burro. Um Superman Jesus Cristo. E um Superman excessivamente burro.
Assumindo a missão de apresentar o Universo DC sem repetir as fórmulas dos estúdios concorrentes, o filme toma algumas decisões corajosas e faz algumas apostas ousadas.
Quando dá certo, é um filme ok - a Mulher Maravilha está sensacional.
Assim, ganha três cérebros mastigados - de um total de cinco - de acordo com um conceito de notas que inventei agora pro MdZ.
“Pode deixar que eu escrevo sobre este filme”. Esta foi a minha
frase para um dos integrantes deste famigerado espaço (uma dica do indivíduo,
ele gosta de ruivas). Agora, por que esta vontade de voltar a escrever no MDZ
justamente sobre este filme? Será que foi devido ao meu gosto de histórias de
suspense bem apresentadas ou simplesmente por que torci o meu pé e estou meio
parado durante um tempão (3 semanas e a contagem continua)? Acho que a resposta
virá ao final do texto.
Logo de cara vou falar que esta
história não é continuação do Cloverfield. Pode se tratar da mesma realidade,
mas as ligações entre os filmes são mínimas. Ou seja, a partir deste momento,
vamos encarar este filme como algo inédito ou a definição de novo que cada um
achar melhor. Seguindo, vamos à película:
A história começa meio de
sopetão. Após terminar com seu noivo, Michelle (Mary Elizabeth Winstead aka filha
do John McClane) pega a estrada com seu carro e sofre um acidente após se distrair
no celular (uma das mensagens responsáveis do filme).
Ao acordar, a jovenzinha está
presa num quarto que mais parece um bunker. Sem entender nada, a situação dela
piora quando ela conhece o proprietário do local, Howard (John Goodman). Ele
tenta convencer Michelle que a região está sofrendo algum tipo de ataque
radioativo e que eles terão que ficar no bunker durante um tempinho. O problema
é que Howard parece um doido controlador que não passa nenhuma intenção de bom
sujeito. Para vocês terem uma ideia, a
melhor definição do indivíduo veio do amante de ruivas: “ele com certeza comenta matérias no G1”.
Com ares e frases apocalíticas, descobrimos
que o local também conta com mais um hóspede, Emmet (John Gallagher Jr.). O jovem
ajudou na construção do bunker e concorda que alguma coisa muito estranha
aconteceu na região.
É neste suspense que o filme se
baseia. A cada fato mudamos de opinião e assim vai até o final, que poderia ter
sido surpreendente se eu não tivesse lido alguns spoilers. Vale a pena comentar
também que não escolheram sem querer a filha do John McClane para o papel. Eu
identifiquei claramente um Easter egg do primeiro Duro de Matar. Ah, e sobre
minha pergunta do começo. É sim, um filme muito bom! Aprovado.
Stallone tinha 30 anos nas costas e poucos dólares no banco quando terminou sozinho o script do primeiro Rocky, a franquia que lhe rendeu fama e alguns milhares.
Creed - Nascido para Lutar é o único longa com a participação de Rocky sem um roteiro assinado por Stallone e curiosamente o filme que pode render reconhecimento pela atuação do ator no Oscar.
O longa conta a jornada do filho de Apollo Creed, Adonis, pela honra e o respeito dos que o cercam e o direito de utilizar o sobrenome famoso.
Partindo de assuntos de fácil identificação com o público (superação individual, amadurecimento, luta contra o câncer...) o filme do diretor novato Ryan Coogler resgata o tom característico dos clássicos da franquia, sem soar datado.
Trata-se de um belo tributo à franquia e responde por algumas das mais legais lutas de boxe exibidas nas telonas recentemente.
Minha favorita tem dois rounds, sem cortes, com direito a close-ups nos momentos dramáticos.
Breves:
- Stallone conta que sua primeira decisão quando recebeu a grana pela venda do roteiro de Rocky foi recomprar o cachorro. Ele havia vendido seu bicho de estimação meses antes para poder colocar comida na mesa da família. E vá saber o que é história.
- A ideia original previa que na sequência do primeiro filme, Rocky se aventurasse no campo da política, retornando aos ringues no desfecho da trilogia após se decepcionar com a carreira de político.
- Creed também teve algumas decisões de última hora: foram gravados dois finais diferentes, cada um mostrando um vencedor para a luta final e eu que não vou contar qual foi usado.
- Creed é candidatíssimo a melhor filme de 2015 na opinião humilde deste barueriense.
O sétimo episódio de Star Wars marca o retorno da franquia às telonas depois de uma quarentena de mais de dez anos.
Na trama, a catadora de sucata Rey se vê envolvida na guerra entre Rebeldes e Terceira Ordem, grupo que herdou os espólios do Império de Vader, e acaba alterando os rumos do conflito entre as forças.
O ponto de partida é a busca por Luke Skywalker, isolado em um canto hermo da Galáxia. O único com as informações sobre seu paradeiro é o robô em formato de bola de futebol e rei do carisma BB8.
A jornada leva à reunião de Rey com personagens clássicos da franquia, a começar pela dupla Han Solo e Chewbacca, e com o novato Finn, Storm Trooper desertor.
Vale destacar que a história oferece espaço para os personagens antigos se destacarem, sem ofuscar os novatos. Han Solo, em especial, tem tempo de tela suficiente para agradar o mais purista dos fãs.
Com um elenco estrelado por Harrison Ford e Mark Hamill, Star Wars - O Despertar da Força é nos piores momentos quase uma banda cover de Rolling Stones com a participação de Mick Jagger e Keith Richards.
Nos melhores, um dos principais filmes da franquia.
Pessoalmente, eu sai do cinema já com a intenção de rever o longa.
Voltar ao blog não poderia ser
com qualquer texto. Como a intenção do MDZ sempre foi escrever sobre os filmes
que os colaboradores quisessem e, quando achassem melhor, muitas vezes esta
página ficou sem atualização. Eu poderia culpar os casos amorosos, trabalhos,
viagens, partidas de futebol e etc por demorar tanto para postar novamente. A
real é que muitos filmes não são inspiradores e isso causa uma preguiça mental.
Porém, nem tudo está perdido. Com
a chegada do final do ano, somos bombardeados com longas-metragens que ajudam a
reverter este pensamento e, assim como os temíveis zumbis, nós voltamos. Para
este retorno acabei escolhendo justamente o novo filme do M. Night Shyamalan. Para
mim ele é ainda um diretor que me faz ir ao cinema tendo somente seu nome nos
letreiros e isso é algo muito raro hoje em dia.
A Visita é mais um daqueles
filmes em primeira pessoa meio estilo documentário. A grande diferença dele
para os outros é simples. Ao contrário da maioria dos filmes deste estilo, este
é bom!
O roteiro é simples, mas muito
bem elaborado (e dirigido). Rebecca e Tyler são dois irmãos que estão indo
conhecer seus avós maternos, numa casa isolada em outra cidade, enquanto sua
mãe viaja num cruzeiro com seu novo namorado. Durante esta visita, Rebecca, que
sonha em trabalhar com cinema, resolve gravar uma espécie de documentário para
ajudar a sua mãe a superar alguns traumas do passado. Logo em seus primeiros
contatos, o casal de idosos parece ser como todos os avós; boas praças e
despreocupados com agitações o que ajuda a aproveitar os pequenos prazeres da
vida, dentre eles é claro, comer bastante.
É claro que se tratando de
Shyamalan não existe um filme sem suspense. Não demora muito para os irmãos
perceberem um comportamento estranho do casal de idosos que vão além de simples
doenças. É neste contexto que a pequena dupla se encontra. Será que existe algo
de terrível e sobrenatural ou envelhecer já é assustador por si só?
Salva de palmas para o Shyamalan pelo filme e
várias vaias para os adolescentes que estavam vendo no Bourbon. Como é
insuportável assistir um filme deste tipo neste shopping de São Paulo. Com
certeza está riscado da minha lista. A experiência seria muito mais intensa em
uma sala onde as pessoas ficam quietas. Primeiro desabafo do ano, ou melhor,
segundo. Já xinguei um funcionário mala do financeiro da minha empresa.
Vou abrir o texto com um exercício de imaginação. Pense numa trilogia perfeita. Imaculada, consagrada, invicta, irrepreensível. Enfim, sem sequer um filme mais ou menos.
Por algum motivo, produzir três filmes de franquia sem sequer um tropeço é uma espécie de tabu no cinema. Um feito quase impossível, mais difícil até que amanhã sair algo bom com a participação do Nicolas Cage.
Pois.
Os três últimos filmes de Guerra nas Estrelas (Episódios I, II e III) conseguem a façanha de entregar uma trinca de longas no mesmo nível. Isso mesmo no mesmo nível. Todos bem abaixo do esperado.
Na teoria, eles deveriam servir como prequels, contando as histórias que moldaram o universo de Guerra nas Estrelas. Não que esse objetivo não seja atendido.
O lance é que todos os três filmes são produtos moldados com a cara, o jeitão e o sabor do espírito de uma época. São filmes com a preocupação mais voltada para atingir um público-alvo e menos em contar uma boa história.
Resultado: horas e horas gastas para chegar a um desfecho que você, eu e todo mundo minimamente conectado com a humanidade já conhece. Sem novidade, não tem graça.
É tipo um spoiler antes mesmo da inventarem o termo spoiler.
Guerra nas Estrelas tem múltiplos planetas, povos e histórias totalmente diferentes entre si. Porquê precisa ser justamente o jovem Anakin o responsável pela construção do C3PO? Como isso agrega ao plano geral da história?
Eu gostaria de ter sido apresentado a outros planetas. Queria ver umas culturas muito loucas aliens. E por que não histórias melhores desenvolvidas sobre a transição República/ Império?
Também não custaria mais lutas como essa:
Em teoria, os episódios I, II e III deveriam ter exercido entre nós - nós nessa idade em que não somos tão jovens e nem tão velhos - o mesmo fascínio que a trilogia original teve sobre nossos pais.
Não foi assim, ficou um gargalo geracional. Essa foi a má notícia.
A boa é que produzidos sob a batuta da Disney os próximos filmes prometem ocupar esse espaço nos nossos gélidos corações peludos. Com vários anos de atraso, é verdade.
Mas já com uma horda de crianças e adolescentes nos nossos calcanhares, engrossando a fila de pipoca e proporcionando uma conexão entre duas gerações que de vez em quando parecem quase incomunicáveis.
Um fato muito importante para fechar o texto: Anakin tem menos que a metade do apelo do Darth Vader.
A missão era fácil. Dividir com o meu amigo os seis filmes do Guerra nas Estrelas e postar neste espaço privilegiado numa ordem que batesse com a estreia do novo filme. Só que neste mundo louco e vivendo essa vida de trabalhador assalariado, nada é tão simples. Traduzindo. Seria impossível cumprir este prazo. A solução que a força trouxe? Escrever dois textos falando sobre cada trilogia.
Para
falar da primeira trilogia (episódios IV, V e VI) eu gostaria de começar relembrando quando eu assisti a primeira vez estes filmes. Eu posso não ser
mais um jovem, mas quando eu vi o primeiro (episódio IV) ele já tinha sido
filmado há um tempinho, ou melhor, os três já tinham sido lançados antes de eu
nascer. Neste contexto é fácil perceber que eles foram muito importantes na
minha formação para sobreviver nesse mundo louco. Como eles já passavam na “sessão
da tarde” ou estavam gravados em VHS pelo meu pai, eu obviamente tive um grande
contato naquele importante período da vida que ajuda a definir nossa
personalidade. O ser herói, fazer o correto, ajudar quem precisa e nunca ser do
lado sombrio estava tudo ali. Foi com certeza um belo complemento para a minha
educação. Agora chega de bancar o Paulo Freire e vamos ao resumo desta épica
saga.
Há muito tempo atrás, em umagaláxia
muito, muito
distante (tinha que começar com esta frase) uma guerra entre o Império Galáctico
e a Aliança Rebelde sacode o universo. Em um grande ato de coragem (que será
explicado em um novo filme), os rebeldes, que contam com a ajuda da Princesa
Leia (Carrie Fisher) roubam os planos da temível Estrela da Morte. Para evitar
que eles retornem as mãos dos inimigos, a jovem Leia esconde os dados do
projeto secreto dentro do robozinho R2-D2 e, juntamente com o outro robô,
C-3PO, os envia para Tatooine para encontrar Obi-Wan Kenobi.
Por um capricho da força
ou algo do tipo, os dois atrapalhados robôs acabam sendo encontrados por Luke
Skywalker (Mark Hamill), um jovem projeto de herói que vive sob a proteção de seus
tios. Luke logo junta às pecinhas e desvenda que Obi-Wan é o ermitão conhecido
como Ben Kenobi (Alec Guinness). Após descobrir que os “malvados” mataram seus
tios, Luke e Kenobi contratam Han Solo (Harrison Ford), um contrabandista que
tem como parceiro o estranho Chewbacca, para leva-los até a cúpula da Aliança.
Obviamente todos esses
personagens não são somente simples garotos de recados (o próprio Luke acaba
descobrindo sua vocação para cavaleiro Jedi). Todos são importantes peças na
destruição da Estrela da Morte e na luta contra o Império Galáctico que tem
como principal vilão o temível Darth Vader....
Já no Episódio V – O
Império Contra-Ataca, o próprio título do filme já resume bem a história. É
nesta continuação que grandes gargalos e mistérios são construídos. Luke parte
para concluir seu treinamento Jedi com o grande mestre Yoda enquanto o resto
luta contra as forças do mal. No grande clímax do filme (o final), Luke tem a
maior revelação da série... depois de perder sua mão num combate contra Darth
Vader, o jovem herói descobre que o ser de armadura escura e voz estranha é seu
pai (como todo mundo sabe disto, não corro o risco de ser spoiler). Como
desgraça pouca é bobagem, Han Solo acaba sendo congelado e entregue ao caçador
de recompensas, Boba Fett. Realmente, é de tirar o fôlego.
O capítulo VI – O Retorno
do Jedi é a história de Luke tentando salvar a pátria enquanto seus inimigos
tentam leva-lo ao lado negro da força. Darth Vader conta com a ajuda do
terrível Imperador, um senhor negro dos Sith que levou Vader para o caminho
errado e quer fazer o mesmo com seu filho. Paralelamente a estes dramas
familiares, Han e Leia tentam impedir que uma nova Estrela da Morte cause
mortes e destruição na galáxia.
Escolhi me estender mais no Episódio IV pois ali
temos a apresentação dos principais personagens e porque, particularmente, para
mim é o melhor filme dos seis. Talvez esta impressão possa mudar com o novo
episódio. Não sei. Eu simplesmente não consigo mensurar o meu nível de
expectativa para o novo filme. Desde o primeiro teaser (que eu quase chorei) eu
tenho certeza que o filme será foda. Até mesmo a ruivinha do amor achará isso.
Guerra nas Estrelas será um daqueles filmes que meus netos e bisnetos assistirão
e manterão a mesma paixão que eu.
Um herói atormentado pelas vidas que não salvou. Como pano de fundo: um futuro apocalíptico. Algumas perseguições, ótimas cenas de ação e personagens femininas em destaque. Até aí, nada que o diretor George Miller não tenha explorado nas versões anteriores de Mad Max.
Os filmes da franquia Mad Max sempre funcionaram como uma espécie de espelho da sociedade, só que levada as últimas consequências. Nesta nova versão são água, leite, sangue e combustíveis que estão divididos entre algumas poucas facções, deixando uma maioria da população agarrada a um fio de vida.
O novo Max (vivido por Tom Hardy) inicia o longa em cativeiro, desempenhando o papel de banco de sangue de um grupo de kamikazes - que conceito.
É apenas após trocas de sopapos e outras desavenças que Max decide ajudar Furioza (Charlize Theron), a protagonista moral do filme, a resgatar cinco garotas de um harém.
Juntos, Max e Furioza decidem enfrentar o líder de uma das facções que controla com mão de ferro água e os demais recursos necessários para a sobrevivência.
Constatação: um problema de futuros apocalípticos é que certamente eu estaria entre as primeiras baixas.
Escrevo
esse texto já sabendo que o próximo filme do Homem-Aranha será com outro ator
(Tom Holland) e que novamente a história será reiniciada. Vocês não imaginam o
quanto eu fico desanimado para escrever o resto dos parágrafos. Vou me
arrastando, mas acredito que irei conseguir. Obvio que essa decepção toda é
causada pela Sony que precisa fazer um filme do aracnídeo a cada x anos (não
sei quantos ao certo) senão eles perdem a licença.
A
continuação começa contando um pouco mais do passado dos pais de Peter Parker e
sua ligação com Norman Osborn. No presente, o jovem adulto Peter (Andrew Garfield)
resolve terminar seu relacionamento com Gwen Stacy (Emma Stone) com medo que
ela sofra consequências de sua vida heroica de super-herói. Vida que também
acaba enfrentando uma nova ameaça, o vilão Electro (Jamie Foxx).
Para
bagunçar um pouco mais a vida pessoal com a de herói, surge o filho de Norman e
amigo de Peter, Harry, que descobre que tem a mesma doença rara do pai e que a
sua única salvação pode ser o sangue do Homem-Aranha. Ou seja, problemas não
faltam para serem resolvidos pelo amigo da vizinhança.
Lembro que no começo
do texto sobre o primeiro filme eu relacionei essa nova versão do Homem-Aranha com
a nossa querida novela (ou série) global, Malhação. Tinha alguma esperança que
o personagem e a história evoluíssem e ficassem um pouco mais maduros. Até
aconteceu uma pequena evolução. Não tem como negar. Mas com esse novo reboot
chegando, “O Espetacular Homem-Aranha” será eternamente lembrado como a
Malhação sem o Pasqualete.
Imagina
se você tem uma galera de amigos e todos fazem muito sucesso em Hollywood. Não
que sejam os melhores atores, mas seus filmes dão ótimos lucros aos estúdios.
Qual seria o seu próximo passo? Se a sua resposta foi juntar seus “manos” para
fazer um filme de gozação, onde um tiraria sarro do outro, você acertou. Agora
se você disse tudo isso e acrescentou um fato apocalíptico, você é o
Nostradamus ou já viu esse filme.... (anotação mental, checar se os leitores
mais novos entendem citações de Nostradamus).
É
o Fim é justamente isso. O fim. A melancólica chegada ao apocalipse da raça
humana. Onde finalmente todos serão
julgados para ver o seu destino final... o céu ou o inferno. Assustador? Para
Seth Rogen, James Franco, Jonah Hill, Jay Baruchel, Craig Robinson e Danny
Mcbride é só mais um acontecimento para tirar ótimas risadas da audiência, rever
alguns amigos e, claro, usar drogas livremente.
O
filme começa com o ator canadense Jay Baruchel viajando para Los Angeles para
se encontrar com seu grande amigo, Seth Rogen. Apesar da ideia ser um encontro
somente entre os dois, Rogen convence o amigo a ir numa festa na casa de James
Franco. Na baladinha, regada a muitas drogas e bebidas, as participações
especiais são o grande destaque. Elas vão de Rihanna até Michael Cera (Super
Bad).
Entre
uma piada e outra, fatos estranhos começam a acontecer. Terremotos remexem a
terra e misteriosos raios azuis começam a sair do céu levando algumas almas
boas com eles. Com todo o caos instaurado, só resta uma alternativa aos
colegas, se trancar na casa de Franco enquanto esperam socorro.
Com
a demora da ajuda, a situação começa a ficar mais preocupante e também mais
engraçada. As piadas continuam (dentre elas rola uma sequência de “Segurando as
Pontas”), mas as desconfianças entre eles aumentam ao mesmo tempo em que a fé
na religião (aquela que só aparece em momentos tensos) aparece. Com a certeza
que estão presenciando o fim da humanidade, os jovens não conseguem entender
por que não foram escolhidos ainda para subir ao céu.
Encarar
esse filme como algo tosco é extremamente necessário para você gostar dele. Se
você parar para pensar (PPP), isso é fácil. A vida real é cheia de momentos
assim. Quando estamos com nossos melhores amigos falamos muitas besteiras,
piadas sem graças, considerações que somente alguns entendem e mesmo assim, não
existem momentos mais divertidos que esses. A diferença brutal é que os amigos
aí no filme são atores muito bem pagos que estão recebendo para fazer o que
fazemos de graça em vários momentos (sem a parte do apocalipse).
( Fato curioso: Esse foi o ultimo filme alugado na Blockbuster antes da loja fechar eternamente)
Alguém
me responda, por favor. Qual é a dificuldade em adaptar a história em
quadrinhos do Quarteto Fantástico seguindo a origem contada nos gibis? Será que
meus netos ou bisnetos conseguirão ver uma adaptação boa nos cinemas sobre a
equipe mais nerd da Marvel? Sinceramente, não tenho as respostas para essas
questões e duvido que alguém tenha. Enfim, seguindo em frente com o texto.
Esse
remake começa mostrando os jovens amigos Reed Richards (Milles Teller) e Ben
Grimm (Jamie Bell) aprontando altas confusões no colégio e na vizinhança
enquanto tentam criar um tele transportador para outra dimensão. As ideias
malucas de Richards não passam despercebidas do Dr. Storm que esta buscando
alguém justamente com o perfil do jovem gênio. Reed Richards então se junta aos
dois filhos do Doutor, Sue (Kate Mara) e Johnny (Michael B. Jordan), e ao
arrogante Victor Von Doom (Toby Kebbell) para construírem em conjunto a tal
máquina.
A
boa notícia é que eles conseguem fazer o tele transportador funcionar, a
notícia ruim é que eles resolvem testar o aparelho e acabam sofrendo grandes
consequências físicas, além da morte de Victor. Reed adquire a capacidade de
esticar como borracha, Sue vira a mulher invisível com capacidades de criar
campos de força, Johnny se transforma no Tocha-Humana e Ben acaba se tornando
um homem de pedra (no gibi, O Coisa).
Bom,
acho que qualquer neófito adivinha que Victor não morreu. Por sinal, ele se
transforma no Doutor Destino e seu único propósito é simplesmente destruir o
nosso lindo e louco planeta azul. Uma chance para adivinhar que equipe lutará
contra o lunático para defender a Terra....
O
filme é ruim. Eu queria terminar com um ponto final e partir para o próximo
texto, mas não consigo. Preciso criar alguma teoria para justificar essa
catástrofe. Pensei no seguinte. Eu li que o diretor Josh Trank teve alguns
problemas no set com atores e com o estúdio que mexeu bastante no filme. Acho
que os responsáveis por essas mudanças não tinham muito dinheiro para arrumar
os erros e não entendiam nada do universo de quadrinhos. Na tentativa de salvar
o projeto, eles fuderam mais ainda. Será que foi isso? Foi o melhor que eu
consegui pensar.
O Abutre (no original, Nightcrawler) tem fotografia precisa e roteiro afiado. Conta ainda com uma das principais atuações da carreira de Jake Gyllenhaal, que se transforma ao viver Lou Bloom.
"Eu quero imagens. Põe na tela"
Lou Bloom é um cameraman autodidata que vive de registrar crimes chocantes para os telejornais locais.
"Cadê o Comandante Hamilton?"
Um sujeito desprezível do primeiro ao último minuto do filme, sem sequer uma tentativa de humanização. É o tipo de vizinho que você certamente evitaria no elevador.
"O crime imita a arte"
O saldo das ações de Bloom para alcançar sucesso profissional não deixam o protagonista de O Abutre distante de qualquer vilão de respeito, a começar por adulterar duas cenas de crimes.
"É um covarde, canalha e monstro"
Apesar de tudo, o ótimo filme não foi suficiente para garantir ao filme de estreia de Dan Gilroy como diretor um papel de destaque na mais recente premiação do Oscar.
"Me ajuda aí, pô"
Ps. As frases soltas são de apresentadores verdadeiros do jornalismo espreme que sai sangue em que Bloom atua.
Filmes
de guerra sempre me fascinaram. Eu não sei direito o motivo. Talvez seja alguma
herança de vida passada ou simplesmente aquele desejo masculino de brigar.Além da Linha Vermelha, Platoon e Resgate do
Soldado Ryan estão facilmente no topo dos meus favoritos. Claro que Apocalipse
Now e Falcão Negro em Perigo e alguns outros merecem destaques também. Pensando
melhor, se eu ficar aqui só falando de filmes bons de guerra, já lotaria uns
dois parágrafos. E, já que estamos falando sobre isso, pode colocar O Grande Herói nessa lista!
Diz
a lenda que esse filme é baseado numa história verídica (sempre fico com um pé
atrás quando falam isso). Ele conta a história de quatro soldados: Michael
Murph (Taylor Kitsch); Marcus Luttrell (Mark Wahlberg); Matthew Axelson (Ben
Foster) e Danny Dietz (Emile Hirsch) que são enviados para o Afeganistão para
capturar um meliante muito perigoso.
No
decorrer da missão, os quatro soldados acabam topando com alguns fazendeiros
locais e, após um debate de bons valores (que eu duvido que tenha acontecido da
forma retratada), eles resolvem não matar eles e abortar a missão. O grande
problema é que o grupo é descoberto por uma tropa do Talibã e, para complicar
mais ainda, eles ficam sem comunicação para pedir reforços.
A
situação fica mais do que complicada para os quatro soldados. São tantos
inimigos, que nem mesmo o super-treinamento dos famosos “Seals” que eles
receberam consegue trazer uma tranquilidade para o grupo. E olha que ainda acontecem
alguns outros gargalos que eu não quero contar para não estragar as surpresas.
Como
a maioria dos filmes de guerra americanos, esse também tem um lado bem
patriota. Mas o principal é o companheirismo entre os soldados. Uma ligação
forte, criada desde os árduos treinamentos, e demonstrada nos momentos mais difíceis.
E é sobre esses momentos mais difíceis que eu quero finalizar o texto.
Simplesmente, nem fudendo que metade das cenas de ação do filme aconteceu do
mesmo jeito na vida real (depois de assistir ao filme, essa frase vai fazer
total sentido).