quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro


Escrevo esse texto já sabendo que o próximo filme do Homem-Aranha será com outro ator (Tom Holland) e que novamente a história será reiniciada. Vocês não imaginam o quanto eu fico desanimado para escrever o resto dos parágrafos. Vou me arrastando, mas acredito que irei conseguir. Obvio que essa decepção toda é causada pela Sony que precisa fazer um filme do aracnídeo a cada x anos (não sei quantos ao certo) senão eles perdem a licença.  
A continuação começa contando um pouco mais do passado dos pais de Peter Parker e sua ligação com Norman Osborn. No presente, o jovem adulto Peter (Andrew Garfield) resolve terminar seu relacionamento com Gwen Stacy (Emma Stone) com medo que ela sofra consequências de sua vida heroica de super-herói. Vida que também acaba enfrentando uma nova ameaça, o vilão Electro (Jamie Foxx).


Para bagunçar um pouco mais a vida pessoal com a de herói, surge o filho de Norman e amigo de Peter, Harry, que descobre que tem a mesma doença rara do pai e que a sua única salvação pode ser o sangue do Homem-Aranha. Ou seja, problemas não faltam para serem resolvidos pelo amigo da vizinhança.

Lembro que no começo do texto sobre o primeiro filme eu relacionei essa nova versão do Homem-Aranha com a nossa querida novela (ou série) global, Malhação. Tinha alguma esperança que o personagem e a história evoluíssem e ficassem um pouco mais maduros. Até aconteceu uma pequena evolução. Não tem como negar. Mas com esse novo reboot chegando, “O Espetacular Homem-Aranha” será eternamente lembrado como a Malhação sem o Pasqualete.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

É o Fim


Imagina se você tem uma galera de amigos e todos fazem muito sucesso em Hollywood. Não que sejam os melhores atores, mas seus filmes dão ótimos lucros aos estúdios. Qual seria o seu próximo passo? Se a sua resposta foi juntar seus “manos” para fazer um filme de gozação, onde um tiraria sarro do outro, você acertou. Agora se você disse tudo isso e acrescentou um fato apocalíptico, você é o Nostradamus ou já viu esse filme.... (anotação mental, checar se os leitores mais novos entendem citações de Nostradamus).
É o Fim é justamente isso. O fim. A melancólica chegada ao apocalipse da raça humana.  Onde finalmente todos serão julgados para ver o seu destino final... o céu ou o inferno. Assustador? Para Seth Rogen, James Franco, Jonah Hill, Jay Baruchel, Craig Robinson e Danny Mcbride é só mais um acontecimento para tirar ótimas risadas da audiência, rever alguns amigos e, claro, usar drogas livremente.

O filme começa com o ator canadense Jay Baruchel viajando para Los Angeles para se encontrar com seu grande amigo, Seth Rogen. Apesar da ideia ser um encontro somente entre os dois, Rogen convence o amigo a ir numa festa na casa de James Franco. Na baladinha, regada a muitas drogas e bebidas, as participações especiais são o grande destaque. Elas vão de Rihanna até Michael Cera (Super Bad).

Entre uma piada e outra, fatos estranhos começam a acontecer. Terremotos remexem a terra e misteriosos raios azuis começam a sair do céu levando algumas almas boas com eles. Com todo o caos instaurado, só resta uma alternativa aos colegas, se trancar na casa de Franco enquanto esperam socorro.
Com a demora da ajuda, a situação começa a ficar mais preocupante e também mais engraçada. As piadas continuam (dentre elas rola uma sequência de “Segurando as Pontas”), mas as desconfianças entre eles aumentam ao mesmo tempo em que a fé na religião (aquela que só aparece em momentos tensos) aparece. Com a certeza que estão presenciando o fim da humanidade, os jovens não conseguem entender por que não foram escolhidos ainda para subir ao céu.

Encarar esse filme como algo tosco é extremamente necessário para você gostar dele. Se você parar para pensar (PPP), isso é fácil. A vida real é cheia de momentos assim. Quando estamos com nossos melhores amigos falamos muitas besteiras, piadas sem graças, considerações que somente alguns entendem e mesmo assim, não existem momentos mais divertidos que esses. A diferença brutal é que os amigos aí no filme são atores muito bem pagos que estão recebendo para fazer o que fazemos de graça em vários momentos (sem a parte do apocalipse).

Fato curioso: Esse foi o ultimo filme alugado na Blockbuster antes da loja fechar eternamente)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quarteto Fantástico


 
Alguém me responda, por favor. Qual é a dificuldade em adaptar a história em quadrinhos do Quarteto Fantástico seguindo a origem contada nos gibis? Será que meus netos ou bisnetos conseguirão ver uma adaptação boa nos cinemas sobre a equipe mais nerd da Marvel? Sinceramente, não tenho as respostas para essas questões e duvido que alguém tenha. Enfim, seguindo em frente com o texto.
Esse remake começa mostrando os jovens amigos Reed Richards (Milles Teller) e Ben Grimm (Jamie Bell) aprontando altas confusões no colégio e na vizinhança enquanto tentam criar um tele transportador para outra dimensão. As ideias malucas de Richards não passam despercebidas do Dr. Storm que esta buscando alguém justamente com o perfil do jovem gênio. Reed Richards então se junta aos dois filhos do Doutor, Sue (Kate Mara) e Johnny (Michael B. Jordan), e ao arrogante Victor Von Doom (Toby Kebbell) para construírem em conjunto a tal máquina.          


A boa notícia é que eles conseguem fazer o tele transportador funcionar, a notícia ruim é que eles resolvem testar o aparelho e acabam sofrendo grandes consequências físicas, além da morte de Victor. Reed adquire a capacidade de esticar como borracha, Sue vira a mulher invisível com capacidades de criar campos de força, Johnny se transforma no Tocha-Humana e Ben acaba se tornando um homem de pedra (no gibi, O Coisa).  

Bom, acho que qualquer neófito adivinha que Victor não morreu. Por sinal, ele se transforma no Doutor Destino e seu único propósito é simplesmente destruir o nosso lindo e louco planeta azul. Uma chance para adivinhar que equipe lutará contra o lunático para defender a Terra....
O filme é ruim. Eu queria terminar com um ponto final e partir para o próximo texto, mas não consigo. Preciso criar alguma teoria para justificar essa catástrofe. Pensei no seguinte. Eu li que o diretor Josh Trank teve alguns problemas no set com atores e com o estúdio que mexeu bastante no filme. Acho que os responsáveis por essas mudanças não tinham muito dinheiro para arrumar os erros e não entendiam nada do universo de quadrinhos. Na tentativa de salvar o projeto, eles fuderam mais ainda. Será que foi isso? Foi o melhor que eu consegui pensar.  

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Abutre

O Abutre (no original, Nightcrawler) tem fotografia precisa e roteiro afiado. Conta ainda com uma das principais atuações da carreira de Jake Gyllenhaal, que se transforma ao viver Lou Bloom.

"Eu quero imagens. Põe na tela"

Lou Bloom é um cameraman autodidata que vive de registrar crimes chocantes para os telejornais locais.

"Cadê o Comandante Hamilton?"

É o tipo de vizinho que você certamente evitaria no elevador. Um sujeito desprezível do primeiro ao último minuto do filme, sem sequer uma tentativa de humanização.

"O crime imita a arte"

O saldo das ações que Bloom toma para alcançar sucesso profissional não deixam o protagonista de O Abutre distante de qualquer vilão de respeito, a começar por adulterar duas cenas de crimes.

"É um covarde, canalha e monstro"

Apesar de tudo, o ótimo filme não foi suficiente para garantir ao filme de estreia de Dan Gilroy como diretor um papel de destaque na mais recente premiação do Oscar.

"Me ajuda aí, pô"






Ps. As frases soltas são de apresentadores verdadeiros do jornalismo espreme que sai sangue em que Bloom atua.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O Grande Herói


Filmes de guerra sempre me fascinaram. Eu não sei direito o motivo. Talvez seja alguma herança de vida passada ou simplesmente aquele desejo masculino de brigar.  Além da Linha Vermelha, Platoon e Resgate do Soldado Ryan estão facilmente no topo dos meus favoritos. Claro que Apocalipse Now e Falcão Negro em Perigo e alguns outros merecem destaques também. Pensando melhor, se eu ficar aqui só falando de filmes bons de guerra, já lotaria uns dois parágrafos. E, já que estamos falando sobre isso, pode colocar O Grande Herói nessa lista! 
Diz a lenda que esse filme é baseado numa história verídica (sempre fico com um pé atrás quando falam isso). Ele conta a história de quatro soldados: Michael Murph (Taylor Kitsch); Marcus Luttrell (Mark Wahlberg); Matthew Axelson (Ben Foster) e Danny Dietz (Emile Hirsch) que são enviados para o Afeganistão para capturar um meliante muito perigoso.

No decorrer da missão, os quatro soldados acabam topando com alguns fazendeiros locais e, após um debate de bons valores (que eu duvido que tenha acontecido da forma retratada), eles resolvem não matar eles e abortar a missão. O grande problema é que o grupo é descoberto por uma tropa do Talibã e, para complicar mais ainda, eles ficam sem comunicação para pedir reforços.

 
A situação fica mais do que complicada para os quatro soldados. São tantos inimigos, que nem mesmo o super-treinamento dos famosos “Seals” que eles receberam consegue trazer uma tranquilidade para o grupo. E olha que ainda acontecem alguns outros gargalos que eu não quero contar para não estragar as surpresas.

Como a maioria dos filmes de guerra americanos, esse também tem um lado bem patriota. Mas o principal é o companheirismo entre os soldados. Uma ligação forte, criada desde os árduos treinamentos, e demonstrada nos momentos mais difíceis. E é sobre esses momentos mais difíceis que eu quero finalizar o texto. Simplesmente, nem fudendo que metade das cenas de ação do filme aconteceu do mesmo jeito na vida real (depois de assistir ao filme, essa frase vai fazer total sentido).  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Namoro ou Liberdade

 
Liberdade. Simples e curto. Filme horrível que não mostra nada que o título sugere e totalmente fora da realidade. Recuso-me a gastar mais de um parágrafo para falar sobre essa bomba. Ainda gastei dinheiro para ver no cinema....ok, estava acompanhado e sem opção. Mesmo assim o filme continua ruim. Pior que os novos Sr. Fantástico (Miles Teller) e Tocha Humana (Michael B. Jordan) estão também nessa tragédia. Logo se vê que esse filme não serviu para nada. Sim, estou escrevendo isso após assistir a péssima nova versão do Quarteto. 
 
 
Aguarde minha crítica Quarteto Fantástico....