sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Indiana Jones

A história do mais famoso arqueólogo da cultura pop surgiu como um projeto pessoal de George Lucas.

O sonho do diretor californiano passava por fazer um filme que mesclasse o clima de
007 com seriados de sua infância - séries como Flash Gordon e Buck Rodgers que haviam caído em descrença com os executivos de Hollywood.

Parece incrível imaginar que George Lucas tenha tido dificuldade para convencer os investidores a financiar o filme, mas também é verdade que a proposta original era diferente do resultado que podemos conferir hoje.

A começar pelo trio de itens icônicos do personagens, o chapéu, chicote e a mochila, que ganhariam a companhia de uma quarta memorabilia, o farto bigode do ator Tom Selleck - que além de tudo se chamaria Indiana... Smith (isso não daria certo, heim).

Por sorte, Selleck já estava excessivamente atarefado com as gravações da série Magnum, recusou e a oferta caiu nas mãos de Harrison Ford.

Ford, que aquela altura já havia trabalhado com George Lucas em Star Wars, ajudou a transformar Indiana Jones em um dos mais cultuados filmes de aventura e ação.

E quem não se lembra da famosa cena em que Indi aposta corrida contra uma gigantesca pedra no filme de estreia, Os Caçadores da Arca Perdida?

O mais difícil é entrar em um consenso sobre qual o melhor filme da franquia. (só não vale dizer que é o mais recente).


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Capitão Fantástico

Um filme de questionamentos. Desde o primeiro minuto Capitão Fantástico tenta provocar em seus espectadores perguntas essenciais sobre a vida. Caminhos a serem seguidos, exemplos a serem analisados e uma certeza que aumenta a cada dia... Tudo que é extremo, não é bom.

Ben Cash (Viggo Mortensen) vive com seus 6 filhos no meio do mato onde ensina o que ele julga ser essencial para a vida deles. Filósofos, humanistas, naturalistas, físicos são leituras constantes na vida da família. Tudo isso ligado a um extremo contato com a natureza e muita música.


Em meio a esta vida poética, uma notícia acaba pegando todos de surpresa. Leslie, mulher de Ben e mãe da trupe, comete suicídio enquanto estava internada para tratar um distúrbio bipolar.

Devido ao seu estilo de vida e o culpando pela morte de sua filha, o sogro de Ben o proíbe de comparecer ao funeral. Mas, após ler o testamento de Leslie, o Capitão Fantástico resolve embarcar numa missão com seus filhos para honrar os últimos desejos de sua mulher.   



A jornada da família mostra que para evoluirmos precisamos viver. Não adianta você saber toda a parte “teórica” e achar que isso o deixará preparado para a vida. As experiências são mais do que necessárias para aproveitar e celebrar este pouco tempo de vida que temos. Um filme que provoca este tipo de questionamento, é sempre uma boa escolha para assistir.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Californication

Sempre quis começar um texto dizendo que a vida é como um filme. Tem os protagonistas, os coadjuvantes, de vez em quando a gente exagera nos excessos e fica torcendo para o roteirista ser bom para no fim dar tudo certo.
O que de certa forma eu acho que acabei de fazer.

Em dezembro, chegou ao serviço de streaming Netflix uma enxurrada de série que diferente da maioria das pessoas eu provavelmente não verei. Junto com elas, chegou também Californication uma série que diferente de mim, a maioria das pessoas provavelmente não verá.

O protagonista é Hank Moody, um escritor tentando recuperar o controle de sua vida, mas sem exatamente saber como (mais ou menos como todos nós) enquanto busca reconquistar o coração da mulher de sua vida (como quase todos nós?)

A série chegou a sete temporadas se equilibrando em uma fina linha entre comédia e drama, sempre com capítulos de mais ou menos meia-hora, que reservaram situações como um sequestro por engano, a prisão do protagonista, vários momentos de romance e muitos diálogos inspirados.

Isso tudo sem deixar de mostrar que Hank provavelmente é um canalha durante a maior parte do tempo, mas está encarando o desafio de ser uma versão melhor de si. E quem não gosta de uma boa história de recuperação?

Californication não é a série mais popular de seus dias, nem a melhor. Mas é a minha favorita.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Fantasma


A história da fera aí todos conhecem. Os apelidos “O espírito que anda” e “O Homem que não pode morrer” também são bem conhecidos. Agora, o difícil é conhecer alguém que fale bem da adaptação cinematográfica de 1996, estrelada por Billy Zane. Reparou que eu não indaguei o conhecimento do filme, né? Minha procura é por alguém que tenha gostado da bagaça.

Tudo começa em meados do século 16 quando um jovem sobrevive a um ataque de piratas e vai parar na ilha de Bengala. Lá ele é treinado a enfrentar o mal e se torna o famoso Fantasma com seu anel de caveira. Obviamente, de imortal o personagem não tem nada. O segredo é simplesmente andar com máscara e passar a tradição de pai para filho.


Assim como nos gibis, a história do filme é focada no 21º Fantasma, Kit Walker (Zane). O herói descobre que mercenários ligados a uma antiga seita (que tem relação com o Fantasma) estão procurando misteriosas caveiras. Paralelamente, um antigo amor da faculdade, a aventureira/jornalista/mocinha do filme, Diana Palmer, é sequestrada em Bengala enquanto investigava um estranho milionário, Xander Drax (Treat Williams). Uma chance para adivinhar quem salva a donzela....

Depois do salvamento, Kit resolve ir para Nova York para investigar o que está acontecendo. A trama se revela muito mais apocalíptica e ligada ao passado do atual Fantasma. Claro que como um bom filme de sessão da tarde, nenhum gargalo é suficiente para desbancar nosso herói.

Acho que as últimas linhas do parágrafo acima resumem bem do que se esperar desta adaptação. Um filme de sessão da tarde que deve ter sido usado muitas vezes para embalar o sono de estudantes que acordavam cedo ou que estavam matando aula.    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cães de Guerra


Histórias curiosas e filmes que não tenho expectativas é quase sempre uma combinação que acaba me agradando muito. Por este motivo, muitos destes filmes acabam entrando aqui no MDZ. Seguindo a lógica, Cães de Guerra é um destes casos. Obviamente. Senão eu não teria feito este prefácio...

Vale a pena começar o resumo falando logo de cara que esta é uma história baseada em fatos reais. Eu pesquisei. É fato. Um dos manos até aparece no filme. Ops. Acho que agora estou me adiantando. Voltando...

David Packouz (Miles Teller) é um massagista empreendedor que vive na pindaíba. No velório de um colega ele reencontra seu melhor amigo da adolescência, Efraim Diveroli (Jonah Hill). Entre um baseado e outro, Diveroli conta que ganha dinheiro vendendo armas para o governo americano através de pequenos contratos que servem para abastecer o exército durante a Guerra do Iraque.

Querendo ganhar mais dinheiro, Efraim convida David para ser seu sócio. Mesmo com medo da reação de sua mulher, David aceita se juntar ao amigo. Aceita naquelas. David mente na cara dura da esposa (que inclusive está grávida).


Um dos primeiros trabalhos da dupla é entregar pessoalmente um armamento no meio da Guerra. Mesmo passando por vários perrengues, os dois conseguem entregar a mercadoria em pleno “triângulo da morte” e isto faz com que seu reconhecimento cresça.



Com a notoriedade e a chegada de novos negócios, a ambição também aumenta. Os dois tentam mudar seu jeito de trabalho e partem para conseguir contratos grandes (normalmente destinados às bilionárias empresas de armamento). Não precisa ser nenhum Sherlock para prever que isso não podia dar certo.


Sendo um pouco repetitivo, o filme surpreende. Mesmo sendo dirigido pelo Todd Philips (Se Beber Não Case), ele consegue ter a medida certa de piadas com seriedade. Talvez ajude muito também a história ser absurdamente real.  

   

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jack Reacher: Sem retorno


Demorou. Parecia que não ia acontecer, mas finalmente aconteceu. Oficialmente posso afirmar que Tom Cruise deu seu primeiro passo para se tornar um ator canastrão. Cara de espanto! Antes que alguém fique de mimimi, eu já adianto que esta é uma opinião que eu não vou mudar.

Após o primeiro filme (link) eu fiquei impressionado positivamente e fiz uma promessa que assistiria uma possível continuação no cinema comendo uma pipoca e tomando um refrigerante sem gás bem confortavelmente. Nossa. Como a vida nos prega peças. Além de esta sequência ser ruim, eu tive azar também com a sala de cinema (mais detalhes, no último parágrafo).


Jack Reacher (Cruise) continua resolvendo crimes que necessitam de suas habilidades obtidas durante seus anos de exército. Num belo dia ele resolve se encontrar pessoalmente com a major Susan Turner (Cobie Smulders) que colabora com ele remotamente em suas investigações. Porém, Jack é surpreendido com a descoberta que ela foi presa pelas alegações de ser uma espiã.


Paralelamente a estas acusações, Reacher descobre que pode ser pai de uma misteriosa adolescente. Sendo o personagem fodão que é, ele resolve investigar as duas coisas ao mesmo tempo. Claro que estas conclusões iniciais levam a algo muito maior e diferente do que todos imaginavam.


Minha dedicatória deste texto vai para o casal que assistiu o filme ao meu lado no cinema do Shopping Frei Caneca, sessão das 21h30, na sexta-feira dia 25 de novembro. Parabéns. Vocês são as pessoas mais barulhentas e sem noção que eu já presenciei durante um filme. A próxima vez que vocês comerem dois sacos de pipoca, não precisam chacoalharem eles a cada 20 segundos e, não precisa, também amassar o saco de mil formas diferentes assim que a pipoca acaba. Paz.