sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Indiana Jones

A história do mais famoso arqueólogo da cultura pop surgiu como um projeto pessoal de George Lucas.

O sonho do diretor californiano passava por fazer um filme que mesclasse o clima de
007 com seriados de sua infância - séries como Flash Gordon e Buck Rodgers que haviam caído em descrença com os executivos de Hollywood.

Parece incrível imaginar que George Lucas tenha tido dificuldade para convencer os investidores a financiar o filme, mas também é verdade que a proposta original era diferente do resultado que podemos conferir hoje.

A começar pelo trio de itens icônicos do personagens, o chapéu, chicote e a mochila, que ganhariam a companhia de uma quarta memorabilia, o farto bigode do ator Tom Selleck - que além de tudo se chamaria Indiana... Smith (isso não daria certo, heim).

Por sorte, Selleck já estava excessivamente atarefado com as gravações da série Magnum, recusou e a oferta caiu nas mãos de Harrison Ford.

Ford, que aquela altura já havia trabalhado com George Lucas em Star Wars, ajudou a transformar Indiana Jones em um dos mais cultuados filmes de aventura e ação.

E quem não se lembra da famosa cena em que Indi aposta corrida contra uma gigantesca pedra no filme de estreia, Os Caçadores da Arca Perdida?

O mais difícil é entrar em um consenso sobre qual o melhor filme da franquia. (só não vale dizer que é o mais recente).


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Capitão Fantástico

Um filme de questionamentos. Desde o primeiro minuto Capitão Fantástico tenta provocar em seus espectadores perguntas essenciais sobre a vida. Caminhos a serem seguidos, exemplos a serem analisados e uma certeza que aumenta a cada dia... Tudo que é extremo, não é bom.

Ben Cash (Viggo Mortensen) vive com seus 6 filhos no meio do mato onde ensina o que ele julga ser essencial para a vida deles. Filósofos, humanistas, naturalistas, físicos são leituras constantes na vida da família. Tudo isso ligado a um extremo contato com a natureza e muita música.


Em meio a esta vida poética, uma notícia acaba pegando todos de surpresa. Leslie, mulher de Ben e mãe da trupe, comete suicídio enquanto estava internada para tratar um distúrbio bipolar.

Devido ao seu estilo de vida e o culpando pela morte de sua filha, o sogro de Ben o proíbe de comparecer ao funeral. Mas, após ler o testamento de Leslie, o Capitão Fantástico resolve embarcar numa missão com seus filhos para honrar os últimos desejos de sua mulher.   



A jornada da família mostra que para evoluirmos precisamos viver. Não adianta você saber toda a parte “teórica” e achar que isso o deixará preparado para a vida. As experiências são mais do que necessárias para aproveitar e celebrar este pouco tempo de vida que temos. Um filme que provoca este tipo de questionamento, é sempre uma boa escolha para assistir.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Californication

Sempre quis começar um texto dizendo que a vida é como um filme. Tem os protagonistas, os coadjuvantes, de vez em quando a gente exagera nos excessos e fica torcendo para o roteirista ser bom para no fim dar tudo certo.
O que de certa forma eu acho que acabei de fazer.

Em dezembro, chegou ao serviço de streaming Netflix uma enxurrada de série que diferente da maioria das pessoas eu provavelmente não verei. Junto com elas, chegou também Californication uma série que diferente de mim, a maioria das pessoas provavelmente não verá.

O protagonista é Hank Moody, um escritor tentando recuperar o controle de sua vida, mas sem exatamente saber como (mais ou menos como todos nós) enquanto busca reconquistar o coração da mulher de sua vida (como quase todos nós?)

A série chegou a sete temporadas se equilibrando em uma fina linha entre comédia e drama, sempre com capítulos de mais ou menos meia-hora, que reservaram situações como um sequestro por engano, a prisão do protagonista, vários momentos de romance e muitos diálogos inspirados.

Isso tudo sem deixar de mostrar que Hank provavelmente é um canalha durante a maior parte do tempo, mas está encarando o desafio de ser uma versão melhor de si. E quem não gosta de uma boa história de recuperação?

Californication não é a série mais popular de seus dias, nem a melhor. Mas é a minha favorita.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Fantasma


A história da fera aí todos conhecem. Os apelidos “O espírito que anda” e “O Homem que não pode morrer” também são bem conhecidos. Agora, o difícil é conhecer alguém que fale bem da adaptação cinematográfica de 1996, estrelada por Billy Zane. Reparou que eu não indaguei o conhecimento do filme, né? Minha procura é por alguém que tenha gostado da bagaça.

Tudo começa em meados do século 16 quando um jovem sobrevive a um ataque de piratas e vai parar na ilha de Bengala. Lá ele é treinado a enfrentar o mal e se torna o famoso Fantasma com seu anel de caveira. Obviamente, de imortal o personagem não tem nada. O segredo é simplesmente andar com máscara e passar a tradição de pai para filho.


Assim como nos gibis, a história do filme é focada no 21º Fantasma, Kit Walker (Zane). O herói descobre que mercenários ligados a uma antiga seita (que tem relação com o Fantasma) estão procurando misteriosas caveiras. Paralelamente, um antigo amor da faculdade, a aventureira/jornalista/mocinha do filme, Diana Palmer, é sequestrada em Bengala enquanto investigava um estranho milionário, Xander Drax (Treat Williams). Uma chance para adivinhar quem salva a donzela....

Depois do salvamento, Kit resolve ir para Nova York para investigar o que está acontecendo. A trama se revela muito mais apocalíptica e ligada ao passado do atual Fantasma. Claro que como um bom filme de sessão da tarde, nenhum gargalo é suficiente para desbancar nosso herói.

Acho que as últimas linhas do parágrafo acima resumem bem do que se esperar desta adaptação. Um filme de sessão da tarde que deve ter sido usado muitas vezes para embalar o sono de estudantes que acordavam cedo ou que estavam matando aula.    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cães de Guerra


Histórias curiosas e filmes que não tenho expectativas é quase sempre uma combinação que acaba me agradando muito. Por este motivo, muitos destes filmes acabam entrando aqui no MDZ. Seguindo a lógica, Cães de Guerra é um destes casos. Obviamente. Senão eu não teria feito este prefácio...

Vale a pena começar o resumo falando logo de cara que esta é uma história baseada em fatos reais. Eu pesquisei. É fato. Um dos manos até aparece no filme. Ops. Acho que agora estou me adiantando. Voltando...

David Packouz (Miles Teller) é um massagista empreendedor que vive na pindaíba. No velório de um colega ele reencontra seu melhor amigo da adolescência, Efraim Diveroli (Jonah Hill). Entre um baseado e outro, Diveroli conta que ganha dinheiro vendendo armas para o governo americano através de pequenos contratos que servem para abastecer o exército durante a Guerra do Iraque.

Querendo ganhar mais dinheiro, Efraim convida David para ser seu sócio. Mesmo com medo da reação de sua mulher, David aceita se juntar ao amigo. Aceita naquelas. David mente na cara dura da esposa (que inclusive está grávida).


Um dos primeiros trabalhos da dupla é entregar pessoalmente um armamento no meio da Guerra. Mesmo passando por vários perrengues, os dois conseguem entregar a mercadoria em pleno “triângulo da morte” e isto faz com que seu reconhecimento cresça.



Com a notoriedade e a chegada de novos negócios, a ambição também aumenta. Os dois tentam mudar seu jeito de trabalho e partem para conseguir contratos grandes (normalmente destinados às bilionárias empresas de armamento). Não precisa ser nenhum Sherlock para prever que isso não podia dar certo.


Sendo um pouco repetitivo, o filme surpreende. Mesmo sendo dirigido pelo Todd Philips (Se Beber Não Case), ele consegue ter a medida certa de piadas com seriedade. Talvez ajude muito também a história ser absurdamente real.  

   

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jack Reacher: Sem retorno


Demorou. Parecia que não ia acontecer, mas finalmente aconteceu. Oficialmente posso afirmar que Tom Cruise deu seu primeiro passo para se tornar um ator canastrão. Cara de espanto! Antes que alguém fique de mimimi, eu já adianto que esta é uma opinião que eu não vou mudar.

Após o primeiro filme (link) eu fiquei impressionado positivamente e fiz uma promessa que assistiria uma possível continuação no cinema comendo uma pipoca e tomando um refrigerante sem gás bem confortavelmente. Nossa. Como a vida nos prega peças. Além de esta sequência ser ruim, eu tive azar também com a sala de cinema (mais detalhes, no último parágrafo).


Jack Reacher (Cruise) continua resolvendo crimes que necessitam de suas habilidades obtidas durante seus anos de exército. Num belo dia ele resolve se encontrar pessoalmente com a major Susan Turner (Cobie Smulders) que colabora com ele remotamente em suas investigações. Porém, Jack é surpreendido com a descoberta que ela foi presa pelas alegações de ser uma espiã.


Paralelamente a estas acusações, Reacher descobre que pode ser pai de uma misteriosa adolescente. Sendo o personagem fodão que é, ele resolve investigar as duas coisas ao mesmo tempo. Claro que estas conclusões iniciais levam a algo muito maior e diferente do que todos imaginavam.


Minha dedicatória deste texto vai para o casal que assistiu o filme ao meu lado no cinema do Shopping Frei Caneca, sessão das 21h30, na sexta-feira dia 25 de novembro. Parabéns. Vocês são as pessoas mais barulhentas e sem noção que eu já presenciei durante um filme. A próxima vez que vocês comerem dois sacos de pipoca, não precisam chacoalharem eles a cada 20 segundos e, não precisa, também amassar o saco de mil formas diferentes assim que a pipoca acaba. Paz.     

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Doutor Estranho

Doutor Estranho é a mais nova franquia levada às telonas pela Marvel.
Mais do que isso: é a franquia mais estranha deste universo de filmes Marvel (foi mais forte que eu, desculpem).
É que não há quase nenhuma integração com os demais filmes (a exceção são as joias do infinito), ao contrários da maioria dos longas da Marvel, além de escassas referências à mitologia que cerca o herói. 

Talvez seja assim porque Doutor Estranho foi o primeiro filme a sair após a dissolução do comitê do estúdio, que reunia o alto escalão dos quadrinhos, talvez porque o personagem nunca esteve na mesma prateleira Homem-Aranha, Wolverine e Capitão América entre os mais populares da editora.

O visual do filme é espetacular, se sobrepondo inclusive ao roteiro, que segue à risca a chamada jornada do herói. Vem daí a sensação de que são os elementos visuais que fazem o filme.
Feitos no rigor dos detalhes, resultam em uma viagem eletrizante recheada de artes marciais e efeitos psicodélicos.

Assim, ajudam e muito a retratar a jornada de Stephen Strange, um cirurgião arrogante, em busca de um novo caminho após ter as mãos arruinadas em um acidente automobilístico.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Guerreiro Americano


O legal de escrever para o seu próprio blog é que você pode escolher o tema que quiser e postar quando você quiser (além de certas invenções ortográficas para criar uma fala engraçadinha). Ultimamente a minha vontade é de usar este espaço para reviver filmes que eu considero clássicos. Sim, eu considero muitos filmes ruins como clássicos e sim, Guerreiro Americano entra nesta seleta lista.

Quando eu era criança eu tinha duas brincadeiras preferidas com meus amigos imaginários (não, eles não tinham nomes). A primeira era brincar com meus Comandos em Ação (que existem até hoje) e a segunda era criar histórias imaginárias de brigas, lutas e guerras com minhas armas de brinquedo. Eu era um ótimo soldado imaginário até assistir Guerreiro Americano. Depois do filme eu evoluí e virei o melhor soldado/ninja do mundo. Para todas as missões impossíveis só existia uma opção para resolver o problema. Eu! Também, o que um soldado/ninja não poderia resolver? Ahaha

O filme tem um enredo de criar assas na imaginação de qualquer criança. Joe Armstrong (Michael Dudikoff) é um soldado americano com amnésia que luta bem pra caramba. Enviado para a Filipinas, ele logo se mete em confusão tentando salvar a filha do comandante de ninjas do mal. Suas ações não passam despercebidas pelo soldado Curtis Jackson (Steve James) que o convida para um duelo. Mesmo perdendo a luta, os dois acabam virando grandes amigos.


 Os dois companheiros acabam descobrindo uma conspiração envolvendo os ninjas do mal, exército e autoridades. Enquanto tentam resolver este gargalo, Joe é acusado de traição e a filha do coronel é sequestrada. Para sair desta enrascada, o ninja americano precisa relembrar de seu passado para assim ter as forças e habilidades necessárias para acabar com os bandidos.  



Além deste filme, Guerreiro Americano teve quatro continuações. Quem sabe em algum momento eu poste sobre os outros. Afinal, eu sou jovem ainda, tenho muitos anos de vida para fazer isso (mesmo não sendo um soldado/ninja na vida real).


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Double Dragon


Empolgado, por recentemente relembrar alguns clássicos da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa, eu resolvi continuar nesta toada com mais um filme marcante da minha infância. Ou seria adolescência? Não sei, deixa eu pesquisar aqui no Wikipedia.... hum... eu estava certo. Infância mesmo.

O universo Double Dragon, para quem não sabe, foi criado originalmente para o mundo dos games (NES, Master System, Mega Drive e etc). O sucesso fez a bagaça expandir para outras frentes como quadrinhos e desenho animado, além de outros jogos como o crossover com os Battletoads. Para celular também é possível encontrar algo dos irmãos Lee.

O filme, que também foi mais uma aposta para ganhar dinheiro com os personagens, não é lá essas coisas, mas possui aquele charme. Não confundir com a série Charmed que a Alyssa Milano também fazia...ok, essa foi péssima. Vou começar outro parágrafo para este se tornar inútil.

A trama do filme é um pouco diferente dos games. Os irmãos lutadores, Billy Lee (Scott Wolff) e Jimmy Lee (Mark Dacascos), vivem num futuro onde a polícia comanda o dia e os bandidos à noite. Os dois vivem com a sua mãe adotiva, Satori, que além de cuidar deles, também toma conta da metade de um medalhão mágico.


Para dar uma sustância na história, a outra metade está com o vilão do filme, interpretado pelo eterno T-1000, Robert Patrick. Cada medalhão possui uma habilidade específica, mas juntos eles concedem grandes poderes ao portador. Para evitar que ele caia em mãos erradas, os irmãos Lee contarão também com a ajuda de Marian (Alyssa), filha do chefe da polícia e líder de uma gangue de vigilantes.


Esta versão cinematográfica pode não ser um primor de trabalho bem feito, mas tenho certeza que todos que jogaram este bendito jogo assistiram e gostaram. Depois de muitas noites jogando em dupla (e morrendo bastante), você cria uma relação de afeição com os personagens e a história. O filme é uma continuação deste carinho. Difícil explicar em palavras. Fico até comovido. Ou não. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Esporte Sangrento


Com os Jogos Olímpicos relembramos, mesmo que por um breve período, a importância do esporte na formação de crianças e adolescentes. O que muita gente não sabe, é que vários filmes do extinto Cinema em Casa (SBT) compartilhavam essa ideia de forma magistral. Aquele horário mágico, de segunda a sexta, entre 14h30 e 16h30, reservava algumas boas lições de vida para quem não se perdia nos braços de Morfeu, depois de acordar cedo para ir ao colégio.  Eu praticamente escrevi um parágrafo inteiro no estilo “Lero Lero” só para tentar explanar a importância deste clássico filme de artes marciais. Espero que tenha dado certo.  

Estrelado por Mark Dacascos, Esporte Sangrento está naquele hall de filmes que guardamos no lado esquerdo do peito que juntam pancadaria com frases de efeito. Eu estava tentando segurar até o final do texto, mas têm como não gostar de um filme onde o vilão fala “Eu nasci e fui criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro”? Eu acho impossível não gostar de algo assim.


A história é impressionante. Louis Stevens (Dacascos) é um soldado que aprende a nossa Capoeira após ficar um tempinho no Brasil. Ao retornar para os EUA, Louis precisa usar seus conhecimentos marciais para bater em alguns bandidos que estão em seu antigo colégio. Impressionado, o diretor do colégio convida o soldado para dar aula de capoeira para os alunos.



Com suas habilidades, Louis cativa os alunos e irrita o criminoso Silverio (criado na favela mais filha da puta do Rio de Janeiro), que coincidentemente também luta capoeira. Apesar da trama um pouco óbvia (resolver tudo numa grande luta final dentro de uma roda de capoeira), Esporte Sangrento merece todo esse revival elaborado pelo MDZ. Nossa equipe acredita que Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a crescente influência da mídia talvez venha a ressaltar a relatividade do levantamento das variáveis envolvidas (agora sim eu usei o Lero lero).

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Esquadrão Suicida

É ruim, mas é bom.
Fim

Espera. Calma. Se eu não redigir pelo menos dez linhas de texto deixo de receber meu salário de frila fixo do blog (cinco refrigerantes Cini Gengibirra).
Sigamos para a crítica.

Esquadrão Suicida traz para as telonas uma história de desastre em formato de clipe da MTV.
Ágil, esse modelo privilegia a parte estética e ajuda durante a apresentação dos personagens, não tão conhecidos até entre leitores dos quadrinhos.




Outra particularidade diz respeito aos bastidores do filme, que teria sido editado e reeditado várias vezes, em consequência de uma briga entre estúdio e diretor.

Conta-se: chegaram a existir três versões editadas diferentes do filme com praticamente as mesmas cenas gravadas, o que é uma baita feito de edição, mas não tão grande para o trabalho de contar uma história com nexo. Como seria se a trama seguisse o plano original? Nunca saberemos.

Ainda assim, Esquadrão Suicida é melhor que Batman V Superman, o outro longa do universo de filmes da DC. O que não é uma tarefa árdua, já que só de ter uma história com começo, meio e fim já é melhor.
Uma bula de remédio? Melhor que Batman V Superman também.

Arlequina, Pistoleiro e Amanda Waller ditam os rumos da história e formam uma espécie de trindade dos vilões porém de vez em quando heróis. No geral, é um filme um pouco ruim, porém um pouco divertido. Se o leitor não conferiu nos cinemas, pode ficar ligado que em alguns anos estará na programação da Sessão da Tarde.






Salário garantido

domingo, 28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Gravado na famosa cidade de Matinhos, mais conhecida como a princesinha do Paraná, o filme Águas Rasas é literalmente aquilo que promete. Um tubarão atacando quem estiver na sua frente. Ok, metade deste começo não é verdade, mas não vou dizer qual é.

O filme abre com Nancy (Blake Lively) pegando uma carona para uma praia deserta no México. Pelas mensagens e fotos do celular, descobrirmos que sua mãe também esteve neste local quando estava grávida dela.   


Assim que Nancy chega, não demora para ela se arrumar e entrar no mar para pegar algumas ondas. Além dela, dois locais aproveitam as ondas perfeitas para se divertirem. Depois de uma pausa para recarregar as energias, novamente descobrimos pelo celular que a garota está ali para homenagear a sua mãe que faleceu.

Após uma ligação para a sua irmã pequena e uma conversa um pouco mais tensa com o seu pai, Nancy resolve pegar as últimas ondas do dia. Com um estranho mar calmo, ela recebe a visita de alguns golfinhos até perceber uma baleia boiando com bizarras marcas de ataque em seu corpo. Obviamente, quem causou o mal para o cetáceo foi o tubarão que esperamos desde o começo do filme.

Só de chegar perto da baleia, Nancy também vira um alvo do tubarão. O bicho enorme ataca ela, mas Nancy consegue se abrigar numa pedra que só aparece com a maré baixa. Tudo isso acontece em meia hora de filme, ou seja, sofremos uma hora com a garota lutando contra a temível criatura do mar.


É inevitável assistir um filme de tubarão sem pensar no filme do Spielberg. Não sei mais distinguir o que é cliché ou não para filmes com este tema. O que eu posso garantir, é que este filme é bom. Ele consegue passar aquele desespero como se você estivesse lá. Uma sensação pouco comum que acontece com os filmes de hoje em dia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dois Caras Legais


Não é muito raro eu perguntar para alguém se viu tal filme e ela me olhar com aquela cara de “não sei do que você está falando”. Comento isso porque eu passei por esta situação umas três vezes com “Dois Caras Legais”. Juro que nestas horas eu me pergunto se eu assisto muitos filmes ou se eu posso considerar a maioria das pessoas que eu converso como “lixos cinematográficos”. Melhor dizer que isto não é uma crítica para evitar que alguns leitores do “Caçadores de Zumbis” fiquem chateados.

Dois Caras Legais apostam muito de suas fichas na dinâmica entre os protagonistas. Russel Crowe e Ryan Gosling ditam o movimento do filme (não é um texto sobre futebol), mas contam com a ajuda de coadjuvantes essenciais para que a história seja interessante do começo ao fim. Além disso, roteiro e direção ficam a cargo de Shane Black, que realizou o ótimo Tiros e Beijos. Acho que vale lembrar que ele também fez Homem de Ferro 3, apesar que para mim isso é um demérito.


Gosling é o investigador particular Holland March, contratado para encontrar uma garota desaparecida, enquanto Jackson Healy (Crowe) é um mercenário ou algo do tipo contratado pela garota para intimar March a não encontrar ela. Confuso? Um pouco. Pouco é também o tempo que demora para que os dois personagens juntem forças para resolver o caso. Principalmente porque a resolução do mistério envolve muito dinheiro e um pouco de sensação de fazer o certo. O que eles não desconfiavam é que estavam no meio de uma conspiração parecida com o do filme Uma cilada para Roger Habbit


Ainda fazendo algumas referências, este filme me lembrou bastante o Vício Inerente do Paul Thomas Anderson (anotação mental – escrever também sobre este). Apesar de ter menos drogas, o personagem de Ryan Gosling parece beber da mesma fonte de Joaquin Phoenix. Isso obviamente significa uma grande dose de gargalhadas. Este filme com certeza merecia que mais espectadores o assistisse e também uma crítica um pouco mais dedicada de minha parte. Mas vai por mim. Vale a pena assistir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Batman V Superman - Ultimate Edition

Assistimos a versão estendida de Batman V Superman para que você não precise ver. 
São 30 minutos adicionais do filme. Nenhum para explicar melhor as várias falhas do longa.

Como porquê o Superman encontra Lois Lane em outro continente, mas não parece conseguir achar sua mãe, sequestrada. Ou qual o motivo do personagem passar quase duas horas calado. A ideia de que o Batman marca os bandidos antes de prendê-los continua boba, até para um filme de super-herói.
Na verdade, são 30 minutos de cenas que a gente compreende o motivo por terem sido cortadas.

Batman V Superman é um filme confuso. Nada faz muito sentido no roteiro, mas a fotografia do filme segue perfeitamente alinhada em um tom que dá para chamar de cinza, também dá para chamar de sábado chovendo com Luciano Huck na televisão.

Superman quase não abre a boca e quando resolve agir ora demonstra um pouco de burrice ora apanha feio. Essa caracterização cria uns efeitos negativos em cascata: qual seria a melhor caracterização para o Lex Luthor, que deveria representar o lado vilanesco do universo do Superman, se o próprio herói não tem empatia com quase nada?

Talvez um personagem que não para de falar um segundo? Gosto da ideia de que esse Lex Luthor seja viciado cocaína e esteja durante todo o filme sofrendo de abstinência, balbuciando umas palavras sem sentido.

Outra ideia é que todos os personagens desse filme são canalhas, incluindo Superman e Batman. Quando o Luthor diz que uma luta entre os dois oporia dia e noite, você fica beleza o dia seria quem mesmo? Não melhora muito o filme, mas pelo menos é um esforço e cria uma ligação com o outro longa da DC, Esquadrão Suicida. que reúne um grupo de condenados para salvar o mundo.
Se nesse universo DC os heróis são uns cretinos que se passam por salvadores por qual motivo os assumidamente vilões não poderiam também bancar os heróis?
Mas esse é assunto para a próxima resenha.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Celular


Dia 26 de julho. Uma terça-feira muito estranha. Durante um período de uma hora eu achei que estava vivendo os fins dos dias da humanidade na Terra. Primeiro, vi dois casais discutindo no meu vagão do trem. No ônibus que eu peguei depois, logo assim que eu desci no meu ponto, uma moto entrou embaixo do busão. Em seguida, no outro ônibus, um passageiro ficou discutindo com o motorista até um policial de moto aparecer e encerrar a discussão. Bizarro, muito bizarro. Juro que eu me senti dentro de uma história do Stephen King. E por sinal, isso tudo se encaixaria perfeitamente dentro deste novo filme que adapta mais uma obra do professor King.

A história começa trazendo o caos rapidamente para os espectadores. Após um misterioso sinal atacar os aparelhos celulares, todos que estavam os usando viram uma espécie de zumbis enraivecidos querendo matar e matar.


Durante as primeiras ondas de ataque, somos apresentados ao desenhista Clayton Riddell (John Cusack) que estava voltando de uma viagem de negócios. Sobrevivendo aos zumbis telefônicos, ele parte em busca de seu filho. No começo de sua jornada de resgate, ele faz amizade com outro sobrevivente, Thomas McCourt (Samuel L. Jackson). Ambos resolvem unir forças para sobreviver a este pesadelo e salvar o pequeno filho de Clayton.



Obviamente esta não é uma das melhores adaptações das obras de Stephen King. Além do final ser muito diferente do livro, o filme consegue ser tão curto e tão sem reviravoltas que se eu escrevesse mais um parágrafo, eu contaria o filme inteiro. O engraçado é que o próprio Stephen King ajudou no roteiro. Talvez, tanto este problema de adaptação cinematográfica quanto as histórias reais do dia 26 de julho de 2016 possam ser encaradas como “mistérios da vida”.