domingo, 19 de outubro de 2014

O Homem Duplicado




O cenário era desafiador para uma dupla de cinéfilos. Após assistir uma luta típica do Lyoto Machida (sonolenta!), com aqueles horários bacanas do UFC (todas as lutas são na madrugada), o objetivo era encontrar um filme bom para finalizar bem à noite, ou no mínimo para acordar e voltar sem sono para a minha casa – evitando assim uma tragédia no trânsito. 

Zapeando pelas milhares de opções da tv a cabo, eu e meu amigo demos de cara com O Homem Duplicado. “Que filme é esse? Você conhece?” “Não faço a mínima ideia. Abre a sinopse aí”. Esse foi o nosso grande erro da noite. Nas informações do filme constavam os nomes do diretor Denis Villeneuve e do ator Jake Gyllenhaal, a mesma dupla do ótimo filme Os Suspeitos. Ainda de bandeja, estava escrito que o filme era baseado numa obra de José Saramago. Agora eu pergunto. Tem como esse filme ser ruim? Infelizmente, teve sim... e como teve.

O filme começa com algumas cenas estranhas de sexo. Logo após somos apresentados a Adam Bell (Gyllenhaal), um tímido professor de história que, ao alugar um filme, encontra um ator coadjuvante que parece ser seu irmão gêmeo.


Assustado e espantado (e todos os sinônimos que aparecem no word como sugestão), o professor resolve ir atrás do tal ator e descobre que  o nome verdadeiro dele é Anthony Claire. Depois de muito silêncio e observações, os dois acabam se encontrando e ambos criam uma fixação estranha pelo outro, principalmente pelas suas nítidas diferenças.  


Mesmo com desejos opostos, uma vontade parece dominar os dois; viver a vida do outro sem ninguém desconfiar. Isso poderia até dar um gás no filme, só que não adianta em nada. E quando você acha que vai, que cria várias teorias, o filme simplesmente acaba! Eu sempre me considerei um cara que manja de filmes, mas juro que tive que procurar no google para entender o final. Pode colocar essa bomba naquela lista de filmes que acham que são de “arte” e por isso não precisam explicar muita coisa. Não assistir é quase uma obrigação.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Guardiões da Galáxia

Guardiões da Galáxia é a mais nova adaptação do Universo Marvel para as telas de cinema.

No longa, Peter Quill (Chris Pratt) e Gamora (Zoezinha Saldana) se juntam a montes de personagens improváveis para cruzar o espaço em busca de uma das gemas do infinito, um instrumento bélico dotado de poderes em escala universal - e um nome legal para se dizer em voz alta se você quiser queimar o próprio filme.

Com uma trilha sonora mesclando clássicos dos anos 70 e 80, o filme resgata parte do clima de aventura e o entretenimento de clássicos da Sessão da Tarde como Indiana Jones e O Pato Howard.

Entre apresentações do próprio grupo (pouco conhecido até entre leitores de quadrinhos), Guardiões da Galaxia esbarra em vários conceitos com potencial para aparecer em futuros longas da Marvel: Tropa Nova e os planetas Xandar e Kree para citar dois deles.

Claro que há espaço para nova aparição de Thanos, que debutou junto com Vingadores e está confirmado para a sequência da franquia.





terça-feira, 15 de julho de 2014

47 Ronins


Inacreditável o número de histórias antigas de coragem e honra que existem no mundo. Cada país ou cidade tem uma diferente. Muitas delas servem para inspirar o povo, dar força para grandes lutas ou somente para serem usadas em teorias de conspiração. O que todas têm em comum é o fato de que sempre podem ser usadas em roteiros cinematográficos. Os filmes inspirados em histórias antigas sempre sofrem tentando equilibrar a trama real com as necessidades cinematográficas. Porém, em 47 Ronins, este sofrimento não é tanto. Desde o começo percebemos que a história será repleta de seres e elementos fantásticos que deixariam até o habitante mais antigo de São Thomé das Letras desconfiado. 

No filme, tudo começa quando o Lorde Asano Naganori encontra uma criança mestiça e resolve criá-lo junto com o seu clã. Recebendo o nome de Kai, o garoto cresce (Keanu Reeves) como um párea, mas mesmo assim consegue cativar Mika, a filha de Asano. 


Durante uma pré-visita do Shogun do Japão, eles recebem o Lorde Kira, um rival que secretamente deseja governar toda a região. O trunfo de Kira é a sua parceira, Mizuki, uma bruxa que usa seus poderes para enganar o próprio Asano Naganori e fazer com que ele caia em desgraça perante ao Shogun. Como no Japão a honra é primordial para qualquer ação em vida, Asano comete o seppuku (suicídio japonês), seus samurais viram ronins errantes e seu principal general, Oishi, é preso. Resumindo, problemas não faltam.

Obviamente depois de um tempo é claro que Oishi, Kai e os outros ronins vão atrás de vingança contra o tal Lorde Kira. Duelos de espada e sangue não faltarão na trilha dos guerreiros. O que não falta também é a certeza de que este é mais um filme que você precisa assistir sem se importar com as críticas negativas. Eu achei um filme muito bom.  Principalmente porque entendi desde o começo que ele tinha essa “pegada” mais fantasiosa. Enfim, fica a dica positiva caso você também queira se aventurar no Japão Medieval.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

12 Anos de Escravidão


 
Um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente será o racismo. Não existe nada mais abominável que o preconceito racial e suas ramificações. Não existem argumentos lógicos ou religiosos que justifiquem tamanha crueldade, simplesmente é algo inaceitável. O mais triste desta história, é lembrar que o racismo ainda existe, e que ele não ficou enterrado num subconsciente maldito e retrogrado. Como diria o outro “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.


O filme 12 Anos de Escravidão, do diretor Steve McQueen (Shame), conta a história verídica de Solomon Northup, um negro livre, que como o nome do filme diz, passou doze anos sendo escravo.  A história começa em 1841, quando Solomon (Chiwetel Ejiofor) casado e pai de dois filhos recebe uma proposta de emprego para cruzar o país tocando violino. Sem desconfiar de nada, ele aceita. Mas durante uma bebedeira, os tais empregadores o drogam e o deixam para ser vendido como escravo.
 
Sem seus papéis que comprovam ser uma pessoa livre, Soloman fica totalmente a mercê dos capatazes que mudam o seu nome para “Platt” e o vendem para uma fazenda em Nova Orleans, comandada por William Ford (Benedict Cumberbatch). Só que Ford tenta tratar bem os seus escravos o máximo que pode. Essas atitudes criam um bem estar invisível e Northup começa a ajudar o patrão cada vez mais. Quem não gosta disto são os capatazes de Ford e eles começam a perseguir o escravo. Temendo o pior, Ford repassa “Platt” a Edwin Epps (Michael Fassbender).
 
 

Neste novo “período” de sua vida escrava, Northup lidará com um louco, um louco religioso que acredita que a escravidão é um direito divino. A interpretação de Fassbender não deixa o telespectador ficar relaxado um segundo se quer. Suas atitudes mostram o quanto era absurda a questão da escravidão e como os homens da época eram escravos de seus próprios dogmas.
 

Imagina viver sem liberdade e nem mesmo poder usar o seu nome verdadeiro, eu pelo menos não consigo imaginar isso. Espero sinceramente que todo esse sofrimento tenha alguma explicação divina que eu não consigo entender no momento. Como eu disse no começo, este é um dos temas que a humanidade irá se envergonhar eternamente.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A VIDA SECRETA DE WALTER MITTY


Quando eu estava planejando assistir A Vida Secreta de Walter Mitty, eu fui indagado por uma amiga se este era mais um filme de comédia boba com o Ben Stiller. Eu já sabia a resposta antes e, agora após assisti-lo, eu posso dizer publicamente que de bobo ele não tem nada. Dirigido, produzido e estrelado por Stiller, o filme faz um contraste entre imaginação fértil e vida real, mostrando a saga de um personagem se redescobrindo e tentando viver a vida em vez de ficar somente sonhando.

Walter Mitty (Ben Stiller) é um tímido solitário que trabalha na seção de negativos da revista Life. Enquanto vive entre devaneios e tentativas amorosas pela internet, ele recebe a notícia que a revista migrará para o meio online, ou seja, acabará.

No meio desta transição, o fotógrafo mais conceituado da revista, Sean O’Connell (Sean Penn), envia diretamente para Mitty uma série de negativos. Durante uma reunião de pauta, o diretor – mala – encarregado de realizar as mudanças na revista avisa que Sean mandou uma foto especial para a última capa, o negativo 25, que captura toda a “quintessência” da vida.  O problema é que a tal foto sumiu e Mitty não faz ideia de onde ela esteja. O lado bom é que este fato religa Mitty, ele analisa as outras fotos enviadas e descobre pistas de onde O’Connnel pode estar e embarca até o outro lado do mundo para encontrar o fotógrafo. Mais do que encontrar uma fotografia, Walter viverá uma aventura de verdade e redescobrirá o seu eu interior.

Pode parecer que o filme tenta dar uma lição para aproveitar a vida viajando, vivendo e curtindo, mas, para mim, ele é mais do que isto. Em determinada cena, o protagonista escuta de sua mãe, “somos adultos”, e isso realmente justifica muita coisa. Ele abrange escolher os caminhos que seguimos e encarar as consequências dos nossos atos. Ser adulto é viver todos os gargalos diários, ter força e maturidade para ligar o foda-se quando achar necessário e correr atrás somente do que te faz feliz. Pode parecer uma coisa óbvia, mas acredite, nem sempre o óbvio é fácil de ser levado a sério. Por isso, alguns filmes podem ser considerados uma verdadeira ida a terapia…às vezes, escrever sobre filmes também tem o mesmo poder!

CLUBE DE COMPRAS DALLAS


Clube de Compras Dallas é mais um daqueles filmes que estréia perto do Oscar pronto para levar alguma estatueta importante. Na minha sincera opinião, acho que neste caso estamos falando da categoria de melhor ator. A atuação de Matthew McConaughey é completa. Sua excessiva perda de peso até a forte caracterização texana são tão cativantes que fazem qualquer espectador assistir este filme até o final. Para entender melhor a dificuldade desta atuação, basta ler o pequeno resumo abaixo.

Baseado numa história real de 1985, Clube de Compras Dallas mostra a vida de Ron Woodroof, um eletricista que vive sua vida realizando apostas ilegais, consumindo muitas drogas e se relacionando com qualquer tipo de mulher. Só que durante um exame no hospital sua vida muda completamente, ele descobre que está com AIDS e seu estado é terminal.

Sem conhecimento da doença e achando que só homossexuais podiam pegar, inicialmente ele não acredita nos médicos. Mas contra fatos não existem argumentos e com o passar dos dias ele realmente percebe que está doente. Só que aceitar a doença não traz a cura ou alivio. Por causa de seu estado terminal, o hospital se recusa a colocá-lo como cobaia dos novos remédios e tratamentos.

Recusando-se a morrer sem lutar, ele então começa a tentar todos os tipos de tratamentos exóticos. Numa viagem para o México, ele experimenta alguns remédios naturais e sua saúde melhora bastante. Reabilitado, ele descobre que os comprimidos que o ajudaram são proibidos no EUA e começa a traficá-los para uso pessoal e para vender para outros infectados. Óbvio que os grandes laboratórios não gostam e uma grande luta por justiça e lucro (dos dois lados) tem início.


Grandes atuações são necessárias para contar dramas reais. A cada cena McConaughey consegue superar qualquer crítica negativa que ele recebeu em sua vida. Vale a pena também destacar a atuação que Jared Letto faz interpretando um travesti, os dois realmente se superaram. Particularmente eu não esperava que eles fossem capazes disso. Posso estar enganado, mas tenho quase toda certeza que este ano a estatueta de melhor ator já tem dono (pode dar um print).
 

R.I.P.D. – AGENTES DO ALÉM


Eu poderia começar este texto falando que R.I.P.D. – Agentes do Além é mais um filme inspirado numa história em quadrinhos e destrinchar as principais diferenças entre o gibi e a versão cinematográfica. Só que um pequeno detalhe me impede de fazer isto…eu não li a revista, ou seja, matei o meu primeiro parágrafo sem oferecer grandes novidades. Mas não desistam ainda do texto, prometo fazer um resumo bom da história.
Nick Walker (Ryan Reinolds) é um policial que vive com sua namorada,Julia, sem muito luxo e com poupas expectativas financeiras. Após uma apreensão policial, ele e seu parceiro, Bobby Hayes(Kevin Bacon), encontram muito mais do que drogas e bandidos, eles acham ouro. Tentando melhorarem suas vidas, ambos os policiais combinam em dividir o espólio e não contar para ninguém.

Mas a velha e boa dor na consciência faz com que Nick reconsidere o ato errado. Só que infelizmente o seu parceiro não faz o mesmo e, durante uma tentativa de capturar um bandido, Hayes aproveita a confusão para matar Nick e mandá-lo direto para o céu. Bom, na verdade ele não vai diretamente ao encontro de deus, o policial arrependido acaba sendo recrutado pela R.I.P.D, um departamento de policiais do além que patrulham os espíritos bandidos.

Para se habituar com a nova vida, Nick vira parceiro do veterano Roy Pulsipher (Jeff Bridges). É ele que explica alguns detalhes básicos da área de atuação, como por exemplo, as pessoas vivas enxergam os dois totalmente diferentes de como eles são; Roy vira uma loira incrível aos olhos dos vivos enquanto Nick é um velinho oriental (“David Lopan”).


O primeiro caso que a dupla precisa resolver pode ser também o último. Eles descobrem que a morte de Nick faz parte de um estrategema muito maior, que se concretizado significará o fim da barreira que separa os vivos dos mortos. Apesar do filme ser curto eu gostei. Alguns olhos mais exigentes podem vir com críticas ácidas e melodramáticas, só que a história curiosa, muitos efeitos diferentes de câmera e dois atores afinados com seus lados cômicos são ótimos argumentos para eu afirmar veemente que a diversão está garantida em R.I.P.D – Agentes do Além.

INVOCAÇÃO DO MAL


Não sei o que é mais inacreditável, achar finalmente um filme atual que provoca pequenos sustos e causa alguns arrepios ou tentar lembrar qual foi a última vez que uma história de terror me proporcionou as mesmas sensações. São nestes questionamentos, feitos geralmente naquela hora que você está saindo do cinema, que eu percebo como o gênero de terror está sem credibilidade.

Após o burburinho que Invocação do Mal causou, eu resolvi assistir ao filme com um grande amigo que adora duas coisas; séries de tv e Villa Country. Céticos e descrentes entramos no cinema e tivemos o primeiro susto, uma trupe de adolescentes barulhentos bem na nossa fila (Acho que vale um parêntese sobre isto, esses jovenzinhos que vão assistir filmes de terror em galera disfarçam o medo que sentem com as risadas e gozação excessivas, além de que usam o cinema como pretexto para pegar a bonitinha do colégio… enfim, um risco que todo espectador de salas comercias famosas podem sofrer). E como não é novidade, porque eu falei no parágrafo anterior, o filme realmente merece essa repercussão positiva. Apesar de ser um terror bem psicológico ele entrega o que promete, ou seja, muitos sustos.

Inacreditavelmente o filme é baseado em fatos reais, o que ajuda a aumentar o clima de suspense e medo, óbvio que rola alguns exageros que com certeza não aconteceram, mas na cadeira do cinema isto acaba não importando. A história acompanha o casal de investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) desvendando alguns mistérios sinistros, até que, em 1971, eles se deparam com o pior caso que eles enfrentaram ao longo de toda a sua carreira….

Tudo começa quando Roger e Carolyn se mudam, com suas cinco filhas, para uma casa no meio de um mato estranho. Não precisa de uma noite sequer para os fatos sombrios começarem a acontecer. Sons estranhos, objetos se movendo, animais morrendo vão acontecendo e a família vai levando tudo na normalidade, até que realmente alguns fantasmas começam a aparecer, deixando a família mais do que apavorada. E quem é convocado para ajudar? É claro, o casal Warren.

Ufa, usei quase todos os adjetivos ligados ao mundo sobrenatural que eu conheço para escrever estes pequenos parágrafos. A real é que o filme merece ser visto tanto por quem tem medo ou para quem se acha valentão.  O diretor James Wan, do primeiro Jogos Mortais (único que presta da série), vai se firmando como um talento para os filmes do gênero. De lambuja, ainda no final do filme rola uma menção interessante a outro grande clássico do terror, Amityville.

GRAVIDADE


Claustrofóbico, angustiante ou qualquer outro adjetivo relacionado com tensão excessiva se encaixam perfeitamente com este novo filme de Alfonso Cuarón: Gravidade. O diretor mexicano conseguiu apresentar uma experiência única ao recriar, usando imagens e efeitos incríveis, um ambiente tão hostil e mortal como o espaço. Sinceramente, duvido que alguém consiga assistir Gravidade e não se envolver com a história.

Não existe uma grande complexidade na trama, o filme mostra uma equipe de astronautas da NASA fazendo reparos num satélite no espaço. Entre uma piadinha e outra, o grupo é avisado urgentemente que destroços estão indo em sua direção.

Sem tempo suficiente de escapar, eles são atingidos e sofrem consequências mortais, deixando o experiente Matt Kowalski (George Clooney) e a novata doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) a mercê do silencioso espaço sideral.

Diferente de outras histórias que conhecemos muito bem o território, o espaço é algo inédito para a maioria (inclusive, continuará deste jeito). Por isso, o apelo visual deste filme é muito forte. Ele é extremamente necessário para todo o entendimento e envolvimento.


Só que esta enorme dependência visual não me deixa entusiasmado em dizer que este é um dos melhores filmes do ano e blá blá blá. Acredito que Gravidade é um filme muito bom, mas só. Eu nunca o indicaria a tantos prêmios como o Oscar 2014 fez. Um filme de Oscar precisa de algo a mais, se apoiar em boas atuações, não sei….talvez eu esteja começando a ficar mais exigente quando o assunto envolve filmes.

FRANKENSTEIN – ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS


O comercial de Frankenstein – Entre Anjos e Demônios na televisão tentou aumentar um pouquinho a popularidade do quadrinho que ele é baseado. Eu não estou entre os maiores especialistas de HQs, mas também não sou nenhum neófito para acreditar que esta é a história em quadrinhos mais popular que existe. Com certeza a ideia de incluir esta frase veio da cabeça de algum brilhante diretor de marketing. Talvez por perceber a qualidade ruim do filme ou por se tratar de mais um ser ignóbil tentando lucrar com assuntos que ele não tem o mínimo conhecimento.

Este filme tem uma história tão sem pé nem cabeça que em determinado momento eu achei que estava assistindo Constantine. Os criadores quiseram colocar o lendário personagem numa trama tão fora de sua realidade que o máximo que eles conseguiram foi remexer na minha fúria crítica que estava adormecida e bem guardada.

Tudo começa com aquela origem que todo mundo conhece. Só que em vez de desaparecer junto com seu criador, Frankenstein (Aaron Eckhart) descobre que o nosso planeta é palco de um grande embate entre gárgulas e demônios. Enquanto um lado deseja usá-lo como arma para o bem o outro lado tem interesses escusos nele. Sem querer tomar parte da guerra, Adam – nome que ele recebe da rainha dos gárgulas – resolve caçar sozinho os demônios e viver isolado do mundo.

Só que depois de vários anos ele retorna para consumar sua vingança. Sua capacidade de aniquilar os seres do mal está maior, mas a percepção dos fatos continua zuada… mesmo depois de tanto tempo escondido, os demônios ainda tem planos que ele nem desconfia… Óbvio que toda esta trama colocará o destino do nosso plano astral mais uma vez em xeque.

Um tempo atrás eu fui acusado de pegar muito leve nas minhas críticas. Eu fiquei pensando sobre isso. Será que é porque a minha vida estava ótima ou por que eu já assisti tantos filmes que deixei de ser exigente sempre esperando algo fenomenal? Acho que nenhum dos dois, eu simplesmente acredito que filmes são divertimentos e, pensando deste jeito, eu fico satisfeito na maioria das vezes… achei convincente a minha explicação.