quinta-feira, 16 de março de 2017

Manchester à Beira-Mar


Hiatos são hiatos. As dificuldades em escrever materiais criativos são reais. No mês de janeiro o calor é insuportável. Estas frases latejam na minha cabeça esperando uma oportunidade para saírem. Deveria ser um blog sobre filmes novos, antigos, bons e ruins, mas acaba tendo outras funções. A necessidade de expressar certas vontades é algo inexplicável. As vezes sufocante as vezes irrelevante (para mim ou para outras pessoas)....

A vida diariamente nos apresenta desafios. Dizem que com eles aprendemos a ser adultos e responsáveis. Mas será que somos fortes o bastante para sobreviver aos mais duros golpes?

Manchester à Beira-Mar explora esta questão através de uma narrativa muito bem desenvolvida. A cada cena saímos da superficialidade inicial dos personagens para tentar compreender quem eles são. E quando tentamos imaginar um pouco sobre as sensações que os personagens estão sentindo, o impacto te deixa pensativo durante um belo tempo...

A história gira em torno de Lee Chandler (Casey Affleck). Um faz tudo emburrado que precisa retornar a sua cidade natal após receber a notícia da morte de seu irmão. Este trágico fato traz uma curiosidade. Em seu testamento, o irmão de Lee deixa a guarda de seu filho adolescente para ele e todas as responsabilidades que isto acarretará. Viver não é uma coisa fácil para Lee. Simplesmente as vezes não dá. Não existe jeito de contornar certas coisas. No decorrer da história vamos descobrindo como estas frases se encaixam perfeitamente para o personagem.


Mesmo se o filme não tivesse vencido alguns prêmios (entre eles o Oscar), eu estaria aqui recomendando positivamente para vocês assistirem Manchester à Beira-Mar. Pode parecer que eu estou meio sentimental ou que o estúdio me pagou para falar bem dele. Mas nada disso procede. Simplesmente o filme é bom e vale a pena ser assistido.



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