quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ghost in the Shell - A Vigilante do Amanhã

Os responsáveis pela publicidade de Ghost in the Shell talvez sem saber o que destacar, resolveram enaltecer qualidades um pouco genéricas de qualquer filme:
- em tela grande.
- áudio de ótima qualidade.

Ghost in the Shell é a mais recente tentativa dos estúdios de cinema americanos para adaptar histórias japonesas para as telonas.

O filme tem referências que lembram outras grandes produções como Robocop e Matrix, só que fica devendo na filosofia barata de Matrix, grande parte do carisma da trilogia das irmãs Wachowski.

Curiosamente uma das versões de Ghost in the Shell, que há muitos anos já saiu em formato de mangá e anime, é considerado influência para Matrix.


Apesar disso, o filme bom, com ótimos efeitos visuais e estética apurada.
O problema é que parece não saber como achar um público.

Se de um lado os fãs do anime e do mangá queriam uma versão mais fiel ao original, com direito a uma atriz asiática no lugar de Scarlet Johansson, o público geral não encontrou uma história com apelo suficiente para mobilizar milhões às salas de cinema. 



O resultado é um filme provavelmente caro, bem feito, mas sem retorno financeiro. 
Não à toa já começam a sair análises de que a produção não se bancou financeiramente, inviabilizando uma possível continuação.  

As sequências de ação ficam como o melhor das duas horas de filme, que se você não conferiu nos cinemas poderá provavelmente em alguns anos ver nas telas da Record.  

 





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